Laboratorio Cianorte

Dicas, Recomendações, Ideias

Qual RemDio Pode Dar Para Cachorro Com Dor?

Qual remédio de humano pode dar para cachorro com dor?

Cachorro pode tomar dipirona? – A dipirona é um medicamento muito comum na caixinha de primeiros socorros de muitas pessoas. Porém, ao notar alguma alteração na saúde do pet, como dermatite em cachorro ou algum indício de que o pet esteja com dor, uma dúvida muito comum entre os tutores de cães é – pode dar dipirona para cachorro ? A resposta é sim.

O que fazer para aliviar a dor de um cachorro?

O que fazer para ajudar um cachorro com dor muscular? – Se você percebeu seu cãozinho agindo de forma diferente, mais triste e lambendo muito uma região específica, é possível que ele esteja sofrendo de dor muscular. É importante agir rápido para aliviar o desconforto e ajudar na recuperação. Aqui estão algumas medidas que você pode seguir:

Repouso adequado: permita que seu cão descanse e evite atividades físicas intensas durante o período de recuperação; Aplicação de compressas mornas: o uso de compressas mornas pode ajudar a relaxar os músculos e aliviar a dor. Certifique-se de utilizar uma compressa morna, não quente, e sempre verifique a temperatura para evitar queimaduras; Massagem suave: a massagem suave pode ajudar a relaxar os músculos tensos e aliviar a dor. Consulte um profissional veterinário ou um fisioterapeuta canino para aprender as técnicas adequadas de massagem; Medicamentos para alívio da dor: em casos mais graves, o veterinário pode prescrever medicamentos para dor muscular em cachorro, para aliviar a dor. O uso de analgésicos e anti-inflamatório não esteroidal serão indicados. No entanto, nunca administre medicamentos sem orientação veterinária.

Qual Anti-inflamatório humano posso dar para o meu cachorro?

Medicamentos humanos para pets: eles realmente fazem bem? A resposta mais simples é: nenhum medicamento é adequado para os animais sem que seja prescrito por um médico ou médica veterinária qualificado. Normalmente, em situações de emergência, os tutores e tutoras acabam oferecendo remédios humanos aos peludos, como forma de alcançar uma melhoria o mais rápido possível.

  • Mas e se a situação fosse o reverso e em vez do seu pet, quem estivesse mal fosse você: você tomaria um remédio indicado para gatos e cães? Provavelmente não.
  • Descubra em situações de emergência.
  • O mesmo vale para os animais.
  • Caso eles recebam tratamento por medicações humanas, sem uma avaliação e recomendação direta de um profissional da veterinária, esta ação pode se tornar um grande problema, uma vez que a forma como nossos animais reagem aos medicamentos não é a mesma que a gente.

É muito importante ficar atento à esta indicação, considerando que os remédios aprovados para o uso humano foram submetidos a análises clínicas específicas para causarem efeito nos sintomas apresentados pelas pessoas. E, ainda assim, algumas medicações podem ser retiradas de circulação se após sua comercialização forem percebidos efeitos secundários e potencialmente perigosos.

Às vezes, a economia que você está provendo ao seu bolso ao deixar de buscar uma avaliação veterinária ao seu peludo, pode colocar em risco a vida do seu animal! Nós listamos alguns remédios que são comuns em nossas vidas e que são altamente contra-indicados aos peludos. Olha só:

O que o cachorro faz quando está com dor?

Agressividade – A maioria dos pets é amigável, principalmente com seus tutores. Quando um cão manifesta agressividade, este pode ser mais um entre os sinais de que o cachorro está com dor, podendo até mesmo morder quando são tocados na região em que está o desconforto. Vale ficar atento a qualquer mudança perceptível no comportamento do pet, identificando rapidamente que há algo errado.

Pode dar paracetamol para o cachorro?

Afinal, pode dar paracetamol para cachorro? – Não. De acordo com o Dr. Ítalo Cássio Silva de Oliveira, médico-veterinário e coordenador técnico de clínicas e hospitais da Petz, o paracetamol faz mal para cachorro, Sendo assim, não deve, de maneira alguma, ser administrado aos animais, sob o risco de provocar intoxicação e lesões medicamentosas aos órgãos do pet.

Nesse ponto, é natural se perguntar como um fármaco de uso tão comum entre os humanos pode ser tão perigoso para um cão. A resposta está na diferença de fisiologia e de metabolismo, Diferentemente do nosso, o paracetamol para cachorro pode causar falhas no fígado, já que esse órgão não consegue processar o medicamento de maneira adequada.

Nesse caso, a substância pode lesionar o órgão, provocando falha hepática. Em casos mais graves, a ingestão do medicamento pode levar também à destruição dos glóbulos vermelhos. Sendo assim, ao se questionar se o paracetamol para cães é uma boa alternativa, lembre-se dos danos que o medicamento pode causar.

Qual anti-inflamatório caseiro para cachorro?

Quais os alimentos anti-inflamatórios naturais? –

Fruta : a maior parte dos frutos silvestres, como framboesas,, morangos e amoras, bem como a, rica em flavonóides, e a, com vitamina C; : brócolos e espinafres, cenouras e beringela são alguns exemplos neste grupo; : a curcuma tem também um efeito analgésico, e os oregãos e a canela propriedades antimicrobianas. O alecrim pode inclusivamente estimular o apetite do seu cão. O gengibre é também antiemético. E a Boswellia ajuda até a combater os sinais de osteoartrite.

Pode dar ibuprofeno para o cachorro?

Ibuprofeno, um medicamento tóxico para cães e gatos – Assim como o paracetamol, o ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE), muito usado no combate à dor e à febre em seres humanos. Vendido em farmácias sem a necessidade de receita médica, proporciona alívio temporário para problemas de pouca gravidade, como gripe e dores.

  • Mas e quanto aos pets, pode dar ibuprofeno para cachorro ? A resposta é não.
  • De acordo com o Dr.
  • Ítalo Cássio Silva de Oliveira, médico-veterinário e coordenador técnico de clínicas e hospitais da Petz, esse não é um remédio que pode ser administrado aos cães, sob o risco de causar intoxicação.
  • Nesse sentido, doses superiores a 5 mg por quilo de peso corporal já são consideradas perigosas.

Para se ter uma ideia, alguns comprimidos de ibuprofeno utilizados para o alívio de cólicas possuem até 400 mg da substância, ou seja, uma dose é fatal para a maioria dos pets, especialmente os de pequeno porte.

O que é bom para cachorro que está mancando?

Quando são indicados e quais os efeitos dos anti-inflamatórios para cachorros? – Os anti-inflamatórios são recomendados em muitos casos de inflamação, dor, febre, cirurgias e doenças como a artrose canina. É importante compreendermos que os efeitos secundários dos anti-inflamatórios podem envolver diferentes situações, dependendo da sua origem.

As prostaglandinas, por exemplo, substâncias essenciais para que o cachorro tenha a mucosa do estômago protegida, costumam não sintetizar de forma suficiente quando os pets tomam o medicamento de estômago vazio, fazendo com que a mucosa gástrica fique irritada e desprotegida, podendo desenvolver problemas como úlceras.

Nos casos de anti-inflamatórios à base de cortisona, é muito difícil prever os efeitos que o uso da medicação pode trazer. Porém, na maioria dos casos com efeitos, os sintomas mais comuns passam pelo aparecimento de edemas, retenção de fluidos, aumento de peso, diminuição da imunidades e o aparecimento de doenças provocadas pela falta dela.

Qual o remédio que não pode dar para cachorro?

Eu Amo Animais Localização Av. Praia de Itapoan, nº 1505 – Vilas do Atlantico Av. Santos Dumont, nº 5966 – Lauro de Freitas Whatsapp (71) 9 9691-4127 Qual RemDio Pode Dar Para Cachorro Com Dor Pois é isso mesmo que você leu, alguns medicamentos para humanos podem sim ser letais para a vida do seu pet, então fique atento as dicas. Apenas o veterinário pode receitar medicamento Existem medicamentos que são fabricados para humanos e que podem ser utilizados em animais, no entanto, devemos compreender que estes medicamentos só podem ser receitados por médicos veterinários.

  • Sistema digestivo de cães e gatos
  • O sistema digestivo de cães e gatos é bastante semelhante com sistema digestivo dos seres humanos, no entanto, não funcionam exatamente da mesma forma.
  • A digestão de cães e gatos não possui a mesma capacidade de absorver e sintetizar os medicamentos, como ocorre naturalmente entre os humanos, como é o caso, por exemplo, de anti-inflamatórios e analgésicos.
  • Esses medicamentos causam lesão profunda no fígado dos cães e dependendo da dose pode ser letal para os gatos (animais mais sensíveis).
  • O medicamento também pode causar: anemia hemolítica, diarreia, vômitos, lesões hepáticas, necrose renal, entre outros problemas.

Por isso, para evitar qualquer risco de piorar o quadro de saúde do cachorro ou até mesmo causar a morte dele, a dica é evitar a medicação sem prescrição. Sempre que houver algum problema, a solução é sempre encaminhar o pet ao veterinário.

  1. O médico veterinário é o único profissional qualificado e graduado para diagnosticar doenças e indicar o tratamento correto para o seu cachorro.
  2. O sistema digestivo de cães e gatos é bastante semelhante com sistema digestivo dos seres humanos, no entanto, não funcionam exatamente da mesma forma.
  3. A digestão de cães e gatos não possui a mesma capacidade de absorver e sintetizar os medicamentos, como ocorre naturalmente entre os humanos, como é o caso, por exemplo, de anti-inflamatórios e analgésicos.
  4. Esses medicamentos causam lesão profunda no fígado dos cães e dependendo da dose pode ser letal para os gatos (animais mais sensíveis).
  5. O medicamento também pode causar: anemia hemolítica, diarreia, vômitos, lesões hepáticas, necrose renal, entre outros problemas.
  6. Problemas causados por anti-inflamatórios humanos
  7. O anti-inflamatório tem como base o diclofenaco sódico, este medicamento causa graves sintomas gastrointestinais, sendo possível desenvolver problemas de úlceras perfurantes de estômago e duodeno.
  8. De um modo geral os principais sintomas no animal são: vômitos, diarreia, fezes escuras com sangue, apatia e dor abdominal.
  9. O medicamento errado ou mal aplicado pode fazer do problema inicial do cachorro se tornar algo secundário, em função das consequências de aplicar uma medicação errada.
  10. Medicamentos proibidos para cães – Diclofenaco de potássio (Cataflan);– Diclofenaco sódico (Voltaren) e a maioria dos anti-inflamatórios de uso humano;
  11. – Piridium.

Medicamentos de uso restrito para cães – Ivermectina (Ivermec, Vermectil, Ivomec, entre outros); Obs: a ivermectina é muito utilizada em cães, com exceção das raças: collie, border collie, pastor de shetland, sheepdog, bearded collie, pastor australiano e todos os cruzamentos em comum com essas raças. Através de pesquisas foram relatadas sérias alterações neurológicas.

  • Medicamentos de uso controverso em cães – Acetaminofem/paracetamol (Tylenol);– 5- Fluororacil (Efurix): de uso tópico, caso ingerido causa grave intoxicação;
  • – Risperidona (Risperidon).
  • Medicamentos que requerem cuidado na dose para cães – Metronidazol (Flagyl): dose alta causa sintomas neurológicos;– Sulfa-Trimetroprina (Bactrim): dose alta causa displasia de medula óssea, levando a anemia e hepatopatia (em labradores);– Sulfassalazina (Azulfin): pode causar olho seco em cães;
  • – Aspirina: dose muito abaixo do que a dada em humanos.

Deu medicamento humano ao cão, e agora? Se o veterinário prescreveu o medicamento na dose e quantidade certa para o tamanho, idade, raça e peso de seu animal, não há do que se preocupar.

  1. Caso você tenha o costume de automedicar o seu pet, a dica é parar de realizar este procedimento e leva-lo imediatamente ao veterinário (explique ao profissional quais foram os medicamentos aplicados, suas respectivas doses e seus motivos).
  2. Uma ótima dica é ter uma agenda com todo o histórico de medicamentos (e doenças) de seu cachorro.
  3. Procure medicar o seu cachorro com a orientação médica de um veterinário, do contrário, a atitude de automedicar pode fazer o seu cachorro ou gato pagar com a própria vida.
  4. Fonte: Clube para Cachorro

© 2023 Eu Amo Animais. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por : Eu Amo Animais

Pode dar dipirona para o cachorro?

Pode dar dipirona para cachorro? – Em geral, é permitido sim dar dipirona para cachorro, não apresentando uma contraindicação a substância em si. No entanto, existem diferentes aspectos que devem ser considerados para garantir uma administração segura do fármaco.

  • No caso dos pets, o uso da dipirona para cachorro pode ocorrer para tratar febre, dores leves a moderadas que envolvem tecidos moles como o trato digestivo e urinário, espasmos de musculatura e cólicas.
  • A dipirona é metabolizada no fígado e excretada pela urina, podendo causar reações diversas quando ingerida com outros medicamentos, o que demanda atenção dos cuidadores, principalmente no caso de cães idosos, com doenças hepáticas, renais ou que fizeram uso prolongado de outros fármacos.
  • Portanto, dar dipirona para cachorro é sim possível, no entanto, essa não costuma ser a primeira opção de veterinários devido ao desenvolvimento de vários antipiréticos e mais seguros e eficazes no tratamentos.
  • Além disso, o uso de dipirona para cachorro só deve ocorrer quando recomendado por um veterinário após avaliação do quadro do animal e diagnóstico da patologia que o acomete.
  • Destaca-se ainda que existe a dipirona específica para cães, não sendo indicada a administração do fármaco desenvolvido para humanos.

Pode dar diclofenaco para o cachorro?

