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Dicas, Recomendações, Ideias

Qual O Parque Nacional Mais Antigo Do Brasil Criado Em 1937?

Qual foi o primeiro parque criado no Brasil em 1937?

Quem Somos – Criado em 14 de junho de 1937 pelo Decreto no 1.173 do presidente Getúlio Vargas o Parque Nacional do Itatiaia (PNI) foi o primeiro Parque Nacional estabelecido no Brasil, sendo assim uma referência histórica para as Unidades de Conservação (UC) nacionais.

  1. Originalmente com 11.943 hectares, o Parque foi ampliado para os atuais 28.086 hectares em 21 de setembro de 1982 pelo Decreto no 87.586.
  2. Inserido no Bioma Mata Atlântica e situado na Serra da Mantiqueira entre os estados de Minas gerais e Rio de Janeiro, o Itatiaia abrange parte do território dos municípios de Itatiaia/RJ, Resende/RJ, Itamonte/MG e Bocaina de Minas/MG.

Sua altitude varia de 540 m, próximo ao Vale do Paraíba, a 2.791 m no Pico das Agulhas Negras, ponto culminante do Estado do Rio de Janeiro e 5º mais alto do Brasil. O gradiente altitudinal, a riqueza de mananciais e as características geológicas e geomorfológicas resultam numa rica biodiversidade e ampla variedade de ecossistemas e paisagens, conferindo ao PNI uma grande importância para a conservação da natureza.

Tal fato já era reconhecido por diversos naturalistas desde o início do século XIX. Mais recentemente, o Parque integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela UNESCO e está numa área classificada como de prioridade extremamente alta para a conservação da biodiversidade, conforme o Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade, do Ministério do Meio Ambiente.

O Parque Nacional do Itatiaia está localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra a meio caminho entre as duas maiores metrópoles do país – São Paulo e Rio de Janeiro – a menos de 4 horas de carro de mais de 36 milhões de brasileiros e a menos de 3 horas dos dois principais aeroportos internacionais, Guarulhos e Tom Jobim. As terras que hoje constituem o Parque Nacional do Itatiaia pertenciam ao Sr. Irineu Evangelista de Souza, Visconde de Mauá, e foram adquiridas pela Fazenda Federal em 1908 para a criação de dois núcleos coloniais que, porém, não foram bem sucedidos, passando as terras para o Ministério da Agricultura, o qual, em 1929, criou uma Estação Biológica subordinada ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Qual é o Parque Nacional mais antigo do Brasil?

Criado em junho de 1937, o Parque Nacional do Itatiaia comemora seus 81 anos. O Itatiaia foi o primeiro parque nacional criado no Brasil.

Qual é o Parque Nacional mais antigo do Brasil criado em 1936?

Neste trabalho a Historiadora Ingrid mostra que o Parque Nacional do Itatiaia se confunde com história do país, seja, por ter sido o primeiro Parna criado no país (14 de junho de 1937), assim como suas pesquisas, localização geográfica e garantia de recuperação de um sistema ambiental que tinha sido detonado e ressurge

Qual é o nome do primeiro Parque Nacional do Brasil?

O Yellowstone foi o Primeiro Parque Nacional implantado no mundo, com recursos governamentais, em 1872.

Qual é o parque mais antigo?

Prater Áustria – Em Viena encontramos o Prater. Em 1766 a área onde o parque está construído era utilizada como lugar de caça de animais; em 1895 virou parque de entretenimento. A roda gigante do Prater virou um ícone de Viena Imagem: Carina Baumgartner/Unsplash A sua roda gigante de 65 metros de altura, a mais antiga do mundo, foi testemunha de guerras mundiais.

Qual é o Parque Nacional mais antigo do Brasil criado em 1927?

O Parque Nacional do Itatiaia (PNI) foi o primeiro Parque Nacional criado no Brasil, em 1937 (Decreto Nº 1.713). Porém, desde 1927 já era reconhecido como a Estação Biológica do Itatiaia, administrada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Sua área foi ampliada em 1982 (Decreto Nº 87.586), e atualmente abrange cerca de 30.000 ha.

  1. Está localizado no maciço do Itatiaia, Serra da Mantiqueira, ao sul dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, com território ocupando parte dos municípios de Bocaina de Minas, Itamonte, Itatiaia e Resende, entre as latitudes 22º19′ e 22º45′ S e longitudes 44º45′ e 44º50′ W.
  2. O clima é mesotérmico com temperatura média anual entre 15º e 27º C, dependendo da altitude, que varia de 700 e 2.787 m.

As formações vegetacionais incluem florestas estacionais semideciduais e ombrófilas densas baixo montana, montana e alto montana, florestas com araucária e campos de altitude. Esta UC conta um vasto histórico de estudos sobre sua vegetação, iniciados no século XIX por Ernesto Ule e Per Karl Dusén.

No século XX vários botânicos se dedicaram ao estudo do Itatiaia, entretanto destaca-se Alexandre Curt Brade que realizou uma série de estudos sobre a flora da região, incluindo tratamento taxonômico de 20 famílias botânicas, publicados no periódico Rodriguésia em 1957, descrições de dezenas de espécies novas, listas de espécies, registros de endemismos, definições sobre as fitofisionomias e interpretações sobre a origem da flora local.

Desde então, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro vem realizando estudos sistemáticos sobre a vegetação do Itatiaia, o que resultou em uma expressiva coleção botânica, depositada no Herbário RB. Para citação de informação proveniente da consulta à lista de espécies de plantas do(a) Parque Nacional do Itatiaia, usar: Carrijo TT, Alves-Araújo AG, Amorim AMA, Barbosa DEF, Barcelos LB, Baumgratz JF, Bueno VR, Coelho RLG, Costa DP, Couto DR, Delgado CN, Dutra VF, Flores TB, Furtado SG, Giacomin LL, Goldenberg R, Gomes M, Gonzaga DR, Guimarães EF, Heiden G, Kameyama C, Labiak PHE, Lírio EJ, Lohmann LG, Matos, FB, Moraes PLR, Meireles LD, Menini-Neto L, Monteiro D, Moreira MM, Morim MP, Mota MCA, Oliveira, JRPM, Pastore JFB, Pederneiras LC, Pereira LC, Rapini A, Salimena FRG, Silva AV, Silva-Neto SJ, Sobral MEG, Souza MC, Sylvestre LS, Trovó M, Viana PL, Forzza RC.2018.

  1. Lista de espécies de plantas terrestres do Parque Nacional do Itatiaia.
  2. In: Catálogo de Plantas das Unidades de Conservação do Brasil.
  3. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
  4. Disponível em:,
  5. Acesso em dia/mês/ano.
  6. Contato: [email protected] 1 – Moreira et al.2020.
  7. Using online databases to produce comprehensive accounts of the vascular plants from the Brazilian protected areas: The Parque Nacional do Itatiaia as a case study.

Biodiversity Data Journal 8: e50837. Disponível em: https://doi.org/10.3897/BDJ.8.e50837 Administrado pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Desenvolvido por: Oliveira FA, Silva LAE, Carrijo TT, Moreira MM & Forzza, RC.

Qual foi o primeiro parque?

O parque mais antigo do mundo é o Bakken, em Klampenborg, a norte de Copenhaga, na Dinamarca, que abriu em 1583.

Quais foram os primeiros parques nacionais no nosso país?

Nem sempre é mérito ou culpa dos governantes, mas o fato é que alguns presidentes do nosso país foram o que pode ser qualificado como amigos das áreas protegidas, enquanto outros parecem ter tido ojeriza à natureza. Vale lembrar-se de fatos interessantes ou curiosos sobre este assunto, fazendo referência exclusiva à categoria de Parques Nacionais, as mais importantes de todas as unidades de conservação.

  • Como é bem conhecido, o primeiro Parque Nacional do Brasil foi Itatiaia, criado por Getúlio Vargas em 1937, quando era ditador, embora André Rebouças tenha pedido a criação de Parques Nacionais em 1876 e Santos Dumont em 1916.
  • Getúlio criou mais dois Parques Nacionais em 1939: Iguaçu (proposto por Dumont) e Serra dos Órgãos.

Assim começava a nossa história sobre estas áreas protegidas. De 1939 até 1959 nenhum outro foi estabelecido. Ficamos, pois, duas décadas sem assistir a criação de Parques Nacionais. Em 1959 começou outra boa safra de Parques Nacionais com o estabelecimento de Aparados da Serra, Araguaia e Ubajara.

Tanto os presidentes Juscelino Kubitschek como Jânio Quadros foram generosos com um novo surto de estabelecimento de Parques Nacionais, a grande maioria em 1961 e alguns até mesmo no mesmo dia. Outros foram florescendo e o único presidente àquela época que não assinou nem mesmo um foi Ernesto Geisel, embora no seu governo os Parques Nacionais e a fauna silvestre do país obtivessem os primeiros avanços de pessoal, recursos financeiros e efetivação no campo de áreas protegidas.

Seu Ministro da Agricultura era Allison Paulinelli, que havia sido meu professor na Universidade Federal de Lavras (UFLA) e, assim mesmo, não obstante toda minha insistência, não quis levar ao então presidente os decretos de novos Parques Nacionais. Por outro lado, deu o troco ao fornecer o apoio necessário para a efetiva implantação de Parques Nacionais.

Com o Presidente João Figueiredo tivemos em 1979 um novo boom, com a criação de muitos Parques Nacionais, na Amazônia principalmente, pois até aquele momento só havia o Parque Nacional da Amazônia estabelecido em 1974, por indicação do projeto Radam Brasil. A Amazônia era então um enorme vazio de áreas protegidas.

Mas, em 1979, num dia só, foram estabelecidos 8 milhões de hectares de Parques Nacionais na Amazônia, Reservas Biológicas também no bioma amazônico, a primeira área protegida marinha, a Reserva Biológica de Atol das Rocas, e dois Parques Nacionais no Nordeste.

  • No total, é possível que estes feitos tenham sido inéditos na história mundial.
  • Além do mais, foi aprovado o primeiro Plano do Sistema de Unidades de Conservação do Brasil e foi assinado o Regulamento Geral dos Parques Nacionais.
  • De 1979 a 1982 surgiram dois outros Parques Nacionais e foi publicada a segunda etapa do Plano do Sistema de Unidades de Conservação do Brasil.

Também entre 1979 e 1982, compraram-se dois milhões de hectares de Parques Nacionais e Reservas Biológicas com os recursos do Fundo de Reposição Florestal. Em seguida, essa prática fundamental da regularização fundiária foi abandonada, fato que deu origem ao justo descontentamento dos produtores rurais afetados.

