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Dicas, Recomendações, Ideias

Rosa Caveira Vem Na Linha De Qual Orix?

Quando Pomba Gira Rosa caveira?

No agosto de homenagem às nossas amadas Pombo-Giras, é dia de cantar para Rosa Caveira, uma das líderes do trabalho espiritual de sua falange, que trabalha para divulgar a mensagem da importância da fé divina. Conta a lenda que Rosa Caveira foi condenada à morte por se dedicar aos menos favorecidos.

Qual a cor da vela da Rosa caveira?

Vela Rosa Caveira Vermelha 21 cm de Altura- Parafina Pura | Shopee Brasil.

Qual é o Exu que era padre?

Exu Caveira – De Padre a Guardião da Calunga revela a trajetória desse homem, do seu nascimento ao seu desencarne; do despertar para o mundo espiritual até se tornar um Exu de Lei e, posteriormente, um Guardião do cemitério (calunga).

Qual orixá de Exu Caveira?

Características do Exu Caveira – É representado como um homem alto, com aparência esquelética e vestimentas geralmente negras, trazendo alguma arma na mão: espada, foice, tridente ou escudo. É conhecido por ser um Exu enérgico, muitas vezes temido por sua aparência macabra e personalidade forte.

  1. O guardião dos cemitérios, segundo a tradição, é frequentemente associado com as encruzilhadas, lugares de confluência de caminhos, onde se acredita que ele possa abrir portais entre o mundo espiritual e o mundo físico.
  2. É o responsável por conduzir as almas dos falecidos para o plano espiritual, atuando como um “policial” do mundo dos mortos.

Costuma ser confundido com outros Exus, como João Caveira, Tata Caveira e Exu Caveirinha. Apesar de semelhantes, são entidades distintas umas das outras, com personalidades próprias. Existem diversas versões da história de Exu Caveira, Nelas todas teria encarnado como ser humano e se tornado numa entidade ao desencarnar.

Onde fica o túmulo de rosa caveira?

Laís ModelliDe São Paulo para a BBC News Brasil

3 novembro 2018 Rosa Caveira Vem Na Linha De Qual Orix Crédito, Secretaria de Turismo de Botucatu Legenda da foto, Mais de 130 anos após sua morte, o túmulo de Anna Rosa continua sendo cuidado por moradores da cidade Na manhã do dia 22 de junho de 1885, um fazendeiro cavalgava por Botucatu, cidade a 235 km de São Paulo, quando o animal, inesperadamente, o conduziu para um terreno nos arredores do município, próximo ao Rio Lavapés.

Ali, o homem encontrou abandonado o corpo de uma mulher mutilada, sem os seios, orelhas, lábios, dedos e língua. Graças a uma escrava fugida que viu o crime, escondida, foram reconhecidos assassino e vítima: a jovem era Ana Rosa, de 20 anos, e seu algoz era o próprio marido, Francisco Carvalho Bastos, conhecido como Chicuta, um influente carreiro com idade entre 40 e 45 anos.

“Segundo o relato da testemunha, o crime ocorreu de madrugada. Chicuta teria batido na mulher, cortado-a aos pedaços e matado-a aos poucos”, conta o aposentado Moacir Bernardo, presidente do Centro Cultural da cidade. A tragédia de Ana Rosa chocou a pacata Botucatu do século 19, que compareceu em peso no seu enterro.

  • Mais de 130 anos depois, o túmulo da moça – uma construção rosa modesta localizada no Cemitério Portal da Cruzes – ainda é preservado pelos moradores da cidade.
  • Mais que empáticos à tragédia da jovem, muitos ali são devotos de Ana Rosa, considerada milagreira na região.
  • Seu túmulo tem mais de 200 placas em agradecimento de pessoas que afirmam ter alcançado graças por intercedência dela.

“É tradição em Botucatu as pessoas irem no cemitério visitar túmulos de seus parentes e também passarem no túmulo de Ana Rosa para rezar, agradecer ou somente fazer uma visita”, diz Moacir que, apesar de se considerar ateu, reconhece a importância da figura da jovem para a região.

Em 1998, ele escreveu o livro Ana Rosa – Sua Vida, Sua História, No Dia de Finados, o jazigo da jovem é um dos mais visitados do centro oeste do estado paulista: segundo a Secretaria de Turismo de Botucatu, cerca de 500 pessoas de várias partes de São Paulo passam pelo local e deixam flores e cartas à mais ilustre moradora da cidade.

“O Centro Cultural de Botucatu passou um dia todo de Finados monitorando o túmulo de Ana Rosa e constatou que o local não fica mais que dez minutos sem receber visitas”, conta o escritor. Mas Ana Rosa não é considerada santa pela Igreja Católica.

Qual é o Exu que acompanha Maria Mulambo?

Tem Exu e pomba gira, que parece que eles complementam a energia, como esse caso de morcego e Maria mulambo, como pomba gira rosa, caveira e Exu caveira, o show das sete encruzilhadas, pomba gira das sete encruzilhadas.

O que significa rosa e caveira?

Caveira com rosas – As rosas representam amor, beleza interior, fé e devoção. A caveira quando vem junto com rosas, ela tem um sentido de amor às origens, de respeito pela ancestralidade e pelas tradições. É um símbolo relacionado à fé, ao amor pelas raízes.

  • A caveira com as rosas são uma metáfora da brevidade da vida em contraposição à eternidade da alma.
  • As rosas são um símbolo de vida e beleza, mas são efêmeras e podem brotar sobre despojos mortais.
  • A caveira com rosas tem associação com esta ideia de se viver a beleza de uma vida breve e aceitar a inexorável chegada da morte.

As caveiras com rosas além de lindas trazem esse significado incrível. Para quem ama a vida, aceita morte e respeita a sua ancestralidade, essa é uma tattoo perfeita!

Arte criada por Felipe Ferrari

Quando acender vela rosa?

Vela rosa: cor do amor, do romance e da paz. Também é a cor do amor universal, deverá ser usada quando precisar se envolver em puro amor e o amor ao próximo. Quando magoar alguém ou for magoado é a cor ideal para desfazer o ódio.

Como fazer para chamar a pomba gira?

Rosas vermelhas e mel para Pomba Gira Em primeiro lugar, leve um litro de água ao fogo e acrescente sete pétalas de rosas vermelhas e três colheres de mel. Deixe a mistura fervendo por cerca de 10 minutos. Passado esse tempo, coe a mistura, assim separando as pétalas de rosas vermelhas.

Quem é o Exu na Igreja Católica?

“Exu: Um Deus Afro-atlântico no Brasil” mostra as várias faces da divindade mais cultuada das religiões afro-brasileiras A divindade mais controversa que emergiu da confluência das culturas africanas, europeias e americanas é o tema do livro, lançamento da Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) escrito pelo antropólogo Vagner Gonçalves da Silva.

  1. O autor analisa de diferentes pontos de vista as características do culto de Exu em nações afro-atlânticas, além de sua apropriação pelas denominações cristãs do catolicismo e, mais recentemente, do neopentecostalismo.
  2. No dia 15 de setembro, a obra será lançada em um seminário no Centro MariAntonia da USP.

Detalhes sobre o evento serão divulgados em breve em nosso site e redes sociais. Vagner Gonçalves da Silva é professor associado e pesquisador do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (USP), tem pós-doutorado pela Harvard University e também pela City University of New York, desenvolvendo pesquisas sobre as populações afro-brasileiras, com foco em temas como religiosidade, relações entre religião e cultura brasileira, artes afro-brasileiras e representação etnográfica.

É ainda coordenador do Centro de Estudos de Religiosidades Contemporâneas e das Culturas Negras (CERNe). Quais motivos o levaram a pesquisar Exu? Vagner Gonçalves da Silva: Fiz uma pesquisa sobre intolerância religiosa e surgiu o tema da batalha espiritual, do ataque dessas igrejas às religiões afro-brasileiras.

Quis também analisar esse processo e encontrei o protagonismo do Exu, que aparece nessas igrejas com a carapuça do Exu de terreiro, de demônio. Organizei um livro em que analisei o papel do Exu, uma coletânea publicada também pela Edusp, chamada, Como tinha um conjunto de informações, resolvi trabalhar com essa divindade para minha tese de livre-docência.

  • Levantei os mitos e tive a ideia de falar dos dois lados do gorro de Exu.
  • Nesse mito, Exu passa entre dois amigos com um chapéu colorido, com uma cor diferente de cada lado, e causa uma confusão entre ambos.
  • Então pensei em dividir essa tese em três partes: Exu no terreiro, Exu na Igreja pentecostal e as mitologias de Exu.

Defendi a tese em 2013 e primeiro publiquei um pequeno livro pela editora Pallas, que é de uma coleção sobre os orixás. Mas, pelo tamanho e pela quantidade de material, tive dificuldade em encontrar uma editora comercial. A Edusp aceitou o desafio de produzir este livro, que é uma espécie de compêndio da presença de Exu no Brasil.

  • Como define o sentido original de Exu na sua obra? VGS: Na antropologia, é muito difícil falar de sentidos originais porque as mitologias são construídas ao longo do tempo.
  • O religioso acredita que um livro sagrado, tal como é hoje, foi enviado por Deus ao homem.
  • Mas não se discute a construção histórica da Bíblia, ou da Torá para os judeus, ou do Alcorão para os muçulmanos.

Se é assim com tradições escritas, imagine nas orais. Então, é muito difícil falar em sentido original de Exu. O que se sabe é que ao longo do tempo esses sentidos foram transformados. Para saber o que é Exu na África, é preciso pegar o Exu de hoje, na África ocidental, na região com Nigéria, Benin e Togo, onde se tem a presença dos iorubás e fon-ewe, que são as grandes etnias que têm essa divindade – Exu para os iorubás e Legba para os fon-ewe –, associada ao movimento, à comunicação.

  • E está muito associada à fecundidade, sendo muito representada em altares com pênis ereto.
  • Não é algo sexualizado, mas ligado à reprodução, ao dinamismo da vida.
  • Nas mitologias mais antigas que foram registradas por escrito, Exu nem mesmo aparece associado à criação do mundo.
  • É no século XIX que aparece uma mitologia que o associa a isso.

Na mitologia iorubá, o mundo foi criado por Olodumaré, que é um ser supremo que mandou dois tipos de entidade para criar o mundo: um grupo que se chama Igbalé, que são os orixás propriamente ditos, e outro que são os guardiões da natureza, que têm o conhecimento, chamado Irunmalé.

Exu não é uma coisa nem outra. Em algumas mitologias, quando o mundo foi dividido assim, Exu ficou sem nada. Como era muito desordeiro, mandava o sol nascer à noite, a lua durante o dia, e confundiu toda a criação do mundo. Olodumaré, então, diz que Exu passa a ser o guardião do axé, da comunicação, a chave que une a todos, com o poder de falar de Olodumaré para os orixás, dos orixás para os homens e dos homens para os deuses.

É assim que a mitologia de Exu passa a ser elaborada. E é por isso que, quando se vai fazer algo, é preciso primeiro saudar Exu. Ele é o mensageiro entre esses mundos e é por isso que o lugar preferencial dele é onde tem troca, como o mercado, a encruzilhada.

  • Lanço algumas teorias no livro segundo as quais ele provavelmente passou a desempenhar essa função porque o cristianismo chegou à África com uma visão maniqueísta de bem e de mal, que considera todos os cultos maus, pagãos.
  • Quando os cristãos veem uma entidade associada ao pênis, há uma associação entre Exu e o demônio.

Não é que religiosos iorubás acreditem nisso, mas encontram uma forma de traduzir Exu para outro sistema religioso. Quando se veem as primeiras Bíblias traduzidas para o iorubá ou fon-ewe, Exu ou Legba é traduzido como “evil”, o mal (em inglês), o diabo.

  • Mesmo o Alcorão traduzido para o iorubá o coloca como ash-Shaitan, o demônio.
  • Evidentemente que essas sociedades foram impactadas pelo colonialismo, se cristianizando e absorvendo essa referência, e os iorubás, influenciados pelo cristianismo e pelo islamismo, passam a ver Exu como demônio.
  • Sem essa influência, Exu é um deus como outro qualquer.

Isso aconteceu na África, foi trazido para o Brasil e continuou pelas práticas de demonização às religiões de origem africana feitas pela Igreja católica. Na sua pesquisa, quais são os motivos encontrados para Exu ser considerado como “lado do mau” ou “demônio” pelas religiões cristãs? VGS: Não existe uma definição que possa ser considerada verdadeira.

  • Para o cristão, Exu é o demônio pela crença de que há um bem e um mal.
  • Mas, para um afro-brasileiro, Exu não é o demônio.
  • Na umbanda ou em alguns candomblés, há figuras com nome de demônio, como Exu Belzebu, Exu da Meia-noite, Exu do Lodo e Exu do Cemitério, que podem xingar, ter garras, linguagem gutural, ter uma atitude que lembre o mal.

Mas, se a pessoa pede a Exu que a ajude a curar uma doença ou a sair do desemprego, Exu vai procurar ajudar. Em troca, vai pedir uma garrafa de marafo, uma oferenda na encruzilhada ou algo assim. Já na tradição cristã, de um lado estão anjos, santos, Jesus, Deus, Santíssima Trindade, que são o bem.

  • O mal é Lúcifer e, se ele é o mal, você não vai pedir algo para o demônio.
  • Se pede, perde a alma.
  • Nas tradições indígenas, africanas, não existe esse maniqueísmo.
  • O bem e o mal são processos que interagem.
  • Por que considera Exu o mais controverso deus das culturas africanas, europeias e americanas? VGS: As pessoas olham apenas por um lado, de como Exu foi demonizado pelo cristianismo.

No livro, argumento que houve também um processo de “exuzização” do demônio. Esse demônio que estava restrito ao mal, nas tradições afro-brasileiras pode sair dessa posição e fazer o bem também. É importante não perder de vista que essas tradições africanas não foram apenas vítimas de um processo cultural, mas também impuseram uma forma de entender o mundo à religião do dominador.

Traduziram nos seus próprios termos a visão do dominador. Quando analiso as imagens de Exu na umbanda, que tem o Exu do Lodo, Exu da Porteira, Exu do Cemitério, Exu da Meia-noite, começo a mostrar que o lodo é um intermediário entre a água e a terra. A porteira é a passagem entre o lado de dentro e o de fora.

O cemitério é o lugar onde os vivos e os mortos se encontram. A meia-noite é a passagem de um dia para o outro. Todos esses nomes, embora possam ser jocosos para alguns, aludem a um princípio africano de passagem, mudança e dinamismo. Há ainda a associação que se faz de santos católicos com orixás.

  1. Tento combater no livro dois conceitos importantes: de sincretismo e de teoria do disfarce.
  2. Todas as religiões são sincréticas, mas chamam assim a religião do dominado.
  3. Nos primeiros séculos, o cristianismo era uma religião de escravizados, considerada pelas religiões de Estado como pagã.
  4. Há elementos do sincretismo.

O Natal, por exemplo, é no solstício de inverno, e as festas juninas, no solstício de verão (no hemisfério norte). Chamar as religiões afro-brasileiras de sincréticas equivale a dizer que são confusas. São Jorge se confunde com Ogum e também com Oxóssi.

Mas não é uma confusão, e sim uma correlação. Tanto que São Jorge é Oxóssi na Bahia e Oxóssi é São Sebastião no Rio de Janeiro. O motivo é que o sistema religioso africano tenta explicá-lo pelo sistema dos santos católicos. Oxóssi é um caçador e é como São Jorge se penso que ele caça o dragão. Se São Jorge guerreia contra o dragão, ele é como Ogum, que é o orixá da guerra.

A mesma coisa aconteceu com Exu, que é o demônio segundo algumas tradições no Brasil, mas é o mensageiro entre os homens e os deuses segundo outras. Assim, pode ser associado a esse mensageiro, que, no sistema cristão, é Jesus. Quando se vai a Cuba, Exu é o Menino Jesus de Praga.

  • Não é o demônio por lá.
  • E qual o motivo do uso de Exu nas igrejas neopentecostais? VGS: O sistema da Igreja católica pode ter sido repressivo às populações afro-brasileiras, mas o sistema cosmológico é muito mais relativista do que a instituição.
  • Há a Santíssima Trindade e um grande panteão de seres intermediários, como Maria, santos, anjos e mártires.

A reforma protestante no século XVI rompe com isso e diz que a pessoa precisa apenas de uma Bíblia para falar diretamente com Deus. O pentecostalismo surge de um sistema protestante que olha as práticas afro-brasileiras de maneira radical, e vem todo esse processo de intolerância.

As igrejas neopentecostais começaram a atuar, desde os anos 1960, sobre uma população específica, que era praticante das religiosidades afro-brasileiras. E existe um processo de avivamento da religião, com características muito próximas das experiências religiosas afro-brasileiras ou africanas. É um culto que envolve música, dança, transe do Espírito Santo e fala em línguas.

O neopentecostalismo, ao mesmo tempo que se apropria da demonização do Exu que já estava dada, faz com que esses Exus baixem nessas igrejas exatamente para mostrar o poder do pastor em relação ao pai de santo. É uma teologia construída no que chamo de “cosmogonias cruzadas”.

Quem faz isso, sobretudo, é a Igreja Universal do Reino de Deus, que usa entidades como Exu e Pombagira, elementos materiais como sal, óleo e cajados, e até o que chama de ex-pais e mães de santo, que dão consultas. É quase como uma igreja macumbeira, com a mesma linguagem, mas invertendo a chave. O próprio Edir Macedo reconhece isso no livro “Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios?”, uma pergunta quase retórica, porque ele vai dizer que são demônios.

Ele diz que a pessoa pode pensar que a igreja é um lugar de macumba, mas que o demônio é que teria tirado essas coisas do cristianismo e levado aos terreiros. Ele usa inclusive versos bíblicos para isso. Há uma consequência, talvez a mais grave, porque isso sai das igrejas para as ruas, vira depredação de terreiros e agressões a pessoas que portam símbolos afro-brasileiros em espaços públicos.

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Temos ainda traficantes que se dizem evangélicos destruindo terreiros em comunidades do Rio de Janeiro e expulsando pessoas de suas casas. Há aí dois tipos de racismo: o religioso, por fazer a associação com o mal e o primitivismo, e a apropriação cultural, que é extinguir essas religiões ao associá-las ao sistema neopentecostal.

O acarajé de Iansã vira bolinho do Senhor. Isso porque o acarajé e o ofício das baianas são bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Outro exemplo é a capoeira gospel, que corta a relação umbilical da capoeira com o terreiro.

  1. Há as baterias abençoadas, que tocam sambas dentro de um contexto pentecostal.
  2. São transformações que descaracterizam o produtor, que é a população negra, em relação ao seu produto.
  3. É um grande desserviço à cultura brasileira, que é formada por esses elementos.
  4. Há vários anexos no livro para mostrar a importância da divindade Exu para além do terreiro: nas escolas de samba, na música popular, na filmografia, em várias dimensões.

Como a compilação de 183 mitos referentes a Exu ajuda a elucidar as noções sobre a divindade? VGS: O objetivo é mostrar todas as dimensões possíveis que caracterizam Exu. Depois, faço uma análise e tento mostrar que esses mitos podem ser aglutinados. Eles não se referem somente a uma tradição iorubá, mas a uma tradição afro-atlântica.

Existem os da tradição fon, da cubana, da brasileira, inclusive mitos que mostram o contato entre essas civilizações. Particularmente, gosto muito do que diz que o ser supremo mandou o filho, Jesus, para a Terra, mas sem ter feito o sacrifício de um cordeiro para Exu. Por isso, os homens não entenderam a mensagem dele e o mataram.

Maria tentou fazer o sacrifício, mas Exu disse que já era tarde. O filho do ser supremo morreu como um cordeiro e a tradição cristã também chama Jesus de Cordeiro de Deus. É um mito que diz que há três grandes categorias: deuses, homens e animais. Há religiões que sacrificam animais para os deuses, para que os homens sejam felizes, que são as de tradição africana.

Que Santo e Exu na Igreja Católica?

Exú – Santo Antônio de Pemba ou santo Antônio.

Como identificar um filho de Exu?

Os filhos de Exu – Nas religiões africanas, as pessoas são atribuídas como filhas de um orixá e isso pode determinar algumas características da sua personalidade. De acordo com essa ideia, os filhos de Exu normalmente são pessoas que tem como características mais notáveis: alegria, intensidade, carisma, senso de justiça, sensualidade e muita paixão pela vida.

Qual Pomba Gira vem com Exu Caveira?

Maria Caveira é uma Pomba Gira que faz parte da falange dos Caveiras, logo trabalha no cemitério na linha de Obaluaê/Omulu. Contam as lendas, que desde cedo abandonou sua casa e vou viver como bem dia, sempre fora mulher independente, e ainda é.

Qual é o Exu de Xangô?

Rosa Caveira Vem Na Linha De Qual Orix Xangô é a Divindade que está assentada no pólo positivo ou irradiante da 4ª. Linha de Umbanda, que é a da Justiça Divina Como Orixá Universal, Xangô traz a Qualidade da Justiça Divina e a irradia o tempo todo na Criação para dar equilíbrio, estabilidade e harmonia a tudo e a todos.

  • É o Orixá do equilíbrio, da estabilidade e da razão.
  • Sustenta e ampara os seres que vivem o Sentido da Justiça de forma equilibrada.
  • É o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilibrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo.

O Trono Regente Planetário se individualiza nos sete Tronos Essenciais, que projetam-se energética, magnética e vibratoriamente e criam sete linhas de forças ou irradiações bipolarizadas, pois surgem dois pólos diferenciados em positivo e negativo, irradiante e absorvente, ativo e passivo, masculino e feminino, universal e cósmico.

Uma dessas projeções é a do Trono da Justiça Divina que, ao irradiar-se, cria a linha de forças da Justiça, pontificada por Xangô e Egunitá/Oroiná (divindade natural cósmica do Fogo Divino). Na linha elemental da Justiça, ígnea por excelência, Xangô e Egunitá (Oroiná)são os pólos magnéticos opostos. Por isto eles se polarizam com a linha da Lei, que é eólica por excelência.

Logo, Xangô polariza-se com a eólica Iansã e Egunitá polariza-se com o eólico Ogum, criando duas linhas mistas ou linhas regentes do Ritual de Umbanda Sagrada. Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. É a solidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso social e cultural, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer.

  1. Também é o sentido de realeza, o espírito nobre das pessoas, o poder de liderança.
  2. O Orixá Xangô é o Trono Natural da Justiça e está assentado no pólo positivo da linha do Fogo Divino, de onde se projeta e faz surgir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de forças da Justiça Divina.

Estes sete Xangôs são Orixás Naturais; são regentes de níveis vibratórios; são multidimensionais e são irradiadores das qualidades, dos atributos e das atribuições do Orixá maior Xangô. Eles aplicam os aspectos positivos da justiça divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos, que são os aplicadores dos aspectos negativos da justiça divina.

  • Como, na Umbanda, quem lida com os regentes desses aspectos são os Exús e as Pomba-Giras.
  • O aspecto da razão aparece bem destacado no sincretismo de Xangô com São Jerônimo, pois na imagem umbandista de São Jerônimo se vê a figura de um leão colocado ao lado do Santo, onde o leão simboliza a razão acima do instinto, pois Xangô nos chama à razão.

E aqui há outro aspecto interessante: essa imagem umbandista apresenta São Jerônimo segurando uma pedra na mão (que seria a pedra de raio de Xangô) e tendo no colo os Dez Mandamentos e um livro onde está escrito: “Juízo Final”. Essa presença dos Dez Mandamentos na imagem associa Xangô a Moisés, pois foi Moisés quem recebeu as Tábuas da Lei, nas quais os Dez Mandamentos teriam sido escritos a fogo pelas mãos de Deus, segundo a versão católica.

  • Vale lembrar que na imagem católica de São Jerônimo este aparece segurando apenas a Bíblia, pois São Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim, de modo que os leigos pudessem entendê-la.
  • Já na imagem umbandista de São Jerônimo, está o livro escrito “Juízo Final”, livro que seria “a Bíblia” de Xangô, uma referência direta à Justiça Divina que este Orixá representa.

Para Xangô, a Justiça está acima de tudo e sem ela nenhuma conquista vale a pena: o respeito pelo rei é mais importante que o medo. É o protetor dos juízes e operadores do Direito em geral. Invocamos Pai Xangô para devolver o equilíbrio e a razão aos seres exageradamente emocionados e desequilibrados.

Também para clamar pela Justiça Divina, visando ao corte de demandas cármicas, de magias negras etc., para recuperamos o equilíbrio e a saúde espiritual, mental, emocional e física. Além disso, tudo o que se refere a estudos, a disputas judiciais, a contratos e a documentos “trancados” pertence ao campo de atuação de Pai Xangô.

Quando pedimos a intervenção da Justiça Divina é preciso lembrar que ela vai atuar em primeiro lugar em nós mesmos, verificando o quanto temos sido justos com a nossa própria vida e com os nossos semelhantes. A balança da Justiça pesa os dois lados de uma questão.

  1. E a machadinha dupla de Xangô corta tudo que não esteja de acordo com a Justiça Divina, para só então trazer o equilíbrio, a razão e a estabilidade, sempre de acordo com a nossa necessidade e o nosso merecimento.
  2. Os Xangôs intermediários, tal como todos os Orixás Intermediários, possuem nomes mântricos que não podem ser abertos ao plano material.

Muitos os chamam de Xangô da Pedra Branca, Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, etc. Enfim, são nomes simbólicos para os mistérios regidos pelos Orixás Xangôs Intermediários. Só que quem usa estes nomes simbólicos não são os regentes dos pólos magnéticos da linha da Justiça, e sim os seus intermediadores, que foram “humanizados” e regem linhas de caboclos que manifestam- se no Ritual de Umbanda Sagrada comandando as linhas de trabalhos de ação e reação.

  • Eles são os aplicadores “humanos” dos aspectos positivos da justiça divina.
  • Logo, se alguém disser: “Eu incorporo o Xangô tal”, com certeza está incorporando o seu Xangô individual, que é um ser natural de 6° grau vibratório, ou um espírito reintegrado às hierarquias naturais regidas por estes Xangôs.

Nem no Candomblé se incorpora um Xangô de nível intermediário ou qualquer outro Orixá desta magnitude. O máximo que se alcança, em nível de incorporação, é um Orixá de grau intermediador. Mas no geral, todos incorporam seu Orixá individual natural, ou um espírito reintegrado às hierarquias naturais e, portanto, um irradiador de um dos aspectos do seu Orixá maior.

Xangô é associado aos números 3, 6 e 12, bem como ao Sol e ao planeta Júpiter. Seu primeiro elemento de atuação é o Fogo (que aquece, purifica, sustenta e acalenta) e o seu segundo elemento é o Ar (que expande o Fogo). Temos, na Umbanda, os: Xangôs da Pedra Branca, Xangôs da Pedra Preta, Xangôs das Sete Pedreiras, Xangô das Sete Montanhas, etc.

Que são todos eles, Orixás Intermediadores e regentes de subníveis vibratórios ou regentes de pólos energo-magnéticos cruzados por muitas correntes eletromagnéticas, onde atuam como aplicadores dos mistérios maiores, mas já em pólos localizados em subníveis vibratórios.

  • E todos estes Xangôs intermediadores são regentes de imensas linhas de trabalho, ação e reação.
  • Ou não é verdade que temos caboclos da Pedra Branca, da Pedra Preta, do Fogo, etc.? Meditem muito sobre o que aqui comentei, pois em se tratando de Orixás, é preciso conhecê-lo a partir da ciência divina ou nos perdemos no abstracionismo e na imaginação humana.

Reflitam bastante e depois consultem seus mentores espirituais acerca do que aqui estou ensinando, irmão em Oxalá. História- Xangô na África Xangô é bastante cultuado na região de Tapá ou Nupê, a terra de origem de sua família materna, segundo algumas versões históricas.

  • Xangô gosta dos desafios, que aparecem nas saudações dos seus devotos, na África.
  • Porém, o desafio é feito sempre para ratificar o poder de Xangô.
  • A imagem de poder está sempre associada a Xangô.
  • O poder real, por exemplo, lhe é devido por se tornar o quarto Alafim (rei) de Òyó, a capital política dos Nagôs-Yorubás, cidade mais importante da Nigéria.

Xangô destronou o próprio meio-irmão, Dadá-Ajaká, com um golpe militar. A personalidade paciente e tolerante do irmão desagradavam Xangô e também o povo de Òyó, que o apoiou como o seu grande rei, até hoje lembrado. É preciso observar que tudo se passou numa sociedade tribal que vivia em constantes guerras e onde o rei precisava ser guerreiro, decidido e destemido.

E Xangô é o rei que não aceita contestação, pois todos sabem de seus méritos e reconhecem que seu poder é merecido. O trono de Òyó já pertencia a Xangô por direito, pois foi seu pai, Oranian, o fundador do reino. Xangô só fez apressar sua ascensão e foi o grande Alafim de Òyó porque tomava as decisões mais acertadas e sábias e demonstrou, acima de tudo, sua capacidade para o comando e um senso de justiça muito apurado.

Suas medidas, embora impostas, eram sempre justas. Era um rei amado pelo povo, pois nos momentos de tensão respondia com eficiência e também assumia a postura de um pai. Muitas lendas destacam seu destemor e senso de justiça, sempre voltados para o bem coletivo.

  1. Xangô é o irmão mais jovem de Dadá-Ajaká e também de Obaluayê.
  2. Contudo, mais do que os vínculos de parentesco, a ligação entre Xangô e Obaluayê vem da sua origem comum em Tapá, onde Obaluayê era mais antigo que Xangô.
  3. Por respeito ao mais velho, em alguns lugares Obaluayê recebe oferendas na véspera das celebrações para Xangô.

Essa irmandade com Obaluayê vai explicar os mitos que dizem que Xangô tem aversão à doença, à morte e aos eguns e que manda seus filhos para Obaluayê e Omolu quando estão doentes ou para morrer: é que Obaluayê e Omolu regem o campo santo e são Orixás Curadores, sendo Obaluayê também o Senhor das Passagens.

  1. Não se pode falar de Xangô sem falar de poder.
  2. Xangô expressa a autoridade dos grandes governantes e também detém o poder mágico sobre o mais perigoso de todos os elementos da natureza: o fogo.
  3. Seu poder mágico reside no raio, o fogo que corta o céu e destrói na Terra, mas que transforma, protege e ilumina o caminho.

O fogo é a grande arma de Xangô e serve inclusive para castigar os que não honram seu nome; daí a crença de que alguém que teve a casa atingida por um raio está sendo castigado por Xangô. Tudo é questão de interpretação: o fogo de Xangô e as suas pedras de raio removem os desequilíbrios localizados, para trazer o equilíbrio do todo ou o bem maior.

Não se trata de castigo, mas da distribuição de Justiça e de retribuição. Diz um ditado popular: “quem deve paga e quem merece recebe”. Tudo o que se relaciona com Xangô lembra realeza: suas vestes, sua riqueza, sua forma de gerir o poder. A cor vermelha, por exemplo, sempre esteve ligada à nobreza, só os grandes reis pisavam sobre o tapete vermelho.

E Xangô pisa sobre o fogo, o vermelho original, o seu tapete. Dizem as lendas que Xangô era um homem bonito e vaidoso. Conquistava as mulheres, só com o seu “olhar de fogo”. Iansã foi sua primeira esposa e a única que o acompanhou até o fim da vida. Oxum foi a segunda esposa e a mais amada.

  • A terceira foi Obá, que amou e não foi amada, sendo capaz de “cortar a orelha esquerda” por amor ao seu rei.
  • Tudo isso para dizer que os Orixás se interrelacionam, atuam de forma conjunta e se complementam.
  • O símbolo mais tradicional de Xangô é o oxé, um machado de duas lâminas, que lembra o (símbolo) de Zeus, em Creta.

Esse machado representaria um personagem carregando o fogo sobre a cabeça. Mas também lembra a cerimônia chamada ajere, na qual os iniciados de Xangô carregam na cabeça uma vasilha cheia de furos, dentro da qual queima um fogo vivo; e ainda outra cerimônia, chamada àkàrà, durante a qual engolem mechas de algodão embebidas em azeite de dendê em combustão.

Tudo isso remete à lenda segundo a qual Xangô tinha o poder de cuspir fogo, graças a um talismã que Iansã lhe trouxe do território Bariba. Esse “talismã” de Iansã seria o elemento Ar, que Ela rege, e que expande o fogo. Em algumas situações, além do oxé, Xangô também usa um làbà, uma bolsa grande de couro ornamentado, onde guarda seus èdùn àrà, que lança sobre a terra durante as tempestades.

Os èdùn àrà são pedras neolíticas em forma de machado, as pedras de raio consideradas emanações de Xangô, e são colocados sobre um pilão de madeira esculpida (odó) consagrado a Xangô. Outra vez a referência ao fogo e agora às pedras, fazendo lembrar a atuação contundente de Xangô: o fogo que queima e destrói, mas que acalenta e depois traz a razão, o equilíbrio e uma estabilidade firme como a das pedras, dando sustentação a tudo e a todos.

  1. Em sua dança, chamada alujá, Xangô brande orgulhosamente seu oxé (machado).
  2. Assim que a cadência se acelera, ele faz um gesto de quem vai pegar, num làbá imaginário (làbá é a sua bolsa de couro), suas pedras de raio, para lançá-las sobre a terra.
  3. