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Quem A Globo Apoia Para Presidente 2022?

Por que o Lula ganhou as eleições?

Economia estava entre as prioridades do eleitor, e isso favorecia Lula. Desde o início do ano, a agenda socioeconômica – como a geração de empregos, a inflação e a insegurança alimentar – eram apontadas como as principais preocupações do eleitorado.

Quantas vezes o Lula foi presidente do Brasil?

Lula é eleito presidente da República pela terceira vez Da Redação | 30/10/2022, 20h16 – ATUALIZADO EM 30/10/2022, 22h00 Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito neste domingo (30) presidente do Brasil com 60.341.333 votos — o equivalente a 50,90% dos válidos.

No dia 1º de janeiro de 2023, ele assume o terceiro mandato não consecutivo à frente do Palácio do Planalto e se torna o político mais vezes levado ao comando do Poder Executivo pelo voto direto na história da República. O atual presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, obteve 58.203.620 votos — 49,10 % dos válidos.

No primeiro turno, ocorrido em 2 de outubro, Lula havia obtido 48,4% dos votos, contra 43,2% de Bolsonaro. Lula nasceu em Garanhuns (PE) em 27 de outubro de 1945. Aos sete anos, migrou com a família para Santos (SP). Trabalhou em indústrias de metalurgia e foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

Liderou greves na região do ABC Paulista durante a ditadura militar e, em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT). Lula foi deputado federal por São Paulo (1987-1991) e disputou a Presidência da República por três vezes (1989, 1994 e 1998) até ser eleito (2002) e reeleito (2006).

É considerado o presidente com maior aprovação popular da história do país. Os mandatos do petista foram marcados por crescimento econômico e ascensão social de boa parte da população. Lula também teve de lidar com acusações de irregularidades e corrupção nas duas primeiras gestões como presidente.

  1. Em abril de 2018, foi condenado por corrupção, preso e impedido de concorrer à Presidência da República com base na Lei da Ficha Limpa.
  2. Passou 580 dias em uma cela da Polícia Federal no Paraná.
  3. Em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula, que recuperou os direitos políticos.

Lula foi casado com Maria de Lourdes da Silva e com Marisa Letícia Lula da Silva, tendo ficado viúvo dos dois casamentos. Pai de cinco filhos, atualmente é casado com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.

O que o Lula prometeu para o Brasil?

Renovação do Bolsa Família, fim do teto de gastos e aumento real do salário mínimo estão entre as propostas de Lula, que assumirá novamente o Palácio do Planalto em janeiro de 2023 – Lula: Veja as 15 principais promessas de Lula para a economia (Gustavo Minas/Bloomberg via/Getty Images) A Alessandra Azevedo Publicado em 31 de outubro de 2022, 15h24. Eleito em segundo turno neste domingo, 30, com 50,9% dos votos válidos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará lidar com desemprego, inflação acima da meta e necessidade de reformas a partir de janeiro de 2023, quando assumirá novamente o Palácio do Planalto.

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Veja as 15 principais promessas de Lula para a economia, de acordo com o plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e declarações feitas ao longo da campanha eleitoral: Continua após a publicidade

Renovar e ampliar o programa Bolsa Família “para garantir renda compatível com as atuais necessidades da população”. O auxílio será mantido em R$ 600, com adicional de R$ 150 por criança de até seis anos; Fazer uma transição, por etapas, “para um sistema universal e uma renda básica de cidadania”; Revogar o teto de gastos e criar um novo regime fiscal “que reconheça a importância do investimento social, dos investimentos em infraestrutura e que esteja vinculado à criação de uma estrutura tributária mais simples e progressiva”; Retomar a política de valorização do salário mínimo, com regra de reajuste que garanta a reposição inflacionária acrescida da variação do PIB; Criar uma política econômica “para combater a inflação e enfrentar a carestia, em particular a dos alimentos e a dos combustíveis e eletricidade”; Revogar os “marcos regressivos” da atual legislação trabalhista, “agravados” pela reforma trabalhista de 2017 e restabelecer o acesso gratuito à justiça do trabalho; Criar uma nova legislação trabalhista “de extensa proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho”, com especial atenção a autônomos, trabalhadores por conta própria, domésticas e trabalhadores de aplicativos; Retomar investimentos em infraestrutura e habitação ; Não avançar na privatização da Petrobras, da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), da Eletrobras e dos Correios e f ortalecer bancos públicos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); Propor uma reforma tributária com simplificação dos tributos e redução da cobrança sobre o consumo, para que “os pobres paguem menos e os ricos paguem mais”, com tributação de lucros e dividendos; Reajustar tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), atualizando a faixa de isenção; Acabar com o Preço de Paridade Internacional (PPI) e criar uma nova política de preços de combustíveis, que considere os custos nacionais de produção; Promover a renegociação das dívidas das famílias e das pequenas e médias empresas; Propor um “novo modelo de ocupação e uso da terra urbana e rural, com reforma agrária e agroecológica, construção de sistemas alimentares sustentáveis, incluindo a produção e consumo de alimentos saudáveis”; Apoiar o desenvolvimento de uma economia verde inclusiva, “baseada na conservação, na restauração e no uso sustentável da biodiversidade de todos os biomas brasileiros”;

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O que o Lula fez até agora em 2023?

Últimas medidas do governo Lula 2023 – No dia 17 de outubro de 2023, ministérios, EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e universidades federais anunciaram a expansão da rede pública de rádio e TV e da comunicação universitária. Houve assinaturas de portarias para formalizar o ato.

  1. No dia 3 de outubro de 2023, Lula sancionou na íntegra a lei que institui o programa Desenrola, que ajuda na renegociação de dívidas, como consta em publicação extra no Diário Oficial da União no mesmo dia.
  2. O governo também lançou uma plataforma do programa Desenrola, cuja operação começou no dia 9 de outubro de 2023.

Cerca de 32 milhões de brasileiros podem se beneficiar da iniciativa. No dia 2 de outubro de 2023, o governo Lula (por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública) lançou o Programa Nacional Enfoc (Enfrentamento às Organizações Criminosas), que terá 3 ciclos bianuais (2023-2024, 2024-2025 e 2025-2026), investimento total de quase R$ 1 bilhão (R$ 900 milhões) e 5 grandes áreas de atuação, segundo o governo: “interação institucional e informacional; eficiência dos órgãos policiais; trabalho em portos, aeroportos e fronteiras; eficiência do sistema de justiça e cooperação entre os entes”.

No dia 1º de outubro de 2023, o Brasil assumiu a presidência do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Nesta reportagem inteira, esta é a única menção que não se trata de uma “medida do governo Lula”, tampouco é exclusividade do atual governo já que o Brasil também assumiu a mesma posição em julho de 2022 (governo Bolsonaro), mas o Correio Sabiá considerou essencial mencioná-la pelo contexto global de guerras (Israel x Hamas e Rússia x Ucrânia) e potencial de impacto em relações exteriores.

No dia 27 de setembro de 2023, o governo Lula assinou os contratos do primeiro Leilão de Linhas de Transmissão 2023, em decorrência das concessões firmadas em junho deste mesmo ano. Foi o maior leilão da história do país, com previsão de R$ 15,7 bilhões de investimentos.

No dia 26 de setembro de 2023, Lula assinou um decreto que definiu o lançamento da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, uma iniciativa que integra os ministérios da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços que prevê investimento de R$ 42 bilhões até 2026 para expandir a produção nacional de itens prioritários no SUS (Sistema Único de Saúde).

No dia 31 de agosto de 2023, Lula assinou um decreto para lançar o Plano Brasil sem Fome, que tem 3 objetivos principais, de acordo com o governo federal:

  1. Tirar o Brasil do Mapa da Fome até 2030;
  2. Reduzir anualmente as taxas totais de pobreza;
  3. Reduzir a insegurança alimentar e nutricional, especialmente a insegurança alimentar grave.

No dia 11 de agosto de 2023, o governo Lula lançou o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Eis a íntegra, em PDF, da apresentação que o governo federal fez e enviou à imprensa sobre o novo programa. Criado em 2007, ainda sob o governo Lula, o PAC foi uma das marcas dos governos petistas, mas foi finalizado nas gestões seguintes, de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

No dia 4 de agosto de 2023, o governo Lula assina acordos com governo do Pará para garantir direitos à região do Marajó, Há elaboração de novas etapas do Programa Cidadania Marajó, como o Fórum Permanente da Sociedade Civil e a instalação do Centro de Referência de Direitos Humanos. Por ocasião da posse do novo ministro do Turismo, Celso Sabino, houve assinatura no dia 3 de agosto de 2023 de um decreto para instalar o novo CNT (Conselho Nacional do Turismo),

No dia 2 de agosto de 2023, Lula assinou um decreto que cria o programa Povos da Pesca Artesanal, Entre outras iniciativas, o programa oferece bolsas de estudo a alunos de escolas públicas que venham de comunidades pesqueiras tradicionais, Lula também assinou um decreto que recria o Conape (Conselho Nacional da Aquicultura e Pesca).

O governo Lula informou que o plano reduz taxas de juros para recuperação de pastagens e premia produtores com práticas “consideradas mais sustentáveis”.

Em quais países o Lula já ganhou?

Lula venceu o pleito, com 50,90% dos votos. O petista ganhou em todos os estados do Nordeste, além de Minas Gerais, no Sudeste, Amazonas, Pará e Tocantins, no Norte. Já Bolsonaro venceu em toda a região Sul, em três dos quatro estados do Sudeste e na maior parte do Norte.

O que mudou com o governo Lula?

No primeiro mês de seus novo governo, Lula mostrou ser um presidente da República disposto a trabalhar incansavelmente para a reconstrução e a união do Brasil. Desde o primeiro dia, logo após a posse, as primeiras medidas foram anunciadas, com ações na área do meio ambiente, da educação e da segurança pública.

Quem está ao lado de Lula no discurso?

Veja quem é quem ao lado de Lula no discurso após vitória no 2º turno O presidente eleito (PT) fez seu primeiro pronunciamento após a vitória no segundo turno das eleições no Hotel Intercontinental, na região da avenida Paulista, em São Paulo. Quem A Globo Apoia Para Presidente 2022 Luiz Inácio Lula da Silvia discursa no Hotel Intercontinental, em São Paulo, depois de ser eleito – Marlene Bergamo/Folhapress Acompanhado da esposa, Janja, fez uma breve fala e leu um discurso preparado em, Lula ainda teve a seu lado ex-ministros de seu governo e da gestão de Dilma (PT), também presente. : Veja quem é quem ao lado de Lula no discurso após vitória no 2º turno

Quem foi que criou o Bolsa Família?

Origens e história do Bolsa Família (2003-2021) – Cartão utilizado pelos beneficiários do Bolsa Família Central de atendimento aos beneficiados do Bolsa Família em Feira de Santana, Bahia, Desde o início dos anos 50, quando o brasileiro Josué de Castro tornou-se presidente do Conselho da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e proferiu a frase: “No Brasil, ninguém dorme por causa da fome.

Metade porque está com fome e a outra metade porque tem medo de quem tem fome”, que o debate sobre segurança alimentar passa a ganhar notoriedade no Brasil. Desde os anos 40 o debate vinha sendo sobre como prover assistência a famílias pobres e miseráveis. A concessão de benefícios e ajuda era então feita pontualmente e de forma indireta, geralmente com a distribuição de cestas básicas em áreas carentes principalmente do norte e nordeste, algumas vezes seguidas de denúncias de corrupção devido a centralização das compras em Brasília, além do desvio de mercadorias pela falta de controle logístico.

O idealizador do projeto de ajuda direta foi Herbert José de Sousa, o Betinho, sociólogo e importante ativista dos direitos humanos brasileiro. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso finalmente os chamados programas de distribuição de renda foram efetivamente implantados no país, alguns em parceria com ONGs,

  • Todos esses programas estavam agrupados na chamada Rede de Proteção Social, de abrangência nacional.
  • A criação do Bolsa Família teve como inspiração o Bolsa-escola, ideia originalmente proposta por Cristovam Buarque em 1986.
  • O Bolsa Escola foi implementado em 2001 pelo governo federal.
  • De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Bolsa Família é a mais importante das políticas sociais do governo brasileiro e é hoje o maior programa de transferência condicionada de capital do mundo.

Em 2002 já havia no Brasil uma multitude de programas sociais que já beneficiavam cerca de 5 milhões de famílias, através, entre outros, de programas como o Bolsa-escola, vinculado ao Ministério da Educação, Auxílio Gás, vinculado ao Ministério de Minas e Energia e o Cartão Alimentação, vinculado ao Ministério da Saúde, cada um desses geridos por administrações burocráticas diferentes.

  1. O Programa Bolsa Família consistiu na unificação e ampliação desses programas sociais num único programa social, com cadastro e administração centralizados no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
  2. Em setembro de 2010, sete anos depois da sua implantação, pelo menos 12,7 milhões de famílias (cerca de 50 milhões de pessoas) eram beneficiadas pelo programa, cuja unificação, segundo o Banco Mundial, facilitou a eficiência administrativa e fiscalização.
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A então primeira-dama do Governo FHC, Ruth Cardoso, impulsionou a unificação dos programas de transferência de renda e de combate à fome no país. Desde que foi criado, em 2003, o Bolsa Família cresceu muito, de pouco mais de 3 milhões de famílias para cerca de 14 milhões, número estável desde 2012.

  • Através da Lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004, assinada pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Programa Bolsa Família é oficialmente criado.
  • Nova Iorque implantou temporariamente seu bolsa-família inspirado no programa de transferência de renda Oportunidades, do México, e no Bolsa-Família brasileiro.

Chamado de Opportunity NYC, o programa piloto atendeu cerca de cinco mil famílias de regiões de baixa renda de Nova York, como o Harlem e o Bronx. Da mesma maneira que o Bolsa-Família brasileiro, o programa nova-iorquino dá dinheiro para as famílias pobres que mantêm seus filhos na escola ou fazem exames de saúde.

O que o Lula fez em 2003?

Produto Interno Bruto – O PIB no Governo Lula apresentou expansão média de 4% ao ano, entre 2003 e 2010. O desempenho superou o do governo anterior, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que mostrou expansão média do PIB de 2,3% ao ano. O número médio dos oito anos ficou, porém, abaixo da média de crescimento da economia brasileira do período republicano, de 4,55%, e colocou o Governo Lula na 19ª posição em ranking de 29 presidentes, conforme estudo do economista Reinaldo Gonçalves, professor da UFRJ, O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia o Programa de Aceleração de Crescimento em 2007. O resultado médio melhor da segunda metade do Governo Lula foi beneficiado especialmente pelo número do último ano de mandato, já que a economia brasileira apresentou, em 2010, expressiva expansão de 7,5% ante 2009, o maior crescimento desde 1986, quando o PIB também cresceu 7,5%, segundo o IBGE.

Lula iniciou o governo com uma expansão modesta, de 1,1% em 2003. Teve seu melhor resultado justamente em 2010, após uma retração de 0,6% registrada no ano anterior. O segundo melhor resultado do PIB brasileiro nos oito anos de governo foi em 2007, com expansão de 6,1%. Em 2004, a economia cresceu 5,7%; em 2005, 3,2%; em 2006, 4%; e, em 2008, 5,2%.

Em 2007, o PIB nacional cresceu 5,4%, contra 3,8% no ano anterior. Foi a maior taxa de crescimento desde 2004, quando houve crescimento de 5,7%. O PIB per capita cresceu 4% e houve uma expansão da economia do país da ordem de 6,2% no mesmo período. A agropecuária foi o setor econômico que mais cresceu, com expansão de 5,3%.

O setor industrial teve uma expansão de 4,9%, o setor de serviços, 4,7% e a construção civil, 5%. O consumo familiar teve uma alta de 6,5% devido, segundo o IBGE, ao crescimento da massa salarial real dos trabalhadores em 3,6% e ao aumento de 28,8% no crédito dos bancos para pessoas físicas. Em contrapartida, a despesa da administração pública teve um aumento de 3,1%.

A partir da criação da Secretaria Nacional dos Portos, no dia 7 de maio de 2007, o governo passou a ter 24 ministérios, mais quinze secretarias e órgãos com status de ministério. Em 2008, quando o aquecimento da demanda e da atividade econômica nacional já geravam preocupações para o cumprimento das metas de inflação e obrigavam o Banco Central a apertar a política monetária por meio do aumento da taxa básica de juros, a crise financeira mundial originada nos Estados Unidos atingiu o Brasil no último trimestre de 2008, levando o governo a implantar entre 2008 e 2009 um conjunto de medidas para conter os efeitos negativos no sistema financeiro.

Qual foi o presidente mais votado da história do mundo?

Eleito pela terceira vez presidente do Brasil, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva é o presidente mais votado da história do mundo. Após disputar seis eleições presidenciais – 1989, 1994, 1998, 2002 (eleito), 2006 (reeleito) e 2022 (eleito) –, Lula acumula mais de 193,6 milhões de votos.

O que melhorou no Brasil no governo Lula 2023?

No momento em que inauguro esse honroso espaço que o Brasil de Fato me oferece como colunista, o mundo político está debruçado sobre análises e balanços do primeiro semestre do terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, Na condição de vice-líder do governo na Câmara, após ter sido o líder da Minoria em 2022, não posso deixar de aportar minha contribuição a esse debate.

Se tivesse que resumir em poucas linhas esse período, diria que o saldo é extremamente positivo: o governo Lula aprovou todas – absolutamente todas! – as suas pautas importantes no Congresso Nacional, mudou completamente o cenário econômico e recuperou o otimismo da nossa população e do mundo quanto ao futuro imediato e de médio prazo do Brasil.

:: Economia melhora, e negociações passam a garantir aumento real a trabalhadores :: O trabalho está apenas começando, os desafios são enormes e ninguém ignora as limitações, contradições e problemas no interior do governo, na sua relação com o Legislativo e com a sociedade em geral.

  1. Aliás, a dificuldade de montagem de uma base ampla no Congresso tem sido superada aos poucos com muito diálogo e seriedade.
  2. A nova estrutura do governo foi o primeiro grande avanço do presidente Lula em relação ao seu antecessor.
  3. A criação do ministério dos Povos Originários e retorno dos ministérios da Cultura, Desenvolvimento Agrário, Direitos Humanos, Mulheres, Igualdade Racial, Trabalho, Esporte, entre outras pastas, colocou de volta o povo que mais precisa das políticas públicas no foco central do Estado.

Mais do que mero simbolismo, essa reestruturação é afirmação de um projeto político que, na década passada, alcançou os melhores resultados de crescimento econômico, desenvolvimento social e distribuição de renda e de oportunidades em toda a nossa história.

Como consequência direta da recriação dos ministérios “sociais”, ao longo dos últimos seis meses foram recriados ou retomados programas que transformaram o Brasil numa sociedade muito mais igualitária e menos injusta: o Bolsa Família na sua melhor forma, o Mais Médicos, o Minha Casa, Minha Vida, o Farmácia Popular, a política de ganho real do salário mínimo e outros.

A cultura, aliás, é tratada agora como uma indústria, com enorme capacidade de geração de emprego e grande potencial exportador, e terá à disposição o maior orçamento da história do setor, sobretudo com as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, Em termos da postura pessoal do presidente, agora temos novamente um chefe de Estado verdadeiramente preocupado com o bem-estar do seu povo.

Vimos isso em gestos, palavras e ações práticas na tragédia do povo Yanomami, no tratamento célere e humano dado às vítimas das chuvas do litoral paulista, do interior do Nordeste, bem como à população que tem sofrido com ciclones na região Sul. Deixamos de ter um presidente que desprezava seu povo e debochava da dor das pessoas e passamos a ter um líder que se emociona e se envolve diretamente com a vida da população que passa por dificuldades.

No campo econômico, atualização da tabela do imposto de renda, com o aumento da faixa de isenção para quem recebe até R$ 2.640,00 mensais, foi a primeira medida do governo para promover a tributação progressiva, com base no princípio simples, justo e eficaz de “quem ganha mais, paga mais”.

Foi com esse espírito que a primeira parte da reforma tributária passou na Câmara, o que deve se repetir em breve no Senado. Além da simplificação do sistema, que vai ganhar mais transparência, e de algumas medidas progressivas já garantidas no texto em tramitação, queremos avançar na tributação dos mais ricos, especialmente no momento em que o mundo e o Brasil passam por uma onda de concentração de riqueza sem precedentes na história.

O governo aprovou no seu primeiro semestre uma reforma que é debatida e desejada há mais de trinta anos. Ainda que seja uma pauta com maior protagonismo dos parlamentares, a capacidade de diálogo e de convencimento do presidente Lula e dos seus ministros foi decisiva para essa enorme conquista da sociedade.

Para o segundo semestre teremos o Desenrola para limpar o nome e recuperar o crédito de milhões de pessoas, bem como veremos o anúncio do novo PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento ) e a consolidação dos preços cada vez mais baixos da gasolina e demais combustíveis, com a Petrobras voltando a se orientar em favor dos interesses maiores do Brasil e não apenas de um punhado de acionistas.

E ainda vão vir as bolsas de apoio aos estudantes do ensino médio, a renegociação das dívidas do FIES, entre muitas outras ações condizentes com as promessas do presidente Lula de recuperar o Brasil para todos. Tudo isso foi feito, cabe ressaltar, em meio às investigações dos ataques terroristas de 8 de janeiro e dos incidentes de dezembro em Brasília.

Ou seja, sofremos uma tentativa de golpe de Estado e estamos apurando e punindo os responsáveis dentro dos marcos da democracia, que se fortaleceu. Nas relações internacionais, Lula já colocou de volta o Brasil no primeiro escalão da geopolítica global. O nosso país recuperou o prestígio, o respeito e, sobretudo, o interesse político e econômico que possuía antes do golpe de 2016 e o desmantelamento da política externa soberana, altiva e ativa conduzida pelo Itamaraty.

:: Celac: ‘Lula assume questão ambiental como eixo de sua política externa’, avalia especialista :: O que seria, supostamente, a grande dificuldade do governo, a falta de apoio no Parlamento, até o momento não se confirmou. A consolidação da base do governo no Congresso ocorre nesse contexto conturbado, mas com muito diálogo e paciência.

Finalizo repetindo o que disse no início do texto: o governo Lula aprovou tudo o que precisou aprovar no Congresso. O presidente é outro. O país é outro. As perspectivas de futuro são muito melhores do que tínhamos até muito pouco tempo atrás. E a democracia se mostrou sólida, apesar dos seus inimigos estarem à espreita.

* Alencar Santana, advogado, é deputado federal (PT-SP) e vice-líder do Governo na Câmara. ** Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato. Edição: Vivian Virissimo

Quanto o Lula gastou com viagens?

As viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 1º semestre de 2023 custaram ao menos R$ 24,8 milhões ao Itamaraty.

Como está a popularidade de Lula no Brasil?

Pesquisa que revela queda na popularidade de Lula repercute na Câmara – ( 04′ 44″ ) – Rádio Câmara Pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto CNT/Sensus revela a mais baixa taxa de popularidade do presidente Lula desde que assumiu o governo. O nível de aprovação ficou abaixo de 50%, índice preocupante para quem pretende a reeleição, segundo especialistas.

A pesquisa CNT/Sensus ouviu duas mil pessoas, em 195 municípios, no período de 14 a 17 de setembro. Em janeiro de 2003, o desempenho do presidente então recém-empossado chegou a ter a aprovação de mais de 83% dos entrevistados. Já os últimos dados da pesquisa apontam apenas 46,7% com avaliação positiva.

Mais de 44% desaprovam o desempenho pessoal de Lula. A aprovação ao governo também apresentou queda de 9.2 pontos percentuais em relação à pesquisa realizada em julho deste ano, alcançando 31%. A soma de ruim e péssimo chegou a 29% e 37,6% dos entrevistados acham o governo regular.

  • Ainda de acordo com a pesquisa CNT/Sensus, a população está dividida sobre a participação de Lula nas denúncias de corrupção.
  • Quase 43% acham que ele teve participação e 41% discordam.77 e meio por cento acham que mais fatos surgirão nos escândalos de corrupção e 72,6% consideram que Lula foi afetado diretamente pelos escândalos.

Quase 65% dos entrevistados declararam que, na hora de votar, levarão em conta as denúncias e os escândalos. A pesquisa provocou repercussão na Câmara. Entre os partidos políticos, a avaliação da pesquisa depende de que lado cada um está. Para o deputado Renato Casagrande, líder do PSB, um dos paratidos da base aliada, o resultado é normal.

Sonora:”Acho que é natural, né? Muito desgaste do presidente da República, muitas denúncias envolvendo pessoas próximas ao presidente. Se não encerrar essas denúncias, se não paralisar esse processo ele continua num processo de desgaste. Então, vejo isso de forma natural. Acho que ele suporta até muito, porque ele continua com percentual de apoio da sociedade, num ambiente extremamente hostil a ele.” Já a oposição foi dura nas críticas.

O líder do PSDB, Alberto Goldman, acha que o governo Lula está no fim. Sonora:”Eu avalio que, basicamente, que o Lula continua em plano inclinado, a degringolada do seu governo é cada vez mais sensível e a população fica cada vez mais consciente de que esse é um governo que está em fase terminal.

Que já não tem nem capacidade de reação e nem a capacidade de realizar absolutamente nada.” Para o deputado ACM Neto (PFL-BA), a onda de denúncias só poderia mesmo provocar a insatisfação dos eleitores. “Eu avalio como uma conseqüência natural do desgaste do governo e do PT. Acho que ele está pagando um preço caro por ter deixado montar este esquema de corrupção no seu governo.

Então, o presidente Lula agora sofre as conseqüências da avaliação implacável da sociedade brasileira.” Segundo analisa o professor Marcus Figueiredo do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, a queda da popularidade é grande para um presidente que está no terceiro ano de mandato.

No entanto, para o professor, não é uma queda definitiva do ponto de vista de perda de capacidade eleitoral. Sonora:”Do ponto de vista da execução de governo, dos resultados das ações governamentais, a avaliação é positiva. Há uma avaliação positiva em relação à política econômica, de estabilidade e dos programas sociais de transferência de renda.” Marcus Figueiredo acredita que esses dois trunfos do governo – política econômica e os programas sociais, que atingem 60% do eleitorado -com certeza, devem ter impacto nas eleições.

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De Brasília, Idhelene Macedo : Pesquisa que revela queda na popularidade de Lula repercute na Câmara – ( 04′ 44″ ) – Rádio Câmara

Quem está na frente Lula ou Bolsonaro fora do país?

Nas eleições do último domingo (31), Lula (PT) também foi eleito presidente pelos brasileiros que votam no exterior: o petista recebeu 51,28% (152.905 votos) dos votos válidos, contra 48,72% (145.264 votos) de Jair Bolsonaro (PL).

Quem foi melhor no debate da Band Bolsonaro ou Lula?

Um debate marcado pela falta do diálogo. Para os colunistas do UOL, essa foi a tônica do último encontro entre os candidatos ao Planalto antes do segundo turno, realizado pela TV Globo na noite de sexta (28).

