Laboratorio Cianorte

Dicas, Recomendações, Ideias

Qual A ImportNcia Da Leitura?

Qual A ImportNcia Da Leitura

Qual é a importância de leitura?

A leitura estimula o raciocínio, melhora o vocabulário, aprimora a capacidade interpretativa, além de proporcionar ao leitor um conhecimento amplo e diversificado sobre vários assuntos. Ler desenvolve a criatividade, a imaginação, a comunicação, o senso crítico, e amplia a habilidade na escrita.

O que é leitura e qual sua importância?

Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia A leitura é uma prática que traz inúmeros benefícios aos leitores e quando estimulada desde a infância os impactos positivos podem ser muito maiores.

  1. Por meio dela, as crianças desenvolvem a concentração, memória, raciocínio e compreensão, estimulam a linguagem oral e ampliam a capacidade criativa.
  2. Acessar o universo das histórias ativa a imaginação, amplia o repertório de mundo e cria condições favoráveis para as crianças lidarem com situações cotidianas sob diferentes perspectivas.

É pela linguagem que elas se conectam com o mundo e é por meio das histórias que expressam as descobertas e os aprendizados, construindo a identidade e a memória. A literatura estimula muito o desenvolvimento dos pequenos”, explica Glaucia Piva, psicopedagoga, formadora de professores e docente nos cursos de pós-graduação da Universidade Anhembi Morumbi.

  • Os benefícios se estendem para o fortalecimento de vínculos afetivos, quando o momento é compartilhado, e para as habilidades socioemocionais, uma vez que, por meio da leitura, as crianças começam a entender seus sentimentos e a tentar lidar com eles.
  • “Ás vezes ela tem uma angústia, leva com ela algo que não sabe sequer nomear, mas quando lê, ela consegue elaborar a dúvida, se identificar com o personagem e fazer conexões propiciadas pela própria trama”, relata Glaucia.
  • O papel da família e da escola no estímulo da leitura

Apesar de compor a rotina de aprendizagem da criança, estimular a leitura não é uma tarefa apenas escolar. Tanto a família quanto a escola possuem funções diferentes, porém, complementares nesta etapa. Enquanto a escola cumpre uma função mais intencional e pedagógica, a família promove uma leitura mais emocional.

O papel da escola é de garantir algumas competências. De fazer, por meio da leitura, a criança exercitar a curiosidade intelectual. A escola precisa procurar livros que instiguem nas crianças esse comportamento mais investigativo, a reflexão apurada. Ela precisa ter essa preocupação e o professor precisa ficar atento se o livro é premiado e tem uma boa referência”, afirma.

“Já a família precisa cuidar daquela leitura por vezes desprovida dessa intenção, mas que promove a aproximação entre os familiares. Ela pode escolher um livro não tão premiado, mas que cuida de uma necessidade imediata, um livro que passa exatamente aquilo que estão vivendo”, diz.

No âmbito da família, não é necessário possuir um amplo repertório para incentivar o gosto pela leitura, para isso basta se interessar por procurar novas histórias ou valorizar as memórias de livros lidos durante a infância e adolescência. “Às vezes os pais não têm um repertório tão vasto, mas possuem um repertório que é deles, da infância deles.

Então se eles escolheram ler aquele livro é porque aquela história de alguma forma fez muito sentido para eles naquela ocasião. É natural que repliquem a leitura e a façam trazendo muita memória afetiva. Isso precisa ser valorizado. A família não precisa ter essa obrigação técnica na escolha dos livros dos filhos, mas precisa gostar da leitura e ter o desejo profundo de inserir os filhos nesse gosto”, menciona Glaucia.

Ambas as frentes são fundamentais para promover o gosto pela leitura nas crianças e identificar maneiras de fazer isso na prática. O impacto da leitura em meio à pandemia Além dos inúmeros benefícios citados, a leitura também pode contribuir na redução da ansiedade e das dúvidas que podem surgir em meio à pandemia.

Em um momento como este, é natural que as crianças passem a ter diversos questionamentos sobre a doença em si e temas relacionados como a vida e a morte. Muitos medos podem, inclusive, ser acentuados neste período. A leitura, nestes casos, pode auxiliar os pequenos a desenvolver habilidades socioemocionais como identificar esses medos e aprender a lidar com eles, de acordo com cada faixa etária.

“A literatura cumpre esse papel de fazer o ser humano lidar com todas essas emoções que está sentindo. O momento que o adulto escolhe o livro e a trama normalmente está ligado a esse terror que ambos sentem e que são somatizados por conta da pandemia. Na hora que a família se senta para fazer a leitura, ela se organiza a partir daquele enredo e se reconstitui, visualiza um caminho um pouco mais corajoso e otimista em relação ao que está sentindo”, menciona Glaucia.

Em meio à pandemia, a prática pode ser uma alternativa para a criança se desligar da realidade exterior e se conectar com o interior, tirar o foco do que está acontecendo no mundo e se concentrar no momento e nas suas emoções. “Quando o adulto está lendo para uma criança ele traz uma outra entonação, uma outra energia e entra naquele universo de contador.

No momento em que ele está ali desprovido de tempo, sua única obrigação é contar a história, ele faz esse exercício de livrar um pouco a criança daquilo que está sentindo, que por vezes ela não sabe nomear”, esclarece. “A leitura nos leva para outras dimensões. O ser humano é multidimensional e a leitura compõe isso.

Nós sentimos aquilo que lemos ou ouvimos, nos colocamos na história e nos projetamos nela”, completa. A partir de que idade a leitura pode ser estimulada? De acordo com a psicopedagoga Glaucia, o gosto pela leitura pode ser incentivado desde a gestação, com uma literatura voltada à maternidade/ paternidade.

A partir do momento que os familiares começam a ler conteúdos voltados para aquele momento de vida, já mostram ao bebê a importância que ele tem para a família e, consequentemente, a importância da leitura. “No momento da gestação, a mãe já se interessa e consome leituras ligadas à maternidade, ela já movimenta essa dinâmica.

O bebê vai entendendo de alguma forma a importância de sentar, escolher algo que te dê prazer naquele momento, porque o corpo da mãe vai produzindo todas essas sensações durante a leitura”, explica. Como incentivar a leitura de acordo com cada faixa etária:

  1. Do nascimento até os 3 anos: a família pode escolher livros que proporcionam experiências sensoriais como livros de banho e que estimulam a audição ou o tato.
  2. “Nesta fase, aqueles livros que têm uma pegada mais tátil ou auditiva, que você abre a casinha e o livrinho emite um som ou você passa a mão e sente que aquilo é mais áspero”, recomenda Glaucia.
  3. Até os 6 anos: é possível optar por livros com temas mais místicos e que ajudem as crianças a lidarem com seus medos.

“As crianças passam a se identificar com fadas e bruxas, a ter medo da morte, de perder um ente querido, no caso os familiares mais próximos. Cuidar desse terror infantil é uma providência importante, porque ajuda as crianças a visualizarem um caminho mais otimista em relação aos problemas do dia a dia”, explica.

  • A partir dos 6 anos: podem ser inseridos livros de aventura e ficção científica.
  • Elas começam a querer esse mundo mais fantasioso, do que é real ou irreal, essa luta entre o bem e o mal, essa literatura ligada aos dilemas até morais do que é bom ou ruim.
  • Quando elas superam essa discussão, elas crescem, amadurecem e se constituem enquanto pessoas”, completa.

Aprenda a criar uma rotina de leitura Para criar o gosto pela leitura nas crianças é importante fazê-las conhecer diferentes gêneros literários. Para isso, propor uma rotina de leitura pode ser o primeiro passo para ampliar o repertório delas. “Quando eu não sei o que gosto de ler, o que eu gosto de desvendar, qualquer leitura é válida e isso é hábito, não é gosto.

Uma dica é montar com a criança uma rotina de leitura, que pode ser atualizada semanalmente”, afirma Glaucia. Sugestão de rotina criada com o apoio da psicopedagoga: Segunda-feira: dia de ler para aprender. Opte por conteúdos como Revista Recreio ou Ciência Hoje das Crianças (CHC); Terça-feira: dia de ler para criar alguma coisa.

Gêneros instrucionais são os mais recomendados. A família pode decidir criar algum brinquedo junto com a criança e estimular a leitura de guias e manuais;

  • Quarta-feira: dia de ler para se divertir. Livros de piadas ou histórias em quadrinhos podem ser boas escolhas;
  • Quinta-feira: dia de ler para se aventurar. Escolha contos de aventura ou histórias de ficção científica;
  • Sexta-feira: dia da criança contar uma história para alguém.

“Com isso estamos trabalhando não só a leitura como os gêneros textuais. A famílias podem incluir um dia de indicação literária e perguntar para a criança o porquê ela gostou, não se contentando com respostas clichês, porque foi realizado um trabalho de investir e instalar vocabulário, então é esperado que ele venha à tona agora”, finaliza Glaucia.

  1. Fundação Abrinq em prol da leitura
  2. A Fundação Abrinq, por meio dos seus programas voltados à Educação, fortalece a prática de educadores, por meio de formações e doações de acervos literários.
  3. Em 2019, chegou a ser reconhecida pelo, concedido a contadores de histórias, escritores, editoras, movimentos e fundações que, com suas práticas, desempenhos e ações, fortalecem, ampliam e difundem a arte narrativa no Brasil, valorizando a tradição oral, despertando o interesse pelo livro e o gosto pela leitura em crianças e adolescentes.

: Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia

Qual é a importância da leitura para a sociedade?

de suma a importncia nos dias de hoje na formao do cidado, a leitura. O dia 29/10 o dia nacional do livro, mas essa comemorao no deveria ser apenas nacional e sim no mundo todo, de uma forma contagiante, onde todos pudessem ressaltar a importncia de ler.

A leitura essencial para adquirirmos mais conhecimento. Estamos sendo bombardeados de informaes instantneas atravs da internet, mas vale ressaltar que o conhecimento para sempre e as informaes so passageiras, muitas vezes no acrescentam nada. Precisamos refletir sobre essa questo da informao x conhecimento.

Atravs da informao voc manipulado se no tiver o conhecimento. Devemos tomar mais conscincia da importncia de uma boa leitura, pois somente ela pode nos permitir o conhecimento. Do que adianta o governo incentivar o seu povo chegar universidade, se l atrs, no mostraram a ele, que essencial a cada etapa da vida estar aberto ao conhecimento? Infelizmente, muitas vezes esse cidado chega universidade despreparado, acreditando que ele consegue desenvolver tudo, mas no consegue, pois s consegue atravs de uma mquina que permite a ele copiar, colar e somente alterar.

  • Primordial analisar os fatores que impedem apresentar caminhos de renovao e qualificao.
  • A leitura sempre teve um papel social de grande interferncia na sociedade, como pesquisa educacional e a evoluo da leitura na sociedade diante dos problemas sociais, polticos e econmicos.
  • A leitura tem por finalidade levar a outros mundos possveis, seja atravs da literatura ou das revistas e livros.

