Laboratorio Cianorte

Dicas, Recomendações, Ideias

Qual Tipo Sanguineo Doador Universal?

Quem é doador universal O+ ou o?

O tipo considerado ‘doador universal’ é o O-, enquanto o AB+ pode receber de todos os outros tipos. A chamada compatibilidade sanguínea é sempre observada no processo de doação para evitar problemas de coagulação no receptor.

Para quem o+ pode doar?

Quem doa pra quem –

A+
RECEBE DE DOA PARA
A+ A- A+ AB+
O+ O-

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A- RECEBE DE DOA PARA A- A+ A- O- AB+ AB-

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B+ RECEBE DE DOA PARA B+ B- B+ AB+ O+ O-

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B- RECEBE DE DOA PARA B- B+ B- O- AB+ AB-

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AB+ RECEBE DE DOA PARA A+ A- AB+ B+ B- AB+ AB- O+ O-

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AB- RECEBE DE DOA PARA A- AB+ AB- B- AB- O-

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O+ RECEBE DE DOA PARA O+ O- A+ B+ AB+ O+

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O- RECEBE DE DOA PARA O- A+ A- B+ B- AB+ AB- O+ O-

Porque o tipo de sangue O negativo é doador universal?

10 de agosto de 2020 – 10:43 # doacaodesangue # Hemoce # solidariedade – A população cearense apresenta tipos sanguíneos diversificados. Normalmente, as pessoas são classificadas pelo grupo ABO (A, B, AB, O) e Rh (positivo e negativo). No Ceará, os tipos O e A positivos são os mais comuns. Das 599.534 pessoas que doaram sangue nos últimos 21 anos no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará, da rede pública da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), do Governo do Estado, cerca de 45% são O+.

Identificar o tipo sanguíneo é determinante no momento de uma transfusão de sangue. A hematologista e diretora de hemoterapia do Hemoce, Denise Brunetta, explica que, independentemente de o paciente saber qual o seu tipo, é feito o teste de tipagem sanguínea antes de a transfusão ser realizada. A partir dessas informações, será transfundido o sangue do doador compatível.

“Existem antígenos presentes ou ausentes no organismo dependendo do tipo de sangue. Por exemplo, se o sangue é do tipo A, quer dizer que possui antígeno A. Se é AB, tem antígenos A e B em seus glóbulos vermelhos. Já quem é O não tem nem A nem B e é considerado o doador universal.

  • Por isso é tão importante que esses voluntários mantenham suas doações com regularidade”, explica Denise.
  • As características do sangue precisam ser compatíveis entre doador e paciente para garantir maior segurança transfusional.
  • Além da tipagem sanguínea, o Hemoce realiza a fenotipagem eritrocitária, um estudo mais completo do sangue.

A fenotipagem pesquisa nas hemácias características minuciosas, possibilitando uma transfusão mais compatível. “Com a avaliação, conseguimos identificar o doador com sangue raro. A ausência ou a presença de alguns antígenos pode indicar que o sangue que está sendo avaliado é raro.

Isso permite que tenhamos um banco de sangue raro para atender os pacientes”, conta Denise Brunetta. O banco de doadores raros do Hemoce é um dos maiores do Brasil e conta com 121 voluntários especiais. Desde 2014, o Hemoce já enviou 32 bolsas de sangue raro para outros estados brasileiros e uma para a Colômbia.

Para garantir a segurança e a qualidade no sangue doado, o hemocentro mantém um rigoroso processo de controle. Cada vez que um voluntário doa, as amostras de sangue passam por testes e exames sorológicos. Além da tipagem sanguínea e da fenotipagem eritrocitária, são realizados eletroforese de hemoglobina e testes para hepatites B e C, sífilis, doença de Chagas, HIV e HTLV (vírus T-linfotrópico humano).

  1. Também São feitos testes de biologia molecular para verificação e confirmação do vírus HIV e hepatites B e C, chamado de teste NAT.
  2. As doações realizadas no Hemoce atendem pacientes em mais de 450 unidades de saúde no Estado e 100% do Sistema Único de Saúde (SUS).
  3. Cada bolsa de sangue é dividida em diferentes hemocomponentes (plaquetas, hemácias e plasma).

Por isso, com uma única doação de sangue, é possível salvar até quatro vidas

Qual o tipo sanguíneo quem só recebe dele mesmo?

As pessoas com sangue do tipo A só podem receber sangue dos tipos A e O; As pessoas com sangue do tipo B só podem receber sangue dos tipos B e O; As pessoas com sangue do tipo AB podem receber sangue dos tipos A, B, AB e O; As pessoas com sangue do tipo O só podem receber sangue do tipo O.

Qual o tipo de sangue mais raro?

Sangue dourado: saiba tudo sobre o tipo sanguíneo mais raro do mundo Considerado o tipo sanguíneo mais raro do mundo, estima-se que o RH nulo ou, como é conhecido, sangue dourado, acomete menos de 50 pessoas em todo o mundo. No Brasil, há conhecimento de pelo menos dois casos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para entender melhor as características e implicações aos portadores desse grupo, a Dra. Maria Cristina Pessoa dos Santos, hemoterapeuta chefe da agência transfusional do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, gerido pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro tira dúvidas sobre a classificação dos tipos sanguíneos de maneira geral.

Ela explica que os diferentes tipos sanguíneos são definidos pelos antígenos que eles carregam, que são as proteínas presentes nos glóbulos vermelhos (hemácias). Atualmente, existem 44 sistemas de grupos sanguíneos reconhecidos, contendo 354 antígenos de hemácias.

Essas classificações são muito importantes, pois determinam, de acordo com sua presença ou ausência no sangue, de quem um indivíduo pode receber ou para quem pode doar sangue”, destaca. Segundo a especialista, o sangue do tipo A é considerado o mais comum no Brasil, seguido pelo tipo O. Entre os menos incidentes estão os tipos B e AB.

“Estudos indicam que apenas 8% da população brasileira possui sangue tipo B, incidência ainda menor para o tipo AB.” Já o sangue dourado ocorre quando as hemácias não contam com nenhum tipo de antígeno RhD, o que o torna, ao mesmo tempo, muito especial e perigoso para quem o possui.

  1. Sem o fator RH, o indivíduo seria, teoricamente, o verdadeiro doador universal, uma vez que seu sangue não terá conflito com os antígenos existentes nos outros tipos sanguíneos, desde que seja respeitado o sistema ABO.
  2. No entanto, suas hemácias têm vida média mais curta e apresentam um certo grau de anemia.

Eles só devem doar para outras pessoas com o mesmo fenótipo, pois estes só podem receber sangue desse mesmo grupo, o que, devido à sua raridade, pode se tornar um grande risco à sua vida”, detalha. A médica destaca que esse tipo de sangue ocorre quando pai e mãe possuem a mesma mutação genética.

É o caso das duas brasileiras que fazem parte do grupo e – ambas são irmãs, sendo uma moradora do Rio de Janeiro (RJ) e outra de Juiz de Fora (MG), e monitoradas pela equipe do Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), do Ministério da Saúde, que centraliza as informações de doadores raros registrados nos hemocentros públicos do país.

Dra. Maria Cristina ressalta que pessoas com sangue dourado devem ter sua saúde acompanhada de perto, uma vez que há riscos de desenvolverem anemia devido à fragilidade da estrutura dos glóbulos vermelhos. O ideal, segundo ela, é realizar o congelamento das hemácias de tipos raros de sangue, a fim de assegurar uma reserva para possíveis casos de transfusão.

