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Dicas, Recomendações, Ideias

Qual O Melhor RemDio Para Labirintite?

Qual O Melhor RemDio Para Labirintite

Qual o medicamento mais eficaz para labirintite?

2. Bloqueadores de canais cálcio – Os bloqueadores dos canais de cálcio são um grupo de fármacos muito utilizado nesse tipo de quadro. Entre os medicamentos mais prescritos, temos a Flunarizina e a Cinarizina. São medicações utilizadas em crises agudas de tontura e que não devem ser utilizadas por um período prolongado devido aos seus efeitos colaterais.

O que fazer para aliviar a tontura da labirintite?

Quais são as causas da labirintite? Quais os cuidados que devemos orientar aos pacientes? Labirintite é uma infecção em uma estrutura delicada (o labirinto), localizada na parte mais interna do ouvido e que controla a audição e o equilíbrio. A maior parte dos casos são decorrentes de uma infecção viral, que faz com que o labirinto fique inflamado.

Diversos vírus podem causar a doença, mas geralmente ela inicia após uma infecção viral comum, como um resfriado ou uma gripe (contudo, existem outras causas). Quando o labirinto está inflamado, a informação que ele manda ao cérebro fica alterada, provocando tonturas ou dando uma impressão de que a pessoa está em movimento quando está parada.

Muitas vezes estas sensações causam náuseas e vômitos. Se a parte do labirinto que comanda a audição está afetada, a audição pode ficar transitoriamente comprometida. A labirintite geralmente é um problema leve, que o organismo resolve em alguns dias ou semanas.

  • Enquanto isso, medicações prescritas pelo médico ajudam a aliviar alguns dos sintomas.
  • É aconselhável que o paciente faça repouso na cama, para evitar quedas, até que os sintomas aliviem.
  • Cuidado especial para aquelas pessoas que trabalham em alturas ou operam máquinas.
  • É muito importante tomar bastante líquido, para evitar desidratação.

Outras dicas importantes são:

Durante uma crise, manter-se deitado em uma posição confortável (de lado geralmente é melhor) Evitar chocolate, café e álcool Suspender o tabagismo Evitar luzes de forte intensidade Manter-se em ambiente calmo e silencioso

O tratamento da labirintite é realizado pelo médico geral, mas em alguns casos mais graves o acompanhamento conjunto com um médico otorrinolaringologista é necessário. SOF relacionadas: : Quais são as causas da labirintite? Quais os cuidados que devemos orientar aos pacientes?

Que tipo de remédio caseiro que é bom para labirintite?

Ginkgo biloba, erva-doce, vinagre de maçã, cravo-da-índia e alecrim (geralmente preparados em chás) são ingredientes conhecidos popularmente como opções de remédio natural para a Labirintite, mas é preciso esclarecer, porém, que esses tratamentos caseiros não têm comprovação científica e o uso indiscriminado de algumas substâncias pode, inclusive, gerar outros problemas de saúde.

  • As receitinhas naturais são muito famosas na internet e nas conversas do dia a dia.
  • Sempre muito práticas e acessíveis, elas seduzem por apresentarem uma solução fácil para problemas de saúde, que geralmente causam muito incômodo.
  • Há sim conhecimento na medicina antiga e nos diversos modos de tratamento transmitidos culturalmente, de geração em geração.

Entretanto, só podemos afirmar que esses métodos são eficazes quando eles são testados de maneira rigorosa e avaliados cientificamente. Esse esforço é importante não apenas para separarmos o que, de fato, funciona, daquilo que é apenas especulação, mas também para entendermos a forma como os tratamentos funcionam, se há riscos envolvidos e como podemos minimizá-los, por exemplo.

Existe remédio natural para Labirintite? Será que o tratamento natural funciona mesmo? Quais os riscos de adotar tratamentos sem comprovação científica? Será mesmo que é Labirintite? Por que é tão importante consultar um otorrinolaringologista?

Se preferir, você pode conferir as informações deste conteúdo no vídeo a seguir.

O que pode atacar a labirintite?

Qual O Melhor RemDio Para Labirintite A labirintite é um distúrbio do ouvido interno que causa a inflamação do labirinto – região interna do ouvido ligada à audição, noção de equilíbrio e percepção de posição do corpo. Doenças do labirinto podem ser causadas por infecção viral ou bacteriana, e podem comprometer tanto o equilíbrio quanto a audição.

A doença costuma aparecer depois dos 40 anos e alguns fatores podem desencadeá-la, como, idade, diminuição ou excesso de açúcar no sangue (hipoglicemia ou diabetes), pressão alta (hipertensão), infecções do ouvido, uso de álcool, fumo, café, certos medicamentos, estresse e ansiedade. Sintomas : O principal sintoma são tonturas e vertigens.

Na vertigem, a sensação é que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que o corpo roda em relação ao ambiente. Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda. A vertigem pode ser associada ou não a: – Náuseas; – Vômitos; – Suor excessivo;- Alterações gastrointestinais; – Perda ou diminuição da audição; – Zumbido.

Tratamento : Há vários tipos de medicamentos que podem ser usados no tratamento da labirintite, mas só o médico otorrinolaringologista pode receitá-los, após avaliação do paciente. Descoberta a causa do problema e com o tratamento adequado, a doença pode desaparecer. Prevenção : Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir as crises de labirintite.

Eis algumas sugestões: – Evitar ingerir álcool. Se beber, faça-o com muita moderação; – Não fumar; – Controlar os níveis de colesterol, triglicérides e a glicemia; – Optar por uma dieta saudável que ajude a manter o peso adequado e equilibrado; – Não deixar grandes intervalos entre uma refeição e outra; – Praticar atividade física; – Ingerir bastante líquido; – Não consumir bebidas gaseificadas que contêm quinino (como água tônica); – Procurar administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e o estresse.

  1. Obs,: Não dirigir durante as crises ou sob o efeito de remédios para tratamento da labirintite.
  2. IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
  3. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

Dica elaborada em setembro de 2022. Fontes : Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional (ABRAFIN) Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco Dr. Dráuzio Varella Hospital Alemão Oswaldo Cruz

O que é melhor cinarizina ou betaistina?