Apuração dos votos do 2º turno das Eleições 2022: siga resultados no UOL

Por pouco mais de duas horas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) promoveram um debate com poucas propostas, com muitas referências ao passado e calcado em ataques. Com a tensão presente na interação entre os candidatos, que qualificavam o adversário com termos que iam de mentiroso a descompensado, nem o mediador do debate, o jornalista William Bonner, conseguiu manter a paciência,

Carla Araújo :

Acho que o resultado do debate foi de empate, com gosto de vitória ao ex-presidente Lula, que jogava para não perder votos. Bolsonaro e Lula pouco se preocuparam com os eleitores indecisos e podem ter apenas agradado suas ‘bolhas’. Com a maior parte do tempo dedicada a ataques mútuos, faltou debater propostas.

Carolina Brígido :

Foi um debate de surdos, com críticas mútuas e sem qualquer chance de diálogo. Um candidato perguntava e outro respondia sobre outro assunto. Bolsonaro explorou novamente os processos aos quais Lula respondeu na Justiça. Lula obteve vitória quando Bonner interveio explicando que o STF anulou condenações do petista.

  1. Fora isso, foi um debate tenso do início ao fim,
  2. Os candidatos se mostraram raivosos, faltou simpatia.
  3. No fim, a impressão que dá é que o eleitor achou que seu próprio candidato ganhou o debate.
  4. Não parece provável que os candidatos tenham conseguido capitalizar mais votos para si.
  5. Ou seja, empatou.
  6. Nessa perspectiva, Lula pode ter sido vitorioso.

Como está na frente das pesquisas de intenção de votos, só de não perder a discussão, já saiu no lucro.

Thaís Oyama :

Na prática, Lula venceu. Se não teve uma grande performance, tampouco cometeu um grande erro e, portanto, entrou favorito no debate e favorito saiu. Mas nem ele nem Bolsonaro conseguiram falar para os indecisos, público que era a razão de ser de um debate realizado a dois dias de uma eleição que promete ser uma das mais apertadas da história.

Josias de Souza :

Grande perdedor do debate entre Lula e Bolsonaro foi o eleitorado indeciso Lula e Bolsonaro precisavam conquistar os votos dos brasileiros que ainda estão indecisos. Coisa de 7% do eleitorado, segundo o Datafolha. Os que desperdiçaram um naco da noite de sexta-feira para assistir ao debate promovido pela TV Globo encontraram mais razões para anular o voto do que para optar por um dos contendores.

Em certos momentos, pareciam dois aspirantes ao cargo de vereador trocando insultos em cima do caixote. A palavra mais mencionada foi “mentiroso”. À frente no placar do primeiro turno e nas pesquisas, Lula precisava de um empate. Acabou prevalecendo, Menos pela exuberância do desempenho do que pela capacidade de resistir a um rival que fez opção preferencial pela canelada.

A afirmação mais relevante de Bolsonaro foi feita fora do debate. ” Não há a menor dúvida: quem tiver mais votos leva “, declarou, sobre a disposição de aceitar o veredicto das urnas. Como o debate não virou a conjuntura do avesso, terá a oportunidade de mostrar que fala sério em menos de 48 horas.

Reinaldo Polito :

O debate foi uma troca mútua de ataques e xingamentos. Tanto um quanto outro se referiu ao adversário como mentiroso. Esse tipo de acusação, de maneira geral, não favorece o agressor, a não ser que seja acompanhado de provas. Nesse aspecto, Bolsonaro tentou se apoiar em fatos.

Houve situações inusitadas, como, por exemplo, o pedido de resposta de Bonner por ter sido citado. Por várias vezes, o presidente questionou o adversário sobre as mentiras em suas propagandas, nas quais dizia que o chefe do Executivo acabaria com muitos direitos do trabalhador. Lula tentou fugir, até que precisou dar alguma explicação.

E não foi feliz, Disse que não era ele quem fazia as peças publicitárias e que nem sabia o que era produzido. Por sua vez, Bolsonaro não respondeu de forma consistente o questionamento sobre o investimento em saúde. Também nesse caso, Lula teve de insistir muito para arrancar alguma resposta.

Lula nunca foi muito bem nos debates. Hoje, conseguiu, pelo menos, sobreviver. Consentiu, entretanto, que Bolsonaro falasse sem objeções sobre seus feitos. Da mesma forma, permitiu que o presidente deixasse claro que houve corrupção e desemprego no governo petista. Pode parecer pouco, mas nem toda a população mais jovem, por exemplo, vivenciou esses fatos.

Se fosse para dar nota para cada um, daria 7,5 para Bolsonaro e 5 para Lula. Essa diferença poderá ter alguma influência no voto de alguns eleitores, já que milhões estavam diante da TV

Chico Alves :

Praticamente todos os debates eleitorais importantes terminam com os críticos reclamando da falta de propostas. A verdade é que, há muito tempo, esse tipo de confronto se resume a uma disputa de pegadinhas e performances faciais entre os candidatos. O debate final entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, no entanto, t alvez tenha sido o recordista na falta de ideias para a melhoria do Brasil,

Entre as sucessivas acusações que um fez ao outro de mentir, o que se viu foi os presidenciáveis falarem mais de passado que de futuro —o que não ajuda muito o eleitor a se decidir. Na postura agressiva de Bolsonaro e nas repostas duras de Lula, poderíamos afirmar que houve empate. Mas as tentativas do petista de algumas vezes puxar a conversa para um nível mais alto e o pedido de desculpas que fez ao telespectador pelas baixarias talvez rendam a ele uma menção honrosa.

Ou seja: se depender do debate, os indecisos terão poucos motivos para mudar de posição.

Juliana Dal Piva :

O debate na Globo entre Lula e Bolsonaro deixou evidente o ânimo de Bolsonaro frente aos últimos dias da campanha. O atual presidente da República estava visivelmente nervoso a ponto de tremer ao falar. Ao final, ele chegou a pedir um mandato de deputado federal em um terrível ato falho.

Bolsonaro repetiu todo o seu repertório e encontrou um Lula mais preparado e na sua melhor performance em todos os debates. Lula imprimiu uma tônica de estadista. Martelou o fato de o Brasil ter se isolado do mundo. Citou os escândalos familiares de corrupção da família Bolsonaro e, no geral, enfrentou melhor os ataques de Bolsonaro.

Acredito que o débito ainda ficou circunscrito aos eleitores dos dois. No entanto, quem falou para fora da bolha foi Lula e pode ter alcançado alguns indecisos,

Mariana Kotscho :

Bolsonaro passou o debate sendo Bolsonaro. Agressivo, descompensado, disparando fake news —como se falar mentiras fosse liberdade de expressão, a ponto de o próprio William Bonner precisar de um direito de resposta. Aliás, mentira foi uma das palavras mais usadas no debate.

Enquanto um chamava o outro de mentiroso, perdia-se um tempo precioso para tratar de temas realmente relevantes, Desde o início, Lula esteve mais equilibrado e mais bem preparado. Mas insistiram em acusações mútuas, em temas do passado e nos mesmos assuntos de outros debates. Quem estava esperando um debate de propostas continuou sem respostas.

Lula se saiu melhor porque, em alguns momentos, conseguiu falar de propostas e trouxe os temas principais para o debate.