Poder nos entreter ao mesmo tempo em que favorece a reflexo sobre a realidade ou a fuga de dificuldade que enfrentamos em nosso cotidiano. Alm disso, desperta sonhos, curiosidades e ativa a criatividade. *Rodrigo Moraes lder de bancada do PSC

Qual é o principal objetivo da leitura?

O objetivo principal da leitura é compreender um texto e, por ela, o que propõe, sugere ou instiga. A compreensão implica conhecer a intenção do autor, identificar mensagens explícitas e implícitas, cotejar o que está no texto com o que o leitor já sabe ou pensa a respeito do assunto.

O que a leitura nos traz?

Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia A leitura é uma prática que traz inúmeros benefícios aos leitores e quando estimulada desde a infância os impactos positivos podem ser muito maiores.

  1. Por meio dela, as crianças desenvolvem a concentração, memória, raciocínio e compreensão, estimulam a linguagem oral e ampliam a capacidade criativa.
  2. Acessar o universo das histórias ativa a imaginação, amplia o repertório de mundo e cria condições favoráveis para as crianças lidarem com situações cotidianas sob diferentes perspectivas.

É pela linguagem que elas se conectam com o mundo e é por meio das histórias que expressam as descobertas e os aprendizados, construindo a identidade e a memória. A literatura estimula muito o desenvolvimento dos pequenos”, explica Glaucia Piva, psicopedagoga, formadora de professores e docente nos cursos de pós-graduação da Universidade Anhembi Morumbi.

  • Os benefícios se estendem para o fortalecimento de vínculos afetivos, quando o momento é compartilhado, e para as habilidades socioemocionais, uma vez que, por meio da leitura, as crianças começam a entender seus sentimentos e a tentar lidar com eles.
  • “Ás vezes ela tem uma angústia, leva com ela algo que não sabe sequer nomear, mas quando lê, ela consegue elaborar a dúvida, se identificar com o personagem e fazer conexões propiciadas pela própria trama”, relata Glaucia.
  • O papel da família e da escola no estímulo da leitura

Apesar de compor a rotina de aprendizagem da criança, estimular a leitura não é uma tarefa apenas escolar. Tanto a família quanto a escola possuem funções diferentes, porém, complementares nesta etapa. Enquanto a escola cumpre uma função mais intencional e pedagógica, a família promove uma leitura mais emocional.

  1. O papel da escola é de garantir algumas competências.
  2. De fazer, por meio da leitura, a criança exercitar a curiosidade intelectual.
  3. A escola precisa procurar livros que instiguem nas crianças esse comportamento mais investigativo, a reflexão apurada.
  4. Ela precisa ter essa preocupação e o professor precisa ficar atento se o livro é premiado e tem uma boa referência”, afirma.

“Já a família precisa cuidar daquela leitura por vezes desprovida dessa intenção, mas que promove a aproximação entre os familiares. Ela pode escolher um livro não tão premiado, mas que cuida de uma necessidade imediata, um livro que passa exatamente aquilo que estão vivendo”, diz.

  • No âmbito da família, não é necessário possuir um amplo repertório para incentivar o gosto pela leitura, para isso basta se interessar por procurar novas histórias ou valorizar as memórias de livros lidos durante a infância e adolescência.
  • Às vezes os pais não têm um repertório tão vasto, mas possuem um repertório que é deles, da infância deles.

Então se eles escolheram ler aquele livro é porque aquela história de alguma forma fez muito sentido para eles naquela ocasião. É natural que repliquem a leitura e a façam trazendo muita memória afetiva. Isso precisa ser valorizado. A família não precisa ter essa obrigação técnica na escolha dos livros dos filhos, mas precisa gostar da leitura e ter o desejo profundo de inserir os filhos nesse gosto”, menciona Glaucia.

Ambas as frentes são fundamentais para promover o gosto pela leitura nas crianças e identificar maneiras de fazer isso na prática. O impacto da leitura em meio à pandemia Além dos inúmeros benefícios citados, a leitura também pode contribuir na redução da ansiedade e das dúvidas que podem surgir em meio à pandemia.

Em um momento como este, é natural que as crianças passem a ter diversos questionamentos sobre a doença em si e temas relacionados como a vida e a morte. Muitos medos podem, inclusive, ser acentuados neste período. A leitura, nestes casos, pode auxiliar os pequenos a desenvolver habilidades socioemocionais como identificar esses medos e aprender a lidar com eles, de acordo com cada faixa etária.

A literatura cumpre esse papel de fazer o ser humano lidar com todas essas emoções que está sentindo. O momento que o adulto escolhe o livro e a trama normalmente está ligado a esse terror que ambos sentem e que são somatizados por conta da pandemia. Na hora que a família se senta para fazer a leitura, ela se organiza a partir daquele enredo e se reconstitui, visualiza um caminho um pouco mais corajoso e otimista em relação ao que está sentindo”, menciona Glaucia.

Em meio à pandemia, a prática pode ser uma alternativa para a criança se desligar da realidade exterior e se conectar com o interior, tirar o foco do que está acontecendo no mundo e se concentrar no momento e nas suas emoções. “Quando o adulto está lendo para uma criança ele traz uma outra entonação, uma outra energia e entra naquele universo de contador.

  1. No momento em que ele está ali desprovido de tempo, sua única obrigação é contar a história, ele faz esse exercício de livrar um pouco a criança daquilo que está sentindo, que por vezes ela não sabe nomear”, esclarece.
  2. A leitura nos leva para outras dimensões.
  3. O ser humano é multidimensional e a leitura compõe isso.

Nós sentimos aquilo que lemos ou ouvimos, nos colocamos na história e nos projetamos nela”, completa. A partir de que idade a leitura pode ser estimulada? De acordo com a psicopedagoga Glaucia, o gosto pela leitura pode ser incentivado desde a gestação, com uma literatura voltada à maternidade/ paternidade.

  1. A partir do momento que os familiares começam a ler conteúdos voltados para aquele momento de vida, já mostram ao bebê a importância que ele tem para a família e, consequentemente, a importância da leitura.
  2. No momento da gestação, a mãe já se interessa e consome leituras ligadas à maternidade, ela já movimenta essa dinâmica.

O bebê vai entendendo de alguma forma a importância de sentar, escolher algo que te dê prazer naquele momento, porque o corpo da mãe vai produzindo todas essas sensações durante a leitura”, explica. Como incentivar a leitura de acordo com cada faixa etária:

  1. Do nascimento até os 3 anos: a família pode escolher livros que proporcionam experiências sensoriais como livros de banho e que estimulam a audição ou o tato.
  2. “Nesta fase, aqueles livros que têm uma pegada mais tátil ou auditiva, que você abre a casinha e o livrinho emite um som ou você passa a mão e sente que aquilo é mais áspero”, recomenda Glaucia.
  3. Até os 6 anos: é possível optar por livros com temas mais místicos e que ajudem as crianças a lidarem com seus medos.

“As crianças passam a se identificar com fadas e bruxas, a ter medo da morte, de perder um ente querido, no caso os familiares mais próximos. Cuidar desse terror infantil é uma providência importante, porque ajuda as crianças a visualizarem um caminho mais otimista em relação aos problemas do dia a dia”, explica.

  1. A partir dos 6 anos: podem ser inseridos livros de aventura e ficção científica.
  2. Elas começam a querer esse mundo mais fantasioso, do que é real ou irreal, essa luta entre o bem e o mal, essa literatura ligada aos dilemas até morais do que é bom ou ruim.
  3. Quando elas superam essa discussão, elas crescem, amadurecem e se constituem enquanto pessoas”, completa.

Aprenda a criar uma rotina de leitura Para criar o gosto pela leitura nas crianças é importante fazê-las conhecer diferentes gêneros literários. Para isso, propor uma rotina de leitura pode ser o primeiro passo para ampliar o repertório delas. “Quando eu não sei o que gosto de ler, o que eu gosto de desvendar, qualquer leitura é válida e isso é hábito, não é gosto.

Uma dica é montar com a criança uma rotina de leitura, que pode ser atualizada semanalmente”, afirma Glaucia. Sugestão de rotina criada com o apoio da psicopedagoga: Segunda-feira: dia de ler para aprender. Opte por conteúdos como Revista Recreio ou Ciência Hoje das Crianças (CHC); Terça-feira: dia de ler para criar alguma coisa.

Gêneros instrucionais são os mais recomendados. A família pode decidir criar algum brinquedo junto com a criança e estimular a leitura de guias e manuais;

  • Quarta-feira: dia de ler para se divertir. Livros de piadas ou histórias em quadrinhos podem ser boas escolhas;
  • Quinta-feira: dia de ler para se aventurar. Escolha contos de aventura ou histórias de ficção científica;
  • Sexta-feira: dia da criança contar uma história para alguém.

“Com isso estamos trabalhando não só a leitura como os gêneros textuais. A famílias podem incluir um dia de indicação literária e perguntar para a criança o porquê ela gostou, não se contentando com respostas clichês, porque foi realizado um trabalho de investir e instalar vocabulário, então é esperado que ele venha à tona agora”, finaliza Glaucia.

  1. Fundação Abrinq em prol da leitura
  2. A Fundação Abrinq, por meio dos seus programas voltados à Educação, fortalece a prática de educadores, por meio de formações e doações de acervos literários.
  3. Em 2019, chegou a ser reconhecida pelo, concedido a contadores de histórias, escritores, editoras, movimentos e fundações que, com suas práticas, desempenhos e ações, fortalecem, ampliam e difundem a arte narrativa no Brasil, valorizando a tradição oral, despertando o interesse pelo livro e o gosto pela leitura em crianças e adolescentes.

: Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia

Qual a importância da leitura resposta?

A leitura gera conhecimento e conhecimento gera pensamento crítico. Ou seja, quanto mais ler, mais conhecimento o sujeito vai constituir, isso formará um ser humano que pensa de forma racional e baseado em argumentos.

Qual é o valor da leitura?

A IMPORTÂNCIA DO HÁBITO DE LER – Brasil Escola RESUMO Este trabalho apresenta a importância do hábito de ler, bem como seus múltiplos benefícios. A leitura apresenta uma importância vital como estratégia de melhoria do processo de ensino e aprendizagem; o que contribui para o desenvolvimento nos leitores de capacidades de análise crítica e síntese, bem como o entendimento de sua realidade.

A escola tem a responsabilidade de desenvolver o gosto pela leitura em seus estudantes; embora não seja uma tarefa simples. PALAVRAS-CHAVE : Leitura; Ensino; Aprendizagem; Escola.1 INTRODUÇÃO Vivemos em uma sociedade cada vez mais complexa, com mutações sociais precipitadas e constantes imprevisibilidades e alterações.

Além disso, o uso veemente das novas tecnologias e a sede por informações imprime nas pessoas a precisão de adaptabilidade, opinião crítica, criatividade, competência para a inovação e abertura ao novo. O incremento de uma sociedade de informação impõe-se, portanto, no mundo tecnológico em que vivemos.