ARTIGO ORIGINAL Otimizando o componente farmacológico da terapia integrada da vertigem Maurício Malavasi Ganança I ; Heloisa Helena Caovilla II ; Mário Sérgio Lei Munhoz III ; Cristina Freitas Ganança IV ; Maria Leonor Garcia da Silva V ; Flavio Serafini VI ; Fernando Freitas Ganança VII I Professor Titular de Otorrinolaringologia, Universidade Federal de São Paulo, Brasil – Coordenador do Programa de Mestrado em Ciências do Movimento Corporal, Universidade Bandeirante de São Paulo II Professor Associado, Livre-Docente da Disciplina de Otoneurologia, Universidade Federal de São Paulo III Associate Professor and Head of the Discipline of Neurotology, Universidade Federal de São Paulo, Brasil IV Master of Arts in Human Communication Disturbances, Universidade Federal de São Paulo, Brasil V Mestre em Otorrinolaringologia, Universidade Federal de São Paulo VI Doutor em Otorrinolaringologia, Universidade Federal de São Paulo VII Doctor of Sciences, Otorhinolaringology Head and Neck Surgery, UNIFESP-EPM. Affiliated Professor Responsible for the Section of Vestibular Rehabilitation of the Discipline of Neurotology, UNIFESP-EPM. Responsible for the Discipline of Vestibular Rehabilitation, Mastership in Neuromotor Rehabilitation Sciences, UNIBAN Endereço para correspondência Endereço para correspondência: Prof. Dr. Maurício Malavasi Gananca Rua Dr. Eduardo de Souza Aranha 99 cj 62 04543-120 São Paulo Brazil E-mail: [email protected] RESUMO A farmacoterapia é opção importante no tratamento das vestibulopatias periféricas. OBJETIVO: Identificar a medicação que otimiza a terapia integrada da vertigem (TIV) na doença de Ménière e em outras vestibulopatias periféricas. MATERIAL E MÉTODO: Estudo de casos em que pacientes com doença de Ménière ou outras vestibulopatias periféricas receberam TIV com betaistina, cinarizina, clonazepam, flunarizina, Ginkgo biloba ou sem medicação durante 120 dias. RESULTADOS: Na doença de Ménière, TIV com qualquer um dos medicamentos foi mais eficaz do que TIV sem medicação, após 60 dias; a betaistina foi mais efetiva que todas as outras drogas, após 60 e 120 dias. Nas outras vestibulopatias periféricas, diferenças significantes foram observadas entre TIV com betaistina, cinarizina, clonazepam ou flunarizina e TIV sem medicação após 60 dias e todas as drogas foram mais efetivas que TIV sem medicação após 120 dias; betaistina, cinarizina ou clonazepam foram igualmente efetivos e betaistina foi mais efetiva que flunarizina e Ginkgo biloba. Os tratamentos foram bem tolerados. CONCLUSÕES: TIV incluindo medicação é mais efetiva que sem medicação na doença de Ménière ou em outras vestibulopatias periféricas. Betaistina foi o medicamento mais efetivo na doença de Ménière e tão eficaz quanto cinarizina ou clonazepam em outras vestibulopatias periféricas. Palavras-chave: doença de ménière/tratamento, doenças do labirinto, tontura, vertigem. INTRODUÇÃO De acordo com estudos randomizados, duplo-cegos, controlados com placebo e revisões da literatura, as estratégias monoterapêuticas podem não ser suficientes para a resolução completa da vertigem.1 Um diagnóstico preciso é essencial para o controle da vertigem.1-2 A combinação de história clínica e achados otoneurológicos leva à detecção de lesões e ao diagnóstico. Além de seu valor clínico, a avaliação otoneurológica pode contribuir para a definição do tratamento e o prognóstico e também dá suporte ao acompanhamento dos pacientes.3 Embora existam muitas opções para o alívio ou a resolução da vertigem vestibular e dos sintomas associados, o esquema terapêutico deve ser projetado com base no distúrbio específico dos pacientes, levando em consideração a resolução das doenças subjacentes, o controle da vertigem e dos sintomas neurovegetativos e psicoafetivos relacionados, a melhora da compensação vestibular e a prevenção dos fatores agravantes.1,4 Um rápido início da ação terapêutica é essencial para restaurar o bem-estar dos pacientes e o tratamento deve ser bem tolerado com uma baixa incidência de efeitos adversos.1 Os resultados terapêuticos em pacientes com vertigem vestibular melhoram significativamente com o uso concomitante de controle etiológico, farmacoterapia, exercícios de reabilitação vestibular personalizados, controle dietético e modificações no estilo de vida. O uso de uma modalidade terapêutica combinada pode levar à melhora ou resolução mais rápidas e mais duradouras da vertigem do que com a monoterapia.1 Os efeitos placebo e nocebo também estão presentes na prática clínica.4-5 Em um estudo controlado com placebo e droga ativa, foi observado que a melhora ou a resolução da vertigem ocorreu em apenas 14,7% dos pacientes não-tratados e em 40,1% dos controles que receberam placebo; quando apenas a causa presumida foi tratada, 36,9% dos pacientes apresentaram melhora.6 O tratamento etiológico é essencial, mas não parece oferecer ao paciente uma melhora significativa ou a resolução dos sintomas de vertigem, quando usado isoladamente.6 Para promover a compensação vestibular, os exercícios de reabilitação podem incluir habituação de respostas anormais, exercícios de controle postural, interação visual-vestibular e atividades de condicionamento.1,7-8 Os exercícios de reabilitação vestibular foram eficientes em 51,1% dos pacientes quando usados isoladamente.6 Má nutrição e maus hábitos alimentares são fatores agravantes comuns ou mesmo possíveis etiologias da vertigem.1,8-9 Modificações na dieta e nos hábitos alimentares melhoraram a vertigem em 42,2% dos pacientes com vestibulopatias.6 Várias drogas antivertiginosas seguras e eficazes encontram-se atualmente disponíveis. A experiência clínica mostrou que 16 mg de betaistina, três vezes ao dia; 12,5 mg de cinarizina, três vezes ao dia; 0,5 mg de clonazepam, duas vezes ao dia; 5 mg de flunarizina, duas vezes ao dia, ou 80 mg de extrato de Ginkgo biloba (EGb 761), três vezes ao dia, podem ser úteis no controle da vertigem.3,6,8 Há evidência de uma correlação inversa significativa entre a atividade antivertiginosa de clonazepam, cinarizina ou flunarizina e suas doses diárias.10-11 A betaistina promove e facilita a compensação vestibular central.12-14 EGb 761 acelera o equilíbrio postural e locomotor e a recuperação das funções oculomotoras.15 A betaistina é um antagonista do heterorreceptor H 3 e um agonista do receptor H 1 16-17 que melhora a microcirculação do ouvido interno.17 É usada no tratamento de várias vestibulopatias.8,17-19 Podem ocorrer efeitos adversos como cefaléia e desconforto epigástrico; úlcera gastrointestinal, asma brônquica e feocromocitoma constituem contra-indicações.8 Os bloqueadores do receptor H 1 e os antagonistas de cálcio, cinarizina e flunarizina, inibem a vasoconstrição e agem como sedativos vestibulares, sendo usados no tratamento da vertigem periférica e central.8,20-24 Fadiga, sonolência, cefaléia, desconforto epigástrico, ganho de peso, depressão e sintomas extrapiramidais são os principais efeitos adversos das duas drogas. Ambas são contra-indicadas em pacientes com distúrbios extrapiramidais.8 A flunarizina é também empregada no tratamento da enxaqueca.25 Clonazepam é uma benzodiazepina que aumenta o efeito inibidor do ácido gama-amino butírico nos núcleos vestibulares e é útil na terapia da vertigem e no controle da ansiedade e das crises de pânico em pacientes vertiginosos. Podem ocorrer sonolência, fadiga e dependência medicamentosa. Miastenia gravis e glaucoma agudo de ângulo estreito constituem contra-indicações.8-11 O EGb 761 tem efeitos hemodinâmicos, hemorreológicos, metabólicos e neurais.8,26 É usado no tratamento da vertigem de origem periférica ou central.8,27-28 Cefaléia, hipotensão e distúrbio gastrointestinal são os principais efeitos adversos.8 Foi observada melhora da vertigem com farmacoterapia em 75,1% dos pacientes com vestibulopatias periféricas e em 39,8% dos pacientes com vestibulopatias centrais.29 Os resultados com uma única forma de tratamento foram geralmente piores do que os obtidos com uma modalidade terapêutica combinada. No entanto, uma combinação de modalidades terapêuticas promoveu a melhora da vertigem em 96,0% dos casos.1,6,8 O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia e a segurança de uma terapia integrada da vertigem (TIV) baseada em abordagens concomitantes que incluem tratamento etiológico, exercícios de reabilitação personalizados, controle dietético e modificações no estilo de vida, com ou sem o uso de medicamentos. PACIENTES E MÉTODOS O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição onde o trabalho foi realizado, protocolo número 0973/04. Os prontuários de 1.100 pacientes ambulatoriais com doença de Ménière definida ou outras vestibulopatias periféricas tratadas com TIV, incluindo tratamento etiológico, exercícios de reabilitação personalizados, controle dietético e modificações no estilo de vida, com ou sem uma substância antivertiginosa, foram revisados para avaliar a melhora da vertigem. O diagnóstico de doença de Ménière definida foi baseado nos critérios da Academia Americana de Otorrinolaringologia-Cirurgia de Cabeça e Pescoço: 1) dois ou mais episódios espontâneos de vertigem com duração de 20 minutos ou mais; 2) perda auditiva documentada por audiometria em pelo menos uma ocasião; 3) zumbido ou plenitude aural no ouvido tratado; 4) exclusão de outras causas.30 Pacientes com doença de Ménière que sofreram em média pelo menos três episódios de vertigem nos dois meses anteriores foram considerados elegíveis. Pacientes com vestibulopatias periféricas que não a doença de Ménière foram incluídos se sofreram crises recorrentes de vertigem, instabilidade entre as crises ou tontura contínua nos dois meses anteriores.8 Todos os pacientes foram tratados durante 120 dias consecutivos. Os pacientes foram submetidos a um exame minucioso, incluindo história clínica, exame do ouvido, nariz e garganta, exames audiológicos e avaliação vestibular, que incluiu eletronistagmografia, antes e após a TIV. A avaliação auditiva foi baseada em audiometria tonal liminar, teste de reconhecimento da fala e imitanciometria. Foram incluídos os testes de resposta auditiva no tronco cerebral e/ou eletrococleografia, quando necessário. A avaliação do equilíbrio incluiu testes calóricos e testes de marcha e postura, nistagmo posicional e de posicionamento, nistagmo espontâneo, nistagmo semi-espontâneo, movimentos sacádicos, rastreio pendular, nistagmo optocinético e auto-rotação da cabeça. Após detectar a etiologia presumida da vestibulopatia, foi iniciado um tratamento específico da doença subjacente. Um programa de reabilitação personalizado, incluindo habituação, substituição sensorial ou mecanismos adaptativos foi aplicado de acordo com a vestibulopatia específica apresentada por cada paciente. Foi recomendado aos pacientes ingerir um desjejum substancial, almoço leve e jantar ainda mais leve, evitando intervalos superiores a três horas entre as refeições, bem como o uso de açúcares refinados, café, álcool e fumo. Foram encorajados a praticar exercícios, de acordo com o condicionamento físico de cada um. Os pacientes foram randomizados para receber nenhuma medicação ou farmacoterapia oral composta de 16 mg de betaistina, três vezes ao dia; 12,5 mg de cinarizina, três vezes ao dia; 80 mg de EGb 761, três vezes ao dia; 0,5 mg de clonazepam, duas vezes ao dia, ou 0,5 mg de flunarizina, uma vez ao dia, ao deitar. Não foi permitido o uso de outras substâncias antivertiginosas. Os pacientes foram examinados em três ocasiões: à inclusão no estudo, após dois meses e após quatro meses de terapia. A variável usada para avaliar a eficácia do tratamento foi a impressão global do paciente. A eficácia foi avaliada de acordo com a resposta subjetiva ao final de cada período de tratamento. A avaliação da eficácia usou as seguintes classificações: 1 = sem sintomas (melhora completa), 2 = melhora muito boa, 3 = melhora boa, 4 = melhora leve e 5 = nenhuma melhora. Os pacientes que apresentaram melhora muito boa, melhora boa e melhora leve foram incluídos na categoria de melhorados (com melhora parcial). A tolerabilidade foi avaliada pelos investigadores e pelo paciente ao final de cada período de tratamento. Análises estatísticas Foi realizada análise estatística para detectar possíveis diferenças nas taxas de eficácia entre os pacientes designados para os seis grupos de TIV, levando em consideração a doença apresentada e a resposta ao tratamento. Os grupos de tratamento foram comparados usando o teste de qui-quadrado de Pearson com um nível de significância de 5%. RESULTADOS Dos 1.100 pacientes selecionados para o estudo, 603 (54,8%) eram mulheres e 497 (45,2%) eram homens; a média de idade era de aproximadamente 48 anos; 283 (25,7%) apresentavam doença de Ménière e 817 (74,3%) apresentavam outras vestibulopatias periféricas. A distribuição dos pacientes com doença de Ménière ou outras vestibulopatias periféricas, de acordo com o grupo tratado com TIV, é resumida na Tabela 1, A proporção de pacientes com doença de Ménière ou outras vestibulopatias periféricas não diferiu entre os grupos (p=0,105). A Tabela 2 mostra os efeitos do tratamento em pacientes com doença de Ménière. Com relação à porcentagem de pacientes com doença de Ménière assintomáticos e melhorados após 60 dias de tratamento, diferenças estatisticamente significantes foram observadas entre betaistina (p<0,0001), cinarizina (p<0,0001), clonazepam (p<0,0001), flunarizina (p=0,0014) ou EGb 761 (p=0,0027) e TIV sem medicação. A porcentagem de pacientes que apresentaram melhora completa e melhora parcial foi maior em todos os grupos que receberam TIV com medicação do que sem medicação. O grupo de pacientes tratados com betaistina apresentou uma porcentagem significantemente maior de melhora completa e melhora parcial do que com cinarizina (p=0,048), clonazepam (p=0,016), flunarizina (p<0,0005) ou EGb 761 (p=0,0001). O grupo tratado com cinarizina apresentou uma porcentagem maior de melhora completa e melhora parcial dos sintomas em comparação com EGb 761 (p=0,042). Com relação à porcentagem de pacientes com doença de Ménière assintomáticos e melhorados após 120 dias de tratamento, foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre betaistina (p<0,001) e cinarizina (p=0,038) em comparação com nenhuma medicação. A porcentagem de pacientes que apresentaram melhora completa e melhora parcial foi maior com betaistina ou cinarizina do que sem medicação. Os pacientes tratados com betaistina apresentaram uma porcentagem significantemente maior de melhora completa e melhora parcial do que com cinarizina (p=0,049), clonazepam (p=0,018), flunarizina (p=0,005) ou EGb 761 (p=0,002). A Tabela 3 apresenta os efeitos do tratamento em pacientes com vestibulopatias, excluída a doença de Ménière. Com relação à porcentagem de pacientes com vestibulopatias periféricas, excluída a doença de Ménière, que ficaram assintomáticos e melhorados após 60 dias de tratamento, foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre betaistina (p<0,0001), cinarizina (p<0,0005), clonazepam (p<0,0001) ou flunarizina (p=0,0322) e nenhuma medicação. Os grupos tratados com betaistina, cinarizina, clonazepam ou flunarizina apresentaram uma porcentagem maior de melhora completa e melhora parcial do que os grupos sem medicação. A betaistina foi associada a uma porcentagem maior de melhora completa e melhora parcial dos sintomas em comparação com flunarizina (p=0,0029) ou EGb 761 (p=0,002). A cinarizina foi associada a uma porcentagem maior de melhora completa e melhora parcial dos sintomas do que EGb 761 (p=0,0276). Clonazepam foi associado a uma maior porcentagem de melhora completa e melhora parcial dos sintomas do que a flunarizina (p=0,0320) ou EGb 761 (p=0,0038). Com relação à porcentagem de pacientes com outras vestibulopatias periféricas, excluída a doença de Ménière, que ficaram assintomáticos e melhorados após 120 dias de tratamento, foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre betaistina (p<0,001), cinarizina (p<0,001), clonazepam (p<0,001), flunarizina (p=0,001) ou EGb 761 (p=0,001) e nenhuma medicação. Betaistina, cinarizina, clonazepam, flunarizina e EGb 761 foram associados a uma porcentagem maior de melhora completa e melhora parcial em comparação com nenhuma medicação. A betaistina foi associada a uma porcentagem maior de melhora completa e melhora parcial dos sintomas em comparação com flunarizina (p=0,025) ou EGb 761 (p=0,001). Todos os tratamentos foram bem tolerados, com uma baixa incidência de eventos adversos. Não foram relatados eventos adversos sérios. Não foi necessário interromper a medicação em nenhum dos casos. A Tabela 4 mostra a prevalência de eventos adversos nos grupos que receberam TIV. Em comparação com cinarizina, clonazepam e flunarizina, a betaistina apresentou uma incidência substancialmente menor dos dois eventos adversos mais observados, sonolência e depressão e uma incidência comparável ou menor da maioria dos outros eventos adversos do que no grupo sem medicação. DISCUSSÃO O presente estudo fornece evidência da eficácia antivertiginosa e tolerabilidade excelente de uma TIV que incluiu tratamento etiológico, exercícios de reabilitação personalizados, controle dietético, modificações no estilo de vida e farmacoterapia com betaistina, cinarizina, clonazepam, flunarizina ou EGb 761. Foi estabelecido que betaistina 8,17-19, cinarizina 23-24, clonazepam 8,11, flunarizina 23-24, ou EGb 761 8,27-28 aliviam a vertigem vestibular. No tratamento da doença de Ménière, a betaistina demonstrou eficácia 8,31 e é mais eficaz do que a cinarizina na redução da duração da instabilidade após neurectomia vestibular e no incremento da eficiência da compensação vestibular.32 A flunarizina também exerce um efeito terapêutico positivo.33 Em nosso estudo, todas as cinco substâncias estudadas foram mais eficientes do que nenhuma medicação após dois meses de TIV em pacientes com doença de Ménière. Após quatro meses de terapia, apenas a betaistina ou a cinarizina foi mais eficiente do que nenhuma medicação. A betaistina foi mais eficiente do que cinarizina, clonazepam, flunarizina ou EGb 761 após dois e quatro meses de terapia. Betaistina, cinarizina ou clonazepam exerceram um melhor efeito antivertiginoso significantemente mais precoce do que a flunarizina, o EGb 761 ou nenhuma medicação. No tratamento da vertigem vestibular periférica, betaistina 8,18-19, cinarizina 6,8,23,29, clonazepam 6,8,11,29, flunarizina 6,8,11,29, e EGb 761 6,8,11,29 mostraram ser eficazes; por outro lado, a betaistina provou ter eficácia superior à flunarizina34 e similar ao EGb 761.28 Após dois e quatro meses de TIV em pacientes com vestibulopatias periféricas, excluída a doença de Ménière, betaistina, cinarizina, clonazepam ou flunarizina foram mais eficientes do que nenhuma medicação e a betaistina foi mais eficiente do que flunarizina ou EGb 761. Após quatro meses de terapia, todas as cinco medicações foram mais eficientes do que nenhuma medicação. Todas as drogas estudadas alcançaram seus melhores efeitos antivertiginosos após quatro meses de tratamento. É possível que algumas das falhas terapêuticas observadas tenham ocorrido devido à dificuldade de detectar ou controlar uma doença subjacente, à dificuldade de o paciente de aderir ao protocolo de tratamento, realizar os exercícios de reabilitação, seguir as recomendações dietéticas e modificar hábitos. Por outro lado, o controle etiológico, o controle dos fatores agravantes e as respostas de reabilitação do equilíbrio podem ter variado de acordo com o paciente e a vestibulopatia e podem ter exercido um impacto diferente nos grupos submetidos à farmacoterapia. A aderência do paciente é importante para alcançar um efeito terapêutico desejável e a incidência de efeitos adversos pode influenciar a aderência. É, portanto, digno de nota que, no presente estudo, a betaistina evidenciou uma incidência substancialmente menor de sonolência e depressão em comparação com cinarizina, clonazepam e flunarizina, e uma incidência comparável ou menor da maioria dos outros eventos adversos do que a observada no grupo sem medicação. As proporções mais altas de melhora observadas com uma TIV que incluiu medicação foram possivelmente devidas à soma dos efeitos favoráveis alcançados pelas estratégias combinadas. Os resultados favoráveis associados a tolerabilidade muito boa sugerem que a TIV é uma opção apropriada para o controle da vertigem em pacientes com doença de Ménière ou outras vestibulopatias periféricas. CONCLUSÃO Em uma combinação de modalidades terapêuticas para pacientes com doença de Ménière ou outras vestibulopatias periféricas, betaistina, cinarizina, clonazepam, flunarizina ou EGb 761 são mais eficazes do que o não uso de medicação; betaistina é a medicação mais eficaz para pacientes com doença de Ménière; betaistina, cinarizina ou clonazepam são igualmente eficazes e betaistina é mais eficaz do que flunarizina ou EGb 761 em pacientes com vestibulopatias periféricas, excluída a doença de Ménière. AGRADECIMENTOS Os autores desejam agradecer ao Instituto de Pesquisa Clínica de São Paulo e à Spectrum Consultoria e Projetos em Saúde S/C Ltda. pela análise estatística deste estudo. Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBORL em 15 de novembro de 2005. cod.1580. Artigo aceito em 2 de setembro de 2006. Disciplina de Otoneurologia, Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina.

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Como fazer o labirinto voltar ao normal?

Caminhada – A caminhada ao ar livre é recomendada especialmente para aqueles que são mais sedentários. Essa atividade física tende a beneficiar o labirinto, o sistema nervoso central e todo o corpo. A probabilidade de ter algum sintoma desencadeado durante a atividade é maior em pessoas sedentárias, porém é pouco comum.

Como fazer o teste para saber se tem labirintite?

Qual exame detecta labirintite? – O procedimento mais importante para o diagnóstico de labirintite é o exame otoneurológico, um tipo de exame que testa a função do labirinto, responsável pelo equilíbrio e os sistemas envolvidos para o seu bom funcionamento.

Audiometria: esse exame avalia se o paciente está ouvindo bem ou se está com alguma dificuldade na audição. Ele envolve o uso de sons específicos para medir a resposta auditiva em qualquer ou ambos os ouvidos Exame de equilíbrio: esse exame serve para avaliar o equilíbrio corporal e a coordenação motora. No teste, o paciente precisa realizar movimentos específicos, como se sentar, se levantar, andar, se virar, subir e descer escadas, além de outras atividades Teste de Romberg: esse é um teste mais específico, que está relacionado à avaliação do equilíbrio e estabilidade postural do paciente. No teste, o paciente se deita de costas e fica na posição horizontal, com os braços para trás, de olhos fechados e tentando se equilibrar Tomografia computadorizada e ressonância magnética: esses exames não são necessariamente obrigatórios para o diagnóstico, porém seus resultados podem ajudar na investigação como dados complementares.

Também é feito outro tipo de avaliação para o diagnóstico, a vectoeletronistagmografia ou eletronistagmografia, São exames audiológicos (de audição) que fazem parte da rotina de exames para quem tem labirintite. O exame funciona dessa forma: são colocados eletrodos (servem para conectar um circuito elétrico a uma parte metálica, não metálica ou solução aquosa) na testa e ao lado do olho, e o paciente recebe estímulos luminosos e água no canal auditivo.

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Quando a labirintite é grave?

Quais são os sintomas da Labirintite? – Os sintomas da Labirintite são muito parecidos com os de outros quadros que também afetam componentes do ouvido interno. Muitas vezes, até profissionais da saúde se confundem no diagnóstico. Um ponto chave da Labirintite, porém, é que ela sempre provocará alterações na percepção espacial associadas a sintomas auditivos! Além disso, a Labirintite nunca provoca tontura em crises, mas quadros recorrentes que acontecem de tempos em tempos.

  • Ela ocorre uma vez e pode deixar sequelas permanentes.
  • Isso significa que se a sua tontura não é acompanhada de como: sensação de ouvido tapado, perda de audição ou zumbido, por exemplo, é muito improvável que sua causa seja a Labirintite.
  • É importante frisar, porém, que alguns pacientes, por ficarem tão incomodados com a tontura, não percebem, em um primeiro momento, alterações auditivas que poderão ser melhor evidenciadas com exames complementares.

Além dos sintomas citados, são também esperados:

vertigem: é o sintoma mais comum da Labirintite e se diferencia da tontura por apresentar algum tipo de ilusão de movimento (o paciente sente que ele ou o ambiente ao seu redor está girando); nistagmo: caracterizado pelo movimento involuntários dos olhos, que indica alguma assimetria no funcionamento dos labirintos; suor excessivo: típico de infecções em geral, pacientes com Labirintite podem apresentar sudorese intensa com sensação de suor frio; vômito: a tontura e a vertigem podem gerar enjoos e alterações gastrointestinais que resultam em vômitos intensos.

Quais são as frutas que quem tem labirintite não pode comer?

Evite consumir alimentos com muito açúcar. O ideal é trocar doces por frutas, como: banana, laranja, mamão e abacaxi. Descubra o que acontece com o seu organismo após a redução do consumo de açúcar!

Qual a melhor posição para dormir quando está com labirintite?

Como acabar com a tontura da labirintite e aliviar os sintomas? – A partir do conhecimento sobre quais são os sintomas da labirintite, é hora de explorar as opções disponíveis para o tratamento e alívio das crises. Em primeiro lugar. podemos citar que existem diversos tipos de medicamentos aplicados aos cuidados com essa inflamação, tanto na prevenção quanto na cura.

vasodilatadores: servem para melhorar a circulação e podem reduzir inflamações; labirinto-supressores: atuam no sistema nervoso para atenuar a tontura; anticonvulsivantes e antidepressivos: inibidores hormonais para regular a captação de serotonina; antieméticos: servem para cortar a sensação de náusea, enjoo e vômito.

Podemos indicar outras maneiras de como acabar com a tontura da labirintite, especialmente para evitar ou aliviar as crises. Nesse caso, é importante se deitar imediatamente e ficar em uma posição com maior conforto, deitado de lado preferencialmente, para o caso de sofrer com enjoo.

Também se recomenda ficar em um local mais tranquilo, silencioso e com iluminação suave. Estímulos sonoros e luzes fortes podem piorar a crise. Por fim, é indicado evitar a ingestão de chocolate, café, álcool e similares, já que esses alimentos podem piorar o desconforto gástrico. Como última medida, é interessante manter a hidratação, especialmente se houver sudorese e vômito, para repor fluidos perdidos.

Conforme mencionado, existem medicamentos que servem para cortar a tontura da labirintite. Para obter a receita, você pode passar por atendimento com clínicos gerais ou especialistas em otorrinolaringologia. Dessa forma, vamos finalizar esse conteúdo. Aqui, esperamos que tenha ficado claro quais são os sintomas da labirintite, quais suas causas, fatores de risco e como tratar eventos de crise.

  1. Como medida preventiva, podemos incluir ainda a procura de hábitos mais saudáveis para a rotina, incluindo a prática de atividades físicas regulares, alimentação balanceada e realização periódica de exames.
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Bula do produto: Benegrip Multi Dia. Bula do produto: Benegrip Multi Noite. Benegrip. dipirona monoidratada, maleato de clorfeniramina, cafeína. Indicações: tratamento sintomático da gripe e resfriado. MS 1.7817.0092. Benegrip Multi. paracetamol, cloridrato de fenilefrina, maleato de carbinoxamina.

  1. Indicações: analgésico e antitérmico.
  2. Descongestionante nasal em processos de vias aéreas superiores.
  3. MS 1.7817.0768.
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  6. Indicações: para o tratamento dos sintomas das gripes e resfriados, como dor, febre e congestão nasal.
  7. MS 1.7817.0869 Benegrip Multi Noite.

paracetamol, cloridrato de fenilefrina, maleato de carbinoxamina. Indicações: para o tratamento dos sintomas das gripes e resfriados, como dor, febre, congestão nasal e coriza. MS 1.7817.0868. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Dez/21.

Qual o nome do remédio genérico para labirintite?

O dicloridrato de betaistina melhora os sintomas de vertigem (acompanhada de náuseas e vômitos) e zumbido no ouvido. A melhora, algumas vezes, só pode ser observada após algumas semanas de tratamento. Os melhores resultados são obtidos às vezes depois de alguns meses.

O que é melhor cinarizina ou flunarizina?

Cinarizina e flunarizina são antagonistas de cálcio usados para tratar e prevenir a ocorrência das vertigens. Estas drogas têm atividade antivertiginosa muito semelhante, mas a flunarizina apresenta um maior potencial para induzir depressão e reações extrapiramidais do que a cinarizina.

Quanto tempo devo tomar cinarizina para labirintite?

Profilaxia de Enxaqueca – Em estudo duplo-cego, randomizado e considerando o valproato de sódio como comparador, Togha não conseguiu demonstrar diferenças significantes entre a Cinarizina e o valproato de sódio. Em ambos os grupos, o número, a intensidade e a duração das crises foram significativamente reduzidos (p <0,05). A única diferença significativa observada entre os grupos foi uma redução significativa demonstrada pela Cinarizina na linha de base que foi verificada na 3ª e 4ª visitas do estudo. Dois pacientes descontinuaram o tratamento prematuramente no grupo Cinarizina com significante ganho de peso e três pacientes no grupo valproato de sódio com ganho significativo de peso e tremores graves. Em estudo duplo-cego com a flunarizina como comparador, Drillisch mostrou que após três meses de tratamento, a frequência de crises de enxaqueca caiu de forma significativa, em 56% para Cinarizina e 42% para flunarizina. A duração das crises também caiu significativamente (de 77% para Cinarizina e 72% para flunarizina). O estudo conduzido por Cerny considerou 2 comparadores, a flunarizina e a diidroergotamina. A eficácia foi medida pela cura (paciente livre da enxaqueca) e revelou que a Cinarizina demonstrou equivalência à di-idroergotamina, porém foi menos eficaz que a flunarizina. Em estudo conduzido por Rossi, os resultados demonstraram que a Cinarizina pode ser eficaz na profilaxia da enxaqueca. Em outro estudo realizado por Togha, neste caso aberto e sem comparador, a Cinarizina reduziu a frequência mensal de crises de enxaqueca após 14 semanas de tratamento. A redução percentual na frequência mensal de enxaqueca foi de 35% depois de duas semanas, 74% após 6 semanas, 74% após 10 semanas e 75% após 14 semanas de tratamento. A redução significativa na duração e gravidade da crise também foi observada. Nenhum evento adverso grave foi observado. O estudo conduzido por Radovic demonstrou que depois de um mês de tratamento, 28 dos 30 pacientes tiveram uma diminuição na gravidade, frequência e duração das crises. Após 3 meses de tratamento, todos os pacientes foram tratados com sucesso com Cinarizina 25 mg duas vezes ao dia.