MEDICINA VETERINÁRIA VETERINARY MEDICINE Concentração plasmática de diclofenaco sódico em cães, submetidos à fonoforese Plasma concentration of diclofenac sodium in dogs submitted to diclofenac phonophoresis C. Pelizzari I ; A.G. Raiser I ; A. Mazzanti I ; S.F. Souza II ; V.M.V. Martins III ; R.G. Peccinini IV ; M.L. Campos IV I Aluno de pós-graduação – Universidade Federal de Santa Maria – UFSM – Santa Maria, RS II Universidade Federal do Acre – UFAC – Rio Branco, AC III Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC – Lages, SC IV Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho – UNESP – Araraquara, SP RESUMO Com o objetivo de avaliar a concentração plasmática de diclofenaco sódico (DS) emulgel em cães com ou sem o uso de fonoforese e de verificar se a fonoforese induz à maior absorção desse fármaco, foram utilizados cinco cães, e todos eles passaram por oito grupos distintos. Um grupo recebeu, via oral, um comprimido de DS, 40mg, por animal, e sete grupos receberam aplicação transdérmica de diclofenaco sódico emulgel por ultrassom. Pela via transdérmica, a área de aplicação era de 20cm 2, A frequência do ultrassom foi de 1MHz, modo contínuo, com intensidade de 0,4Wcm -2, Colheram-se amostras de sangue antes de se executarem os protocolos – tempo zero -, após uma hora – tempo 1 – e após quatro horas da aplicação – tempo 2 – em todos os grupos, e realizou-se análise das amostras por cromatografia líquida de alta eficiência. Houve diferença (P<0,05) apenas nas amostras no tempo 1 do grupo que recebeu dose oral de DS em relação às outras amostras. Não foi possível verificar concentração plasmática de diclofenaco sódico com aplicação tópica em cães submetidos ou não à fonoforese, apenas quantificou-se o diclofenaco sódico pela administração via oral. A facilitação da penetração transdérmica pelo ultrassom não foi verificada sob o protocolo especificado nesta pesquisa. Palavras-chave: cão, sonoforese, diclofenaco sódico, CLAE ABSTRACT The aim of this study was to evaluate the plasma concentration of diclofenac sodium (DS) in dogs submitted to diclofenaco phonophoresis and to evaluate if phonophoresis induces greater absorption of this drug in dogs. Five dogs were used in eight different groups at different times: One group received oral administration of 40mg of DS per dog and seven groups received topical application of emulgel DS. The topical application area was 20cm 2, A continuous ultrasound frequency of 1MHz and intensity of 0.4W cm -2 was used. Blood collections were performed before the treatment (T0), and 1h (T1) and 4h (T2) after ultrasound application for all groups. DS concentrations in plasma were measured by high performance liquid choramatohraphy (HPLC). There was significant increase of DS plasma concentration only at T1 in the oral administration group. It was not possible to detect any concentration of DS in the plasma of dogs after topical application of DS, even after DS phonophoresis. The facilitation of transdermal penetration by ultrasound has not been verified under the protocol specified in this research. Keywords: dog, sonophoresis, diclofenac sodium, HPLC INTRODUÇÃO Ultrassom significa "além do som". Trata-se de vibrações mecânicas, produzidas eletricamente (Low e Reed, 2001), inaudíveis, de alta frequência, que podem produzir efeitos fisiológicos térmicos e não térmicos (Prentice, 2003). Na prática médica, essa modalidade terapêutica é uma das mais utilizadas, principalmente com a intenção de estimular a cicatrização e aliviar a dor (Drapper e Prentice, 2004). Quando um feixe de onda ultrassônica atinge uma interface acústica, parte da energia é refletida ou refratada. Quando o ultrassom entra em contato com o ar, produz uma refração quase total da energia. Assim, é necessário meio de acoplamento na interface transdutor e local da aplicação (pele) para permitir que as ondas passem do transdutor para os tecidos (Starkey, 2001). A movimentação do transdutor durante a aplicação do ultrassom pode reduzir os efeitos danosos das ondas estacionárias. Essa movimentação do transdutor deve ser a uma velocidade aproximada de 4cm s -1 (Drapper e Prentice, 2004). As ondas emitidas podem ser em modo contínuo, em que a energia do ultrassom estará sendo produzida em tempo integral, ou modo pulsado, em que a energia é interrompida em intervalos chamados off time (Drapper e Prentice, 2004). A administração tópica de medicamentos objetiva a penetração do princípio ativo nos tecidos, tais como músculo e articulações, abaixo do sítio de aplicação. Um problema associado à eficácia do uso tópico dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) é o acesso ao tecido-alvo: se o princípio ativo penetra nos tecidos mais profundos por difusão simples, a partir do local de aplicação, ou se o fármaco é absorvido pela circulação sanguínea local e, subsequentemente, distribuído pela circulação sistêmica (Solignac, 2004; Petersen e Rovati, 2009). Na tentativa de mostrar a eficácia da disponibilidade aumentada do fármaco, foi realizada administração tópica e intravenosa in vivo do piroxicam em ratos. Os resultados obtidos dão suporte à hipótese de que a administração tópica pode levar ao aumento na concentração local do fármaco nos tecidos subjacentes, tal como o músculo, sem antes entrar na circulação geral (McNeill et al,, 1992). É importante ressaltar que, em caninos e felinos, a vascularização da região epidérmica da pele é menos desenvolvida do que em seres humanos, antropoides e suínos (Pavletic, 1998). A utilização local de AINES como forma terapêutica no alívio de afecções inflamatórias e dolorosas tem despertado o interesse de muitos profissionais da saúde e pesquisadores, pois apresenta inúmeras vantagens em relação ao uso sistêmico, principalmente por evitar os efeitos indesejáveis gastrintestinais (Rosim, 2003; Fusaro, 2006; Barnes, 2008). Existem várias formas de administração medicamentosa. Uma delas é a fonoforese. Fonoforese ou sonoforese é o movimento de fármacos para dentro dos tecidos cutâneos, sob a influência da energia ultrassônica (Low e Reed, 2001; Starkey, 2001). Para Drapper e Prentice (2004), é uma técnica que melhora o fornecimento de medicação específica aos tecidos e que tem como maior vantagem o fato de fornecer medicamento de maneira segura, indolor e não invasiva. Possui ainda o benefício de permitir a penetração nos tecidos, de forma não invasiva, e o de diminuir o efeito de passagem (Starkey, 2001) ou biotransformação, que seria a transformação química de substâncias, pois muitos agentes biotransformados podem ser responsáveis por efeitos tóxicos ao organismo (Florio, 1999). Além disso, a ausência de degradação pelo trato digestório evita efeitos colaterais associados ao metabolismo gastrintestinal, normalmente decorrentes da administração por via oral (Wu et al,, 1998). Segundo Fusaro (2006), a via transdérmica associada ao ultrassom terapêutico representa otimização no método, pois ela demonstrou que a fonoforese induziu à maior absorção de diclofenaco dietilamônio. A aplicação do ultrassom necessita de agentes de acoplamento, que podem ser géis (Starkey, 2001). Em fonoforese, é muito importante a eficácia dos meios de acoplamento, pois alguns deles impedem a passagem do som, podendo-se aplicar separadamente o gel e a medicação, sendo esse método conhecido por "método invisível" (Starkey, 2001). A eficácia da fonoforese não foi totalmente comprovada e ainda existem controvérsias, muitas delas relacionadas ao tipo de agente acoplador utilizado e à concentração do medicamento (Starkey, 2001). Barnes (2008), em estudo sobre a exposição do diclofenaco sódico ao ultrassom, sugere a ausência da degradação do fármaco, elegendo-o para o uso em fonoforese O diclofenaco sódico é um potente anti-inflamatório não esteroidal e analgésico, que tem ação sobre a inibição da ciclooxigenase e da lipoxigenase. Sua utilização em cães é contraindicada devido aos efeitos colaterais, principalmente sangramento gástrico (Tasaka, 1999). É rapidamente absorvido, depois da administração oral, e sua concentração plasmática é atingida dentro de duas a três horas. Estudos em analgesia pós-cesariana, em humanos, indicam que tanto a necessidade de opioides quanto os escores de dor podem ser diminuídos quando o diclofenaco for administrado em diferentes doses e por diferentes vias (Cardoso, 2002). As propriedades analgésicas do diclofenaco têm sido atribuídas aos seus efeitos sobre a síntese periférica de prostaglandinas. O diclofenaco pode ser administrado por via oral, retal ou parenteral em humanos. A via menos invasiva deve ser sempre a escolhida (Cardoso, 2002). Em humanos sadios, Porta (1992) administrou diclofenaco sódico peroral, e Rosim (2003) Voltaren Emulgel ® por fonoforese em área de 225cm 2, tempo de cinco minutos de irradiação, intensidade de 0,5Wcm -2, frequência de 1Mhz e modo contínuo; ambos os autores constataram facilitação transcutânea. Fusaro (2006), ao administrar diclofenaco dietilamônio, em área de 150cm 2, e adotar o restante do protocolo igual ao de Rosim (2003), observou maior absorção do fármaco por fonoforese, mas 75% das amostras ficaram abaixo do limite de quantificação, que foi de 50ngmL -1, Todos esses autores avaliaram a concentração plasmática de diclofenaco por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), mostrando que é um método eficiente de quantificação deste fármaco em plasma sanguíneo. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a concentração plasmática de diclofenaco sódico em cães após sua aplicação na forma de emulgel por fonoforese sob diferentes protocolos de tratamentos e verificar se a fonoforese interfere na absorção deste fármaco. MATERIAL E MÉTODO A pesquisa seguiu as normas de experimentação, segundo o Comitê de Ética e Bem- Estar Animal da Universidade Federal de Santa Maria, e foi aprovada sob o processo administrativo número 23081.018091/2008-48. Foram utilizados cinco cães, sem raça definida, fêmeas, com massa corporal entre 9 e 16kg. Antes da experimentação, os animais foram submetidos previamente ao procedimento de ovariossalpingo-histerectomia, sendo alojados em canis individuais por 15 dias para adaptação ao local. Nesse período, os animais receberam alimentação duas vezes ao dia e água à vontade. Foi também administrado anti-helmíntico (pamoato de pirantel/praziquantel), na dose de 25mg kg -1, e realizaram-se hemograma e avaliação sérica de alanina-aminotransferase (ALT) e fosfatase alcalina (FA). Foram selecionados apenas cães cujos resultados dos exames bioquímicos estivessem dentro da normalidade para a espécie. Após o término do estudo, os animais foram doados. Foram compostos oito grupos ( Fig.1 ), e todos os cães participaram de todos eles. Os procedimentos foram: grupo 1 - aplicação de ultrassom acoplado a gel comum para ultrassonografia por seis minutos, remoção do gel com papel-toalha e, após aplicação de 2g de diclofenaco sódico (DS) emulgel (1%), com permanência por seis minutos, retirada do DS; grupo 2 - aplicação de 2g de DS emulgel tópico, com permanência por seis minutos, e posterior retirada do DS; grupo 3 - aplicação de 2g de DS emulgel, posteriormente recoberto com gel comum para acoplamento e emprego do ultrassom pelo tempo de seis minutos, seguida de retirada do gel comum e do DS; grupo 4 – repetição do protocolo do grupo 1, com o ultrassom desligado; grupo 5 - repetição do protocolo do grupo 3, com o ultrassom desligado; grupo 6 - aplicação de 2g de DS emulgel tópico e aplicação do ultrassom diretamente sobre o DS pelo tempo de seis minutos, e posteriormente retirada do emulgel excedente; grupo 7 - repetição do protocolo do grupo 6, com o ultrassom desligado; grupo 8 - administração oral única de 40mg de DS comprimido por animal. Em cada cão, aplicou-se o diclofenaco sódico emulgel no membro pélvico direito, na região lateral da coxa, com movimentos circulares, na velocidade de 4cm 2 s -1, conforme descrito por Drapper e Prentice (2004). Usou-se área de 20cm 2 (5x4cm), demarcada por pincel de tinta, precedida de tricotomia com máquina específica e lâmina número 40, e fez-se a limpeza local com solução fisiológica e álcool 92,8gL. A frequência do ultrassom foi de 1MHz, a área de radiação efetiva do ultrassom foi de 3,5cm 2, modo contínuo, com intensidade de 0,4Wcm -2 pelo tempo de seis minutos, e o meio de acoplamento do cabeçote gel comum ou diretamente diclofenaco sódico conforme protocolo dos grupos. A concentração do gel de diclofenaco sódico foi de 1% em cada aplicação. A aplicação do US (ultrassom) foi realizada todas as vezes pelo mesmo indivíduo. Cada protocolo foi empregado uma vez em cada animal, e estes foram submetidos ao novo protocolo após o período de sete dias. Para a avaliação plasmática da concentração de diclofenaco sódico, realizou-se a coleta de amostra de sangue da veia jugular antes de se executarem os protocolos (tempo zero), após uma hora (tempo 1) e após quatro horas da aplicação (tempo 2) em todos os cães de cada grupo. Os animais permaneceram sob restrição alimentar até a última coleta e usaram colar elisabetano para proteção da área de aplicação. Cada amostra foi identificada, colocada em tubos contendo EDTA e, após centrifugação a 3500 x g por 10 minutos, o plasma, extraído com pipeta, foi acondicionado em tubos Eppendorf, identificado e armazenado em freezer até a data da realização da análise por CLAE. A quantificação do diclofenaco nas amostras de plasma foi realizada utilizando-se equipamento cromatográfico HPLC (CLAE) Waters Alliance ®, equipado com detector Waters 2487 UV-vis operando no comprimento de onda de 276nm. A separação foi feita em uma coluna Symmetry ® C18, 5µm de 250x4,6mm, protegida por pré-coluna Symmetry ® C18, 5µm de 3,9x20mm, em fase reversa, composta por isopropanol, água, acetonitrila e tampão acetato pH 4,0, na proporção de 48, 22, 10 e 20%, respectivamente, com fluxo de 0,45mL min -1, O processamento foi executado com base no método publicado por Rigato et al, (2009), em que 200µL de plasma foram tratados com 200µL de padrão interno (naproxeno) em acetonitrila para uma concentração final de 5µg mL -1, A mistura foi agitada em vórtex e, em seguida, centrifugada a 15000 x g por 10min à temperatura de 4°C. Transferiu-se o sobrenadante para insert, e 100µL dele foram injetados no sistema cromatográfico. Para análise estatística, aplicou-se análise de variância de uma via, seguida de teste de Tukey (P<0,05). RESULTADOS E DISCUSSÃO Somente na administração oral - grupo 8 - puderam-se observar concentrações plasmáticas de diclofenaco sódico após uma e quatro horas. No tempo anterior à administração (zero), nenhuma amostra apresentou o produto. Nos outros grupos - 1 a 7 -, não se observou valor plasmático de diclofenaco sódico, ou este estava abaixo do limite de quantificação pelo método bioanalítico desenvolvido, que foi de 25ng mL -1, Para esses níveis abaixo do limite de quantificação, atribuiu-se valor zero para cálculo estatístico. Houve diferença (P Fig.2 ). Este resultado mostra que o método bioanalítico desenvolvido foi adequado para a detecção e a quantificação do diclofenaco em amostras de plasma e que a aplicação do diclofenaco emulgel nos protocolos dos grupos 1 a 7 não determinou absorção para quantificação plasmática do produto. A utilização do DS foi em razão de sua ação anti-inflamatória e analgésica, descrita por Cardoso (2002), e mesmo que este fármaco seja contraindicado para cães (Tasaka, 1999), optou-se por utilizá-lo em razão de seu baixo custo e da facilidade de obtenção, e, também, por se acreditar que a via tópica não causaria efeitos colaterais em cães. A dose administrada foi adaptada de Hosny et al, (1996), que utilizaram 50mg de diclofenaco sódico por cão na raça Beagle com dispositivo retal. Pelo fato de a via de administração ser diferente neste trabalho, foram utilizados 40mg de diclofenaco sódico por animal. A quantidade de diclofenaco emulgel e o protocolo de aplicação do ultrassom foram adaptados de Rosim (2003), É importante citar que, conforme Barnes (2008), não há um consenso de protocolo padrão concernente à aplicação do ultrassom. A escolha do protocolo, em cães, é basicamente empírica, provavelmente devido ao fato de haver limitado número de publicações na área e de os dados obtidos serem conflitantes ou adaptados de literatura humana. A área no membro pélvico foi escolhida em razão da facilidade de aplicação e da alta incidência de lesões traumáticas nessa região. A baixa intensidade e o modo pulsado, utilizados nesta pesquisa, são as características do equipamento desenvolvido, o qual tem sido empregado em investigações experimentais e clínicas por Xavier e Duarte (1983) e Rubin et al, (2001). A quantidade de 2g de diclofenaco sódico aplicada, nos grupos sem o gel comum para ultrassonografia, foi suficiente para a realização da sessão, evitando que o cabeçote do ultrassom ficasse sem o meio de acoplamento, segundo recomenda Starkey (2001). Os tempos das coletas foram baseados no Dicionário de Especialidades Farmacêuticas Interativo (Dicionário., 2005/2006), no qual consta que a meia-vida terminal do diclofenaco no plasma é de 1-3 horas. Não houve diferença (P<0,05) entre os cães dos grupos submetidos ao ultrassom (fonoforese) e aqueles sem o uso do ultrassom, não se evidenciando valor plasmático de diclofenaco sódico, ou este estava abaixo do limite de quantificação do método bioanalítico desenvolvido. Em estudo com diclofenaco dietilamônio em humanos sadios, Fusaro (2006) relatou que, em 75% dos voluntários submetidos à fonoforese ou à aplicação tópica sem ultrassom, as concentrações plasmáticas de diclofenaco ficaram abaixo do limite de detecção, que foi de 50ng mL -1, Rosim (2003) mostrou que o ultrassom com diclofenaco sódico facilitou a penetração transcutânea em humanos. Para McNeill et al, (1992) e Fusaro (2006), a quantificação de diclofenaco plasmático pode não ocorrer, mas houve indícios de que possa existir concentração local, abaixo da pele, na área de fonoforese. Carnio (2005), em avaliação da fonoforese com diclofenaco sódico em gelatina imitando pele humana, verificou que a penetração do medicamento foi de 3mm para a irradiação com 1,0Wcm -2 e de 5mm para a irradiação com 1,5Wcm -2 de forma contínua e estacionária por cinco minutos, confirmando a concentração local. Para testar essa hipótese no cão, seria necessário avaliar a região da área de aplicação, a fim de determinar a presença do DS. Uma das causas da não quantificação pode estar relacionada à área e ao tempo de exposição do fármaco (McNeill et al,, 1992). A área e o tempo de exposição utilizado por Rosim (2003) foram maiores. Ainda, pode-se levar em consideração as propriedades físicas e anatômicas da pele; em caninos e felinos, a vascularização da região epidérmica da pele é menos desenvolvida do que em seres humanos, antropoides e suínos (Pavletic, 1998). Por este motivo, pode-se inferir que haja menor absorção do fármaco em canino. A não quantificação sérica e o entendimento da presença do fármaco na região de aplicação são desejáveis, pois a espécie canina é muito susceptível aos efeitos colaterais do diclofenaco em concentrações plasmáticas elevadas, sendo o ideal que se mantivesse apenas a concentração inibitória mínima local. Portanto, há necessidade de estudos subsequentes em pacientes enfermos para verificar se essa técnica é eficiente no controle anti-inflamatório ou analgésico local. CONCLUSÕES A aplicação tópica de diclofenaco sódico, em cães submetidos ou não à fonoforese, com intensidade de 0,4Wcm -2, modo contínuo, frequência de 1MHz em tempo de irradiação de seis minutos, não detecta concentração plasmática do fármaco por HPLC, que foi quantificado apenas pela administração oral. O protocolo utilizado demonstra que não há facilitação da penetração transdérmica pelo ultrassom, pela avaliação do plasma por cromatografia líquida de alta eficiência. AGRADECIMENTO Ao CNPq, pelo financiamento do projeto, processo n.300885/2008-3. Recebido em 4 de agosto de 2011 Aceito em 20 de julho de 2012 E-mail: [email protected]