  1. Neste período, outro ganho foi a conclusão e publicação dos primeiros planos de manejo de Parques Nacionais.
  2. Regimes, partidos e indivíduos.
  3. O Presidente Sarney seguiu esse impulso e estabeleceu muitas áreas protegidas, das quais a mais famosa fosse o Parque Nacional do Grande Sertão Veredas.
  4. O Presidente Collor criou um único parque: o Parque Nacional da Serra Geral.

Em seguida, o Presidente Fernando Henrique Cardoso criou várias áreas, entre elas a de maior extensão no Brasil, o Parque Nacional do Tumucumaque. O Presidente Lula se destacou entre os presidentes que mais criaram Unidades de Conservação, entre elas Parques Nacionais, embora a grande maioria tenha sido de uso direto dos recursos naturais e concentradas na Amazônia.

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Mas, ao mesmo tempo, no período de Lula começou o processo de eliminação, mudança de categoria, dupla afetação e redução de áreas que, como já é bem conhecido e até já foi aqui publicado, fez o Brasil perder cinco milhões de hectares de áreas protegidas de uso indireto dos recursos naturais nas duas últimas décadas.

Resta-nos analisar o período atual, do mandato da presidente Dilma Rousseff. De 2011 até hoje, ela não estabeleceu qualquer Parque Nacional na Amazônia. Dilma criou dois parques novos, o Parque Nacional Marinho da Ilha dos Currais e o Parque Nacional da Furna Feia, o único do Rio Grande do Norte.

A presidente Dilma tem se recusado a assinar o esperado Parque Nacional de Guaricana, com 45 mil hectares, localizado no estado do Paraná, em plena Mata Atlântica. Todos nós estávamos aguardando ansiosamente a criação deste Parque Nacional no Dia Mundial do Meio Ambiente, mas nada aconteceu. Ao contrário de outras épocas, o que se assiste hoje é a reiterada iniciativa, quer seja do Ministério de Minas e Energia, ou do eterno Ministério da Agricultura, ou dos Legislativos quer federais, quer estaduais, de permitir atividades de uso direto dos recursos naturais nas áreas protegidas.

Se não conseguem permiti-las, mudam a categorias de manejo, das mais restritas para as menos restritas, extinguem Parques, pedem mudanças de limites, em geral para construir hidrelétricas, ou linhas de transmissão, ou para minerações ou estradas. Não são fatos novos, pois o Brasil já assistiu a extinção do Parque Nacional de Sete Quedas em 1981 para dar lugar à hidrelétrica de Itaipu.

  1. Nas últimas décadas, a conservação da natureza está perdendo todas as batalhas contra o desenvolvimento desenfreado, sob os olhos de nossos políticos, que nada fazem para evitar o pior.
  2. Do outro lado, é necessário dizer que vários presidentes membros de partidos políticos opostos e até de regimes políticos distintos, como os presidentes Getúlio Vargas, Juscelino, Jânio, Figueiredo, Fernando Henrique e Lula foram sensíveis às suas obrigações para com a natureza.

A conservação da natureza não pode esquecer seus benfeitores, a despeito de regime ou partidos políticos. O último presidente da ditadura, Figueiredo, destacou-se na criação de áreas protegidas. Seus feitos na área, a meu ver, não devem ser apagados devido ao regime que presidia, pois Parques Nacionais e fauna silvestre em qualquer situação são responsabilidades do Estado.

Qual o nome do maior parque do Brasil?

1 – Beto Carrero World : o maior parque de diversão da América Latina é brasileiro.

Em que ano foi criado o parque do Povo?

Atravessada por forró, a população de Campina Grande vive o São João desde os seus primórdios. Local de encontro e permanência, como no início da história da vila que se tornaria cidade com os Tropeiros da Borborema, a população se reunia e exprimia a animação em diversos pontos da cidade.

  • O empenho da população era tamanho que grandes nomes da Cultura Popular do Nordeste passaram a reconhecer a relação indissociável entre Campina e o forró.
  • Um deles foi Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que, entre o final dos anos 70 e início dos anos 80 do século passado, declarou, em entrevista ao programa Confidencial, da TV Borborema, que a história do ritmo havia começado nas terras da Rainha da Borborema.

“Campina Grande sempre foi meu chamego! Aqui começou a história do forró, aqui começou a história dos oito baixos. Qual é o sanfoneiro de boa estirpe que não vai amar Campina Grande?”, declarou, segundo arquivos do Retalhos Históricos de Campina Grande.

Ainda em 1980, os festejos já eram tão consolidados na identidade dos campinenses (ou campina grandenses) que o cineasta Machado Bittencourt dedicou esforços para a produção de um curta-metragem que pudesse descrever a vivência junina na cidade. Entre as muitas festas espalhadas pela Rainha da Borborema em clubes festivos, casas ou qualquer espaço capaz de reunir os forrozeiros, Bittencourt retratou o São João no Clube dos Caçadores, um dos mais tradicionais clubes festivos da época.

Com a missão de unificar toda a cidade em um único espaço e festejo, o prefeito Ronaldo Cunha Lima, em 1983, criou uma palhoça montada na área onde hoje se localiza o Parque do Povo. De forma improvisada, o espaço teve, já de cara, o letreiro “O Maior São João do Mundo” exposto no dia 4 de junho, primeiro dia de festa.

A iniciativa, que até pode ser vista como audaciosa, de Ronaldo Cunha Lima foi, na verdade, a previsão para o que o evento se tornou hoje. Em pouco tempo, o evento entrou no calendário turístico estadual, regional, nacional e, inclusive, internacional. “Não sei se aquelas pessoas já imaginavam que o São João se tornaria o que é hoje, mas como o campinense é tão criativo e empreendedor, isso também não surpreende ao povo daqui.

Surpreende o turista que vê uma palhoça com o nome “O Maior São João do Mundo” e acha que é uma audácia. Mas isso é ser campinense, o empreendedorismo, ser visionário. E o prefeito da época, Ronaldo Cunha Lima, soube capitanear isso muito bem, em um espaço que era de lama, nada preparado e tudo feito de última hora, sem ter a preparação que tem hoje em dia”, declarou Cléa Cordeiro, professora e diretora do Memorial d’O Maior São João do Mundo.

  • A primeira noite de festa, sobre o chão pisado, mais de 10 mil pessoas compareceram no local para brincar São João.
  • Os dados, da edição de 8 de junho de 1983 do Jornal A União, ressalta ainda que a programação contou com apresentações de danças folclóricas, quadrilhas, fogueiras, fogos de artifício, comidas típicas, forró e palhoção.

A festa pelos bairros continuou acontecendo, principalmente com a apresentação de quadrilhas juninas. No ano seguinte, a festa já contava com 30 dias e entrou no calendário turístico da Paraíba. De acordo com a professora, a população comprou a ideia da festa improvisada e se engajou, ano após ano, para o consolidar como o maior do mundo.

  1. O reconhecimento foi fruto do esforço de muitas mãos unidas em prol de tornar o São João de Campina, de fato, grande.
  2. Duas dessas mãos foram as de Sereco.
  3. De forma voluntária, o profissional de teatro se uniu a um grupo de mulheres voluntárias para decorar a primeira edição da festa, há 40 anos atrás.

“Primeiro ano do São João, eu fazia teatro e um amigo meu, que também fazia, disse: “A gente vai ajudar a grampear as bandeirinhas do São João. Tu topa?”. Fui voluntariamente e as voluntárias, que eram um grupo de mulheres que ainda hoje existe, cortaram as bandeiras e a gente grampeou.

Acho que era uns 200 metros de bandeirinhas porque só tinha três postes no Parque do Povo. No Açude Novo a gente esticou as bandeiras em uma árvore e em outra Sem saber a gente fez a decoração do primeiro São João”, afirmou Sereco, que segue como colaborador na decoração. Todos os anos, as bandeirinhas que colorem o Parque do Povo e Campina Grande recebem o cuidado atencioso de Sereco e de vários amantes d’O Maior São João do Mundo.

Neste ano, com edição comemorativa, iniciada na última quinta-feira, a decoração volta a encher os olhos. “A decoração dos 40 anos é bastante tradicional. Bandeirinha com força, balão, porque faz parte da cultura. É para resgatar a história, a cultura e, para mim, é um orgulho grande contribuir nesses 40 anos para que essa casa ficasse cada dia mais colorida e bonita, que é Campina Grande”, contou Sereco.

  • Tradição que se renova O fim da cultura do tradicional São João de Campina Grande é previsto, ano após ano, pelos mais pessimistas.
  • Apesar de uma maior inserção da musicalidade mercadológica, a perspectiva de quem vive o festejo é contrária.
  • A professora Cléa Cordeiro, diretora do Memorial d’O Maior São João do Mundo, declarou que, cada dia mais, jovens estão buscando conhecer a história e a memória para manter a festa viva.

“Neste ano, a comemoração tem mexido com as pessoas. Hoje eu vejo jovens preocupados em manter a tradição, como que vai se manter essa tradição, buscando saber de como foram os 40 anos que construíram essa festa como ela é hoje. Eles questionam também o que fazer para a festa seguir evoluindo, como será o seu futuro Hoje há um debate constante com os jovens no Memorial”, ressaltou.

O debate versa sobre a manutenção da identidade nordestina através da cultura popular, que é passada de geração para geração. “Isso tem me surpreendido por notar que o jovem tem despertado para a importância da festa para a tradição, cultura, cidade e para a nossa identidade. Os pais também estão levando os filhos e contando as histórias da época em que eles estavam ali.

É impressionante e me deixa bastante esperançosa para que a festa continue grandiosa e mantendo a tradição”, finalizou Cléa Cordeiro. *Matéria publicada originalmente na edição impressa de 4 de junho de 2023.

Como surgiu o Parque Nacional do Iguaçu?

Parque Nacional do Iguaçu (PR) – Qual O Parque Nacional Mais Antigo Do Brasil Criado Em 1937 O Parque Nacional do Iguaçu foi criado pelo Decreto-Lei nº 1.035, de 10 de janeiro de 1939, durante o governo do então presidente da República, Getúlio Vargas. Apesar de não ter sido tombado como patrimônio nacional, é protegido como Parque Nacional, por sua característica predominantemente paisagística e ecológica.

Qual é o nome do Parque Nacional?

Parques nacionais

Nome Localização Visitantes (2021)
Iguaçu Paraná 25° 22′ 24″ S, 54° 02′ 33″ O 696 380
Ilha Grande Mato Grosso do Sul Paraná 23° 41′ 51″ S, 54° 00′ 35″ O 3 405
Itatiaia Minas Gerais Rio de Janeiro 22° 22′ 31″ S, 44° 39′ 44″ O 108 265
Jamanxim Pará 5° 52′ 20″ S, 55° 59′ 00″ O Dados não disponíveis

Qual é o primeiro maior parque do mundo?

1 – Parques da Disney World Fundados em 1965, os parques da Disney World estão no topo do ranking de parques mais visitados em todo o mundo. Ele fica localizado na Flórida, em Bay Lake e recebe milhões de turistas todos os anos.