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Quem tem labirintite pode tomar cinarizina?

Existe uma crença popular que diz que labirinite não tem cura e tem que tomar remédio a vida toda. Por isso foram surgindo muitos casos de sequelas e efeitos colaterais muito importantes dessas medicações. Entao neste post vou falar sobre o uso seguro e efiente dessas medicações através de 5 regras básicas. Antes de iniciar o texto, que atenção para alguns aspectos:

  1. Esté é um texto apenas informativo sobre dados técnicos das medicações e não substitui consulta.
  2. O objetivo desse texto é informar sobre perigos de uso crônico dessas medicações e da automedicação.
  3. Não vou receitar remédio e não vou analisar caso clínico de nenhum paciente na neste texto. Quem vai definir se você precisa de remedio e qual melhor remédio para vc é seu médico, numa consulta.
  4. Este texto é direcionado para pacientes (e não para profissionais de saúde), por isso não vou falar nome comercial, nem dose, nem indicação dessas medicações.

REGRA GERAL 1 : O princial objetivo do tratamento das vestibulopatias é corrigir ou eliminar a causa da tontura. Os medicamentos são usados com a finalidade de minimizar os sintomas neurovegetativos e acelerar a compensação vestibular. Desse modo, o uso de medicamentos é a terapia de apoio e não a resolução dos problemas.

  • O tratamento definitivo da labirintite só vai ser feito depois de investigar a causa do problema e aí sim eliminá-lo ou corrigi-lo.
  • As medicações vão ajudar na face inicial, para controlarmos os sintomas e dar tempo para investigar a causa e começar a tratá-la.
  • Ou seja, as medicações não são a solução da labirintite! O que é compensação vestibular? Vamos lembrar que vários órgãos (além do labirinto) são responsáveis pelo nosso equilíbrio: visão, propriocepção (capacidade de sabermos a posição do nosso corpo e dos nossos membros mesmo quando estamos de olhos fechados), cérebro (centros vestibulares centrais).

Quando temos um doença do labirinto, acontece um reajuste dos outros órgãos, de modo que o equilíbrio seja reestabelecido e os sintomas sejam eliminados, o que só acontece depois de alguns dias da crise de labirintite. Toda labitintite tem 2 fases, uma aguda e uma crônica, e as medicações são diferentes em cada fase.

Fase aguda da labirintite: fase de muita tontura, rotatória (vertigem), incapacitante, acompanhada de náuseas e vômitos, que leva o paciente ao hospital ou a ficar em repouso. Nessa fase, usamos medicações de efeito rápido e mais potentes, os chamados sedativos vestibulares. Eles tiram o paciente da crise, mas atrapalham a compensação central, por isso só podem ser usados nos primeiros dias.

Fase crônica da labirintite: fase de sintomas mais leves, com desequlíbrio e mal estar, mas que não impedem atividades diárias do paciente. Nesse momento, usamos remédios mais leves, de inicío de ação mais lenta, mas que ajudam a compensação vestibular ( e a reabilitacao vestibular) REGRA GERAL 2: Usamos medicações sedativas vestibulares apenas nas crises, no menor tempo necessário.

  • Indicação: vertigem e náusea leve a moderada, cinetose
  • Demora horas para fazer efeito, por isso é mais eficiente na pós-crise que na crise
  • Efeitos colaterais: pouca sedação, mas ganho de peso, obesidade, depressao e sindrome parkinsoniana (IDOSOS), alteracoes menstruais, disturbios do metabolismo da glicose
  • Atrapalha compensação central

Dihidroergocristina:

Disponível em associação a flunarizina, muito indicado para enxaqueca

Betaistina:

  • Efeitos colaterais: asma, perturbacao gastrointestinais, cefaleia e rash cutâneo
  • Contra-indicaçõees: feocromocitoma, asma e doenca ulcerosa peptica
  • Vantagens: ação facilitadora da compensação central (permite uso crônico e associado a reabilitação vestibular), permite associação com outras medicaçõees
  • Eesvantagem:demora para fazer efeito, por isso nao deve ser usada na fase aguda

Ginko biloba:

  • Efeitos colaterais: rubor facial e cefaleia-
  • Risco de sangramento: não deve ser usada junto com outras medicações que aumentam sangramento, nem próximo a cirurgias, nem em pacientes com risco de sangramento
  • Baixa potência
  • Não atrapalha compensação cecntral, por isso pode ser usado crônicamente e junto com reabilitação vestibular

Meclizina:

  • Indicados para vertigem leve e profilaxia de cinetose (tomar 1h antes de viagem)
  • ação máxima 2-6h depois da ingestão
  • Vantagem: menos sedacao que os outros,
  • Efeito colateral: Boca seca

Dimenidronato:

  • indicacao: vertigens e náuseas moderadas
  • Efeitos colaterais: sedacao moderada, boca seca
  • Contra-indicao:glaucoma, retenção urinaria (hiperplasia prostatica) e asma (enfisema e quaquer doença pulmonar)

Prometazina:

  • Indicação: náuseas e vômitos de grande intensidade, quando a sedação for aceitável
  • Efeitos colaterais: sedacao, boca seca, visao embaçaada, hipotensao ortostática, raramente distonia ou sintoms parkinsonianos

Metoclopramida :

  • Indicação: tem ação apenas nas náuseas e vômitos, não tem ação no labirinto (precisa associar outra medicação com ação labirintica)
  • Efeitos colaterais: distonia, principalmente em criancas, inquietação, sonolência, fagida, letargia, sintomas parkinsonianaos e discinesia tardia, miose

Domperidona:

  • Potente acao antiemetica (acao direta no centro cerebral do vômito),
  • Efeitos colaterais : Sonolência, efeitos endócrinos e extrapiramidais,

Ondasetrona:

  • Muito potente para inibir vômitos, mas poucos efeito vestibular leve
  • Não afeta compensação vestibular
  • Contra-indicação: gravidez, alergia
  • Efeitos adversos: constipação, cefaleia, sensação de calor ou rubor na cabeça ou epigastrio

Escopolamina:

  • indicação: poderoso antiemetico, sendo usado para vômitos intensos, eprofilaxia para cinetose
  • Efeitos colaterias: sedacao leve, boca seca, PERDA DE MEMORIA E ALUCINACOES ( principalmente em idosos), taquicardia,
  • Contra-indicação: retenção urinaria, glaucoma
  • Possivel abstinência quando usado por mais de 3 dias (náuseas, desequilíbiro e cefaléia)

Diazepam:

  • medicação de uso controlado que precisa de receita especial e retenção de receita
  • meia vida 24-48h, efeito maximo 2h após uso oral e imediato apos injeção
  • indicaçãoo:quando sedaçãoo e efeito ansiolítico são desejados, quadros de ansiedade
  • Efeitos colateraiss: sedação, sonolência, letargia, amento do risco de quedas (idosos), dependência, APNEIA E CARADA CARDIACA se doses altas EV (principalmente em paciente com doença pulmonar)
  • Possiveis sintomas de abastinencia :nerovosismo, ansiedade, disturbio do sono, crises convulsivas

Lorazepam :

meia vida mais curta que diazepam (9-19h), os demais aspectos são iguais ao diazepam

Antidepressivos:

  • Uso controlado, precisam de receita médica e retenção da receita
  • triciclicos :amitriptilina e nortriptilina
  • inibidores seletivos da recaptacao da serotonina: sertralina, fluoxetina, paroxetina, citalopram
  • ou inibidores da recapcao da serotonina e norepinefrina: venlafaxina e desvenlafaxina
  • Efeitos colaterais: boca seca, disfuncao sexual, cefaleia, insonia e nauseas

Um conceito importante é que quanto maior o tempo de uso e maior a dose, mais efeitos colaterais são esperados. O mesmo acontece quando associamos medicações, principalmente se forem da mesma classe. REGRA GERAL 3: use apenas medicação prescrita pelo seu médico, devido a muitas contra-indicações e muitos efeitos colaterais possíveis Como as doenças do labirinto são muitas e muito diferentes entre sim, é de se esperar que algumas doenças precisem de remédios e outras não.

Patologias que não devem ser tratadas com remédios: VPPB (vertigem paroxísitica posicional benigna ou labirintite dos cristais), hipofunção vestibular bilateral, hipofunção vestibular unilateral, tonturas crônicas de causa nã-labirintíca (causas cervicais, metabólicas, etc) Patologias que precisam de remédios: cinetose, sindrome de meniere, TPPP (tontura postural perceptual persistente, enxaqueca.

REGRA GERAL 4 : Nem toda tontura precisa de remédio. Então já que o remédio não é a cura da labirintite, quais são os outros tratamentos possíveis?

  • Reabilitação vestibular: exercícios que trabalham o equilíbrio e estimulam a compensação vestibular central;
  • Psicoterapia: principalmente nos casos causados ou piorados por ansiedade, como a TPPP;
  • Fisioterapia: principalmente nos casos de doenças cervicais;
  • Atividade física: trabalha bastante nosso equilíbrio (mesmo sem percebemos), além de ajudar a controlar os fatores metabólicos, fortalecer os músculos do tronco e evitar quedas;
  • Mudança de hábitos alimentares: acompanhamento com nutricionista e endocrinologista é essencial nos casos de deonças metabólicas, com diabetes e doenças da tireóde.
  • Mudanca de habitos de vida: melhorar os habtiso de sono, introduzir atividades de relaxamento, organizar a rotina, acabar com vícios (cigarro e álcool) etc

REGRA GERAL 5: Procure alternativas não medicamentosas para tratamento de longo prazo. Kênia Assis Chaves Médica Otorrinolaringologista CRMMG 52018 RQE 33072 Agende sua consulta aqui,

Quanto tempo é o tratamento com betaistina?

A duração recomendada do tratamento é de 2 a 3 meses a ser repetido de acordo com a evolução da sintomatologia. A betaistina não é indicada para um tratamento de crises, mas para um tratamento prolongado, a ser mantido ou interrompido de acordo com a evolução da doença.

Qual a diferença do Vertix para o Labirin?

Diferença entre tontura, vertigem e labirintite – Dr. Rodrigo Muitas pessoas sofrem com desequilíbrio, tonturas e vertigens. Entretanto acabam não procurando um especialista por acharem que é um simples mal-estar. Esses sintomas indicam que há algum problema ocorrendo e que são necessários cuidados.

Veja a definição das principais situações associadas a este quadro:Tontura – Sensação de desorientação espacial.Vertigem – Falsa percepção de movimento, por exemplo, a sensação de girar quando está tudo parado.Labirintite – Inflamação do labirinto, que é a estrutura interna do ouvido, e pode ter como sintomas tontura, vertigem e também sintomas auditivos, como perda de audição e zumbido.Caso você ou algum familiar se identifique com os quadros acima, procure um otoneurologista!

: Diferença entre tontura, vertigem e labirintite – Dr. Rodrigo

O que é melhor cinarizina ou flunarizina?

Cinarizina e flunarizina são antagonistas de cálcio usados para tratar e prevenir a ocorrência das vertigens. Estas drogas têm atividade antivertiginosa muito semelhante, mas a flunarizina apresenta um maior potencial para induzir depressão e reações extrapiramidais do que a cinarizina.

Qual o nome do remédio genérico para labirintite?

O dicloridrato de betaistina melhora os sintomas de vertigem (acompanhada de náuseas e vômitos) e zumbido no ouvido. A melhora, algumas vezes, só pode ser observada após algumas semanas de tratamento. Os melhores resultados são obtidos às vezes depois de alguns meses.

Quanto tempo leva para fazer efeito cinarizina?

Episódios agudos de vertigem podem ser prevenidos ou reduzidos pela cinarizina. Propriedades Farmacocinéticas: os níveis de pico plasmático de cinarizina são obtidos entre 1 a 3 horas após a ingestão. A cinarizina desaparece do plasma com uma meia-vida de 4 horas.