  • A leitura reflexiva representa uma das boas vias para entender a realidade.
  • É verídico que em nossa sociedade as práticas leitoras são pouco incentivadas e desenvolvidas.
  • Desta forma, dado a sua importância, a leitura deve ser estimulada e integrada ao cotidiano dos estudantes e, consequentemente de jovens e adultos.

Encontrar formas de tornar a leitura um hábito prazeroso é uma incumbência de todos os professores, mas, em especial, dos professores de Língua Portuguesa. Entretanto, esta tarefa não se caracteriza como fácil ou imediata; mas sim de forma lenta e progressiva, cabendo aos docentes encontrar métodos para incentivar o desenvolvimento da leitura significativa dos aprendizes.

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Neste processo, o papel da escola é essencial, e o professor é o mediador. Entretanto, nem sempre ele disponibiliza recursos adequados para concretizar atividades pretendidas com foco na leitura, ou também é possível que não saiba como elaborá-las e aplicá-las. A concretização da formação de leitores exige da escola e dos demais membros dos setores do processo educativo ações que estimulem o pensamento, a criticidade, a criação, apresentando materiais de leitura diversos, com os quais seja possível despertar e estimular o gosto pelo ato de ler, desde os primeiros anos escolares.2 DESENVOLVIMENTO Muito se conhece e se fala sobre o hábito e a importância da leitura, inclusive sobre seus benefícios.

De acordo com Brito (2015), é apropriado comparar a leitura a uma viagem: “Quando lemos um bom livro e nos deixamos ser transportados para uma realidade paralela, onde à medida que cada página é virada, o leitor é submetido a universo único, repleto de descobertas, encantamento e diversão”.

  1. Mas, afinal, o que é ler? Silva (1987, p.96), esclarece sobre o assunto: A leitura não pode ser confundida com decodificação de sinais, com reprodução mecânica de informações ou com respostas convergentes a estímulos escritos pré-elaborados.
  2. Esta confusão nada mais faz do que decretar a morte do leitor, transformando-o num consumidor passivo de mensagens não significativas e irrelevantes.

Em contrapartida, BORDINI (1986, pág.116) elucida a prática leitora como produtora e construtora humana e social: o ato de ler se completa e gratifica o leitor, tornando-o conivente com outras vidas e outros mundos, obrigando-o a se emocionar, a repudiar, a apaixonar-se, todavia, sem nunca perder o controle consciente da situação de leitura, o que é, talvez, seu maior atrativo, pois permite um diálogo em igualdade de condições.

  1. É importante extrapolar alguns entendimentos relacionados ao inicial aprendizado da leitura.
  2. A mais importante é a que de ler é meramente decifrar, transformar letras em sons, tornando o ato de compreender somente consequência natural dessa ação.
  3. Com esta compreensão equivocada os educandários vêm lançando ampla quantidade de “leitores” bons em decifrar qualquer escrito, porém com espantosas dificuldades para entender o que arriscam ler.

Ter acesso à boa leitura é dispor de uma informação cultural que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura, possibilitando que se tenha a leitura com um hábito que faz parte do cotidiano, dessa forma, fazendo com que sempre se mantenha os conhecimentos atualizados.

De acordo com Orlandini (2005, pág.19), Atribui-se à leitura um valor positivo absoluto: ela traria benefícios óbvios e indiscutíveis ao indivíduo e à sociedade – forma de lazer e de prazer, de aquisição de conhecimentos e de enriquecimento cultural, de ampliação das condições de convívio social e de interação.

A importância da alfabetização leitora é o princípio do gosto por ler. De acordo com dados do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, no que diz respeito aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa (2011, pág.22): Conhecimento atualmente disponível a respeito do processo de leitura indica que não se deve ensinar a ler por meio de práticas centradas na decodificação.

Ao contrário, é preciso oferecer aos alunos inúmeras oportunidades de aprenderem a ler usando os procedimentos que os bons leitores utilizam. É preciso que antecipem, que façam inferências a partir do contexto ou do conhecimento que possuem, que verifiquem suas suposições – tanto em relação à escrita; propriamente, quanto ao significado.

Partindo de premissas da história da ação de ler, segundo estudo de MARTINS (1994, pág.22): “Saber ler e escrever, já entre os gregos e romanos, significava possuir as bases de uma educação adequada para a vida”. Esta educação não visava apenas o desenvolvimento de habilidades intelectuais e espirituais, mas também aptidões para que o cidadão se integrasse efetivamente na sociedade.

Entretanto, o estereótipo de leitor que conhecemos hoje, ou seja, o leitor dos textos impressos, segundo SILVA (2010, pág.42-46) é: “recente e surge na Europa, aproximadamente no século XVIII, quando a impressão dos livros passa do modo artesanal para o modo empresarial”. Isto permitiu que as pessoas tivessem acesso mais facilitado a um número maior de livros do que antes: graças ao surgimento da imprensa.

Entretanto, o invento da imprensa não resolveu vitaliciamente os problemas com relação à leitura. Embora houvesse mais livros, o ato de ler também foi evoluindo. Evoluiu internamente nos leitores e também naqueles cujo hábito adquiriu-se. Referindo-se à invenção e modernização da imprensa, Koch (2003), ressalta: A imprensa sabe causar efeitos diversos nos seus leitores, trazendo sempre conceitos e ideias, que surgem muitas vezes de interesses públicos ou de influência de meios como dinheiro e poder.

  1. É através de ideias e opiniões públicas que o jornal formula seu discurso, podendo tanto atuar como mensageiro da opinião pública como também criador da mesma.
  2. O jornalismo faz suposições do que é a sociedade e de como ela funciona, retratando-a constantemente e oferecendo interpretações de como compreendê-la.

Devemos levar em conta que nem sempre o jornal expõe seus gêneros textuais mostrando um ponto de vista claro para o leitor adotar, embora lembremos que nenhum texto apresenta neutralidade. A educação esteve presente concomitantemente com a leitura. Além de decodificar, derivou-se a necessidade de leitura reflexiva, independente do contexto em que o texto se apresente e de seu leitor.

Sobre este relevante quando se fala de leitura, Baccega (2003, pág.81) destaca: A formação de cidadãos, atributo da escola, passa hoje obrigatoriamente pela habilitação do cidadão para ler os meios de comunicação, sabendo desvelar os implícitos que a edição esconde; sendo capaz de diferenciar, entre os valores dos produtores dos meios, aqueles que estão mais de acordo com a identidade de sua nação; reconhecendo os posicionamentos ideológicos de manutenção do status quo ou de construção de uma variável histórica mais justa e igualitária.

E, para isso, a escola não pode esquecer-se do ecossistema comunicativo no qual vivem os alunos. Ou seja, ou a escola colabora para democratizar o acesso permanente a esse ecossistema comunicativo ou continuará a operar no sentido da exclusão, tornando maiores os abismos existentes.

  1. É verídico que em nossa sociedade as práticas leitoras são extremamente indispensáveis, mas pouco repensadas, incentivadas e desenvolvidas.
  2. Entretanto, a escola é responsável por dar grande estímulo e produzir variadas condições para o ato de ler, conforme comenta Margarida Soares (2010): Os cidadãos, maioritariamente, leem muito pouco.

Os alunos, segundo os testemunhos dos professores, não leem. O endeusamento do trabalho e o atrativo de outras formas de lazer não deixam tempo para que seja dada à leitura o seu valor e a sua importância como instrumento no acesso ao conhecimento, ao entretenimento e ao prazer, embora seja consensual para a sociedade que é preciso inverter esta situação, uma vez que é inegável o papel relevante que o ato de ler assume no mundo contemporâneo.

  1. Por conseguinte, mesmo que sem exclusividades, fica para a escola a incumbência de praticar a leitura e formar leitores, porquanto essas competências precisam ser desenvolvidas ao largo da vida escolar dos educados.
  2. A leitura reflexiva é a melhor forma de se entender a nossa realidade social.
  3. Assim, SABINO (2008, pág.1) argumenta: A leitura reflexiva representa uma das boas vias para entender a realidade.

Ler um texto não acompanhado de reflexão não constitui caminho para o entendimento da realidade. Quantas vezes se lê mecanicamente e, no final da leitura, não se consegue resumir as principais ideias que o texto pretende transmitir. Assim, não basta tirar informação de um texto.

Além do entendimento do texto, a passagem a um outro estado de leitura é requerido: a crítica ao mesmo, com base em pressupostos diferentes, buscando novas inferências e novas implicações. É preciso proceder à sua análise crítica, o que requer operações mentais mais complexas do que a simples recepção de informação.

Ler e refletir sobre o que se lê à medida que se lê é essencial para a produção de conhecimento. Para criar situações que possam fazer florescer o pensamento crítico do que é lido, o professor precisa de um planejamento conciso e moldurado de acordo com a clientela específica.

Em contrapartida, Calçada, citado por Azevedo (2007), dá ênfase às dificuldades que os educadores enfrentam para alcançar seus objetivos: Consequentemente, aos professores são colocados inúmeros e complexos desafios no ensino da leitura, vendo-se estes obrigados a dar as respostas adequadas quer na forma quer no tempo.

O grande repto será perceber o papel, a importância e as funções da leitura nas sociedades contemporâneas, procurando gerir com eficácia o presente e projetar o futuro, porque até há bem pouco tempo o conceito de leitor se associava à frequência de leitura, hoje a expansão dos ambientes digitais recoloca este conceito numa outra representação, emancipada do tempo e do espaço em que o ato de ler se concretiza.

  • No entanto, segundo Curto (2008):
  • Não é possível que todos aprendam da mesma maneira, por isso o objetivo é que todos possam trabalhar reflexivamente e construir o pensamento, de forma coletiva, sem que ninguém se sinta marginalizado.
  • Para consolidação desse tema, o professor deve desenvolver seu trabalho a partir do pensamento de cada educando, oferecendo atenção ao que cada um pode assimilar, numa perspectiva sócio construtivista, apelando às atividades expressivas, porque permitem refletir e refletir é tentador, motivador, porquanto a motivação contagia e se torna funcional, pois é importante aprender a entender o mundo; em especial, através da leitura.
  • O docente deve auto avaliar seu trabalho com constância, a fim de encontrar seus pontos fortes para fortalecê-los e dar atenção a seus erros, repensando sua prática. Desta maneira, segundo Curto (2008):
  • Não sendo possível dissociar aprendizagem dos processos metacognitivos, o professor recorre também à avaliação formativa individual de modo a permitir ao aluno autorregular as suas aprendizagens e, deste modo, tomar a direção certa tomar no desenvolvimento do seu trabalho, ou seja, tornar-se consciente do seu processo de aprendizagem, ter a capacidade de reconhecer as dificuldades e avaliar corretamente as próprias possibilidades de resolver um problema.
  • No contexto da sala de aula, especialmente, o processo de desenvolvimento da leitura parte das premissas a alfabetização. De acordo com Figueiredo (2004):

A leitura é um conjunto complexo de processos coordenados que incluem operações perceptuais, linguísticas e conceptuais e que vão desde a descodificação de letras na página impressa, à determinação do referente de uma palavra ou de uma frase até à estrutura do texto.

  • Além desta inter-relacionação entre as relações semânticas e referenciais que se encontram num texto, há ainda a ativação de um processo integrativo: a evocação da informação armazenada na memória de longo prazo.
  • Não há dúvidas de que a educação é a mais importante vertente propulsora do desenvolvimento social, cultural e econômico de uma nação.

Assume, dessa forma, uma grande importância a plano pessoal, social, nacional e universal. Entretanto, para que o desenvolvimento educacional seja impulsionado, o ambiente precisa ser apropriado à obtenção, elaboração e divulgação da ciência. Alguns autores consideram a leitura um alicerce da sociedade de conhecimento, dado que ela promove a libertação do pensamento e a prática do exercício da cidadania.

Segundo Karl Popper (1992, pág.101), “o livro é o bem cultural mais importante da Europa e talvez da humanidade. Quem lê, quem efetivamente lê, sabe mais e pode mais”. Desta forma, a leitura assume a vital importância como estratégia de melhoria no processo de ensino e aprendizagem, o que contribui significativamente para o desenvolvimento, em crianças e jovens especialmente, de capacidade de pensamento, análise crítica e de síntese.

Precocemente, em idade escolar, as crianças já devem entrar em contato com novos vocábulos por meios orais ou por meio de leitura compreensiva, para que, por meio da excitação intelectual consequente, ampliem o seu vocabulário, proporcionando a prática do aprendido.

  1. Segundo Jensen (2002, pág.58), “um jovem que não esteja exposto à novas palavras, nunca desenvolverá no córtex auditivo as células que lhe permitam distinguir corretamente diferentes sons”.
  2. Aqui nasce a importância da leitura de distintos gêneros textuais, especialmente contos, às crianças; tanto a escola como os pais, devem estimular os filhos, lendo para as crianças.

Nesta etapa, o cérebro já está preparado para distinguir bem os dessemelhantes fenômenos acústicos. Tanto a leitura como o conhecimento, são construções interiores individuais, nas quais os processos de construção, desconstrução e reconstrução estão acionados internamente em cada sujeito.

Portanto, a leitura reflexiva e dirigida consente inclusive o acordar da consciência para o exercício de valores éticos, humanísticos e estéticos. Até mesmo pode funcionar como divertimento benéfico, instruindo, informando e desenvolvendo crianças e jovens, de uma maneira motivadora e alegre. Enquanto a prática da leitura se dilata e se torna um deleite, o leitor aprende a desfrutar, e formulam-se juízos de valor sobre os significados assimilados, sobre a legitimidade e conformação das ideias, comparando-as com experiências e leituras prévias.

Meticulosa e reflexiva deve ser a leitura. Não deve, nunca, ser uma atividade inerte. Para que se aproveite a leitura realizada, o leitor deve ser um ativo questionador do que foi lido. E esta ação deve ser ensinada às crianças e, consequentemente, trará resultados positivos na leitura, já que terão uma compreensão maior e poderão avaliar o que leem.

  1. Segundo Elder & Paul (2002, pág.33),
  2. O questionamento interior enquanto se processa a leitura, deve incidir nas razões, nas finalidades, nos objetivos de tal leitura, nos propósitos, ideias principais e inferências do autor do livro e deve estar acompanhado de uma reflexão sobre o próprio entendimento do que está expresso, do seu significado, da sua importância na vida.
  3. Ainda segundo Elder & Paul (2003, pág.9-11), pode-se considerar a existência de cinco níveis de leitura:
  • Primeiro nível – Leitura e análise oração a oração – O leitor consegue traduzir em palavras próprias o significado de cada oração.
  • Segundo nível – Explicação do sentido de um parágrafo – O leitor indica a ideia principal de um parágrafo, tradu-lo em palavras próprias; exemplifica o seu significado, gera metáforas, ilustrações, diagramas e/ou gráficos.
  • Terceiro nível – Análise da lógica do que se lê – O leitor questiona e busca mentalmente respostas sobre: propósitos, opiniões, suposições, inferências, fontes de informação, conceitos básicos do autor, bem como das implicações na vida que daí advém.
  • Quarto nível – Avaliação da lógica do que se lê – O leitor reflete sobre a clareza da intenção do autor, a confiança que o mesmo suscita, a precisão nos detalhes, a introdução de material irrelevante, a profundidade com que o tema é tratado, a multiplicidade das fontes de informação utilizadas, a constatação de contradições e o significado do tema.
  • Quinto nível – Representação – O leitor assume o papel do autor e consegue discursar como se fosse este.

À medida que a criança cresce e vai praticando a leitura, o nível que vai atingindo, sobe, passando progressivamente do primeiro ao quinto. A ação de leitura individual pode ser instigada em sala de aula e na biblioteca. Sendo que a biblioteca constitui o ambiente de acesso e uso da informação através da leitura de livros, de textos da Internet ou outros.

O que interessa considerar neste ponto é o texto que vai ser lido, independente se está em formato de papel, seja em suporte digital. Para Lourenço Filho (1946, pág.4): Ensino e biblioteca não se excluem, completam-se. Uma escola sem biblioteca é instrumento imperfeito. A biblioteca sem ensino, ou seja, sem tentativa de estimular, coordenar e organizar a leitura, será, por seu lado, instrumento vago e incerto.

A escolha do que será lido, depois da apropriação da leitura, parte dos leitores, de forma espontânea. Mas, enquanto não se apropriam, a preocupação com relação à formação leitora é grande, em especial por parte dos professores. GUEDES e SOUZA (2011) repartem a incumbência de tarefas, quanto à preocupação do ensino e aprendizagem, com foco na alfabetização e letramento: Ler e escrever são tarefas da escola, questões para todas as áreas, uma vez que são habilidades indispensáveis para a formação de um estudante, que é responsabilidade da escola.

Ensinar é dar condições ao aluno para que ele se aproprie do conhecimento historicamente construído e se insira nessa construção como produtor de conhecimento. Ensinar é ensinar a ler para que o aluno se torne capaz dessa apropriação, pois o conhecimento acumulado está escrito em livros, revistas, jornais, relatórios, arquivos.

Ensinar é ensinar a escrever porque a reflexão sobre a produção de conhecimento se expressa por escrito. A realidade é que nossa nação sofre ainda com a deficiência no ensino público e com um apontador elevado de analfabetismo funcional. Assim, todas as ações que venham a incentivar e transformar beneficamente os brasileiros em leitores são bem recebidas.

O despertar para a atualidade e a relevância do saber ler com internalização transforma pessoas comuns em cidadãos contextualizados, conscientes de seu papel social. Transformação esta que tem suas raízes na escola. Assim diz Belloni (2001, pág.57): Para interpretar o mundo, a escola é um agente social fundamental, mas não único.

Não podemos, portanto, abrir mão de discutir, na sala de aula, o fenômeno da mídia, especialmente a televisão, mas partir dela para a compreensão crítica do mundo. E estamos o tempo todo a nos perguntar qual é, hoje, o papel da escola, dos pais? Que influência exercem na formação das crianças, dos jovens, constantemente bombardeados pela indústria cultural.

As crianças e os adolescentes nas sociedades contemporâneas aprendem mais como a televisão do que com os pais e professores? Como caracterizar este mais? Mais informações, mais conhecimentos pontuais? Modelos de comportamento, opiniões políticas? Possibilidades de desenvolver sua sensibilidade? A televisão oferece tudo isso e muito mais.

A televisão, ao pretender reproduzir o universo real em sua complexidade, constrói um simulacro do mundo em que o indivíduo acaba se encontrando, assumindo as imagens produzidas como se fosse sua vida real. E estas imagens penetram a realidade, transformando-a, dando-lhe forma.

A principal responsabilidade é, definitivamente, da escola, embora as ações planejadas e executadas pelas instituições não atinjam as tão almejadas metas quanto à leitura com seus discentes. Entretanto, LAJOLO (1995, pág.121) escreveu esclarecendo alguns aspectos: se a escola conseguir simular, nas atividades de leitura que patrocina, a circulação social que tais atividades de leitura têm fora do âmbito escolar, há uma possibilidade extremamente concreta de que estas atividades adquiram o sentido que elas precisam ter extramuros da escola e não se encerrem com as atividades que se encerram no final do ano letivo.

A importância de materiais diversificados para as aulas faz toda a diferença no aprendizado. Jornais, revistas, contos, fábulas, poesias, lendas e até mesmo o livro didático; apresentam diversos caminhos e possibilidades de atividades pedagógicas para o professor.

Cabe unicamente ao professor suas escolhas e adaptações, muito embora, nem sempre o livro didático traz o que o aluno realmente precisa, ou então de forma que ele assimilaria o conhecimento com mais facilidade. Vários autores refletem sobre isso, inclusive Zanchetta Jr (2005, pág.1507).: No livro didático, os textos surgem pasteurizados, ajustados à “cultura do fragmento”, que, mesmo sendo uma das únicas alternativas para acesso a determinados conteúdos, incentiva o desprezo pela origem, pela história, pela integridade da informação (algo que se verifica em boa parte das coleções, no tocante aos textos da imprensa).

Se a colagem de conteúdos sociais extraídos dos suportes midiáticos pode, de um lado, sensibilizar e ajudar no processo de conscientização dos alunos, também pode contribuir para o esvaziamento político da escola: o texto informativo emoldurado no Livro Didático, tomado como ponte para a participação nos problemas da sociedade, reforma a ideia de um papel que está além das possibilidades da escola.

  • Negar os problemas narrados por Zanchetta Jr.
  • É negar a história do cotidiano e a forma emaranhada como os fatos são narrados, por vezes difíceis de serem interpretados.
  • Mas reconhecer isto, não implica em deixar de utilizar a mídia como fonte de estudo, mas sim, em articulá-las para que a leitura crítica possa ser possível, adaptada aos aprendizes, sua realidade e historicidade.

Silva (2005, pág.13-14) vai mais além: deve-se combater com todas as forças a tendência corrente de entender o ato pedagógico unicamente como sinônimo de leitura. O ato pedagógico envolve, sim, leituras da realidade e de textos que expressam realidade, mas esse ato não pode ser entendido de forma tão mesquinha ou estreita.

O ato pedagógico é muito mais abrangente e complexo. Tem, na base, o diálogo entre professor e aluno e, no horizonte, os vários campos da cultura e do conhecimento.3 CONCLUSÃO Como se viu, a leitura reflexiva é um ato que se reveste da maior importância para o desenvolvimento educacional de crianças e jovens, atendendo aos efeitos positivos que produz.

Assim, se torna evidente a precisão por formação de pais, professores e outros profissionais da educação. Somente desta maneira será viável o desenvolvimento de ações incentivadas pelo interesse pela leitura em crianças e jovens, tornando possível uma compreensão de mundo e dando estímulos para a prática dos valores sociais e a participação consciente na vida de seu país.

  • Por outro lado, para formar uma população crítica, imprescindível para promover o desenvolvimento cultural, científico, tecnológico e económico de um país, contribuindo para processos inovadores, é essencial que a leitura reflexiva seja uma prática bem inculcada nas gerações jovens e menos jovens.
  • É preciso pensar na leitura como um meio para se alcançar o pensamento critico.

Pensar não é somente uma ação intelectual, é mais complexo: é um atividade que almeja desvendar o mundo e a si mesmo. E a escola, como um todo, precisa desenvolver no educando a capacidade de pensar e, consequentemente, se conhecer.

  • Faz-se necessário que se ensine ao aluno não só a ler, mas a gostar da leitura e a descobrir os prazeres e alegrias que ela lhe poderá proporcionar.
  • Sobre este contexto, Freire (1982) destaca:
  • Formar sujeitos sociais, leitores da realidade em que se inserem e capazes de usar a leitura como instrumento indispensável à sua participação na construção do mundo histórico e cultural, implica garantir uma ação educacional voltada para o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno, da sua capacidade de interpretar construções simbólicas, de modo que este se torne capaz de ler e pronunciar o mundo.
  • No contexto da sala de aula, Figueiredo (2004), dá ênfase à memória do que se lê:

A leitura é um conjunto complexo de processos coordenados que incluem operações perceptuais, linguísticas e conceptuais e que vão desde a descodificação de letras na página impressa, à determinação do referente de uma palavra ou de uma frase até à estrutura do texto.

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Além desta inter-relacionação entre as relações semânticas e referenciais que se encontram num texto, há ainda a ativação de um processo integrativo: a evocação da informação armazenada na memória de longo prazo. Imprescindível a escrita de Freire (1989, pág.13), quando aborda as habilidades linguísticas, partindo seu contato primeiro com os educandos, em seus primeiros anos de vida: Inicialmente me parece interessante reafirmar que sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador.

Para mim seria impossível engajar-me num trabalho de memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu. Daí que também não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das sílabas ou das letras. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos.

Pelo contrário, enquanto ato de conhecimento e ato criador, o processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em qualquer relação pedagógica, não significa dever a ajuda do educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta linguagem.

Na verdade, tanto o alfabetizador quanto o alfabetizando, ao pegarem, por exemplo, um objeto, como laço agora com o que tenho entre os dedos, sentem o objeto, percebem o objeto sentido e são capazes de expressar verbalmente o objeto sentido e percebido.

  1. Como eu, o analfabeto é capaz de sentir a caneta, de perceber a caneta e de dizer caneta.
  2. Eu, porém, sou capaz de não apenas sentir a caneta, de perceber a caneta, de dizer caneta, mas também de escrever caneta e, consequentemente, de ler caneta.
  3. A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral.

Esta montagem não pode ser feita pelo educador para ou sobre o alfabetizando. Aí tem ele um momento de sua tarefa criadora. Plínio Martins Filho, presidente da Editora da USP e professor no curso de Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA), diz que o consumo de livros no Brasil só não é maior por uma questão de hábito.

Uma das causas da falta de hábito é que a leitura tem que disputar espaço com outras formas de entretenimento. As grandes editoras do Brasil surgiram junto com o rádio e a televisão que, de alguma forma, são meios de lazer baratos e de fácil acesso. (2000). Entretanto, a escola nem sempre consegue atrair e preparar seus leitores.

É o que diz Daniel Pennac (1993, pág.55): Ele é um público implacável e excelente. Ele é, desde o começo, o bom leitor que continuará a ser se os adultos que o circundam alimentarem seu entusiasmo em lugar de pôr à prova sua competência; estimularem seu desejo de aprender, antes de lhe impor o dever de recitar; acompanharem seus esforços, sem se contentarem de pegá-lo na curva; consentirem em perder noites em lugar de ganhar tempo; fizerem vibrar o presente sem brandir a ameaça do futuro; se recusarem em transformar em obrigação aquilo que era prazer, entretanto esse prazer até que ele se transforme em dever, fundindo esse dever na gratuidade de todo aprendizado cultural, fazendo com que encontrem assim, eles próprios, o prazer nessa gratuidade.

  1. A leitura traz surpresas para os indivíduos que a praticam: emoções, descobertas, vocábulos, cultura e conhecimentos.
  2. Saber ler criticamente é ter a oportunidade de desvendar o mundo e compreendê-lo.
  3. É a chance de escrever e reescrever em sua vida uma história que te não é sua, mas passa a ser.
  4. Assim, SILVA (2010, pág.42-46) esclarece: “Cada leitura é uma nova escritura de um texto.

O ato de criação não estaria, assim, na escrita, mas na leitura, o verdadeiro produtor não seria o autor, mas o leitor. Ler não é descobrir o que o autor quis nos dizer, ao ler, o leitor trabalha produzindo significações e nesse trabalho que ele se constrói leitor.

Suas leituras prévias, suas histórias como leitor, estão presentes como condição de seu trabalho de leitura e esse trabalho o constitui como leitor e assim sucessivamente.” Feliz do aluno que aproveitou as oportunidades que lhe foram proporcionadas para se formar leitor crítico, cidadão consciente e aprendiz constante.4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AZEVEDO, Fernando.

Formar Leitores das Teorias às Práticas, Lisboa, Lidel, 2007. BACCEGA, M.A. Televisão e escola: uma mediação possível? São Paulo: SENAC, 2003. BELLONI, M.L. O que é mídia-educação, Campinas: Autores Associados, 2001. BORDINI, Maria da Glória. Por uma pedagogia da leitura,

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Paulo, Artmed, Vol.I.2008. FERREIRO, Emilia e TABEROSKY, Ana. Psicogénese da língua escrita, Porto Alegre: Artes Médicas.1986 FIGUEIREDO, Olívia. Didáctica do Português Língua Materna, Lisboa, ASA, 2005. FILHO, Plínio Martins. Do papiro ao papel manufaturado,

  1. Revista on-line da USP, Espaço Aberto, edição nº 24, outubro de 2000.
  2. Disponível em: http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2002/espaco24out/vaipara.php?materia=0varia.
  3. Acesso em: Abril/2018.
  4. FREIRE, Paulo.
  5. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam,
  6. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.

GUEDES, PAULO COIMBRA; SOUZA, JANE MARI de. Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português, In: Ler e escrever: compromisso de todas as áreas.9 ed. Porto Alegre, RS: Editora da UFRGS, 2011. JENSEN, Arthur Robert. Psychometric g: Definition and substantiation.

In R.J. Sternberg, & E.L. Grigorenko (Eds.). The general factor of intelligence: How general is it? Mahwah, NJ, US: Lawrence Erlbaum.2002. Disponível em: http://www.facstaff.bucknell.edu/jcomas/readings/jensen2002.pdf. Acesso em: Abril/2018. KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. O texto e a construção de sentidos São Paulo: Contexto, 2003.

LAJOLO E ZILBERMAN. Leitura rarefeita: livro e leitura no Brasil, São Paulo: Brasiliense, 1991. LOURENÇO FILHO, Manoel Bergström. O ensino e a biblioteca, Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1946.1ª Conferência da Série “A educação e a biblioteca”, pronunciada na Biblioteca do DASP, em 05/07/1944.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura.19.ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa,3 ed. Brasília: A Secretaria, 2011. ORLANDI, Eni Pulcinelli. LEITURA perspectivas interdisciplinares,5ª ed. São Paulo: Ática, 2005.

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SILVA, Ezequiel Theodoro da. A produção da Leitura na Escola: pesquisas x propostas. São Paulo: Ática, 2005. SILVA, Ezequiel Teodoro da. O ato de ler: fundamentos psicológicos para uma nova pedagogia da leitura.4. ed. São Paulo: Cortez Autores Associados, 1987.

SILVA, Klyvia Larissa de Andrade. Formar Leitores: um desafio da escola. Revista ABC Educatio. Junho/2010. SOARES, Margarida. A Importância da Leitura no Mundo Contemporâneo, E-revista ISSN 1645-9180, Nº 16, OZARFAXINARS. Fev.2010. ZANCHETTA JUNIOR, J. Desafios para a abordagem da imprensa na escola. Educação & Sociedade, Campinas, v.26, n.93, 2005.

: A IMPORTÂNCIA DO HÁBITO DE LER – Brasil Escola

Qual a importância da leitura redação?

Qual a importância da leitura para fazer uma boa redação? – Qual A ImportNcia Da Leitura A leitura traz diversos benefícios para a escrita. Desde o desenvolvimento emocional até o cognitivo. Além disso, é possível adquirir conhecimento sobre diversos temas. Consequentemente, há uma evolução nos argumentos e na construção da defesa de sua tese na redação, Veja alguns motivos para você compreender a importância da leitura para escrever uma boa redação:

Por que a leitura é importante na vida do ser humano?

Tanto a leitura quanto a escrita são práticas sociais de suma importância para o desenvolvimento da cognição humana. Ambas proporcionam o desenvolvimento do intelecto e da imaginação, além de promoverem a aquisição de conhecimentos.

Qual a importância da leitura na vida dos alunos?

Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia A leitura é uma prática que traz inúmeros benefícios aos leitores e quando estimulada desde a infância os impactos positivos podem ser muito maiores.

  1. Por meio dela, as crianças desenvolvem a concentração, memória, raciocínio e compreensão, estimulam a linguagem oral e ampliam a capacidade criativa.
  2. Acessar o universo das histórias ativa a imaginação, amplia o repertório de mundo e cria condições favoráveis para as crianças lidarem com situações cotidianas sob diferentes perspectivas.

É pela linguagem que elas se conectam com o mundo e é por meio das histórias que expressam as descobertas e os aprendizados, construindo a identidade e a memória. A literatura estimula muito o desenvolvimento dos pequenos”, explica Glaucia Piva, psicopedagoga, formadora de professores e docente nos cursos de pós-graduação da Universidade Anhembi Morumbi.

  • Os benefícios se estendem para o fortalecimento de vínculos afetivos, quando o momento é compartilhado, e para as habilidades socioemocionais, uma vez que, por meio da leitura, as crianças começam a entender seus sentimentos e a tentar lidar com eles.
  • “Ás vezes ela tem uma angústia, leva com ela algo que não sabe sequer nomear, mas quando lê, ela consegue elaborar a dúvida, se identificar com o personagem e fazer conexões propiciadas pela própria trama”, relata Glaucia.
  • O papel da família e da escola no estímulo da leitura

Apesar de compor a rotina de aprendizagem da criança, estimular a leitura não é uma tarefa apenas escolar. Tanto a família quanto a escola possuem funções diferentes, porém, complementares nesta etapa. Enquanto a escola cumpre uma função mais intencional e pedagógica, a família promove uma leitura mais emocional.

“O papel da escola é de garantir algumas competências. De fazer, por meio da leitura, a criança exercitar a curiosidade intelectual. A escola precisa procurar livros que instiguem nas crianças esse comportamento mais investigativo, a reflexão apurada. Ela precisa ter essa preocupação e o professor precisa ficar atento se o livro é premiado e tem uma boa referência”, afirma.

“Já a família precisa cuidar daquela leitura por vezes desprovida dessa intenção, mas que promove a aproximação entre os familiares. Ela pode escolher um livro não tão premiado, mas que cuida de uma necessidade imediata, um livro que passa exatamente aquilo que estão vivendo”, diz.

  1. No âmbito da família, não é necessário possuir um amplo repertório para incentivar o gosto pela leitura, para isso basta se interessar por procurar novas histórias ou valorizar as memórias de livros lidos durante a infância e adolescência.
  2. Às vezes os pais não têm um repertório tão vasto, mas possuem um repertório que é deles, da infância deles.

Então se eles escolheram ler aquele livro é porque aquela história de alguma forma fez muito sentido para eles naquela ocasião. É natural que repliquem a leitura e a façam trazendo muita memória afetiva. Isso precisa ser valorizado. A família não precisa ter essa obrigação técnica na escolha dos livros dos filhos, mas precisa gostar da leitura e ter o desejo profundo de inserir os filhos nesse gosto”, menciona Glaucia.

  • Ambas as frentes são fundamentais para promover o gosto pela leitura nas crianças e identificar maneiras de fazer isso na prática.
  • O impacto da leitura em meio à pandemia Além dos inúmeros benefícios citados, a leitura também pode contribuir na redução da ansiedade e das dúvidas que podem surgir em meio à pandemia.

Em um momento como este, é natural que as crianças passem a ter diversos questionamentos sobre a doença em si e temas relacionados como a vida e a morte. Muitos medos podem, inclusive, ser acentuados neste período. A leitura, nestes casos, pode auxiliar os pequenos a desenvolver habilidades socioemocionais como identificar esses medos e aprender a lidar com eles, de acordo com cada faixa etária.

  1. A literatura cumpre esse papel de fazer o ser humano lidar com todas essas emoções que está sentindo.
  2. O momento que o adulto escolhe o livro e a trama normalmente está ligado a esse terror que ambos sentem e que são somatizados por conta da pandemia.
  3. Na hora que a família se senta para fazer a leitura, ela se organiza a partir daquele enredo e se reconstitui, visualiza um caminho um pouco mais corajoso e otimista em relação ao que está sentindo”, menciona Glaucia.

Em meio à pandemia, a prática pode ser uma alternativa para a criança se desligar da realidade exterior e se conectar com o interior, tirar o foco do que está acontecendo no mundo e se concentrar no momento e nas suas emoções. “Quando o adulto está lendo para uma criança ele traz uma outra entonação, uma outra energia e entra naquele universo de contador.

  1. No momento em que ele está ali desprovido de tempo, sua única obrigação é contar a história, ele faz esse exercício de livrar um pouco a criança daquilo que está sentindo, que por vezes ela não sabe nomear”, esclarece.
  2. A leitura nos leva para outras dimensões.
  3. O ser humano é multidimensional e a leitura compõe isso.

Nós sentimos aquilo que lemos ou ouvimos, nos colocamos na história e nos projetamos nela”, completa. A partir de que idade a leitura pode ser estimulada? De acordo com a psicopedagoga Glaucia, o gosto pela leitura pode ser incentivado desde a gestação, com uma literatura voltada à maternidade/ paternidade.

  • A partir do momento que os familiares começam a ler conteúdos voltados para aquele momento de vida, já mostram ao bebê a importância que ele tem para a família e, consequentemente, a importância da leitura.
  • No momento da gestação, a mãe já se interessa e consome leituras ligadas à maternidade, ela já movimenta essa dinâmica.

O bebê vai entendendo de alguma forma a importância de sentar, escolher algo que te dê prazer naquele momento, porque o corpo da mãe vai produzindo todas essas sensações durante a leitura”, explica. Como incentivar a leitura de acordo com cada faixa etária:

  1. Do nascimento até os 3 anos: a família pode escolher livros que proporcionam experiências sensoriais como livros de banho e que estimulam a audição ou o tato.
  2. “Nesta fase, aqueles livros que têm uma pegada mais tátil ou auditiva, que você abre a casinha e o livrinho emite um som ou você passa a mão e sente que aquilo é mais áspero”, recomenda Glaucia.
  3. Até os 6 anos: é possível optar por livros com temas mais místicos e que ajudem as crianças a lidarem com seus medos.

“As crianças passam a se identificar com fadas e bruxas, a ter medo da morte, de perder um ente querido, no caso os familiares mais próximos. Cuidar desse terror infantil é uma providência importante, porque ajuda as crianças a visualizarem um caminho mais otimista em relação aos problemas do dia a dia”, explica.

A partir dos 6 anos: podem ser inseridos livros de aventura e ficção científica. “Elas começam a querer esse mundo mais fantasioso, do que é real ou irreal, essa luta entre o bem e o mal, essa literatura ligada aos dilemas até morais do que é bom ou ruim. Quando elas superam essa discussão, elas crescem, amadurecem e se constituem enquanto pessoas”, completa.

Aprenda a criar uma rotina de leitura Para criar o gosto pela leitura nas crianças é importante fazê-las conhecer diferentes gêneros literários. Para isso, propor uma rotina de leitura pode ser o primeiro passo para ampliar o repertório delas. “Quando eu não sei o que gosto de ler, o que eu gosto de desvendar, qualquer leitura é válida e isso é hábito, não é gosto.

  • Uma dica é montar com a criança uma rotina de leitura, que pode ser atualizada semanalmente”, afirma Glaucia.
  • Sugestão de rotina criada com o apoio da psicopedagoga: Segunda-feira: dia de ler para aprender.
  • Opte por conteúdos como Revista Recreio ou Ciência Hoje das Crianças (CHC); Terça-feira: dia de ler para criar alguma coisa.

Gêneros instrucionais são os mais recomendados. A família pode decidir criar algum brinquedo junto com a criança e estimular a leitura de guias e manuais;

  • Quarta-feira: dia de ler para se divertir. Livros de piadas ou histórias em quadrinhos podem ser boas escolhas;
  • Quinta-feira: dia de ler para se aventurar. Escolha contos de aventura ou histórias de ficção científica;
  • Sexta-feira: dia da criança contar uma história para alguém.

“Com isso estamos trabalhando não só a leitura como os gêneros textuais. A famílias podem incluir um dia de indicação literária e perguntar para a criança o porquê ela gostou, não se contentando com respostas clichês, porque foi realizado um trabalho de investir e instalar vocabulário, então é esperado que ele venha à tona agora”, finaliza Glaucia.

  1. Fundação Abrinq em prol da leitura
  2. A Fundação Abrinq, por meio dos seus programas voltados à Educação, fortalece a prática de educadores, por meio de formações e doações de acervos literários.
  3. Em 2019, chegou a ser reconhecida pelo, concedido a contadores de histórias, escritores, editoras, movimentos e fundações que, com suas práticas, desempenhos e ações, fortalecem, ampliam e difundem a arte narrativa no Brasil, valorizando a tradição oral, despertando o interesse pelo livro e o gosto pela leitura em crianças e adolescentes.

: Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia

Qual a importância da leitura e da literatura?

RESUMO: A experiência com o texto literário pode não apenas tocar emocionalmente o leitor, como também favorecer um pensamento crítico acerca de questões éticas, políticas, sociais e ideológicas, além de levar a uma análise das estratégias linguísticas de construção desse texto.

Qual a importância do incentivo à leitura?

Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia A leitura é uma prática que traz inúmeros benefícios aos leitores e quando estimulada desde a infância os impactos positivos podem ser muito maiores.

Por meio dela, as crianças desenvolvem a concentração, memória, raciocínio e compreensão, estimulam a linguagem oral e ampliam a capacidade criativa. “Acessar o universo das histórias ativa a imaginação, amplia o repertório de mundo e cria condições favoráveis para as crianças lidarem com situações cotidianas sob diferentes perspectivas.

É pela linguagem que elas se conectam com o mundo e é por meio das histórias que expressam as descobertas e os aprendizados, construindo a identidade e a memória. A literatura estimula muito o desenvolvimento dos pequenos”, explica Glaucia Piva, psicopedagoga, formadora de professores e docente nos cursos de pós-graduação da Universidade Anhembi Morumbi.

  • Os benefícios se estendem para o fortalecimento de vínculos afetivos, quando o momento é compartilhado, e para as habilidades socioemocionais, uma vez que, por meio da leitura, as crianças começam a entender seus sentimentos e a tentar lidar com eles.
  • “Ás vezes ela tem uma angústia, leva com ela algo que não sabe sequer nomear, mas quando lê, ela consegue elaborar a dúvida, se identificar com o personagem e fazer conexões propiciadas pela própria trama”, relata Glaucia.
  • O papel da família e da escola no estímulo da leitura

Apesar de compor a rotina de aprendizagem da criança, estimular a leitura não é uma tarefa apenas escolar. Tanto a família quanto a escola possuem funções diferentes, porém, complementares nesta etapa. Enquanto a escola cumpre uma função mais intencional e pedagógica, a família promove uma leitura mais emocional.

“O papel da escola é de garantir algumas competências. De fazer, por meio da leitura, a criança exercitar a curiosidade intelectual. A escola precisa procurar livros que instiguem nas crianças esse comportamento mais investigativo, a reflexão apurada. Ela precisa ter essa preocupação e o professor precisa ficar atento se o livro é premiado e tem uma boa referência”, afirma.

“Já a família precisa cuidar daquela leitura por vezes desprovida dessa intenção, mas que promove a aproximação entre os familiares. Ela pode escolher um livro não tão premiado, mas que cuida de uma necessidade imediata, um livro que passa exatamente aquilo que estão vivendo”, diz.

  1. No âmbito da família, não é necessário possuir um amplo repertório para incentivar o gosto pela leitura, para isso basta se interessar por procurar novas histórias ou valorizar as memórias de livros lidos durante a infância e adolescência.
  2. Às vezes os pais não têm um repertório tão vasto, mas possuem um repertório que é deles, da infância deles.

Então se eles escolheram ler aquele livro é porque aquela história de alguma forma fez muito sentido para eles naquela ocasião. É natural que repliquem a leitura e a façam trazendo muita memória afetiva. Isso precisa ser valorizado. A família não precisa ter essa obrigação técnica na escolha dos livros dos filhos, mas precisa gostar da leitura e ter o desejo profundo de inserir os filhos nesse gosto”, menciona Glaucia.

  1. Ambas as frentes são fundamentais para promover o gosto pela leitura nas crianças e identificar maneiras de fazer isso na prática.
  2. O impacto da leitura em meio à pandemia Além dos inúmeros benefícios citados, a leitura também pode contribuir na redução da ansiedade e das dúvidas que podem surgir em meio à pandemia.

Em um momento como este, é natural que as crianças passem a ter diversos questionamentos sobre a doença em si e temas relacionados como a vida e a morte. Muitos medos podem, inclusive, ser acentuados neste período. A leitura, nestes casos, pode auxiliar os pequenos a desenvolver habilidades socioemocionais como identificar esses medos e aprender a lidar com eles, de acordo com cada faixa etária.

A literatura cumpre esse papel de fazer o ser humano lidar com todas essas emoções que está sentindo. O momento que o adulto escolhe o livro e a trama normalmente está ligado a esse terror que ambos sentem e que são somatizados por conta da pandemia. Na hora que a família se senta para fazer a leitura, ela se organiza a partir daquele enredo e se reconstitui, visualiza um caminho um pouco mais corajoso e otimista em relação ao que está sentindo”, menciona Glaucia.

Em meio à pandemia, a prática pode ser uma alternativa para a criança se desligar da realidade exterior e se conectar com o interior, tirar o foco do que está acontecendo no mundo e se concentrar no momento e nas suas emoções. “Quando o adulto está lendo para uma criança ele traz uma outra entonação, uma outra energia e entra naquele universo de contador.

  • No momento em que ele está ali desprovido de tempo, sua única obrigação é contar a história, ele faz esse exercício de livrar um pouco a criança daquilo que está sentindo, que por vezes ela não sabe nomear”, esclarece.
  • A leitura nos leva para outras dimensões.
  • O ser humano é multidimensional e a leitura compõe isso.
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Nós sentimos aquilo que lemos ou ouvimos, nos colocamos na história e nos projetamos nela”, completa. A partir de que idade a leitura pode ser estimulada? De acordo com a psicopedagoga Glaucia, o gosto pela leitura pode ser incentivado desde a gestação, com uma literatura voltada à maternidade/ paternidade.

  1. A partir do momento que os familiares começam a ler conteúdos voltados para aquele momento de vida, já mostram ao bebê a importância que ele tem para a família e, consequentemente, a importância da leitura.
  2. No momento da gestação, a mãe já se interessa e consome leituras ligadas à maternidade, ela já movimenta essa dinâmica.

O bebê vai entendendo de alguma forma a importância de sentar, escolher algo que te dê prazer naquele momento, porque o corpo da mãe vai produzindo todas essas sensações durante a leitura”, explica. Como incentivar a leitura de acordo com cada faixa etária:

  1. Do nascimento até os 3 anos: a família pode escolher livros que proporcionam experiências sensoriais como livros de banho e que estimulam a audição ou o tato.
  2. “Nesta fase, aqueles livros que têm uma pegada mais tátil ou auditiva, que você abre a casinha e o livrinho emite um som ou você passa a mão e sente que aquilo é mais áspero”, recomenda Glaucia.
  3. Até os 6 anos: é possível optar por livros com temas mais místicos e que ajudem as crianças a lidarem com seus medos.

“As crianças passam a se identificar com fadas e bruxas, a ter medo da morte, de perder um ente querido, no caso os familiares mais próximos. Cuidar desse terror infantil é uma providência importante, porque ajuda as crianças a visualizarem um caminho mais otimista em relação aos problemas do dia a dia”, explica.

A partir dos 6 anos: podem ser inseridos livros de aventura e ficção científica. “Elas começam a querer esse mundo mais fantasioso, do que é real ou irreal, essa luta entre o bem e o mal, essa literatura ligada aos dilemas até morais do que é bom ou ruim. Quando elas superam essa discussão, elas crescem, amadurecem e se constituem enquanto pessoas”, completa.

POR QUE VOCÊ DEVERIA CRIAR O HÁBITO DA LEITURA? | Benefícios que livros podem trazer para a sua vida

Aprenda a criar uma rotina de leitura Para criar o gosto pela leitura nas crianças é importante fazê-las conhecer diferentes gêneros literários. Para isso, propor uma rotina de leitura pode ser o primeiro passo para ampliar o repertório delas. “Quando eu não sei o que gosto de ler, o que eu gosto de desvendar, qualquer leitura é válida e isso é hábito, não é gosto.

Uma dica é montar com a criança uma rotina de leitura, que pode ser atualizada semanalmente”, afirma Glaucia. Sugestão de rotina criada com o apoio da psicopedagoga: Segunda-feira: dia de ler para aprender. Opte por conteúdos como Revista Recreio ou Ciência Hoje das Crianças (CHC); Terça-feira: dia de ler para criar alguma coisa.

Gêneros instrucionais são os mais recomendados. A família pode decidir criar algum brinquedo junto com a criança e estimular a leitura de guias e manuais;

  • Quarta-feira: dia de ler para se divertir. Livros de piadas ou histórias em quadrinhos podem ser boas escolhas;
  • Quinta-feira: dia de ler para se aventurar. Escolha contos de aventura ou histórias de ficção científica;
  • Sexta-feira: dia da criança contar uma história para alguém.

“Com isso estamos trabalhando não só a leitura como os gêneros textuais. A famílias podem incluir um dia de indicação literária e perguntar para a criança o porquê ela gostou, não se contentando com respostas clichês, porque foi realizado um trabalho de investir e instalar vocabulário, então é esperado que ele venha à tona agora”, finaliza Glaucia.

  1. Fundação Abrinq em prol da leitura
  2. A Fundação Abrinq, por meio dos seus programas voltados à Educação, fortalece a prática de educadores, por meio de formações e doações de acervos literários.
  3. Em 2019, chegou a ser reconhecida pelo, concedido a contadores de histórias, escritores, editoras, movimentos e fundações que, com suas práticas, desempenhos e ações, fortalecem, ampliam e difundem a arte narrativa no Brasil, valorizando a tradição oral, despertando o interesse pelo livro e o gosto pela leitura em crianças e adolescentes.

: Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia

Qual a importância da leitura para a saúde mental?

‘Com o hábito de ler, você pode diminuir os níveis do hormônio do estresse, desacelerando os pensamentos e o ritmo da respiração, além de reduzir o risco de desenvolver doenças psicológicas e degenerativas, como o Alzheimer, ansiedade e até mesmo a depressão’, enfatiza.

Quais são as consequências da falta de leitura?

‘A falta do hábito da leitura pode nos levar ao desastre’, alerta especialista sobre pesquisa realizada no Brasil – Jovem Pan Divulgação Andréia Roma é idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres Durante uma reunião na da minha filha de 11 anos, percebi a preocupação dos professores que afirmaram que o maior desafio de hoje é fazer com que essa geração saiba ler e interpretar textos,

  1. Com o avanço da era digital, as pessoas se distanciaram do hábito de leitura e isso tem seu preço.
  2. Ao me deparar com a história de Andréia Roma, CEO da Editora Leader, que, ao crescer em um cenário humilde recortava revistas para fazer suas próprias cartilhas (na tentativa de já criar livros), percebo como o propósito de vida faz diferença na evolução humana e de todos a seu redor.

Filha de pais analfabetos, a executiva que hoje é também idealizadora do Selo Editorial Série Mulheres e presidente do Instituto Série Mulheres trava uma batalha dia após dia: a de incentivar a leitura em um país repleto de contrastes. De acordo com a 5ª edição do estudo ” Retratos da leitura no Brasil ” realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, cerca de 52% dos brasileiros mantêm o hábito de leitura, porém, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores nos últimos anos.

  • Enquanto o brasileiro lê somente quatro livros por ano, o canadense lê doze, ou seja, nosso índice anda abaixo da média.
  • O que isso acarreta? Muitos problemas.
  • A falta do hábito de leitura pode levar a consequências desastrosas.
  • Como terapeuta comportamental, observo que a leitura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento intelectual, emocional e cultural das pessoas.

A leitura expande horizontes, estimula a criatividade, a imaginação e a empatia. A ausência desse hábito pode limitar a capacidade de adquirir conhecimento, dificultar a expressão escrita e oral, e diminuir a capacidade de compreensão e análise de informações.

Além disso, a leitura também desempenha um papel importante na, oferecendo uma forma de escapismo saudável e relaxamento”, ressalta Andréia. Em resumo, o impacto dessa defasagem de leitura na aprendizagem é devastador. Vale lembrar que, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que analisa estudantes entre 15 e 16 anos de 77 países, 50% dos brasileiros têm resultados nível 1 em leitura, na escala que vai de 1 a 5.

“Ou seja, a compreensão média do brasileiro é literal e infelizmente se restringe a frases curtas e isso é alarmante. É claro que o brasileiro lê pouco se comparado a outros países por diversos motivos. Um dos fatores é a falta de incentivo e acesso à leitura desde a infância.

  • Posso afirmar isso por ter crescido em um lugar humilde e com poucos livros.
  • Lembro que eu fazia meus próprios livros com revistas e jornais velhos, além das cartilhas escolares que eram o presente da escola pública para mim.
  • Ainda enfrentamos desafios relacionados à educação e à formação de hábitos de leitura desde cedo.

Além disso, existem questões socioeconômicas, falta de tempo e excesso de distrações no mundo atual, que podem dificultar a dedicação ao hábito da leitura”. Apesar de tantas dificuldades, inclusive econômicas já que assistimos ao fechamento de grandes livrarias em território nacional, o cenário editorial está em crescimento e mudança,

  • Podemos esperar uma contínua evolução em direção à digitalização e à adoção de novas tecnologias.
  • Acredito que os e-books e audiolivros ganharão mais popularidade, proporcionando uma experiência de leitura mais flexível e acessível, porém os livros físicos não sairão de moda por muito e muito tempo ainda.

Além disso, o mercado editorial deverá se adaptar às demandas dos leitores por conteúdo diversificado e relevante, explorando novos gêneros literários e abordando temas atuais, Cabe a nós, editoras, criar caminhos e promover a melhoria intelectual com projetos como a Ong Instituto Série Mulheres, que foi criada para atender às minorias com foco na educação e leitura, além de outras frentes”, conta a empresária.

  • Motivada a “pensar fora da caixa” desde cedo, Andréia criou também o Selo Editorial Série Mulheres, que é reconhecido em mais de 170 países no mundo.
  • O selo trouxe uma valorização nunca antes vista no mundo editoral para mulheres, primeiro porque todos os títulos dos livros são patenteados, a Editora Leader entende que cada mulher é única e com isso registramos todos os títulos de todos os projetos.

Além disso, trouxemos a valorização a todas as áreas, que são mais de cento e cinquenta livros registrados, como: Mulheres no Conselho, Mulheres na Medicina, Mulheres ESG, Mulheres no Direito, dentre outros inúmeros títulos. O foco do selo é destacar o trabalho de profissionais talentosas com a valorização de suas histórias, cases e metodologias, incentivando a produção literária feminina, promovendo a igualdade de gênero no mundo editorial e oferecendo aos leitores uma ampla gama de histórias e perspectivas e é só um de nossos projetos, que abrangem também autores homens, claro, em outras frentes.

Meu slogan já diz muito sobre o meu propósito de vida: um livro muda tudo e é por isso que trabalho, arregaço as mangas e faço acontecer mesmo em meio a dificuldades e não vou parar”, finaliza a CEO. Mais do que um exemplo de superação, Andréia Roma nos traz uma reflexão, aliás, duas: você tem praticado o hábito de leitura? E a mais importante: você persegue seu propósito todos os dias? Pensa aí a respeito porque a resposta à segunda indagação pode ser a diferença entre ser feliz ou não.

Eu corro atrás do meu propósito, que é traduzir em palavras informação de valor que pode mudar seu dia ou sua vida. Se consegui te fazer ler até aqui e parar pra pensar, já ganhei o dia! *Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

Qual é a habilidade de leitura?

Habilidades de leitura a serem analisadas – É fundamental a mediação do professor na construção de perguntas e intervenções que façam o aluno voltar ao texto e desenvolver diferentes habilidades de um leitor proficiente. Podemos nomear essas habilidades também como descritores, segundo documento do INEP, critérios usados para nas avaliações externas, como a prova Brasil por exemplo.

localizar informações explícitas em um texto; distinguir um fato da opinião relativa a esse fato; estabelecer relações lógica-discursivas presentes no texto; inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

Para avaliar a capacidade do estudante de localizar uma informação explícita no texto, por exemplo, é necessário criar uma questão que não necessite de inferências ou interpretações para ser respondida. O aluno deve ser capaz de voltar ao texto e encontrar uma informação que está clara e objetiva.

Qual a importância da leitura para a formação do leitor?

A leitura é responsável por contribuir, de forma significativa, à formação do indivíduo, influenciando-o a analisar a sociedade, seu dia a dia e, de modo particular, ampliando e diversificando visões e interpretações sobre o mundo, com relação à vida em si mesma.

Quem lê muito fala bem?

Pesquisas científicas provam que pessoas que leem mais possuem um vocabulário maior e mais rico, além de terem melhores habilidades verbais, como fala e escrita. O fato de você ler mais faz com que você tenha um maior vocabulário e saiba como utilizar melhor as palavras.

Qual a importância da leitura resposta?

A leitura gera conhecimento e conhecimento gera pensamento crítico. Ou seja, quanto mais ler, mais conhecimento o sujeito vai constituir, isso formará um ser humano que pensa de forma racional e baseado em argumentos.

Qual a importância da leitura na vida dos alunos?

Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia A leitura é uma prática que traz inúmeros benefícios aos leitores e quando estimulada desde a infância os impactos positivos podem ser muito maiores.

Por meio dela, as crianças desenvolvem a concentração, memória, raciocínio e compreensão, estimulam a linguagem oral e ampliam a capacidade criativa. “Acessar o universo das histórias ativa a imaginação, amplia o repertório de mundo e cria condições favoráveis para as crianças lidarem com situações cotidianas sob diferentes perspectivas.

É pela linguagem que elas se conectam com o mundo e é por meio das histórias que expressam as descobertas e os aprendizados, construindo a identidade e a memória. A literatura estimula muito o desenvolvimento dos pequenos”, explica Glaucia Piva, psicopedagoga, formadora de professores e docente nos cursos de pós-graduação da Universidade Anhembi Morumbi.

  • Os benefícios se estendem para o fortalecimento de vínculos afetivos, quando o momento é compartilhado, e para as habilidades socioemocionais, uma vez que, por meio da leitura, as crianças começam a entender seus sentimentos e a tentar lidar com eles.
  • “Ás vezes ela tem uma angústia, leva com ela algo que não sabe sequer nomear, mas quando lê, ela consegue elaborar a dúvida, se identificar com o personagem e fazer conexões propiciadas pela própria trama”, relata Glaucia.
  • O papel da família e da escola no estímulo da leitura

Apesar de compor a rotina de aprendizagem da criança, estimular a leitura não é uma tarefa apenas escolar. Tanto a família quanto a escola possuem funções diferentes, porém, complementares nesta etapa. Enquanto a escola cumpre uma função mais intencional e pedagógica, a família promove uma leitura mais emocional.

“O papel da escola é de garantir algumas competências. De fazer, por meio da leitura, a criança exercitar a curiosidade intelectual. A escola precisa procurar livros que instiguem nas crianças esse comportamento mais investigativo, a reflexão apurada. Ela precisa ter essa preocupação e o professor precisa ficar atento se o livro é premiado e tem uma boa referência”, afirma.

“Já a família precisa cuidar daquela leitura por vezes desprovida dessa intenção, mas que promove a aproximação entre os familiares. Ela pode escolher um livro não tão premiado, mas que cuida de uma necessidade imediata, um livro que passa exatamente aquilo que estão vivendo”, diz.

No âmbito da família, não é necessário possuir um amplo repertório para incentivar o gosto pela leitura, para isso basta se interessar por procurar novas histórias ou valorizar as memórias de livros lidos durante a infância e adolescência. “Às vezes os pais não têm um repertório tão vasto, mas possuem um repertório que é deles, da infância deles.

Então se eles escolheram ler aquele livro é porque aquela história de alguma forma fez muito sentido para eles naquela ocasião. É natural que repliquem a leitura e a façam trazendo muita memória afetiva. Isso precisa ser valorizado. A família não precisa ter essa obrigação técnica na escolha dos livros dos filhos, mas precisa gostar da leitura e ter o desejo profundo de inserir os filhos nesse gosto”, menciona Glaucia.

  1. Ambas as frentes são fundamentais para promover o gosto pela leitura nas crianças e identificar maneiras de fazer isso na prática.
  2. O impacto da leitura em meio à pandemia Além dos inúmeros benefícios citados, a leitura também pode contribuir na redução da ansiedade e das dúvidas que podem surgir em meio à pandemia.

Em um momento como este, é natural que as crianças passem a ter diversos questionamentos sobre a doença em si e temas relacionados como a vida e a morte. Muitos medos podem, inclusive, ser acentuados neste período. A leitura, nestes casos, pode auxiliar os pequenos a desenvolver habilidades socioemocionais como identificar esses medos e aprender a lidar com eles, de acordo com cada faixa etária.

  • A literatura cumpre esse papel de fazer o ser humano lidar com todas essas emoções que está sentindo.
  • O momento que o adulto escolhe o livro e a trama normalmente está ligado a esse terror que ambos sentem e que são somatizados por conta da pandemia.
  • Na hora que a família se senta para fazer a leitura, ela se organiza a partir daquele enredo e se reconstitui, visualiza um caminho um pouco mais corajoso e otimista em relação ao que está sentindo”, menciona Glaucia.

Em meio à pandemia, a prática pode ser uma alternativa para a criança se desligar da realidade exterior e se conectar com o interior, tirar o foco do que está acontecendo no mundo e se concentrar no momento e nas suas emoções. “Quando o adulto está lendo para uma criança ele traz uma outra entonação, uma outra energia e entra naquele universo de contador.

No momento em que ele está ali desprovido de tempo, sua única obrigação é contar a história, ele faz esse exercício de livrar um pouco a criança daquilo que está sentindo, que por vezes ela não sabe nomear”, esclarece. “A leitura nos leva para outras dimensões. O ser humano é multidimensional e a leitura compõe isso.

Nós sentimos aquilo que lemos ou ouvimos, nos colocamos na história e nos projetamos nela”, completa. A partir de que idade a leitura pode ser estimulada? De acordo com a psicopedagoga Glaucia, o gosto pela leitura pode ser incentivado desde a gestação, com uma literatura voltada à maternidade/ paternidade.

A partir do momento que os familiares começam a ler conteúdos voltados para aquele momento de vida, já mostram ao bebê a importância que ele tem para a família e, consequentemente, a importância da leitura. “No momento da gestação, a mãe já se interessa e consome leituras ligadas à maternidade, ela já movimenta essa dinâmica.

O bebê vai entendendo de alguma forma a importância de sentar, escolher algo que te dê prazer naquele momento, porque o corpo da mãe vai produzindo todas essas sensações durante a leitura”, explica. Como incentivar a leitura de acordo com cada faixa etária:

  1. Do nascimento até os 3 anos: a família pode escolher livros que proporcionam experiências sensoriais como livros de banho e que estimulam a audição ou o tato.
  2. “Nesta fase, aqueles livros que têm uma pegada mais tátil ou auditiva, que você abre a casinha e o livrinho emite um som ou você passa a mão e sente que aquilo é mais áspero”, recomenda Glaucia.
  3. Até os 6 anos: é possível optar por livros com temas mais místicos e que ajudem as crianças a lidarem com seus medos.

“As crianças passam a se identificar com fadas e bruxas, a ter medo da morte, de perder um ente querido, no caso os familiares mais próximos. Cuidar desse terror infantil é uma providência importante, porque ajuda as crianças a visualizarem um caminho mais otimista em relação aos problemas do dia a dia”, explica.

A partir dos 6 anos: podem ser inseridos livros de aventura e ficção científica. “Elas começam a querer esse mundo mais fantasioso, do que é real ou irreal, essa luta entre o bem e o mal, essa literatura ligada aos dilemas até morais do que é bom ou ruim. Quando elas superam essa discussão, elas crescem, amadurecem e se constituem enquanto pessoas”, completa.

POR QUE VOCÊ DEVERIA CRIAR O HÁBITO DA LEITURA? | Benefícios que livros podem trazer para a sua vida

Aprenda a criar uma rotina de leitura Para criar o gosto pela leitura nas crianças é importante fazê-las conhecer diferentes gêneros literários. Para isso, propor uma rotina de leitura pode ser o primeiro passo para ampliar o repertório delas. “Quando eu não sei o que gosto de ler, o que eu gosto de desvendar, qualquer leitura é válida e isso é hábito, não é gosto.

Uma dica é montar com a criança uma rotina de leitura, que pode ser atualizada semanalmente”, afirma Glaucia. Sugestão de rotina criada com o apoio da psicopedagoga: Segunda-feira: dia de ler para aprender. Opte por conteúdos como Revista Recreio ou Ciência Hoje das Crianças (CHC); Terça-feira: dia de ler para criar alguma coisa.

Gêneros instrucionais são os mais recomendados. A família pode decidir criar algum brinquedo junto com a criança e estimular a leitura de guias e manuais;

  • Quarta-feira: dia de ler para se divertir. Livros de piadas ou histórias em quadrinhos podem ser boas escolhas;
  • Quinta-feira: dia de ler para se aventurar. Escolha contos de aventura ou histórias de ficção científica;
  • Sexta-feira: dia da criança contar uma história para alguém.

“Com isso estamos trabalhando não só a leitura como os gêneros textuais. A famílias podem incluir um dia de indicação literária e perguntar para a criança o porquê ela gostou, não se contentando com respostas clichês, porque foi realizado um trabalho de investir e instalar vocabulário, então é esperado que ele venha à tona agora”, finaliza Glaucia.

  1. Fundação Abrinq em prol da leitura
  2. A Fundação Abrinq, por meio dos seus programas voltados à Educação, fortalece a prática de educadores, por meio de formações e doações de acervos literários.
  3. Em 2019, chegou a ser reconhecida pelo, concedido a contadores de histórias, escritores, editoras, movimentos e fundações que, com suas práticas, desempenhos e ações, fortalecem, ampliam e difundem a arte narrativa no Brasil, valorizando a tradição oral, despertando o interesse pelo livro e o gosto pela leitura em crianças e adolescentes.

: Leitura: como a prática estimula o desenvolvimento das crianças e auxilia no estresse em meio à pandemia

Qual a importância da leitura e da literatura?

RESUMO: A experiência com o texto literário pode não apenas tocar emocionalmente o leitor, como também favorecer um pensamento crítico acerca de questões éticas, políticas, sociais e ideológicas, além de levar a uma análise das estratégias linguísticas de construção desse texto.