André Santana :

Lula venceu o debate porque está acostumado com a dinâmica da política de confronto de ideias e argumentação. Bolsonaro desconhece essas práticas democráticas e, portanto, repete as mesmas acusações, sem compromisso em discutir ideias e projetos para o Brasil.

Em um debate com mais acusações e menos apresentação de propostas para o país, Lula ganhou por estar mais acostumado com o confronto democrático tão caro à dinâmica da política, que exige argumentação, embasamento, retórica e respeito aos fatos, tudo que Bolsonaro ignora. A trajetória do ex-presidente, inclusive no partido que ajudou a criar e que, como foi dito no debate, possui muitas tendências e disputas internas, o calejou para o debate.

No ato falho ao final, ao pedir voto para deputado federal, Bolsonaro nos faz retornar a um enorme enigma desta nossa República: como ele conseguiu frequentar o parlamento brasileiro por quase três décadas, sem o menor domínio da prática do diálogo e da argumentação, deficiência que os quatro anos à frente da Presidência não conseguiram corrigir.

Madeleine Lacsko :

Lula venceu o debate. Finalmente aprendeu que não se trata de ganhar o jogo, mas de escolher o tabuleiro. Conseguiu manter a discussão no campo da economia, o pior para Bolsonaro, na maior parte do tempo. Segundo a pesquisa Genial/ Quaest, o maior medo do eleitor caso Bolsonaro seja eleito, é a piora na economia.

Cínthia Leone :

Lula conseguiu impor o debate de temas sensíveis para Bolsonaro: covid, pobreza, viagra, armas, violência contra a mulher, barras de ouro de pastores, rachadinha, imóveis com dinheiro vivo, isolamento internacional do Brasil, ataques ao STF. Os indecisos podem ter prestado atenção.

Leonardo Sakamoto :

O debate foi ruim, mas Lula se saiu melhor. Primeiro, Bolsonaro precisava trazer uma “bala de prata” ou “nocautear” o petista. Não só nenhuma das duas coisas aconteceu, como vimos um Jair que começou perdido no palco da TV Globo e demorou para engrenar.

A orientação de seu filho, Carluxo, como ocorreu no debate anterior, fez falta. Além disso, Lula reforçou os BOs que apareceram contra o presidente nas últimas semanas, como a tentativa de assassinato de policiais federais pelo bolsonarista Roberto Jefferson e o estudo de Paulo Guedes que pode precarizar o salário mínimo e as aposentadorias.

A dois dias da eleição, Jair precisava de mais. Não conseguiu,

José Roberto de Toledo :

Lula foi menos pior do que Bolsonaro no desempenho e na presença em cena. E foi muito melhor no que realmente importa: na tática. Jogou marcando o adversário, pra não perder, Fez isso bem o tempo todo. Preservou seu eleitorado, não cometeu erros graves. Pode não ter ganho novos eleitores, mas Bolsonaro tampouco. Jogou como time que está ganhando e administrou a vantagem. Portanto, ganhou.

Tales Faria :

Lula venceu por pontos o debate, que não significou ganho de votos para nenhum dos candidatos. O petista saiu-se melhor nos primeiros blocos, quando se falou do arrocho do salário mínimo, das aposentadorias e do crescimento da fome e da pobreza. Mas não foi tão bem na discussão sobre desemprego e meio ambiente.

Brenda Fucuta :

Lula sem dúvida se saiu melhor no debate. Foi ponderado e dono de uma pauta mais construtiva. Mas, a meu ver, o maior motivo da superioridade no desempenho do petista esteve na fraqueza do oponente, já que a estratégia de colar em Lula os defeitos do próprio Bolsonaro não me pareceu nada convincente.

Com o bordão “Para de mentir, Lula”, repetido ad nauseum, imagino que Bolsonaro não tenha parecido crível nem para os seus eleitores. E, apesar de sabermos do descompromisso do presidente com a verdade, vê-lo disparando tanta desinformação —na cara dura, sem ficar vermelho— me deu a sensação de que aquilo não era um debate presidencial, mas uma discussão de colégio.

Passei da indignação para a anestesia, Por outro lado, essa não foi a performance de Lula que eu imaginava. Na minha avaliação, ele continua pecando por falta de humildade, dando muito crédito a ele próprio e ao partido, o PT, e explorando pouco o fato de estar liderando uma frente, nacional e internacionais, de apoio à ideia de um país democrático e pacificado.

Walter Maierovitch :

Quem perdeu foi o cidadão. Numa democracia, como definiu o presidente norte-americano Lincoln, o “governo é do povo, pelo povo e para o povo”. Nem Lula e nem Bolsonaro mostraram e defenderam propostas de governo. Deu empate, Bolsonaro fazendo o tipo do cínico e a repetir o surrado discurso da corrupção nos governos Lula.

Kennedy Alencar :

Lula conseguiu ditar o que estava em discussão e insistindo nos temas de combate à fome, merenda escolar congelada em baixo valor e desempenho na pandemia. Em vários momentos, Lula pedia desculpa e dizia que Bolsonaro era um presidente que não dizia o que faria.

Alberto Bombig :

Lula foi mais consistente do início ao fim e, portanto, venceu o debate. O petista conseguiu encaixar o caso Roberto Jefferson no debate sobre a segurança pública e foi melhor na questão sobre o salário mínimo e os programas sociais. O melhor momento de Jair Bolsonaro ocorreu justamente quando ele deixou de lado sua guerra cultural para focar em pontos de seu governo Vale destacar que o presidente chegou a ensaiar um ataque ao TSE no primeiro bloco, mas depois desistiu.

Camilo Vannuchi :

Lula venceu o debate outra vez, principalmente em razão do terceiro bloco. Poderia jogar pelo empate, mas entrou em campo aquecido e venceu a partida com facilidade —o que, para um candidato que lidera as pesquisas, pode ser considerada uma baita vitória.

Exibiu altivez, agilidade de pensamento e autenticidade. Demonstrou conhecimento dos problemas do país e preparo para buscar soluções, falando com seriedade, enquanto o adversário optou por repetir sandices como “o Brasil está muito bem” ou “temos relações com mais países do que no seu governo”. Não satisfeito, Bolsonaro insistiu em pintar o retrato de um país que, segundo ele, vai muito bem, como se a fome não vitimasse mais de 33 milhões de brasileiros e como se o governo tivesse sido ágil na compra de vacinas.

Bastou para que Lula acusasse o adversário de estar “descompensado” e de dizer insanidades. O presidente da República, por sua vez, falou o tempo todo para seus apoiadores, sua bolha, perguntando sobre aborto, Marcola, regulação da mídia e ideologia de gênero.

Mentiu quando disse, mais de uma vez, que a bancada do PT votou contra o Auxílio Brasil, o que já foi desmentido por diversas agências de checagem e motivou a decisão do TSE de proibir a campanha do PL a exibir essa desinformação. Voltou a mentir ao acusar Lula de ser amigo de Roberto Jefferson, notório apoiador de Bolsonaro, e também ao afirmar que os desmatamentos da Amazônia estão caindo em sua gestão.