  • Hemácias não congeladas duram apenas 42 dias, o que inviabiliza uma doação emergencial quando se precisa buscar um doador em outro país.
  • No caso das duas brasileiras, caso uma delas necessite de sangue e a outra esteja impossibilitada de doar, o ideal é que possamos recorrer a um estoque reserva”, frisa.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento : Sangue dourado: saiba tudo sobre o tipo sanguíneo mais raro do mundo

Qual o sangue mais difícil de se encontrar?

AB é considerado como o sangue mais raro de todos os tipos. Ele não possui anticorpos contra o sangue A e nem contra o sangue B. Isso significa que quem possui o tipo sanguíneo AB pode receber sangue de qualquer tipo.

O que significa ter o sangue O positivo?

Características do tipo sanguíneo O – O tipo sanguíneo O é um dos mais comuns, conhecido por ser um doador universal, e conta com anticorpos anti-A e anti-B, só podendo receber sangue de pessoas também O. Quem tem este sangue pode doar para todos os outros tipos sanguíneos, enquanto o AB+ recebe de todos os tipos.

Para quem o sangue O negativo pode doar?

Doadores do tipo O negativo são chamados de ‘universais’, pois podem doar sangue para pessoas de qualquer grupo sanguíneo. Um estoque adequado de O negativo é essencial para situações de urgência, quando não há tempo para comprovar o tipo sanguíneo do paciente.

Quem tem o sangue O negativo?

HEMOAM – Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas O sangue é um tecido vivo que tem como principais funções transportar o oxigênio dos pulmões para o corpo, defender o organismo contra infecções e promover a coagulação. O sangue recebe os alimentos já assimilados e os transporta para as células.

Recolhe também todos os resíduos que se formam nos órgãos e os leva até os rins para serem eliminados através da urina. É composto por uma parte líquida (plasma), constituída por sais minerais, vitaminas, água, fatores de coagulação, na qual estão misturadas as partes sólidas, ou seja, as hemácias, os leucócitos e as plaquetas.

A quantidade de sangue que circula no corpo corresponde a 1/12 do peso corporal de cada pessoa. Hemácias: São glóbulos vermelhos do sangue. Cada hemácia tem vida média de 120 dias no organismo. Existem em torno de 4,5 mil hemácias por milímetro cúblico de sangue.

  • As hemácias são responsáveis por transportar o oxigênio dos pulmões para as células de todo o organismo e eliminar o gás carbônico das células, transportando-os para os pulmões.
  • Plaquetas: São os fragmentos de células que participam do processo de coagulação.
  • Têm vida curta.
  • No organismo circulam na proporção de 200 a 400 mil por milímetro cúbico de sangue.

As plaquetas são muito importantes. Sua função é a obstrução das lesões ocorridas nos vasos sanguíneos que dariam origem a hemorragias. Leucócitos: São os glóbulos brancos. Os leucócitos variam de 5 a 10 mil por milímetro cúbico de sangue. Também têm vida curta.

  • Possui formas e funções diversificadas, sempre ligadas à defesa do organismo contra a presença de elementos estranhos a ele como por exemplo as bactérias.
  • Plasma: É um líquido amarelo claro que representa mais de 50% do volume total do sangue.
  • É formado por 90% de água, onde estão presentes, dissolvidas, proteínas, gorduras, sais minerais e açúcares.

Pelo plasma circula, por todo o organismo, os elementos nutritivos necessários à vida das células. O sangue humano é classificado em grupos e subgrupos, sendo os mais importantes o ABO (A, B, AB e O) e o Rh (positivo e negativo). No Brasil, os grupos sanguíneos mais comuns são o O e o A.

Juntos eles abrangem 87% de nossa população. Componentes do Sangue O grupo B contribui com 10% e o AB com apenas 3%. O sangue O Negativo é conhecido como universal, pode ser transfundido em qualquer pessoa. Mas apenas 9% dos brasileiros possuem esse tipo de sanguíneo. É muito utilizado pelos hospitais pois é o sangue que salva em situações de emergência.

O tipo O positivo é o sangue mais utilizado no Brasil. O estoque de um hemocentro deve ter, no mínimo, 50% deste tipo sanguíneo. No caso de transfusão, o ideal é o paciente receber sangue do mesmo tipo que o seu. Somente em situações de urgência/emergência lança-se mão de sangue universal O RH negativo.

  • O Positivo 36% O Negativo 9% A Positivo 34% A Negativo 8% B Positivo 8% B negativo 2% AB Positivo 2,5% AB Negativo 0,5% Leucemia A leucemia aguda é o tipo de câncer mais freqüente na infância.
  • De cada 100 crianças com câncer, 30 a 35 são casos de leucemia – câncer do sangue.
  • A doença se manifesta na medula óssea(tutano do osso).

As leucemias podem ser : – Leucemia linfóide: é a mais freqüente na infância. Responsável por cerca de 80% dos casos das leucemias agudas. Ocorre principalmente na faixa etária de 2 a 8 anos de idade. – Leucemia mielóide: é mais rara em criança. Ocorrem em torno de 15 a 20% das leucemias agudas na infância.

  1. Sua freqüencia é de em torno de 10 casos em um milhão de crianças abaixo de 15 anos, por ano.
  2. Os sintomas na criança podem ser: palidez, manchas roxas pelo corpo, sangramento pelo nariz, gengiva, dores nas pernas e articulares, aumento das glândulas, aumento do baço e do fígado.
  3. Os sintomas, no início da doença, podem parecer com os de outras doenças, por isso é importante, levar a criança logo ao seu médico para fazer uma avaliação clínica.

Felizmente, com os avanços da medicina, muitos casos de leucemia são curáveis. É possível detectar a leucemia de forma mais precisa e precoce. Além disso o paciente tem mais recursos para o tratamento. A cura da leucemia depende de fatores como precocidade do diagnóstico, acesso do paciente ao tratamento adequado e condições físicas do mesmo.

O tratamento mais usado para a leucemia é a Quimioterapia, que são medicamentos que atuam no organismo combatendo as células doentes, destruindo ou controlando seu desenvolvimento. A maioria dos pacientes é tratada com uma combinação de medicamentos, que podem ser por via oral (pílula, cápsula ou líquido ingerido pela boca), intramuscular (por injeção no músculo) ou intravenosa (aplicada numa veia periférica por seringa ou catéter).

A quimioterapia é o tratamento mais indicado para tratar a leucemia na infância. O paciente pode vir sentir efeitos colaterais como náuseas, vômitos, dor abdominal, mucosites, anemia, aumento de sangramento, porém a equipe médica especializada, administra o tratamento prevenindo estes efeitos, aplicando medicamentos específicos para evitá-los e/ou tratá-los o mais cedo possível, evitando o desconforto.

  1. Outro tratamento utilizado com menos freqüência é a radioterapia.
  2. Ela é indicada para tratamento de tumores sólidos como quando ocorre infiltração da doença nos testículos ou no SNC (cérebro).
  3. A cirurgia é para casos de doença testicular, para biópsia, e se indicada, para a retirada dos tumores.
  4. A queda dos cabelos é um dos efeitos colaterais da quimioterapia que age na genética da célula, impedindo o crescimento dos cabelos, porém, após um determinado período, os cabelos voltam a crescer e com aspecto sedoso.

Anemia Falciforme É a doença hereditária (passa dos pais para filhos) mais comum em todo o mundo. Altera as células vermelhas do sangue, atingindo principalmente afros-descendentes. Se caracteriza por ser uma deformação das hemáceas, que ficam com a forma de foice.

  • Ao se deformarem, as células do sangue – que em condições normais são bem maleáveis – ficam enrijecidas e passam a entupir vasos, provocando a necrose dos tecidos.
  • O primeiro órgão a ser afetado é o baço, responsável pelo sistema de defesa do organismo.
  • Por isso, em geral, os pacientes falciformes têm mais propensão a desenvolver infecções.

Um dos maiores perigos é que, por ser recessiva, a doença pode estar nos genes dos pais, sem que eles apresentem qualquer sintoma. É possível que dentro da mesma família um dos filhos tenha a doença, enquanto os outros, não. Quando um deles é diagnosticado como portador da doença, é necessário fazer testes nos irmãos.

Talassemia Talassemia é outra doença hereditária provocada por deficiência nas hemácias. É predominante em pessoas provenientes de países da região do Mediterrâneo. As pessoas talassêmicas têm a hemácia pequena e em forma de alvo. Por isso, concentram pouca quantidade de hemoglobina, o que causa problemas funcionais ao organismo.

Estão cadastrados nos serviços públicos cerca de 500 pacientes. As crianças que têm doenças falciforme sofrem muito, choram por dores constantes e têm febre. É comum serem internadas diversas vezes, sem que se chegue a um diagnóstico, se a equipe médica não estiver capacitada para identificar a anemia falciforme.

  1. De acordo com a triagem neonatal, estima-se que nascem, no Brasil, por ano, 3,5 mil crianças vítimas da doença, (considerando-se os dados recolhidos nos 12 estados que aderiram à segunda fase do Programa de Triagem Neonatal, que inclui o exame que detecta doença falciforme no teste do pezinho).
  2. A anemia falciforme não é contagiosa.

O olho amarelado não é devido a infecção por hepatite, e sim por conta da destruição das células do sangue. A pessoa que tem anemia falciforme leva uma vida social normal. Do terceiro mês até o quinto ano de vida – o período mais crítico, além das obrigatórias, os pacientes de anemia falciforme recebem vacinas especiais.

A penicilina, por exemplo, é aplicada por via oral, duas vezes ao dia. Também há a aplicação mensal, a penicilina injetável. São feitas também vacinas de antihemófilos, antipneumococos, hepatite B e meningite. Na fase adulta, cerca de 10% dos pacientes precisam fazer transfusões de sangue regularmente e todos devem ter cuidados redobrados na hora de passar por qualquer procedimento médico (inclusive tratamentos dentários).

Devem também tomar medicamentos para controlar o nível de ferro do sangue, pois são, em geral, acometidos por anemias recorrentes. Os pacientes de hemoglobinopatias, como anemia falciforme e talassemia, têm anemias freqüentes, dores generalizadas, icterícias e lesões ósseas.

Quem é portador de anemia falciforme também é mais suscetível a acidente vascular cerebral (AVC) devido à redução da flexibilidade das hemácias, que tendem a obstruir os vasos sangüíneos. Os falcêmicos também têm a vida encurtada. O período mais crítico vai até os cinco primeiros anos. O índice de mortalidade em crianças que não são diagnosticadas e tratadas precocemente chega a 25%.

Entre as que recebem tratamento adequado, o índice cai para 2,5%. Segundo dados de 1996, a expectativa de vida de um portador de anemia falciforme no Brasil é de 18,6 anos. Em países que já adotaram programas voltados para o tratamento da doença, como Cuba e Estados Unidos, que têm política específica há mais de 30 anos, a expectativa de vida para os pacientes é de 47 anos.

  1. A meta do Ministério da Saúde é atingir essa marca.
  2. Quase 13 mil pacientes estão cadastrados no Sistema Único de Saúde (SUS).
  3. Seguindo a prevalência genética da população, as estimativas apontam para a existência de 30 mil a 50 mil pessoas com a doença, em todo o país.
  4. De cada grupo de 35 pessoas, uma registra traços de anemia falciforme.

Na Bahia, há um falcêmico para cada 500 nascidos vivos. No Rio de Janeiro, o índice é de um para cada 1,2 mil, e, em Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão, de um para cada 1,4 mil nascidos vivos. Hemofilia Hemofilia é um distúrbio hereditário dos fatores da coagulação do sangue, fazendo com que o sangue do hemofílico não coagule tão rápido quanto deveria.

As dificuldades na coagulação são por conta da ausência hereditária de determinados fatores sangüíneos, indispensáveis à produção da enzima tromboquinase, que é fundamental ao processo de coagulação.As hemofilias podem se apresentar de forma leve, moderada ou grave. Estão classificadas em três tipos: Hemofilia A – ocorre devido a deficiência do fator VIII da coagulação ou globulina anti-hemofílica, é o tipo mais freqüente, conhecida como hemofilia clássica.

Hemofilia B – ocorre devido a deficiência de fator IX e é também conhecida como doença de Christmas. Hemofilia C – este tipo de hemofilia caracteriza-se pela ausência de um fator denominado PTA. O aspecto clínico da doença se apresenta por sangramentos intrarticulares (hemartroses), sangramentos musculares, e em quaisquer parte do organismo por traumatismos que em casos normais não aconteceriam.

  • Normalmente, a doença costuma manifestar-se desde a infância, mas, raramente, antes dos três a seis meses de idade.
  • A hemofilia torna-se evidente em muitas crianças, quando elas começam a caminhar e a receber os primeiros golpes com as quedas, ou quando aparecem os primeiros dentes.
  • O portador de hemofilia deve fazer parte de um serviço para que seu acompanhamento de rotina possa atendê-lo em caso de urgência.

Em caso de sangramento, recebe fator da cogulação de acordo com seu tipo de hemofilia. Necessita ainda de tratamento médico, fisioterápico, odontológico, e a atenção de toda uma equipe multidisciplinar capacitada para atendê-lo. Até o momento a hemofilia não tem cura.

Qual o tipo de sangue mais importante?

Sangue tipo O Isso significa, que ele só pode receber doações de seu próprio tipo, apesar disso, ele é considerado como ‘doador universal’, podendo doar para todos os demais tipos.

Qual sangue não é compatível com o positivo?

Os grupos sanguíneos – Para entender a eritroblastose fetal, é preciso conhecer a dinâmica entre os diferentes grupos sanguíneos. Há dois fatores que definem os tipos sanguíneos dos seres humanos: o Sistema ABO e o Fator Rh. O sistema ABO classifica o sangue em A, B, AB e O.

  • Já o fator Rh é um grupo de antígenos que determina se o sangue possui o Rh negativo ou positivo.
  • O tipo sanguíneo é determinado pela presença ou ausência das substâncias aglutinogênios.
  • O indivíduo que apresenta aglutinogênio A tem sangue A, enquanto o que apresenta aglutinogênio B tem sangue B.
  • Quem apresenta os dois tem sangue AB, enquanto quem não apresenta nenhum tem sangue O.

O indivíduo que não apresenta os aglutinogênios no sangue produz substâncias chamadas aglutininas anti-A e anti-B. Elas funcionam como anticorpos que reagem à presença de elementos estranhos. Portanto, o indivíduo que tem sangue B não pode receber transfusão sanguínea de uma pessoa que tem sangue A e vice-versa.