See also:  Felek Ne Demek?

Pode dar naproxeno para o cachorro?

Conheça alguns medicamentos humanos que você nunca deve dar ao seu pet – Animal Care Ipiranga Qual RemDio Pode Dar Para Cachorro Com Dor Nesse momento, que ficamos mais tempo em casa e podemos observá-lo mais de perto, se suspeitar que seu pet está doente, pense duas vezes antes de dar qualquer medicamento disponível em casa. Você sabia que muitos medicamentos são tóxicos para nossos pets? Embora as pessoas compartilhem muitas características biológicas e metabólicas com cães e gatos, existem diferenças específicas que nos distinguem entre espécies e, nos permitem a assimilação de um medicamento sem ser tóxico.

Por esse motivo, é importante que você se informe sobre todos os remédios que nunca deve dar para o seu pet. Quais são os mais tóxicos? Entre as causas mais freqüentes de envenenamento, encontramos medicamentos anti-inflamatórios humanos, já que muitos proprietários são “tentados” a administrá-los quando suspeitam que seu animal está doente ou com dor, e recorrem aos disponíveis em suas casas.

Seguem os mais destacados:

Aspirina: utilizada para impedir que as células sanguíneas envolvidas nos processos de coagulação, chamadas plaquetas, se liguem às superfícies e formem coágulos. Os pets não conseguem remover esse composto do sangue, portanto essa ação continua com o tempo, aumentando o risco de sangramento. Ibuprofeno: Este medicamento é usado para reduzir a inflamação, é metabolizado e eliminado pelos rins; portanto, quando é ingerido por nossos pets, ele se concentra nesses órgãos, causando danos significativos e tornando-os incapazes de continuar suas funções. Seus efeitos erosivos na mucosa gástrica podem gerar úlceras estomacais e vômitos, agravando ainda mais a situação. Naproxeno: seus efeitos são semelhantes aos causados ​​pelo ibuprofeno e, é usado em pessoas para os mesmos fins. A ação desta droga é mais poderosa e duradoura em comparação com a última, portanto, se cães e gatos ingerirem essa medicação, o dano será ainda mais significativo. Paracetamol: também é freqüentemente prescrito em humanos para aliviar a febre e, embora afete ambas as espécies, as consequências do envenenamento são mais graves em gatos. Este medicamento, diferentemente do ibuprofeno, é metabolizado no fígado, e por isso, seu dano é mais concentrado nesse órgão.

See also:  Anestol Ne IE Yarar?

Também existem outros medicamentos capazes de causar danos; portanto, sempre que você suspeitar que seu pet está doente, consulte o médico veterinário antes de “auto-medicá-lo”. E lembre-se de que, se você tem um filhote em casa, eles precisam de cuidados redobrados, pois por serem mais travessos, acabem sendo mais suscetíveis ao envenenamento com medicamentos para uso humano.

Como saber se o cachorro tá sentindo dor?

Saiba agora os principais sinais de que seu animalzinho está sentindo algum desconforto: – Alimentação Animais que deixam de se alimentar, ou diminuem a ingestão de alimentos de uma hora para outra, podem estar sentindo dor. Quase todas as doenças que afetam os animais têm como primeiro sintoma a anorexia.

Lembrando que gatos não devem ficar mais de dois dias sem comer, pois podem desenvolver doenças relacionadas ao fígado. Apatia Os pets costumam estar sempre dispostos para uma brincadeira, não é mesmo? Se o cão mostrar restrição a caminhar, correr, buscar a bolinha, ou simplesmente apresentar qualquer comportamento anormal ao de costume, é hora de prestar mais atenção.

Os animais que adoram companhia e de repente se isolam requerem atenção imediata. Com os gatos funciona da mesma forma. Olhos avermelhados Esteja sempre ligado aos olhos do pet, cuide se estão vermelhos ou com secreções. Se ele esfregar e mostrar incômodo nessa região, o problema pode ser ocular ou alguma outra doença ligada a esse sistema.

  • Caso o cão ou gato apresentar os olhos entreabertos de repente, pode ser sinal de dor em alguma outra parte do corpo.
  • Postura arqueada Animais com dor intensa costumam apresentar esse sintoma.
  • É hora de levar o pet imediatamente ao veterinário.
  • Muitas vezes, animais extremamente dóceis, por estarem com dor em determinados locais, podem se tornar agressivos, comportamento natural para o bichinho que está com dor extrema.

Essa é uma reação instintiva, de proteção e sobrevivência, que deve ser considerada como um pedido de ajuda. Vocalização Muitos animais não emitem sons quando estão com dor, mas pode haver exceção. Cães e gatos com dor forte podem vocalizar. Fique atento aos sons do seu pet! O que fazer? Leve o bichinho ao veterinário de sua confiança no caso de qualquer um desses sintomas acima.

Jamais, em hipótese alguma, medique o pet sem orientação médica. No caso de animais que estejam reagindo com mordidas e arranhões, se proteja, envolva o animal com toalhas ou mantas, evite o local dolorido, se necessário, faça uso de focinheiras (elas não machucam o animal, pelo contrário, você e ele ficam protegidos).

No caso dos gatos, a indicação é sempre colocar em caixa de transporte. Isso permite que ele fique mais confortável e seguro. Fique atento ao seu pet! : Especialista dá dicas de como identificar se o pet está com dor

Como saber se o seu pet está com dor?

Apatia ou isolamento – Se o seu pet costuma correr para cumprimentá-lo ao chegar, mas começa a se mostrar anti-social de uma hora para outra: atenção. Essa alteração no comportamento é um sinal de alerta, podendo indicar que está com dor ou deprimido.

Pode dar nimesulida para o cachorro?

Afinal, pode dar nimesulida para cachorro? – De acordo com a Dra. Juliana Sanz, médica-veterinária da Petz, o uso de Nimesulida para cachorro não é indicado em hipótese alguma. Isso porque, apesar de já existirem alguns estudos que apontam sua eficácia nesses pets, a dosagem é muito inferior à dosagem recomendada para humanos.

  1. Logo, ao administrar nimesulida para cachorro, é grande o risco de o medicamento provocar malefícios, como intoxicações, gastrites, úlceras, diarreias, insuficiência renal, etc.
  2. Segundo a veterinária, o uso de qualquer medicamento sem prescrição médica, seja ele de uso “humano” ou veterinário, pode levar ao agravamento de problemas de saúde e até à morte do cãozinho.

Portanto, ao se questionar ” posso dar Nimesulida para cachorro ?”, não se arrisque: em caso de mudanças no comportamento, nos hábitos ou na aparência do seu amigo de quatro patas, procure um veterinário.

Pode dar Buscopan para o cachorro?

Medicamentos Veterinários | Buscopan Composto

  • Buscopan® Composto
  • Autoridade no alivio das cólicas e transtornos digestivos.
  • Descrição e indicações:

Buscopan® Composto é indicado como antiespasmódico, analgésico e antipirético. Buscopan® Composto tem se mostrado eficaz na medicina veterinária, no tratamento de todos os estados espasmódicos intensamente dolorosos do trato gastrintestinal, das vias biliares e das vias urinárias.

Buscopan® Composto também é eficaz e seguro em casos de gastroenterites de distinta etiologia. As diarreias e os vômitos cessam rapidamente, as sensações dolorosas e o tenesmo desaparecem. Buscopan® Composto tem se mostrado eficaz também em casos de timpanite funcional, ação frequente no transcurso da indigestão em bezerros.

Em outros casos de timpanites de distinta etiologia, a injeção de Buscopan® Composto facilita a introdução da sonda. Tem se observado que, depois da injeção, aparece rapidamente a eructação, antes da introdução da sonda, o que faz dessa manipulação desnecessária.

  1. Apresentação:
  2. Frascos-ampola de vidro âmbar contendo 100 mL.
  3. Composição:
  4. Cada mL contém:

Butilbrometo de hioscina,4 mg Dipirona sodica,500 mg Veículo q.s.p.1 mL : Medicamentos Veterinários | Buscopan Composto

Pode dar aspirina para o cachorro?

Aspirina Aspirina sim.ou não ? É habitual a situação de donos medicaram por os seus animais, seja por indicação de amigos ou por livre arbitrio. A aspirina é uma das situações mais vulgares. Os cães e gatos são particularmente sensiveis aos efeitos secundários, particularmente do foro gastrointestinal como sejam dor, sangramento e ulcerações.

É necessário portanto saber dosear a dose administrada sempre com a indicação de um veterinario. A aspirina não deve ser dada também a cadelas ou gatas grávidas devido a problemas de toxicidade. Inclusivamente a aspirina interage com outros medicamentos. O caso do gato é ainda mais sério do que o do cão em intolerância à aspirina e deve-se tomar precauções.Não deve ser dada em jejum e é necessário regular bem os intervalos de adminstração.

Não se esqueça de que a automedicação é uma das maiores causas de complicações. O facto de medicar o seu animal pode mascarar sintomas que revelariam a verdadeira extensão e gravidade da situação, e os animais não reagem necessáriamente como os seres humanos.

Qual a dosagem de paracetamol para cachorro?

No cão, estabeleceu-se que a dose terapêutica para o paracetamol é de 15 mg/kg e que a dose 150 mg/kg é fatal. Aquando da consulta clínica, é importante que o tutor do animal refira a quantidade de paracetamol administrada ao animal bem como a hora da administração.