Qual é o maior Parque Nacional do mundo?

Em breve, o Estado do Amapá estará abrigando na sua porção norte o maior parque nacional do Mundo. Trata-se do Parque do Tumucumaque, com uma área de 3,8 milhões de hectares, de natureza intocada pelas mãos de um homem.

Qual o parque mais antigo de SP?

O Jardim da Luz conta com 113.400 m² e originalmente era um viveiro de plantas, criado em 1800 por ordem da Coroa Portuguesa, assim, se tornou a primeira área verde da cidade. Em 1825, já com o Brasil independente, foi transformado em parque, dando início ao conceito de área de lazer e bem-estar dos cidadãos.

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Por que foi criado o Parque Nacional de Itatiaia?

Itatiaia: há oito décadas ecoando o ‘conhecer para preservar’ Ricardo Soavinski* O Parque Nacional de Itatiaia, localizado na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, não surpreende apenas pela riqueza de uma Mata Atlântica de 28 mil hectares intacta.

  • Ele é parte da história do Brasil.
  • Foi o primeiro parque nacional criado por decreto do Presidente Getúlio Vargas, em 1937, completando 80 anos de existência em junho de 2017.
  • A sua criação tem um imenso significado.
  • Assim, como o primeiro parque nacional criado no mundo, o Yellowstone, nos Estados Unidos (em 1872), a formação do Parque Nacional de Itatiaia marca o reconhecimento, por parte da sociedade, da necessidade de conservar grandes áreas naturais para a posteridade e proveito das gerações futuras.

O estabelecimento de um parque revela a preocupação com o avanço das atividades econômicas sobre a natureza. Assim, não é casual que o primeiro parque brasileiro nasça na região Sudeste, próximo a áreas que vivenciaram o ciclo do café, no meio do caminho entre Rio de Janeiro e São Paulo, que começavam o seu processo de industrialização.

  1. Muito frequentemente os parques são símbolos representativos de uma nação.
  2. O Parna de Itatiaia protege algumas das nossas maiores montanhas, e, por todo o Brasil, parques abrigam alguns dos mais importantes símbolos nacionais, como nossas caratas em Iguaçu, a floresta amazônica, o patrimônio arqueológico na Serra da Capivara.

O Cristo Redentor, a atração mais visitada do Brasil, está localizado no Parque Nacional da Tijuca. A criação de Itatiaia, demandada sobretudo pela comunidade científica, foi possível em função da promulgação, em 1934, do Código Florestal Brasileiro, primeiro instrumento legal que regulamentou as áreas protegidas no país.

O Código representou um marco na legislação nacional ambiental, trazendo para o poder público o controle sobre a exploração dos recursos naturais. Com a norma, o governo federal deu os primeiros passos para a criação dos parques nacionais. Mas o impulso mesmo veio com a publicação do Regulamento dos Parques Nacionais Brasileiro, decreto de 21 de dezembro de 1979, que estabeleceu a obrigatoriedade da elaboração do zoneamento e do Plano de Manejo para as unidades.

O resultado disso foi o grande número de parques nacionais criados nas décadas de 60 e 70. Entretanto, ao longo dos anos, o país acabou acumulando inúmeras legislações esparsas e a proliferação de várias tipologias de áreas protegidas. Graças a aprovação, no ano de 2000, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), foram unificadas as normas, e as unidades de conservação foram classificados em duas categorias: a de proteção integral e de uso sustentável, com vocação para a pesquisa, atividades voltadas à recreação e educação ambiental e ao turismo ecológico.

Assim, as unidades de conservação passaram a ser espaços territoriais protegidos, destinados à conservação da biodiversidade e ao aproveitamento público. Sete anos depois do SNUC, foi criado o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que completa 10 anos em 2017, com a missão de gestão das unidades de conservação e proteção da biodiversidade.

Atualmente, cuidamos das 324 unidades de conservação (parques nacionais, floresta nacional, área de proteção ambiental, reserva extrativista e outras categorias) existentes no país. Isso corresponde a 80 milhões de hectares, o que equivalem a 9% do território nacional.

É muita coisa para administrar. Não é simples, mas com dedicação, boa vontade, bons parceiros e boas estratégias, nós acreditamos que conseguiremos dar mais escala e atingir a implementação de um número muito maior de unidades em tempo menor e com qualidade. A experiência com o Itatiaia mostra ainda o quanto é importante ter parques equipados e preparados para que as pessoas possam usufruir da natureza de forma sustentável.

O Parque sempre foi aberto para o público, desde a sua criação. A beleza exuberante, a boa estrutura do local e uma equipe excelente (com uma rede de apoiadores como ONGs, universidades, empresas privadas) atraem mais de 10 mil visitantes todos os anos, que podem usufruir de caminhadas em trilhas bem demarcadas, de cachoeiras, mirantes, escaladas, atividades educativas e de um visual único.

Acreditamos que incentivar a visitação nos parques nacionais traduz em estímulo a uma cultura de conservação das áreas protegidas, afinal, a natureza faz bem às pessoas. A abertura das unidades é também importante para estimular o turismo e o desenvolvimento econômico local. Os nossos dados indicam que em 2016 a visitação nas unidades de conservação foi de 8,29 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo em que aumentam as visitações, ampliamos anualmente o número de unidade de conservação. Por isso, nossa meta é abrir para a visitação outras unidades, porém é necessário dotá-las de infraestrutura, para poder receber os visitantes com segurança, conforto e eficiência.

O ICMBio trilha o caminho de dotar as unidades de conservações de recursos suficientes à visitação. Já temos vários apoiadores, e queremos ampliar ainda mais trazendo mais gente para fazer conosco. Apostamos nas parcerias com o setor privado (via concessões) ou apoio de empresas (com doações ou patrocínio).

Além de parceiros com Ongs, universidades, governos locais. Atualmente, temos parcerias com as pessoas individualmente como voluntários, que já contamos com cerca de 1.500 pessoas. No entanto, mais do que atingir milhões de visitantes, o que queremos é proporcionar bons serviços às pessoas.

Qual o nome do maior parque?

1. Beto Carrero World – Qual O Parque Nacional Mais Antigo Do Brasil Criado Em 1937 Divulgação O Beto Carrero World fica em Santa Cataria e é o maior parque da América Latina Ele é o maior parque da América Latina, fundado em 1991 e está localizado no município de Penha, em Santa Catarina. O coloca à disposição dos seus visitantes um total de 100 atrações, além do zoológico e da fazenda.

Entre os brinquedos mais procurados está a Fire Whip, única montanha-russa invertida do país, com 689 metros de extensão, 33,3 m de altura e atinge uma velocidade de aproximadamente 80 km/h. Também há o Super Carros, no qual é possível dirigir veículos de alta linha, como Ferrari e Lamborghini, mas para isso é preciso apresentar CNH válida, não é permitido embarcar com crianças menores de 5 anos e, para a segurança do visitante, a qualquer momento pode ser solicitado o preenchimento e assinatura de um termo de autorização de débito.

Já o Crazy River está localizado na área temática do filme Madagascar e é perfeito para quem não tem problemas em se molhar. Ele simula o rafting (prática de descer água corrente abaixo com um bote inflável) e leva os visitantes em aproximadamente 1 km de extensão de rio.

Qual é o primeiro melhor parque do mundo?

1 – Siam Park (Tenerife, Espanha) – O título de melhor parque do mundo ficou com o Siam Park, localizado em Tenerife, na Espanha, Esse parque aquático inaugurado em 2008 tem uma decoração com inspiração tailandesa e ganhou as melhores avaliações dos visitantes na plataforma TripAdvisor.

Quando foi inaugurado o Parque Nacional de Brasília e qual a sua extensão?

Criado em 29 de novembro de 1961, o parque possui uma área de 42.389,01 hectares e abrange as regiões administrativas de Brasília, Sobradinho e Brazlândia e o município goiano de Padre Bernardo.

Qual foi o primeiro parque do Estado de São Paulo?

Jardim da Luz : 218 anos do primeiro parque da cidade.

Qual é o nome do Parque Nacional mais antigo dos Estados Unidos?

Parque Nacional de Yellowstone | Visit The USA.

Qual é o Parque Nacional mais antigo do Brasil criado em 1937 Itatiaia Araguaia Tijuca O Monte Pascoal?

Itatiaia é o parque nacional mais antigo do Brasil, tendo sido criado em 14 de junho de 1937, numa área de 11 943 ha, que antes de ser adquirida pela Fazenda Federal, em 1908, pertenceu ao Visconde de Mauá.

Qual foi o primeiro parque?

O parque mais antigo do mundo é o Bakken, em Klampenborg, a norte de Copenhaga, na Dinamarca, que abriu em 1583.

Quais foram os primeiros parques nacionais no nosso país?

Nem sempre é mérito ou culpa dos governantes, mas o fato é que alguns presidentes do nosso país foram o que pode ser qualificado como amigos das áreas protegidas, enquanto outros parecem ter tido ojeriza à natureza. Vale lembrar-se de fatos interessantes ou curiosos sobre este assunto, fazendo referência exclusiva à categoria de Parques Nacionais, as mais importantes de todas as unidades de conservação.

Como é bem conhecido, o primeiro Parque Nacional do Brasil foi Itatiaia, criado por Getúlio Vargas em 1937, quando era ditador, embora André Rebouças tenha pedido a criação de Parques Nacionais em 1876 e Santos Dumont em 1916. Getúlio criou mais dois Parques Nacionais em 1939: Iguaçu (proposto por Dumont) e Serra dos Órgãos.

Assim começava a nossa história sobre estas áreas protegidas. De 1939 até 1959 nenhum outro foi estabelecido. Ficamos, pois, duas décadas sem assistir a criação de Parques Nacionais. Em 1959 começou outra boa safra de Parques Nacionais com o estabelecimento de Aparados da Serra, Araguaia e Ubajara.

  • Tanto os presidentes Juscelino Kubitschek como Jânio Quadros foram generosos com um novo surto de estabelecimento de Parques Nacionais, a grande maioria em 1961 e alguns até mesmo no mesmo dia.
  • Outros foram florescendo e o único presidente àquela época que não assinou nem mesmo um foi Ernesto Geisel, embora no seu governo os Parques Nacionais e a fauna silvestre do país obtivessem os primeiros avanços de pessoal, recursos financeiros e efetivação no campo de áreas protegidas.

Seu Ministro da Agricultura era Allison Paulinelli, que havia sido meu professor na Universidade Federal de Lavras (UFLA) e, assim mesmo, não obstante toda minha insistência, não quis levar ao então presidente os decretos de novos Parques Nacionais. Por outro lado, deu o troco ao fornecer o apoio necessário para a efetiva implantação de Parques Nacionais.

Com o Presidente João Figueiredo tivemos em 1979 um novo boom, com a criação de muitos Parques Nacionais, na Amazônia principalmente, pois até aquele momento só havia o Parque Nacional da Amazônia estabelecido em 1974, por indicação do projeto Radam Brasil. A Amazônia era então um enorme vazio de áreas protegidas.

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Mas, em 1979, num dia só, foram estabelecidos 8 milhões de hectares de Parques Nacionais na Amazônia, Reservas Biológicas também no bioma amazônico, a primeira área protegida marinha, a Reserva Biológica de Atol das Rocas, e dois Parques Nacionais no Nordeste.

No total, é possível que estes feitos tenham sido inéditos na história mundial. Além do mais, foi aprovado o primeiro Plano do Sistema de Unidades de Conservação do Brasil e foi assinado o Regulamento Geral dos Parques Nacionais. De 1979 a 1982 surgiram dois outros Parques Nacionais e foi publicada a segunda etapa do Plano do Sistema de Unidades de Conservação do Brasil.

Também entre 1979 e 1982, compraram-se dois milhões de hectares de Parques Nacionais e Reservas Biológicas com os recursos do Fundo de Reposição Florestal. Em seguida, essa prática fundamental da regularização fundiária foi abandonada, fato que deu origem ao justo descontentamento dos produtores rurais afetados.

  1. Neste período, outro ganho foi a conclusão e publicação dos primeiros planos de manejo de Parques Nacionais.
  2. Regimes, partidos e indivíduos.
  3. O Presidente Sarney seguiu esse impulso e estabeleceu muitas áreas protegidas, das quais a mais famosa fosse o Parque Nacional do Grande Sertão Veredas.
  4. O Presidente Collor criou um único parque: o Parque Nacional da Serra Geral.

Em seguida, o Presidente Fernando Henrique Cardoso criou várias áreas, entre elas a de maior extensão no Brasil, o Parque Nacional do Tumucumaque. O Presidente Lula se destacou entre os presidentes que mais criaram Unidades de Conservação, entre elas Parques Nacionais, embora a grande maioria tenha sido de uso direto dos recursos naturais e concentradas na Amazônia.

Mas, ao mesmo tempo, no período de Lula começou o processo de eliminação, mudança de categoria, dupla afetação e redução de áreas que, como já é bem conhecido e até já foi aqui publicado, fez o Brasil perder cinco milhões de hectares de áreas protegidas de uso indireto dos recursos naturais nas duas últimas décadas.

Resta-nos analisar o período atual, do mandato da presidente Dilma Rousseff. De 2011 até hoje, ela não estabeleceu qualquer Parque Nacional na Amazônia. Dilma criou dois parques novos, o Parque Nacional Marinho da Ilha dos Currais e o Parque Nacional da Furna Feia, o único do Rio Grande do Norte.

  1. A presidente Dilma tem se recusado a assinar o esperado Parque Nacional de Guaricana, com 45 mil hectares, localizado no estado do Paraná, em plena Mata Atlântica.
  2. Todos nós estávamos aguardando ansiosamente a criação deste Parque Nacional no Dia Mundial do Meio Ambiente, mas nada aconteceu.
  3. Ao contrário de outras épocas, o que se assiste hoje é a reiterada iniciativa, quer seja do Ministério de Minas e Energia, ou do eterno Ministério da Agricultura, ou dos Legislativos quer federais, quer estaduais, de permitir atividades de uso direto dos recursos naturais nas áreas protegidas.

Se não conseguem permiti-las, mudam a categorias de manejo, das mais restritas para as menos restritas, extinguem Parques, pedem mudanças de limites, em geral para construir hidrelétricas, ou linhas de transmissão, ou para minerações ou estradas. Não são fatos novos, pois o Brasil já assistiu a extinção do Parque Nacional de Sete Quedas em 1981 para dar lugar à hidrelétrica de Itaipu.

Nas últimas décadas, a conservação da natureza está perdendo todas as batalhas contra o desenvolvimento desenfreado, sob os olhos de nossos políticos, que nada fazem para evitar o pior. Do outro lado, é necessário dizer que vários presidentes membros de partidos políticos opostos e até de regimes políticos distintos, como os presidentes Getúlio Vargas, Juscelino, Jânio, Figueiredo, Fernando Henrique e Lula foram sensíveis às suas obrigações para com a natureza.

A conservação da natureza não pode esquecer seus benfeitores, a despeito de regime ou partidos políticos. O último presidente da ditadura, Figueiredo, destacou-se na criação de áreas protegidas. Seus feitos na área, a meu ver, não devem ser apagados devido ao regime que presidia, pois Parques Nacionais e fauna silvestre em qualquer situação são responsabilidades do Estado.

Em que ano foi criado o parque do Povo?

Atravessada por forró, a população de Campina Grande vive o São João desde os seus primórdios. Local de encontro e permanência, como no início da história da vila que se tornaria cidade com os Tropeiros da Borborema, a população se reunia e exprimia a animação em diversos pontos da cidade.

O empenho da população era tamanho que grandes nomes da Cultura Popular do Nordeste passaram a reconhecer a relação indissociável entre Campina e o forró. Um deles foi Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, que, entre o final dos anos 70 e início dos anos 80 do século passado, declarou, em entrevista ao programa Confidencial, da TV Borborema, que a história do ritmo havia começado nas terras da Rainha da Borborema.

“Campina Grande sempre foi meu chamego! Aqui começou a história do forró, aqui começou a história dos oito baixos. Qual é o sanfoneiro de boa estirpe que não vai amar Campina Grande?”, declarou, segundo arquivos do Retalhos Históricos de Campina Grande.

Ainda em 1980, os festejos já eram tão consolidados na identidade dos campinenses (ou campina grandenses) que o cineasta Machado Bittencourt dedicou esforços para a produção de um curta-metragem que pudesse descrever a vivência junina na cidade. Entre as muitas festas espalhadas pela Rainha da Borborema em clubes festivos, casas ou qualquer espaço capaz de reunir os forrozeiros, Bittencourt retratou o São João no Clube dos Caçadores, um dos mais tradicionais clubes festivos da época.

Com a missão de unificar toda a cidade em um único espaço e festejo, o prefeito Ronaldo Cunha Lima, em 1983, criou uma palhoça montada na área onde hoje se localiza o Parque do Povo. De forma improvisada, o espaço teve, já de cara, o letreiro “O Maior São João do Mundo” exposto no dia 4 de junho, primeiro dia de festa.

  1. A iniciativa, que até pode ser vista como audaciosa, de Ronaldo Cunha Lima foi, na verdade, a previsão para o que o evento se tornou hoje.
  2. Em pouco tempo, o evento entrou no calendário turístico estadual, regional, nacional e, inclusive, internacional.
  3. Não sei se aquelas pessoas já imaginavam que o São João se tornaria o que é hoje, mas como o campinense é tão criativo e empreendedor, isso também não surpreende ao povo daqui.

Surpreende o turista que vê uma palhoça com o nome “O Maior São João do Mundo” e acha que é uma audácia. Mas isso é ser campinense, o empreendedorismo, ser visionário. E o prefeito da época, Ronaldo Cunha Lima, soube capitanear isso muito bem, em um espaço que era de lama, nada preparado e tudo feito de última hora, sem ter a preparação que tem hoje em dia”, declarou Cléa Cordeiro, professora e diretora do Memorial d’O Maior São João do Mundo.

A primeira noite de festa, sobre o chão pisado, mais de 10 mil pessoas compareceram no local para brincar São João. Os dados, da edição de 8 de junho de 1983 do Jornal A União, ressalta ainda que a programação contou com apresentações de danças folclóricas, quadrilhas, fogueiras, fogos de artifício, comidas típicas, forró e palhoção.

A festa pelos bairros continuou acontecendo, principalmente com a apresentação de quadrilhas juninas. No ano seguinte, a festa já contava com 30 dias e entrou no calendário turístico da Paraíba. De acordo com a professora, a população comprou a ideia da festa improvisada e se engajou, ano após ano, para o consolidar como o maior do mundo.

  1. O reconhecimento foi fruto do esforço de muitas mãos unidas em prol de tornar o São João de Campina, de fato, grande.
  2. Duas dessas mãos foram as de Sereco.
  3. De forma voluntária, o profissional de teatro se uniu a um grupo de mulheres voluntárias para decorar a primeira edição da festa, há 40 anos atrás.

“Primeiro ano do São João, eu fazia teatro e um amigo meu, que também fazia, disse: “A gente vai ajudar a grampear as bandeirinhas do São João. Tu topa?”. Fui voluntariamente e as voluntárias, que eram um grupo de mulheres que ainda hoje existe, cortaram as bandeiras e a gente grampeou.

  • Acho que era uns 200 metros de bandeirinhas porque só tinha três postes no Parque do Povo.
  • No Açude Novo a gente esticou as bandeiras em uma árvore e em outra Sem saber a gente fez a decoração do primeiro São João”, afirmou Sereco, que segue como colaborador na decoração.
  • Todos os anos, as bandeirinhas que colorem o Parque do Povo e Campina Grande recebem o cuidado atencioso de Sereco e de vários amantes d’O Maior São João do Mundo.

Neste ano, com edição comemorativa, iniciada na última quinta-feira, a decoração volta a encher os olhos. “A decoração dos 40 anos é bastante tradicional. Bandeirinha com força, balão, porque faz parte da cultura. É para resgatar a história, a cultura e, para mim, é um orgulho grande contribuir nesses 40 anos para que essa casa ficasse cada dia mais colorida e bonita, que é Campina Grande”, contou Sereco.

Tradição que se renova O fim da cultura do tradicional São João de Campina Grande é previsto, ano após ano, pelos mais pessimistas. Apesar de uma maior inserção da musicalidade mercadológica, a perspectiva de quem vive o festejo é contrária. A professora Cléa Cordeiro, diretora do Memorial d’O Maior São João do Mundo, declarou que, cada dia mais, jovens estão buscando conhecer a história e a memória para manter a festa viva.

“Neste ano, a comemoração tem mexido com as pessoas. Hoje eu vejo jovens preocupados em manter a tradição, como que vai se manter essa tradição, buscando saber de como foram os 40 anos que construíram essa festa como ela é hoje. Eles questionam também o que fazer para a festa seguir evoluindo, como será o seu futuro Hoje há um debate constante com os jovens no Memorial”, ressaltou.

O debate versa sobre a manutenção da identidade nordestina através da cultura popular, que é passada de geração para geração. “Isso tem me surpreendido por notar que o jovem tem despertado para a importância da festa para a tradição, cultura, cidade e para a nossa identidade. Os pais também estão levando os filhos e contando as histórias da época em que eles estavam ali.

É impressionante e me deixa bastante esperançosa para que a festa continue grandiosa e mantendo a tradição”, finalizou Cléa Cordeiro. *Matéria publicada originalmente na edição impressa de 4 de junho de 2023.