  • O tipo sanguíneo O só recebe do tipo O, pois possui tanto a aglutinina anti-A quanto a anti-B.
  • Já o tipo sanguíneo AB recebe de todos eles.
  • O mesmo vale para o fator Rh.
  • Os indivíduos Rh positivo possuem o fator Rh em suas hemácias e podem receber transfusões sanguíneas tanto do indivíduo Rh positivo, quanto do Rh negativo.

Já a pessoa que tem Rh negativo recebe apenas de Rh negativo.

Qual a diferença entre o positivo e negativo?

Positivo ou negativo – Também depende de uma proteína que fica nos glóbulos vermelhos. A substância que classifica se o sangue é positivo ou negativo é específico do sistema Rh : o antígeno D, Quando ouvimos que uma pessoa tem tipo sanguíneo A+, por exemplo, significa que ela tem em suas hemácias tanto o antígeno A quanto o D, Quando o sangue é negativo, ele evidência a ausência do antígeno D.

O que diferencia o sangue positivo do negativo?

Classificação em positivo ou negativo – Essa classificação depende da presença ou ausência do antígeno D. Um indivíduo que possui sangue tipo A+ é alguém que possui antígeno A e antígeno D. Já uma pessoa com sangue tipo A- é alguém que possui o antígeno A, mas não possui o antígeno D. Esse é o fator Rh, ou seja, quem possui essa proteína é positivo e quem não possui é negativo.

Qual o tipo de sangue mais antigo?

Por que temos diferentes tipos sanguíneos? Qual Tipo Sanguineo Doador Universal Ainda é um mistério para a ciência o verdadeiro motivo por que temos diferentes tipos sanguíneos (Foto: Pixabay) Quando meus pais me informaram que meu tipo sanguíneo era A+, senti um estranho orgulho. Se A+ era a nota mais alta na escola, então certamente A+ era o melhor tipo sanguíneo — uma marca biológica de distinção.

  • Não levou muito tempo para que eu percebesse o quão bobo era esse sentimento.
  • Mas não aprendi muito mais sobre o que realmente significava ter tipo sanguíneo A+.
  • Ao me tornar um adulto, tudo o que eu realmente sabia era que se acabasse em um hospital precisando sangue, os médicos teriam que ter certeza de que fariam uma transfusão com o tipo de sangue adequado.

E ainda assim permaneceram algumas perguntas insistentes. Por que 40% dos caucasianos têm tipo sanguíneo A, enquanto somente 27% dos asiáticos o têm? De onde vêm os diferentes tipos sanguíneos e o que eles fazem? Para conseguir algumas respostas, fui aos especialistas — hematologistas, geneticistas, biólogos evolucionários, virologistas e cientistas da nutrição.

Em 1900, o médico austríaco Karl Landsteiner descobriu os tipos sanguíneos pela primeira vez, vencendo o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1930 por sua pesquisa. Desde então, cientistas desenvolveram ferramentas ainda mais poderosas para desvendar a biologia dos tipos sanguíneos. Eles descobriram algumas pistas valiosas — traçando a ancestralidade, por exemplo, e detectando influências dos tipos sanguíneos em nossa saúde.

E ainda assim descobri que em muitas maneiras os tipos sanguíneos permanecem estranhamente misteriosos. Cientistas ainda têm que conseguir uma boa explicação para a existência deles. “Não é incrível?”, diz Ajit Varki, um biólogo na Universidade da Califórnia, San Diego.

Quase cem anos depois que o prêmio Nobel foi dado para essa descoberta, ainda não sabemos exatamente para que eles servem” Meu conhecimento de que sou tipo A foi possível graças a uma das maiores descobertas da história da medicina. Porque médicos conhecem os tipos sanguíneos, eles podem salvar vidas ao fazerem transfusões em pacientes.

Mas pela maior parte da história, a noção de colocar o sangue de uma pessoa em outra era um sonho febril. saiba mais Livro nazista de anatomia ainda é utilizado por cirurgiões: entenda Médicos da Renascença imaginavam o que poderia acontecer se colocassem sangue nas veias de seus pacientes.

Alguns pensavam que poderia ser um tratamento para todos os tipos de doenças, até insanidade. Finalmente, nos anos 1600, alguns médicos testaram a ideia, com resultados desastrosos. Um médico francês injetou sangue de bezerro em um homem louco, que começou a suar, vomitar e urinar com a cor de fuligem.

Depois de outra transfusão, o homem morreu. Tais calamidades deram uma má reputação a transfusões sanguíneas por 150 anos. Até no século 19 somente alguns médicos ousavam tentar o procedimento. Um deles foi o britânico James Blundell. Como os outros médicos de seu tempo, ele viu muitas mulheres morrerem de hemorragia no parto.

  1. Depois da morte de uma paciente em 1817, ele concluiu que não poderia se conformar com a forma como as coisas eram.
  2. Eu não poderia deixar de considerar que a paciente poderia ter sido salva por uma transfusão”, ele escreveu.
  3. Pacientes humanos deveriam receber somente sangue humano, Blundell decidiu.
  4. Mas ninguém nunca havia experimentado realizar tal transfusão.

Blundell começou desenhando um sistema de funis de seringas e tubos que poderiam canalizar o sangue de um doador a um paciente em necessidade. Depois de testar o aparato em cachorros, Blundell foi chamado para atender um homem que estava com hemorragia.

  • A transfusão poderia dar a ele uma chance de viver”, ele escreveu.
  • Alguns doadores deram a Blundell 415 ml de sangue, os quais ele injetou no braço do homem.
  • Depois do procedimento, o paciente disse a Blundell que se sentiu melhor — “menos tonto” — mas dois dias depois ele morreu.
  • Mesmo assim, a experiência convenceu Blundell de que a transfusão sanguínea seria um grande benefício para a humanidade, e ele continuou colocando sangue em pacientes desesperados nos anos seguintes.

Ele teria feito dez transfusões. Somente quatro pacientes sobreviveram. Embora outros médicos também tenham feito experiências com transfusão sanguínea, suas taxas de sucesso eram igualmente baixas. Diferentes tentativas foram feitas, incluindo as dos anos 1870 de usar leite nas transfusões (o que sem surpresas era ineficaz e perigoso).

  1. Blundell tinha razão em acreditar que humanos deveriam somente receber sangue humano.
  2. Mas ele não sabia de outro fato crucial sobre o sangue: que humanos deveriam receber sangue somente de certos outros humanos.
  3. É provável que a ignorância de Blundell sobre esse fato simples tenha causado a morte de alguns de seus pacientes.

O que torna essas mortes ainda mais trágicas é que a descoberta dos tipos sanguíneos, algumas décadas depois, foi o resultado de um procedimento relativamente simples. As primeiras pistas sobre por que as transfusões do início do século 19 falharam foram os coágulos de sangue.

  • Quando cientistas no fim de 1800 misturaram sangue de diferentes pessoas em tubos de teste, eles notaram que às vezes as células de sangue vermelhas grudavam.
  • Mas porque o sangue geralmente vinha de pacientes doentes, os cientistas ignoraram os coágulos pensando se tratar de alguma patologia que não valia a pena investigar.

Ninguém se interessou em ver se o sangue de pessoas saudáveis também geraria coágulos, até Karl Landsteiner imaginar o que aconteceria. Imediatamente, ele pode ver que as misturas de sangue saudável às vezes também coagulavam. Landsteiner começou a mapear o padrão de coágulos, coletando sangue de membros de seu laboratório, incluindo ele mesmo.