Qual o melhor antibiótico natural para cachorro?

Doenças de pele em cachorro e outros animais de estimação podem ocorrer por deficiências no sistema imunológico do animal. Produtos com própolis reforçam defesas e podem ser aliados no tratamento – Há uma enorme variedade de produtos feitos de própolis para o tratamento de doenças, tanto de humanos quanto de animais,

  • Algumas propriedades do própolis (ou da própolis) são a cicatrizantes e a antisséptica, que fazem com que a substância possa ser usada em micoses, picadas de insetos e feridas, entre outros.
  • Além disso, o própolis tem bioflavonoides que aumentam a força do sistema imunológico contra infecções,
  • Saiba mais sobre os benefícios do própolis na saúde humana,

As propriedades do própolis são reconhecidas desde a Antiguidade (no Egito e, posteriormente, na Grécia e em Roma). Esses povos utilizavam a substância para o tratamento de feridas e infecções. Reconhecido mundialmente como antibiótico natural, o uso do própolis se popularizou. Própolis Possui um grande potencial medicinal, como propriedades antissépticas, cicatrizantes e anti-inflamatórias A partir de R$24,50 Frete CO2 Neutro Comprar

Qual Relaxante muscular pode dar para cachorro?

Por que comprar a Gel Relaxante Muscular Vetnil Gelo Pan Gel para Cachorros e Gatos na Polipet? – Na Polipet oferecemos ótimos preços em diversos produtos em nosso site, e você pode comprar por boleto bancário ou cartão de crédito. Além de frete grátis sobre condições especiais para todo o Brasil.

Quais são os alimentos Anti-inflamatórios?

Alimentos anti-inflamatórios ajudam a proteger o organismo – ASBRAN Além de potencializar a recuperação das fibras musculares e evitar lesões, os alimentos com propriedades anti-inflamatórias trazem benefícios para a melhora do desempenho e para a saúde de quem pratica atividades físicas.O processo inflamatório local acontece com os microtraumas que ocorrem nas fibras musculares após exercícios físicos.

Esses microtraumas são temporários, reversíveis e fazem parte das etapas de reparação do tecido. “E introduzindo alimentos com poder anti-inflamatório é possível potencializar a recuperação dessas fibras e evitar lesões, trazendo benefícios para a melhora do desempenho e para a saúde de quem pratica atividades físicas”, orienta Karina Pimentel, nutricionista clínica e funcional, de São Paulo (SP).Entre os alimentos com propriedades anti-inflamatórias estão gengibre, cúrcuma, tomate orgânico, alho, pimenta, maracujá, romã, frutas vermelhas, chá verde, azeite de oliva, linhaça, chia e peixes como sardinha, arenque, cavala, salmão e truta.”Estudos indicam que a ingestão de curcumina (presente na cúrcuma ou no açafrão da terra) pode diminuir a lesão muscular e a inflamação decorrente dos treinos e aperfeiçoar a perfomance.

Enquanto o gengibre apresenta ações antimicrobiana, antioxidante, hipolipidêmica, antitumoral e ainda tem efeitos benéficos para o sistema cardíaco”, pontua Karina. Também inclua peixes nas refeições duas vezes por semana e uma colher de sopa de chia ou linhaça uma vez por dia, além de colocar no cardápio diário uma fruta vermelha ou roxa.”Existe uma escala que vai do positivo ao negativo.

Quanto mais negativo for o número, maior o teor inflamatório do alimento. O salmão, por exemplo, tem o índice de 901, ou seja, é altamente anti-inflamatório. Já a taxa da batata frita é -176″, analisa Rachel Francischi, nutricionista e mestre em biologia funcional e molecular na área de bioquímica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), de São Paulo (SP).Ela lembra que essa tabela é construída a partir de combinações entre os prós e contras dos alimentos e ressalta ainda que é importante não estabelecer uma dieta restritiva, principalmente para quem pratica atividades físicas e necessita de um maior aporte de energia.

O indicado é sempre dosar os nutrientes e moderar o consumo de produtos ricos nas chamadas “calorias vazias”, ou seja, com alto valor energético e com elevadas quantidades de açúcar e gordura, por exemplo, mas pobres em nutrientes. : Alimentos anti-inflamatórios ajudam a proteger o organismo – ASBRAN

Pode dar ibuprofeno para o cachorro?

Ibuprofeno, um medicamento tóxico para cães e gatos – Assim como o paracetamol, o ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE), muito usado no combate à dor e à febre em seres humanos. Vendido em farmácias sem a necessidade de receita médica, proporciona alívio temporário para problemas de pouca gravidade, como gripe e dores.

Mas e quanto aos pets, pode dar ibuprofeno para cachorro ? A resposta é não. De acordo com o Dr. Ítalo Cássio Silva de Oliveira, médico-veterinário e coordenador técnico de clínicas e hospitais da Petz, esse não é um remédio que pode ser administrado aos cães, sob o risco de causar intoxicação. Nesse sentido, doses superiores a 5 mg por quilo de peso corporal já são consideradas perigosas.

Para se ter uma ideia, alguns comprimidos de ibuprofeno utilizados para o alívio de cólicas possuem até 400 mg da substância, ou seja, uma dose é fatal para a maioria dos pets, especialmente os de pequeno porte.

Quando o cachorro grita de dor?

Meu cachorro grita de dor, o que pode ser? – Se o seu cão chega a gritar de dor, é porque está sofrendo muito. Nesses casos, o recomendado é procurar imediatamente um veterinário, antes que a dor possa piorar. Se o cachorro sente dor, ele apresenta algumas das mudanças comportamentais que indicamos antes.

Pode dar diclofenaco para o cachorro?

MEDICINA VETERINÁRIA VETERINARY MEDICINE Concentração plasmática de diclofenaco sódico em cães, submetidos à fonoforese Plasma concentration of diclofenac sodium in dogs submitted to diclofenac phonophoresis C. Pelizzari I ; A.G. Raiser I ; A. Mazzanti I ; S.F. Souza II ; V.M.V. Martins III ; R.G. Peccinini IV ; M.L. Campos IV I Aluno de pós-graduação – Universidade Federal de Santa Maria – UFSM – Santa Maria, RS II Universidade Federal do Acre – UFAC – Rio Branco, AC III Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC – Lages, SC IV Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho – UNESP – Araraquara, SP RESUMO Com o objetivo de avaliar a concentração plasmática de diclofenaco sódico (DS) emulgel em cães com ou sem o uso de fonoforese e de verificar se a fonoforese induz à maior absorção desse fármaco, foram utilizados cinco cães, e todos eles passaram por oito grupos distintos. Um grupo recebeu, via oral, um comprimido de DS, 40mg, por animal, e sete grupos receberam aplicação transdérmica de diclofenaco sódico emulgel por ultrassom. Pela via transdérmica, a área de aplicação era de 20cm 2, A frequência do ultrassom foi de 1MHz, modo contínuo, com intensidade de 0,4Wcm -2, Colheram-se amostras de sangue antes de se executarem os protocolos – tempo zero -, após uma hora – tempo 1 – e após quatro horas da aplicação – tempo 2 – em todos os grupos, e realizou-se análise das amostras por cromatografia líquida de alta eficiência. Houve diferença (P<0,05) apenas nas amostras no tempo 1 do grupo que recebeu dose oral de DS em relação às outras amostras. Não foi possível verificar concentração plasmática de diclofenaco sódico com aplicação tópica em cães submetidos ou não à fonoforese, apenas quantificou-se o diclofenaco sódico pela administração via oral. A facilitação da penetração transdérmica pelo ultrassom não foi verificada sob o protocolo especificado nesta pesquisa. Palavras-chave: cão, sonoforese, diclofenaco sódico, CLAE ABSTRACT The aim of this study was to evaluate the plasma concentration of diclofenac sodium (DS) in dogs submitted to diclofenaco phonophoresis and to evaluate if phonophoresis induces greater absorption of this drug in dogs. Five dogs were used in eight different groups at different times: One group received oral administration of 40mg of DS per dog and seven groups received topical application of emulgel DS. The topical application area was 20cm 2, A continuous ultrasound frequency of 1MHz and intensity of 0.4W cm -2 was used. Blood collections were performed before the treatment (T0), and 1h (T1) and 4h (T2) after ultrasound application for all groups. DS concentrations in plasma were measured by high performance liquid choramatohraphy (HPLC). There was significant increase of DS plasma concentration only at T1 in the oral administration group. It was not possible to detect any concentration of DS in the plasma of dogs after topical application of DS, even after DS phonophoresis. The facilitation of transdermal penetration by ultrasound has not been verified under the protocol specified in this research. Keywords: dog, sonophoresis, diclofenac sodium, HPLC INTRODUÇÃO Ultrassom significa "além do som". Trata-se de vibrações mecânicas, produzidas eletricamente (Low e Reed, 2001), inaudíveis, de alta frequência, que podem produzir efeitos fisiológicos térmicos e não térmicos (Prentice, 2003). Na prática médica, essa modalidade terapêutica é uma das mais utilizadas, principalmente com a intenção de estimular a cicatrização e aliviar a dor (Drapper e Prentice, 2004). Quando um feixe de onda ultrassônica atinge uma interface acústica, parte da energia é refletida ou refratada. Quando o ultrassom entra em contato com o ar, produz uma refração quase total da energia. Assim, é necessário meio de acoplamento na interface transdutor e local da aplicação (pele) para permitir que as ondas passem do transdutor para os tecidos (Starkey, 2001). A movimentação do transdutor durante a aplicação do ultrassom pode reduzir os efeitos danosos das ondas estacionárias. Essa movimentação do transdutor deve ser a uma velocidade aproximada de 4cm s -1 (Drapper e Prentice, 2004). As ondas emitidas podem ser em modo contínuo, em que a energia do ultrassom estará sendo produzida em tempo integral, ou modo pulsado, em que a energia é interrompida em intervalos chamados off time (Drapper e Prentice, 2004). A administração tópica de medicamentos objetiva a penetração do princípio ativo nos tecidos, tais como músculo e articulações, abaixo do sítio de aplicação. Um problema associado à eficácia do uso tópico dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) é o acesso ao tecido-alvo: se o princípio ativo penetra nos tecidos mais profundos por difusão simples, a partir do local de aplicação, ou se o fármaco é absorvido pela circulação sanguínea local e, subsequentemente, distribuído pela circulação sistêmica (Solignac, 2004; Petersen e Rovati, 2009). Na tentativa de mostrar a eficácia da disponibilidade aumentada do fármaco, foi realizada administração tópica e intravenosa in vivo do piroxicam em ratos. Os resultados obtidos dão suporte à hipótese de que a administração tópica pode levar ao aumento na concentração local do fármaco nos tecidos subjacentes, tal como o músculo, sem antes entrar na circulação geral (McNeill et al,, 1992). É importante ressaltar que, em caninos e felinos, a vascularização da região epidérmica da pele é menos desenvolvida do que em seres humanos, antropoides e suínos (Pavletic, 1998). A utilização local de AINES como forma terapêutica no alívio de afecções inflamatórias e dolorosas tem despertado o interesse de muitos profissionais da saúde e pesquisadores, pois apresenta inúmeras vantagens em relação ao uso sistêmico, principalmente por evitar os efeitos indesejáveis gastrintestinais (Rosim, 2003; Fusaro, 2006; Barnes, 2008). Existem várias formas de administração medicamentosa. Uma delas é a fonoforese. Fonoforese ou sonoforese é o movimento de fármacos para dentro dos tecidos cutâneos, sob a influência da energia ultrassônica (Low e Reed, 2001; Starkey, 2001). Para Drapper e Prentice (2004), é uma técnica que melhora o fornecimento de medicação específica aos tecidos e que tem como maior vantagem o fato de fornecer medicamento de maneira segura, indolor e não invasiva. Possui ainda o benefício de permitir a penetração nos tecidos, de forma não invasiva, e o de diminuir o efeito de passagem (Starkey, 2001) ou biotransformação, que seria a transformação química de substâncias, pois muitos agentes biotransformados podem ser responsáveis por efeitos tóxicos ao organismo (Florio, 1999). Além disso, a ausência de degradação pelo trato digestório evita efeitos colaterais associados ao metabolismo gastrintestinal, normalmente decorrentes da administração por via oral (Wu et al,, 1998). Segundo Fusaro (2006), a via transdérmica associada ao ultrassom terapêutico representa otimização no método, pois ela demonstrou que a fonoforese induziu à maior absorção de diclofenaco dietilamônio. A aplicação do ultrassom necessita de agentes de acoplamento, que podem ser géis (Starkey, 2001). Em fonoforese, é muito importante a eficácia dos meios de acoplamento, pois alguns deles impedem a passagem do som, podendo-se aplicar separadamente o gel e a medicação, sendo esse método conhecido por "método invisível" (Starkey, 2001). A eficácia da fonoforese não foi totalmente comprovada e ainda existem controvérsias, muitas delas relacionadas ao tipo de agente acoplador utilizado e à concentração do medicamento (Starkey, 2001). Barnes (2008), em estudo sobre a exposição do diclofenaco sódico ao ultrassom, sugere a ausência da degradação do fármaco, elegendo-o para o uso em fonoforese O diclofenaco sódico é um potente anti-inflamatório não esteroidal e analgésico, que tem ação sobre a inibição da ciclooxigenase e da lipoxigenase. Sua utilização em cães é contraindicada devido aos efeitos colaterais, principalmente sangramento gástrico (Tasaka, 1999). É rapidamente absorvido, depois da administração oral, e sua concentração plasmática é atingida dentro de duas a três horas. Estudos em analgesia pós-cesariana, em humanos, indicam que tanto a necessidade de opioides quanto os escores de dor podem ser diminuídos quando o diclofenaco for administrado em diferentes doses e por diferentes vias (Cardoso, 2002). As propriedades analgésicas do diclofenaco têm sido atribuídas aos seus efeitos sobre a síntese periférica de prostaglandinas. O diclofenaco pode ser administrado por via oral, retal ou parenteral em humanos. A via menos invasiva deve ser sempre a escolhida (Cardoso, 2002). Em humanos sadios, Porta (1992) administrou diclofenaco sódico peroral, e Rosim (2003) Voltaren Emulgel ® por fonoforese em área de 225cm 2, tempo de cinco minutos de irradiação, intensidade de 0,5Wcm -2, frequência de 1Mhz e modo contínuo; ambos os autores constataram facilitação transcutânea. Fusaro (2006), ao administrar diclofenaco dietilamônio, em área de 150cm 2, e adotar o restante do protocolo igual ao de Rosim (2003), observou maior absorção do fármaco por fonoforese, mas 75% das amostras ficaram abaixo do limite de quantificação, que foi de 50ngmL -1, Todos esses autores avaliaram a concentração plasmática de diclofenaco por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), mostrando que é um método eficiente de quantificação deste fármaco em plasma sanguíneo. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar a concentração plasmática de diclofenaco sódico em cães após sua aplicação na forma de emulgel por fonoforese sob diferentes protocolos de tratamentos e verificar se a fonoforese interfere na absorção deste fármaco. MATERIAL E MÉTODO A pesquisa seguiu as normas de experimentação, segundo o Comitê de Ética e Bem- Estar Animal da Universidade Federal de Santa Maria, e foi aprovada sob o processo administrativo número 23081.018091/2008-48. Foram utilizados cinco cães, sem raça definida, fêmeas, com massa corporal entre 9 e 16kg. Antes da experimentação, os animais foram submetidos previamente ao procedimento de ovariossalpingo-histerectomia, sendo alojados em canis individuais por 15 dias para adaptação ao local. Nesse período, os animais receberam alimentação duas vezes ao dia e água à vontade. Foi também administrado anti-helmíntico (pamoato de pirantel/praziquantel), na dose de 25mg kg -1, e realizaram-se hemograma e avaliação sérica de alanina-aminotransferase (ALT) e fosfatase alcalina (FA). Foram selecionados apenas cães cujos resultados dos exames bioquímicos estivessem dentro da normalidade para a espécie. Após o término do estudo, os animais foram doados. Foram compostos oito grupos ( Fig.1 ), e todos os cães participaram de todos eles. Os procedimentos foram: grupo 1 - aplicação de ultrassom acoplado a gel comum para ultrassonografia por seis minutos, remoção do gel com papel-toalha e, após aplicação de 2g de diclofenaco sódico (DS) emulgel (1%), com permanência por seis minutos, retirada do DS; grupo 2 - aplicação de 2g de DS emulgel tópico, com permanência por seis minutos, e posterior retirada do DS; grupo 3 - aplicação de 2g de DS emulgel, posteriormente recoberto com gel comum para acoplamento e emprego do ultrassom pelo tempo de seis minutos, seguida de retirada do gel comum e do DS; grupo 4 – repetição do protocolo do grupo 1, com o ultrassom desligado; grupo 5 - repetição do protocolo do grupo 3, com o ultrassom desligado; grupo 6 - aplicação de 2g de DS emulgel tópico e aplicação do ultrassom diretamente sobre o DS pelo tempo de seis minutos, e posteriormente retirada do emulgel excedente; grupo 7 - repetição do protocolo do grupo 6, com o ultrassom desligado; grupo 8 - administração oral única de 40mg de DS comprimido por animal. Em cada cão, aplicou-se o diclofenaco sódico emulgel no membro pélvico direito, na região lateral da coxa, com movimentos circulares, na velocidade de 4cm 2 s -1, conforme descrito por Drapper e Prentice (2004). Usou-se área de 20cm 2 (5x4cm), demarcada por pincel de tinta, precedida de tricotomia com máquina específica e lâmina número 40, e fez-se a limpeza local com solução fisiológica e álcool 92,8gL. A frequência do ultrassom foi de 1MHz, a área de radiação efetiva do ultrassom foi de 3,5cm 2, modo contínuo, com intensidade de 0,4Wcm -2 pelo tempo de seis minutos, e o meio de acoplamento do cabeçote gel comum ou diretamente diclofenaco sódico conforme protocolo dos grupos. A concentração do gel de diclofenaco sódico foi de 1% em cada aplicação. A aplicação do US (ultrassom) foi realizada todas as vezes pelo mesmo indivíduo. Cada protocolo foi empregado uma vez em cada animal, e estes foram submetidos ao novo protocolo após o período de sete dias. Para a avaliação plasmática da concentração de diclofenaco sódico, realizou-se a coleta de amostra de sangue da veia jugular antes de se executarem os protocolos (tempo zero), após uma hora (tempo 1) e após quatro horas da aplicação (tempo 2) em todos os cães de cada grupo. Os animais permaneceram sob restrição alimentar até a última coleta e usaram colar elisabetano para proteção da área de aplicação. Cada amostra foi identificada, colocada em tubos contendo EDTA e, após centrifugação a 3500 x g por 10 minutos, o plasma, extraído com pipeta, foi acondicionado em tubos Eppendorf, identificado e armazenado em freezer até a data da realização da análise por CLAE. A quantificação do diclofenaco nas amostras de plasma foi realizada utilizando-se equipamento cromatográfico HPLC (CLAE) Waters Alliance ®, equipado com detector Waters 2487 UV-vis operando no comprimento de onda de 276nm. A separação foi feita em uma coluna Symmetry ® C18, 5µm de 250x4,6mm, protegida por pré-coluna Symmetry ® C18, 5µm de 3,9x20mm, em fase reversa, composta por isopropanol, água, acetonitrila e tampão acetato pH 4,0, na proporção de 48, 22, 10 e 20%, respectivamente, com fluxo de 0,45mL min -1, O processamento foi executado com base no método publicado por Rigato et al, (2009), em que 200µL de plasma foram tratados com 200µL de padrão interno (naproxeno) em acetonitrila para uma concentração final de 5µg mL -1, A mistura foi agitada em vórtex e, em seguida, centrifugada a 15000 x g por 10min à temperatura de 4°C. Transferiu-se o sobrenadante para insert, e 100µL dele foram injetados no sistema cromatográfico. Para análise estatística, aplicou-se análise de variância de uma via, seguida de teste de Tukey (P<0,05). RESULTADOS E DISCUSSÃO Somente na administração oral - grupo 8 - puderam-se observar concentrações plasmáticas de diclofenaco sódico após uma e quatro horas. No tempo anterior à administração (zero), nenhuma amostra apresentou o produto. Nos outros grupos - 1 a 7 -, não se observou valor plasmático de diclofenaco sódico, ou este estava abaixo do limite de quantificação pelo método bioanalítico desenvolvido, que foi de 25ng mL -1, Para esses níveis abaixo do limite de quantificação, atribuiu-se valor zero para cálculo estatístico. Houve diferença (P Fig.2 ). Este resultado mostra que o método bioanalítico desenvolvido foi adequado para a detecção e a quantificação do diclofenaco em amostras de plasma e que a aplicação do diclofenaco emulgel nos protocolos dos grupos 1 a 7 não determinou absorção para quantificação plasmática do produto. A utilização do DS foi em razão de sua ação anti-inflamatória e analgésica, descrita por Cardoso (2002), e mesmo que este fármaco seja contraindicado para cães (Tasaka, 1999), optou-se por utilizá-lo em razão de seu baixo custo e da facilidade de obtenção, e, também, por se acreditar que a via tópica não causaria efeitos colaterais em cães. A dose administrada foi adaptada de Hosny et al, (1996), que utilizaram 50mg de diclofenaco sódico por cão na raça Beagle com dispositivo retal. Pelo fato de a via de administração ser diferente neste trabalho, foram utilizados 40mg de diclofenaco sódico por animal. A quantidade de diclofenaco emulgel e o protocolo de aplicação do ultrassom foram adaptados de Rosim (2003), É importante citar que, conforme Barnes (2008), não há um consenso de protocolo padrão concernente à aplicação do ultrassom. A escolha do protocolo, em cães, é basicamente empírica, provavelmente devido ao fato de haver limitado número de publicações na área e de os dados obtidos serem conflitantes ou adaptados de literatura humana. A área no membro pélvico foi escolhida em razão da facilidade de aplicação e da alta incidência de lesões traumáticas nessa região. A baixa intensidade e o modo pulsado, utilizados nesta pesquisa, são as características do equipamento desenvolvido, o qual tem sido empregado em investigações experimentais e clínicas por Xavier e Duarte (1983) e Rubin et al, (2001). A quantidade de 2g de diclofenaco sódico aplicada, nos grupos sem o gel comum para ultrassonografia, foi suficiente para a realização da sessão, evitando que o cabeçote do ultrassom ficasse sem o meio de acoplamento, segundo recomenda Starkey (2001). Os tempos das coletas foram baseados no Dicionário de Especialidades Farmacêuticas Interativo (Dicionário., 2005/2006), no qual consta que a meia-vida terminal do diclofenaco no plasma é de 1-3 horas. Não houve diferença (P<0,05) entre os cães dos grupos submetidos ao ultrassom (fonoforese) e aqueles sem o uso do ultrassom, não se evidenciando valor plasmático de diclofenaco sódico, ou este estava abaixo do limite de quantificação do método bioanalítico desenvolvido. Em estudo com diclofenaco dietilamônio em humanos sadios, Fusaro (2006) relatou que, em 75% dos voluntários submetidos à fonoforese ou à aplicação tópica sem ultrassom, as concentrações plasmáticas de diclofenaco ficaram abaixo do limite de detecção, que foi de 50ng mL -1, Rosim (2003) mostrou que o ultrassom com diclofenaco sódico facilitou a penetração transcutânea em humanos. Para McNeill et al, (1992) e Fusaro (2006), a quantificação de diclofenaco plasmático pode não ocorrer, mas houve indícios de que possa existir concentração local, abaixo da pele, na área de fonoforese. Carnio (2005), em avaliação da fonoforese com diclofenaco sódico em gelatina imitando pele humana, verificou que a penetração do medicamento foi de 3mm para a irradiação com 1,0Wcm -2 e de 5mm para a irradiação com 1,5Wcm -2 de forma contínua e estacionária por cinco minutos, confirmando a concentração local. Para testar essa hipótese no cão, seria necessário avaliar a região da área de aplicação, a fim de determinar a presença do DS. Uma das causas da não quantificação pode estar relacionada à área e ao tempo de exposição do fármaco (McNeill et al,, 1992). A área e o tempo de exposição utilizado por Rosim (2003) foram maiores. Ainda, pode-se levar em consideração as propriedades físicas e anatômicas da pele; em caninos e felinos, a vascularização da região epidérmica da pele é menos desenvolvida do que em seres humanos, antropoides e suínos (Pavletic, 1998). Por este motivo, pode-se inferir que haja menor absorção do fármaco em canino. A não quantificação sérica e o entendimento da presença do fármaco na região de aplicação são desejáveis, pois a espécie canina é muito susceptível aos efeitos colaterais do diclofenaco em concentrações plasmáticas elevadas, sendo o ideal que se mantivesse apenas a concentração inibitória mínima local. Portanto, há necessidade de estudos subsequentes em pacientes enfermos para verificar se essa técnica é eficiente no controle anti-inflamatório ou analgésico local. CONCLUSÕES A aplicação tópica de diclofenaco sódico, em cães submetidos ou não à fonoforese, com intensidade de 0,4Wcm -2, modo contínuo, frequência de 1MHz em tempo de irradiação de seis minutos, não detecta concentração plasmática do fármaco por HPLC, que foi quantificado apenas pela administração oral. O protocolo utilizado demonstra que não há facilitação da penetração transdérmica pelo ultrassom, pela avaliação do plasma por cromatografia líquida de alta eficiência. AGRADECIMENTO Ao CNPq, pelo financiamento do projeto, processo n.300885/2008-3. Recebido em 4 de agosto de 2011 Aceito em 20 de julho de 2012 E-mail: [email protected]

See also:  Negatif Ne Demek?