Mentiu tanto que até o Bonner precisou reivindicar um direito de resposta, ainda no primeiro bloco. Para mim, a sensação que ficou foi que Bolsonaro, redundante, não foi capaz de inspirar credibilidade ou ampliar sua base de apoio, Não deve ganhar nem meia dúzia de votos com esta performance —o que, para quem está atrás nas pesquisas, é mau sinal.

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Reinaldo Azevedo :

Não vou entrar aqui em minudências de dados porque debate não é chamada oral para saber quem acerta números no detalhe. Esse tipo de encontro tem natureza política. Logo, é preciso saber quem conseguiu pautar o outro. Lula sempre foi um bom debatedor e um excelente entrevistado.

Nesse segundo caso, esteve à altura de sua história nessa campanha em todas as oportunidades. O debatedor, no entanto, estava devendo. Nesta sexta, o petista teve uma performance de gala, à altura de sua grandeza política. Saiu-se melhor em todos os blocos. “Explique, Reinaldo Azevedo “. Explico. Bolsonaro não conseguiu fugir da questão do salário-mínimo.

Fez a promessa dos R$ 1.400, mas é irrespondível que não houve reajuste real no seu governo. O presidente quebrou a cara no caso da covid-19. Ao insistir em petrolão e mensalão, levou na testa os 51 imóveis pagos, em parte, com dinheiro vivo. Enrolou-se até na questão do Viagra e tentou ser engraçado, indagando se Lula toma o remédio.

Depois de passar quatro anos se comportando como fiscal do “c.” alheio, vê-se que se dispõe a ser também fiscal da “r.” alheia. Recomendo um analista. Ficou tão desorientado que, no minuto e meio final, pediu um outro mandato de “deputado federal”. Não mereceria nem isso. Se vencer debate fosse sinônimo de eleição, a vantagem de Lula seria de uns 70% a 30%, a exemplo, note-se, do embate de Fernando Haddad (brilhante!) contra Tarcísio de Freitas na noite anterior.

Há uma explicação adicional nos dois casos. Tarcísio tentou ser um bolsonarista vegetariano, não sanguinolento. Até o Jair buscou ser mais manso. Ocorre que só existe bolsonarismo carnívoro, mas à moda das hienas, que roubam a caça alheia. Ambos conseguiram ser, no máximo, herbívoros

O que muda na aposentadoria em 2023 com Lula?

Presidente Lula entrega amanhã proposta de reforma da Previdência – TV Câmara AUMENTO DA IDADE MÍNIMA PARA APOSENTADORIA, REGIME ESPECIAL PARA MILITARES E TAXAÇÃO DOS INATIVOS. A POLÊMICA REFORMA DA PREVIDÊNCIA DEVE SER ENTREGUE AO CONGRESSO AMANHÃ PELO PRESIDENTE LULA.

  1. PARA OS SERVIDORES PÚBLICOS DA ATIVA, O TETO DE APOSENTADORIA VAI PASSAR A SER IGUAL AO DA INICIATIVA PRIVADA, QUE PASSA DE R$1.561 PARA R$ 2,4 MIL.
  2. PARA O TETO AUMENTAR, A CONTRIBUIÇÃO TAMBÉM VAI SUBIR DE R$171,77 PARA R$264, MAS A MEDIDA SÓ VALE PARA OS QUE ENTRAREM NO SERVIÇO PÚBLICO DEPOIS DA APROVAÇÃO DA REFORMA.

A IDADE MÍNIMA PARA APOSENTADORIA TAMBÉM VAI MUDAR. NO CASO DAS MULHERES, ELA PASSA DE 48 PARA 55 ANOS. PARA OS HOMENS, PASSA DE 53 PARA 60 ANOS. A MEDIDA SÓ VALE PARA OS SERVIDORES QUE ENTRARAM NO SERVIÇO PÚBLICO DEPOIS DE 1998. APOSENTADOS E PENSIONISTAS PASSARÃO A CONTRIBUIR COM 11%.

FICAM ISENTOS APENAS OS QUE RECEBEM ABAIXO DO PISO DE R$1.058. PARA QUEM GANHA ACIMA DESSE VALOR, A CONTRIBUIÇÃO VAI SER CALCULADA ENTRE A DIFEREÇA DO PISO E O VALOR RECEBIDO. POR EXEMPLO, SE O APOSENTADO RECEBER R$1,3 MIL, ELE VAI PAGAR A CONTRIBUIÇÃO SOBRE DIFERENÇA ENTRE ESSE VALOR E O PISO. A ALÍQUOTA DE 11% NESSE CASO, VAI INCIDIR SOBRE R$242 REAIS.

ELE VAI PAGAR R$26,62 PARA A PREVIDÊNCIA. QUEM QUISER GANHAR UMA APOSENTADORIA MAIOR QUE R$2,4 MIL, TERÁ DE CONTRIBUIR PARA UM FUNDO COMPLEMENTAR DE PREVIDÊNCIA. QUEM SE APOSENTAR ANTES DA IDADE MÍNIMA VAI PERDER 5% DO BENEFÍCIO PARA CADA ANO QUE FALTAR PARA A IDADE ESTABELECIDA.

  • A MEDIDA VALE, INCLUSIVE, PARA OS SERVIDORES ATUAIS.
  • A PROPOSTA ACABA TAMBÉM COM A POSSIBLIDADE DE O SERVIDOR PÚBLICO VINDO DA INICIATIVA PRIVADA, SE APOSENTAR COM SALÁRIO INTEGRAL.
  • O VALOR SERÁ PROPORCIONAL AO TEMPO DE ATIVIDADE EM CADA SETOR.
  • A PROPOSTA TAMBÉM MEXE COM AS PENSÕES.
  • AS QUE FOREM CONCEDIDAS DEPOIS DA APROVAÇÃO DA LEI, SERÃO REDUZIDAS EM 30%.

E AS APOSENTADORIAS JÁ CONCEDIDAS TERÃO UM TETO FIXADO EM R$12.720. PARA OS MILITARES PERMANECE O REGIME ESPECIAL E A APOSENTADORIA COM SALÁRIO INTEGRAL. O GOVERNO ESTUDA A POSSIBILIDADE DE AUMENTAR A CONTRIBUIÇÃO ATUAL DE 7,5% PARA 11%, MAS ACABA A PENSÃO VITALÍCIA PARA FILHAS SOLTEIRAS DOS MILITARES QUE AINDA ESTÃO NA ATIVA.

Quantas promessas de campanha Lula cumpriu?

Em 100 dias de mandato, Lula cumpriu 1/3 das promessas de campanha 1 de 1 O presidente Lula em foto do dia 16 de março de 2023. — Foto: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente Lula em foto do dia 16 de março de 2023. — Foto: FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Em 100 dias, o governo de cumpriu 1/3 das promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Dos 36 compromissos firmados no período e que podem claramente ser mensurados, 13 foram cumpridos em sua totalidade, de acordo com levantamento feito pelo g1, Outros quatro foram parcialmente atendidos, e 14 ainda não foram cumpridos. Cinco compromissos ainda não podem ser avaliados. Essa é a primeira avaliação que o g1 faz das promessas de campanha de durante os quatro anos de mandato.

A ideia é medir até 2026 se o presidente cumpriu o que prometeu na campanha para ser eleito. O projeto “” começou em 2015, com a verificação das promessas da então recém-reeleita presidente, Desde então, o g1 avaliou promessas de governadores e prefeitos das capitais.

Das 13 promessas cumpridas, quatro são compromissos administrativos: são as recriações dos ministérios da Previdência Social, da Cultura, da Pesca e dos Povos Indígenas, Outras duas promessas estão ligadas à área social, uma das principais bandeiras defendidas pelo novo governo. A promessa de “Manter benefício social em R$ 600 + R$ 150 por filho” foi cumprida, uma vez que o Bolsa Família foi relançado por meio de uma medida provisória nos moldes anunciados.Já em relação ao compromisso de “Manter e ampliar cotas raciais”, e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, assinaram um decreto de ampliação do percentual de pessoas negras em cargos do poder público. O decreto determina o preenchimento de vagas para pessoas negras em, no mínimo, 30% nos cargos em comissão e função de confiança.Na área da Educação, a promessa de “Aumentar verba da merenda escolar” foi cumprida por meio do reajuste dos valores per capita do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) para todas as etapas e modalidades da educação básica. O aumento varia de 28% a 39% e começou a ser pago aos estados em março.Na área da Saúde, um dos destaques é o de “Retomar o programa Mais Médicos”, O programa foi relançado em 20 de março, com o objetivo de expandir o número de profissionais de 13 mil para 28 mil. Atualmente, há 13 mil médicos atuando e 5 mil vagas desocupadas. O novo modelo prevê incentivo para municípios vulneráveis e para médicos com formação pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

As promessas de cunho econômico estão entre os principais compromissos que assumiu durante a campanha. Das sete promessas levantadas pelo g1, seis ainda não foram cumpridas e uma ainda não pode ser avaliada, que é a redução da taxa de juros para a agricultura sustentável.

A promessa ainda não pode ser medida porque o Plano Safra 2022/2023 vigora até o final de junho de 2023, quando será proposta uma nova etapa pelo atual governo federal. As atuais taxas válidas para os pequenos produtores (Pronaf) variam de 5% a 6%. Já para o médio produtor (Pronamp), os juros são de 8% ao ano.

Entre as promessas não cumpridas, estão “Revogar o teto de gastos”, “Propor uma nova legislação trabalhista”, “Propor uma reforma tributária”, “Zerar Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil”, “Acabar com o modelo de Preço de Paridade de Importação (PPI) na Petrobras” e “Criar programa Desenrola Brasil para renegociar dívidas das famílias”.

Quem vai ser o presidente do Brasil Lula ou Bolsonaro?

Em disputa apertada, Lula derrota Bolsonaro e é eleito presidente da República Eleições 2022 Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil com mais de 60 milhões, trezentos e quarenta mil votos. No dia 1º de janeiro de 2023, ele assume o terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto e se torna o político mais vezes levado ao comando do Poder Executivo pelo voto direto na história da República. Quem A Globo Apoia Para Presidente 2022 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Transcrição LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA É ELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA COM MAIS DE 60 MILHÕES DE VOTOS EM DISPUTA APERTADA, CANDIDATO DO PT SUPERA JAIR BOLSONARO NAS URNAS E VOLTARÁ AO PALÁCIO DO PLANALTO DEPOIS DE 12 ANOS Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil com mais de 60 milhões, trezentos e quarenta mil votos, 50,90% dos válidos.

  • No dia 1º de janeiro de 2023, ele assume o terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto e se torna o político mais vezes levado ao comando do Poder Executivo pelo voto direto na história da República.
  • O atual presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, obteve mais de 58 milhões, duzentos e cinco mil votos, 49,10% dos válidos,

No primeiro turno, em 2 de outubro, Lula havia obtido 48,4% dos votos, contra 43,2% de Bolsonaro. Lula nasceu em Garanhuns, em Pernabuco, no dia 27 de outubro de 1945. Aos sete anos, migrou com a família para Santos. Trabalhou em indústrias de metalurgia e foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.

Liderou greves na região do ABC Paulista durante a ditadura militar e, em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores. Lula foi deputado federal por São Paulo em 1987 e, em 1989 tentou, pela primeira vez, chegar à presidência. Conquistou o cargo 13 anos depois, em 2002, e foi reeleito em 2006.

É considerado o presidente com maior aprovação popular da história do país. Os mandatos do petista foram marcados por crescimento econômico e ascensão social de boa parte da população, compromisso que ele definiu como prioridade no seu novo mandato Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome.

Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.

Lula também disse que vai governar para 215 milhões de brasileiros e não para dois países A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação Após a oficialização do resultado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, elogiou o sistema de apuração e disse que as eleições mostraram que os brasileiros confiam nas urnas eletrônicas e na justiça eleitoral.

Não existe país no mundo, 3h e meia, 3h e 40 depois do término das eleições, proclama o resultado com absoluta segurança, eficiencia e competência Segundo o ministro, a eleição se encerra sem o risco de o resultado das urnas ser contestado. Até o fechamento desta matéria, o presidente Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição, não havia se manifestado.

Da Rádio Senado, Pedro Pincer : Em disputa apertada, Lula derrota Bolsonaro e é eleito presidente da República

Quem são os apoiadores do Lula?

Veja a lista de algumas das personalidades que já declararam voto em Lula: –

Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente e candidata a deputada federal Henrique Meirelles (União Brasil), ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda André Lara Resende, economista e um dos formuladores do Plano Real Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista e ex-ministro Luiz Gonzaga Belluzzo, economista Otaviano Canuto, economista, ex-FMI e Banco Mundial Rubens Ricupero, ex-ministro e ex-embaixador do Brasil em Washington (EUA) Joaquim Barbosa, ministro aposentado do STF Miguel Reale Jr., ex-ministro da Justiça no governo FHC e um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff José Carlos Dias, advogado e ex-ministro da Justiça no governo FHC Belisário dos Santos Jr, advogado e ex-secretário da Justiça na gestão Mário Covas Fabio Feldmann, fundador do SOS Mata Atlântica Aloysio Nunes (PSDB), ex-ministro das Relações Exteriores César Maia (PSDB), ex-prefeito do Rio e candidato a vice-governador Antônio Delfim Netto, economista, ex-ministro e ex-deputado federalNelson Jobim, ex-ministro do STF, ex-ministro da Justiça no governo FHC e ex-ministro da Defesa no governo LulaJosé Gregori, ex-ministro da Justiça no governo FHCPaulo Sérgio Pinheiro, diplomata, ex-secretário nacional de Direitos Humanos no governo FHCSérgio Fausto, diretor-geral da Fundação FHCChico Buarque, músico e escritor Caetano Veloso, músico

Mais recente Próxima Contagem dos votos pela Defesa pode configurar improbidade, avaliam técnicos do TCU