Ele separava cada amostra em células sanguíneas vermelhas e plasma, e aí combinava o plasma de uma pessoa com células de outra. O austríaco descobriu que os coágulos ocorriam somente se ele misturasse o sangue de certas pessoas. Ao desvendar todas as combinações, ele separou os sujeitos em três grupos e deu a eles os nomes arbitrários de A, B e C.

(Mais tarde, C foi renomeado O, e alguns anos depois outros pesquisadores descobriram o grupo AB. Na metade do século 20, o pesquisador norte-americano Philip Levine descobriu outra forma de categorizar o sangue, baseado na presença do fator Rh. O sinal de adição ou subtração no fim das letras de Landsteiner indica se a pessoa tem o fator ou não.) Quando Landsteiner misturou o sangue de pessoas diferentes, descobriu que havia algumas regras.

  1. Se misturasse o plasma do grupo A com células vermelhas de outra pessoa do grupo A, o plasma e as células permaneciam líquidos.
  2. A mesma regra ocorria para o grupo B.
  3. Mas se Landsteiner misturasse o plasma do grupo A com as células vermelhas do grupo B, as células coagulavam (e vice-versa).
  4. O sangue das pessoas no grupo O era diferente.

Quando Landsteiner misturava células vermelhas de A ou B no plasma de O, as células coagulavam. Mas ele podia adicionar o plasma de A ou B às células vermelhas de O sem nenhuma coagulação. É essa coagulação que tornam as transfusões sanguíneas tão potencialmente perigosas.

  1. Se um médico acidentalmente injetasse sangue tipo B em meu braço, meu corpo ficaria repleto de pequenos coágulos.
  2. Eles atrapalhariam minha circulação e me fariam sangrar absurdamente, lutar para respirar e potencialmente morrer.
  3. Mas se eu recebesse sangue tanto do tipo A ou O, eu ficaria bem.
  4. Landsteiner não sabia o que precisamente distinguia um tipo sanguíneo de outro.

Gerações seguintes descobriram que as células vermelhas em cada tipo sanguíneo são decoradas com diferentes moléculas em suas superfícies. No meu sangue tipo A, por exemplo, as células constróem essas moléculas em dois estágios, como dois pisos de uma casa.

O primeiro piso é chamado antígeno H. No topo do primeiro piso, as células constróem um segundo, chamado antígeno A. Pessoas com sangue tipo B, por outro lado, constróem o segundo andar da casa em um formato diferente. E pessoas com sangue tipo O constróem uma casa de somente um andar, como um rancho: eles constróem somente o antígeno H e não seguem adiante.

O sistema imunológico de cada pessoa se torna familiar com seu tipo sanguíneo. Se um indivíduo recebe uma transfusão do tipo de sangue errado, o sistema imune responde com um ataque furioso, como se o sangue fosse um invasor. A exceção para essa regra é o tipo O.

  • Ele só tem antígenos H, que estão presentes também em outros tipos de sangue.
  • Para uma pessoa com tipo A ou B, ele parece familiar.
  • Essa familiaridade torna pessoas com tipo O doadores universais, por isso seu sangue é valioso para bancos sanguíneos.
  • Landsteiner relatou seu experimento em um artigo curto em 1900.

“(.) as observações relatadas podem ajudar na explicação das diferentes consequências de transfusões sanguíneas terapêuticas”, ele concluiu em uma subavaliação primorosa. A descoberta de Landsteiner abriu o caminho para transfusões seguras em larga escala, e até hoje bancos sanguíneos usam o método básico de observar a reação das células sanguíneas como um teste rápido e confiável de tipo sanguíneo.

Mas enquanto respondia a uma questão antiga, Landsteiner levantou outras novas. Para que os tipos sanguíneos servem? Por que as células vermelhas se preocupam com construir suas casas moleculares? E por que as pessoas têm casas diferentes? Respostas científicas sólidas a essas perguntas têm sido difíceis de encontrar.

Enquanto isso, algumas explicações científicas ganharam enorme popularidade. “Tem sido ridículo”, suspira Connie Westhoff, diretora de Imuno-hematologia, Genômica e Sangue Raro do Centro de Sangue de Nova York. Em 1996, um naturopata chamado Peter D’Adamo publicou um livro chamado A Dieta do Tipo Sanguíneo.

  1. D’Adamo argumentou que devemos comer de acordo com nossos tipos sanguíneos, a fim de harmonizar com nossa herança evolutiva.
  2. Tipos sanguíneos, ele reivindica, “aparentemente chegaram em conjunturas críticas do desenvolvimento humano”.
  3. De acordo com D’Adamo, tipos de sangue O surgiram de nossos ancestrais caçadores da África, tipo A no alvorecer da agricultura, e o tipo B surgiu entre 10 mil e 15 mil anos atrás nas montanhas do Himalaia.

Tipo AB, ele argumenta, é uma mistura moderna de A e B. A partir dessas suposições, D’Amado então afirmou que nosso tipo sanguíneo determina que comida devemos comer. Com meu tipo de sangue A, baseado na agricultura, por exemplo, eu deveria ser vegetariano.

Pessoas com o tipo O, de antigos caçadores, devem ter uma dieta rica em carne e evitar grãos e laticínios. De acordo com o livro, comidas que não são adequadas ao nosso sangue contêm antígenos que podem causar todos os tipos de doenças. D’Adamo recomendou sua dieta como forma de reduzir infecções, perder peso, lutar contra câncer e diabetes, além de retardar o processo de envelhecimento.

O livro de D’Adamo vendeu 7 milhões de cópias e foi traduzido em 60 línguas. Foi prosseguido por uma corrente de outros livros de dieta do tipo sanguíneo; D’Adamo também vende suplementos alimentares para cada tipo sanguíneo em seu site. Como resultado, médicos frequentemente são questionados por seus pacientes se dietas de tipo sanguíneo de fato funcionam.

  1. A melhor forma de responder a essa pergunta é fazer um experimento.
  2. No livro, D’Adamo escreveu que ele estava no oitavo ano de um teste que duraria uma década de dietas do tipo sanguíneo em mulheres com câncer.
  3. Após 18 anos, no entanto, os dados desse teste ainda não foram publicados (o texto foi escrito em 2014).

saiba mais Remédio para cólica pode ser usado para tratar esquistossomose, diz estudo Recentemente, pesquisadores na Cruz Vermelha da Bélgica decidiram ver se havia alguma outra evidência favorável à dieta. Eles buscaram na literatura científica experimentos que mediam os benefícios de dietas baseadas em tipos sanguíneos.

Embora tenham examinado mais de mil estudos, seus esforços foram inúteis. “Não há evidência direta apontando benefícios à saúde das dietas de tipos sanguíneos”, disse Emmy De Buck, da Cruz Vermelha da Bélgica-Flanders. Depois que De Buck e seus colegas publicaram a revisão no American Journal of Clinical Nutrition, D’Adamo respondeu em seu blog.

Apesar da falta de evidências publicadas que apoiam sua dieta, ele afirmou que a ciência por trás dela está certa. “Existe boa ciência por trás das dietas de tipo sanguíneo, do mesmo modo como havia boa ciência por trás dos cálculos matemáticos que levaram à Teoria da Relatividade”, ele escreveu.

Não obstante as comparações a Einstein, os cientistas que de fato fazem pesquisas sobre tipos sanguíneos categoricamente rejeitam tais afirmações. “A promoção dessas dietas é errado”, um grupo de pesquisadores declarou no Transfusion Medicine Reviews. Mesmo assim, algumas pessoas que seguem a dieta do tipo sanguíneo veem resultados positivos.

De acordo com Ahmed El-Sohemy, um cientista nutricional na Universidade de Toronto, não há razões para pensar que os tipos sanguíneos têm algo a ver com o sucesso da dieta. El-Sohemy é um especialista no novo campo da nutrigenômica. Ele e seus colegas recrutaram 1500 voluntários, acompanhando os alimentos que eles comem e a saúde deles.

  1. Os cientistas estão analisando o DNA dos sujeitos para ver como os genes podem influenciar a forma como a comida os afeta.
  2. Duas pessoas podem responder de formas diferentes à mesma dieta dependendo de seus genes.
  3. Quase toda vez que dou palestras sobre o assunto, alguém no final me pergunta ‘é como a dieta do tipo sanguíneo?'”, diz El-Sohemy.

Como um cientista, ele considerou o livro A Dieta do Tipo Sanguíneo incompleto. “Nenhuma das coisas no livro é baseada na ciência”, ele disse. Mas El-Sohemy percebeu que como ele conhecia os tipos sanguíneos de seus 1500 voluntários, era possível ver se a dieta do tipo sanguíneo de fato era boa para as pessoas.

El-Sohemy e seus colegas dividiram os participantes de acordo com suas dietas. Alguns tiveram a dieta rica em carnes recomendada por D’Adamo para o tipo O, outros comeram uma dieta vegetariana recomendada para o tipo A, e assim por diante. Os cientistas deram a cada pessoa no estudo uma pontuação para quão bem aderiram a cada dieta do tipo sanguíneo.

Os pesquisadores descobriram que, de fato, algumas das dietas poderia fazer bem. Pessoas que aderiram à dieta do tipo A, por exemplo, tiveram redução do IMC, da cintura e da pressão sanguínea. Pessoas na dieta do tipo O tiveram índices de triglicerídeos menores.

A dieta do tipo B — rica em laticínios — não trouxe nenhum benefício. “O truque”, diz El-Sohemy, “é que não tem nada a ver com o tipo sanguíneo das pessoas.” Em outras palavras, se você tem tipo de sangue O, você pode se beneficiar de uma dieta do tipo A tanto quanto uma pessoa com sangue tipo A — provavelmente porque os benefícios de uma dieta principalmente vegetariana podem ser aproveitados por qualquer um.

Assim como quem adere a uma dieta do tipo O, que corta muitos carboidratos, também vai ter vantagens. Do mesmo modo, uma alimentação rica em laticínios não é saudável para ninguém — não importa o tipo sanguíneo. A evolução dos tipos sanguíneos Um dos atrativos da dieta do tipo sanguíneo é a história da origem de como adquirimos nossos diferentes tipos sanguíneos.

Mas essa história se parece pouco com a evidência que cientistas coletaram sobre a evolução dos tipos de sangue. Depois da descoberta de Landsteiner, em 1900, outros cientistas se perguntaram se o sangue de outros animais também tinham diferentes tipos. Descobriu-se que algumas espécies de primatas tinham sangues que se misturavam bem com certos tipos sanguíneos de humanos.

Mas por um longo período foi difícil entender que conclusão tirar das descobertas. O fato de que o sangue de um macaco não coagula com meu sangue tipo A não necessariamente significa que o macaco herdou o mesmo tipo de gene A que eu carrego de um ancestral comum que nós compartilhamos.

  1. O tipo de sangue A pode ter evoluído mais de uma vez.
  2. A incerteza lentamente começou a se dissolver, começando nos anos 1990 com cientistas decifrando a biologia molecular de tipos sanguíneos.
  3. Eles descobriram que um único gene, chamado ABO, é responsável por construir o segundo andar da casa do tipo sanguíneo.

A versão A do gene se difere do B por algumas mutações-chave. Pessoas com sangue tipo O têm mutações no gene ABO que as previne de fazer a enzima que constrói o antígeno A ou B. Cientistas poderiam então começar comparando o gene ABO de humanos com outras espécies.

  1. Laure Ségurel e seus colegas no Centro Nacional de Pesquisa Científica em Paris lideraram a pesquisa mais ambiciosa de genes ABO em primadas feita até o momento.
  2. E descobriram que nossos tipos sanguíneos são profundamente velhos.
  3. Gibões e humanos ambos têm variantes tanto para sangue tipo A quanto B, que vêm de um ancestral comum que viveu há 20 milhões de anos.

Nossos tipos de sangue podem ser até mais velhos, mas é difícil saber quão velhos. Cientistas ainda têm que analisar os genes de todos os primatas, portanto não podem ver quão presentes nossas próprias versões estão em outras espécies. Mas a evidência que cientistas coletaram até agora já revela uma história turbulenta de tipos sanguíneos.

Em algumas linhagens as mutações acabaram com um tipo de sangue ou outro. Chimpanzés, nossos parentes mais próximos ainda vivos, têm somente tipos A e O. Gorilas, por sua vez, só têm B. Em alguns casos, mutações alteraram o gene ABO, transformando o tipo A no tipo B. E mesmo em humanos, cientistas estão descobrindo que são frequentes as mutações que previnem a proteína ABO de construir um segundo piso na casa do tipo sanguíneo.

Essas mutações transformaram tipos de sangue A ou B em O. “Existem centenas de maneiras de ser tipo O”, diz Westhoff. Ser tipo A não é um legado dos meus ancestrais fazendeiros, em outras palavras. É um legado dos meus ancestrais macacos. Sem dúvida, se meu tipo sanguíneo sobreviveu por milhões de anos, ele deve estar me fornecendo alguns benefícios biológicos óbvios.

  1. Caso contrário, por que minhas células sanguíneas se preocupam em construir estruturas moleculares tão complicadas? Ainda assim, cientistas lutam para identificar qual benefício o gene ABO fornece.
  2. Não existe uma explicação boa e definitiva para ABO”, diz Antoine Blancher da Universidade de Toulouse, “embora muitas respostas tenham sido dadas.” O fenótipo de Bombaim A demonstração mais chamativa da nossa ignorância sobre o benefício de tipos sanguíneos foi evidenciada em Bombaim, em 1952.

Médicos descobriram que um punhado de pacientes não tinha tipo de sangue ABO — não A, não B, não AB, não O. Se A e B são casas de dois andares, O é uma de um andar, então esses pacientes de Bombaim só tinham um terreno vazio. Desde a descoberta, essa condição — chamada de fenótipo de Bombaim — apareceu em outras pessoas, embora seja extremamente rara.

  • E até onde os cientistas sabem, nenhum mal vem dela.
  • O único risco médico conhecido é se for necessária uma transfusão.
  • Pessoas com o fenótipo de Bombaim só aceitam sangue de outras pessoas com o mesmo fenótipo.
  • Mesmo sangue tipo O, supostamente o tipo universal, pode matá-las.
  • O fenótipo de Bombaim prova que não há vantagem imediata de vida ou morte em ter tipos de sangue ABO.

Alguns cientistas pensam que a explicação para os tipos sanguíneos pode estar em suas variações. Isso porque diferentes tipos de sangue podem nos proteger de doenças. O elo com doenças Médicos notaram pela primeira vez uma conexão entre tipos de sangue e enfermidades na metade do século 20, e a lista continua a crescer.

  • Existem muitas associações sendo descobertas entre grupos sanguíneos e infecções, cânceres e uma variedade de doenças”, Pamela Greenwell, da Universidade de Westminster, me disse.
  • Foi Greenwell que me explicou, para meu descontentamento, que meu tipo de sangue A aumenta o risco de eu desenvolver alguns tipos de câncer, como certos tumores no pâncreas e leucemia.

Sou também mais propenso a infecções por varíola, doenças cardiovasculares e malária severa. Já pessoas com tipo O, por exemplo, têm maior probabilidade de ter úlceras e ruptura no tendão de Aquiles. Essas conexões entre tipos sanguíneos e doenças têm uma arbitrariedade misteriosa, e cientistas apenas começaram a compreender as razões por trás delas.

Por exemplo, Kevin Kai, da Universidade de Toronto, e seus colegas têm investigado por que pessoas com tipo O têm maior proteção contra malária severa do que pessoas com outros tipos sanguíneos. Seus estudos indicam que células imunes têm mais facilidade em reconhecer células de sangue infectadas se elas são do tipo O do que outros tipos.

Mais confusas são as conexões entre tipos de sangue e doenças que não têm nada a ver com o sangue. Veja o norovírus. Esse patógeno nojento é o terror de cruzeiros, visto que pode atacar centenas de passageiros, causando casos severos de vômito e diarreia.

  • Ele faz isso ao invadir as células intestinais, deixando as sanguíneas intocadas.
  • Mesmo assim, o tipo de sangue de cada um influencia o risco de ser infectado por uma variedade em particular de norovírus.
  • A solução para esse mistério pode ser encontrada no fato de que células sanguíneas não são as únicas a produzirem antígenos de tipo de sangue.

Eles também são produzidos por células nas veias sanguíneas, no sistema respiratório, na pele e no cabelo. Muitas pessoas até secretam antígenos de tipo sanguíneo na saliva. Os norovírus podem nos deixar doentes ao se agarrarem aos antígenos produzidos por células no intestino.

  1. Ainda assim, um norovírus só se agarra firmemente a uma célula se suas proteínas couberem confortavelmente no antígeno de tipo sanguíneo da célula.
  2. Então é possível que cada cepa de norovírus tenha proteínas adaptadas para se agarrar firmemente a certos antígenos de tipo de sangue, mas não outros.
  3. Isso poderia explicar por que nosso tipo de sangue pode influenciar qual cepa de norovírus pode nos deixar doentes.

saiba mais Cientistas descobrem novo mecanismo por trás da sensação de dor Também pode ser uma dica de por que uma variedade de tipos de sangue sobreviveram por milhares de anos. Nossos ancestrais primatas estavam presos em uma batalha interminável contra patógenos, incluindo vírus, bactérias e outros inimigos.

Alguns desses patógenos podem ter se adaptado para explorar diferentes tipos de antígenos de tipo de sangue. Os patógenos que se encaixavam melhor nas variedades sanguíneas mais comuns podem ter sobrevivido melhor, porque tinham a maior parte de hospedeiros para infectar. Mas, gradualmente, eles podem ter destruído essa vantagem ao matar os hospedeiros.

Enquanto isso, primatas com tipos de sangue mais raros prosperaram, graças à proteção que tinham contra alguns dos inimigos. Enquanto contemplo essa possibilidade, meu tipo de sangue A permanece tão intrigante quanto quando eu era um menino. Mas é um estado mais profundo de perplexidade que me traz algum prazer.

Qual o tipo sanguíneo do Faustão?

A equipe médica do paciente que ocupava a primeira posição decidiu pela recusa do órgão e, desta forma, a oferta seguiu para o segundo paciente da seleção, que era o apresentador. Faustão tem o tipo sanguíneo B, segundo a Central.

Quem tem sangue dourado no Brasil?

Considerado o tipo sanguíneo mais raro do mundo, o Rh nulo ainda é pouco conhecido da maioria das pessoas. Foi detectado pela primeira vez em 1961, em uma mulher australiana. Até hoje, no mundo inteiro, só foram cadastrados 43 portadores desse tipo sanguíneo.

  1. Nesse grupo, há duas brasileiras que são irmãs.
  2. Uma mora no Rio de Janeiro e a outra, em Juiz de Fora, Minas Gerais.
  3. Por ser extremamente difícil de achar, o Rh nulo é apelidado de “sangue dourado”.
  4. É hereditário e serve de doador para todos os outros, desde que seja respeitada a compatibilidade do sistema ABO.

Para quem não se lembra das aulas de biologia, o sistema sanguíneo tem fenótipos que são A, B, AB ou O, e segue a seguinte lógica: A recebe de A e O, B de B e O, AB de A, B, AB e O, e O, apenas dele mesmo. O Rh entra como um complemento nessa combinação e costuma ser positivo ou negativo.

No caso das irmãs brasileiras, ele é nulo. As doadoras brasileiras são monitoradas de perto pela equipe do Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), do Ministério da Saúde, que centraliza as informações de doadores raros registrados nos hemocentros públicos do país. Tanto a portadora do RJ quanto a de MG já doaram sangue em mais de uma ocasião.

Uma das doações ocorreu em 2017, para salvar a vida de uma criança de 5 anos do Piauí que sofre com uma doença rara, a osteopetrose. As informações detalhadas sobre as doadoras, no entanto, são sigilosas. “Desde que respeite a compatibilidade do sistema ABO, qualquer pessoa, seja negativo ou positivo, pode receber o tipo sanguíneo Rh nulo”, esclarece Bruno de Abreu Castro, biomédico e imuno-hematologista.

  • No entanto, apesar da compatibilidade, ninguém usa esse sangue para demandas comuns, pois pouquíssimas pessoas o possuem”, explica.
  • Quando não se encontra o sangue específico para a transfusão, é preferível usar o sangue O negativo, conhecido como doador universal.
  • Como seus glóbulos vermelhos não têm antígenos A, B nem Rh, o sangue O negativo pode mesclar-se com outro tipo sem ser rechaçado como agente estranho.

Saber exatamente o tipo sanguíneo de cada pessoa é essencial em momentos de transfusão, Se uma pessoa for Rh negativo e receber sangue de um doador Rh positivo, seus anticorpos vão reagir ao detectar células incompatíveis com seu sangue. Em alguns casos, isso pode ser fatal.

  • Em nota, o Ministério da Saúde informou que o cadastro de doadores raros “tem colaborado com a melhoria do atendimento às demandas de sangue raro, aumentando a segurança transfusional, uma vez que facilita a busca e aumenta as chances de se encontrar um doador compatível”.
  • Estrutura das hemácias Segundo o biomédico imuno-hematologista Bruno de Abreu Castro, indivíduos com Rh nulo precisam de acompanhamento frequente, pois a tendência é que eles desenvolvam anemia por causa da fragilidade da estrutura das suas hemácias, que têm uma sobrevida menor se comparadas às de indivíduos com fatores Rh normais.

A característica desse tipo sanguíneo faz com que o processo de congelamento de hemácias seja incentivado para servir de autorreserva ao longo da vida ou para atender casos urgentes de transfusão. Para Samila Santana, hematologista da Fundação Hemominas, é fundamental investir em um banco de hemácias raras congeladas, já que as não congeladas duram apenas 42 dias.

É um processo cheio de delicadezas. Hoje, se precisamos de uma bolsa de sangue Rh nulo, temos que convocar a doadora conhecida”, explica. No entanto, segundo a especialista, pela condição rara do sangue, caso aconteça de a doadora estar com anemia, é preciso ter uma garantia em estoque. Atualmente, cada estado tem desenvolvido programas próprios para armazenamento de hemácias, bem como cadastros mais apurados para aprimorar a identificação de fenótipos em larga escala.

Samila acredita que, com a melhoria no diagnóstico, será possível investigar e catalogar mais pessoas com tipos sanguíneos raros.

Qual o tipo de sangue mais raro?

Sangue dourado: saiba tudo sobre o tipo sanguíneo mais raro do mundo Considerado o tipo sanguíneo mais raro do mundo, estima-se que o RH nulo ou, como é conhecido, sangue dourado, acomete menos de 50 pessoas em todo o mundo. No Brasil, há conhecimento de pelo menos dois casos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para entender melhor as características e implicações aos portadores desse grupo, a Dra. Maria Cristina Pessoa dos Santos, hemoterapeuta chefe da agência transfusional do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, gerido pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro tira dúvidas sobre a classificação dos tipos sanguíneos de maneira geral.

Ela explica que os diferentes tipos sanguíneos são definidos pelos antígenos que eles carregam, que são as proteínas presentes nos glóbulos vermelhos (hemácias). Atualmente, existem 44 sistemas de grupos sanguíneos reconhecidos, contendo 354 antígenos de hemácias.

  • Essas classificações são muito importantes, pois determinam, de acordo com sua presença ou ausência no sangue, de quem um indivíduo pode receber ou para quem pode doar sangue”, destaca.
  • Segundo a especialista, o sangue do tipo A é considerado o mais comum no Brasil, seguido pelo tipo O.
  • Entre os menos incidentes estão os tipos B e AB.

“Estudos indicam que apenas 8% da população brasileira possui sangue tipo B, incidência ainda menor para o tipo AB.” Já o sangue dourado ocorre quando as hemácias não contam com nenhum tipo de antígeno RhD, o que o torna, ao mesmo tempo, muito especial e perigoso para quem o possui.

  1. Sem o fator RH, o indivíduo seria, teoricamente, o verdadeiro doador universal, uma vez que seu sangue não terá conflito com os antígenos existentes nos outros tipos sanguíneos, desde que seja respeitado o sistema ABO.
  2. No entanto, suas hemácias têm vida média mais curta e apresentam um certo grau de anemia.

Eles só devem doar para outras pessoas com o mesmo fenótipo, pois estes só podem receber sangue desse mesmo grupo, o que, devido à sua raridade, pode se tornar um grande risco à sua vida”, detalha. A médica destaca que esse tipo de sangue ocorre quando pai e mãe possuem a mesma mutação genética.

É o caso das duas brasileiras que fazem parte do grupo e – ambas são irmãs, sendo uma moradora do Rio de Janeiro (RJ) e outra de Juiz de Fora (MG), e monitoradas pela equipe do Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), do Ministério da Saúde, que centraliza as informações de doadores raros registrados nos hemocentros públicos do país.

Dra. Maria Cristina ressalta que pessoas com sangue dourado devem ter sua saúde acompanhada de perto, uma vez que há riscos de desenvolverem anemia devido à fragilidade da estrutura dos glóbulos vermelhos. O ideal, segundo ela, é realizar o congelamento das hemácias de tipos raros de sangue, a fim de assegurar uma reserva para possíveis casos de transfusão.

  • Hemácias não congeladas duram apenas 42 dias, o que inviabiliza uma doação emergencial quando se precisa buscar um doador em outro país.
  • No caso das duas brasileiras, caso uma delas necessite de sangue e a outra esteja impossibilitada de doar, o ideal é que possamos recorrer a um estoque reserva”, frisa.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento : Sangue dourado: saiba tudo sobre o tipo sanguíneo mais raro do mundo

Qual o sangue mais difícil de se encontrar?

AB é considerado como o sangue mais raro de todos os tipos. Ele não possui anticorpos contra o sangue A e nem contra o sangue B. Isso significa que quem possui o tipo sanguíneo AB pode receber sangue de qualquer tipo.

O que é um receptor universal?

Sistema ABO e fator Rh. Características do sistema ABO e fator Rh Karl Landsteiner foi o médico austríaco que, juntamente com sua equipe, descobriu o sistema ABO e também o fator Rh. O esquema acima mostra os tipos sanguíneos e o doador e receptor universais Em 1902, o médico austríaco Karl Landsteiner e alguns cientistas conseguiram classificar o sangue humano em quatro tipos: A, B, AB e O. Durante as pesquisas, descobriu-se que alguns tipos sanguíneos eram incompatíveis, e essa incompatibilidade devia-se a uma reação imunológica entre substâncias dissolvidas no plasma sanguíneo e substâncias presentes nas células do sangue, as hemácias.

Grupo sanguíneo Aglutinogênios (nas hemácias) Aglutininas (no plasma sanguíneo)
A A anti – B
B B anti – A
AB AB
O ­- anti – A e anti – B

A descoberta dos tipos sanguíneos foi muito importante, pois antes disso muitos acidentes foram causados, inclusive com pacientes indo a óbito por terem recebido um sangue incompatível com o seu. Dessa forma, é de extrema importância que, antes de se fazer uma transfusão sanguínea, se saiba o tipo sanguíneo da pessoa.

  • Se uma pessoa tiver o sangue tipo A, que apresenta aglutinina anti-B no plasma, ela não poderá receber sangue do tipo B e nem do tipo AB,
  • O mesmo acontece com uma pessoa que tem o sangue tipo B, que, por apresentar aglutinina anti-A no plasma, não pode receber sangue tipo A e nem tipo AB,
  • Quem apresenta o tipo sanguíneo AB não possui aglutininas no plasma e por isso pode receber qualquer tipo de sangue, sendo por isso chamado de receptor universal,

Entretanto, as pessoas que apresentam o sangue tipo O e que possuem os dois tipos de aglutininas no plasma só poderão receber sangue tipo O, Por outro lado, essas pessoas podem doar sangue para qualquer indivíduo, pois não apresentam aglutinogênios A e B, e por isso são chamados de doadores universais.

Grupo sanguíneo Pode receber sangue de: Pode doar sangue para:
A A e O A e AB
B B e O B e AB
AB A, B, AB e O AB
O O A, B, AB e O

Sistema Rh de grupos sanguíneos O sistema Rh também foi descoberto por Karl Landsteiner e sua equipe, em uma experiência com um macaco da espécie Rhesus, Eles observaram que quando injetavam o sangue desse macaco em cobaias, as cobaias produziam anticorpos, que eles chamaram de anti-Rh (abreviatura de anti-rhesus).

Fazendo essa mesma experiência, mas com sangue humano, os pesquisadores observaram que 85% das amostras de sangue humano testadas com o anticorpo Rh sofreram aglutinação, o que sugere a presença de antígeno Rh no sangue. As pessoas que tiveram as hemácias aglutinadas pelo anticorpo Rh foram chamadas Rh positivas (Rh + ), indicando que suas hemácias têm um antígeno semelhante ao dos macacos, o fator Rh,

As hemácias dos 15% restantes não se aglutinaram e por isso foram chamadas de Rh negativas (Rh – ), indicando a ausência do fator Rh em suas hemácias. Para saber se uma pessoa tem Rh positivo ou negativo, basta misturar uma gota de sangue da pessoa a uma solução com anticorpos Rh. Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja: MORAES, Paula Louredo. “Sistema ABO e fator Rh”; Brasil Escola, Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/genetica-problema.htm. Acesso em 20 de outubro de 2023. : Sistema ABO e fator Rh. Características do sistema ABO e fator Rh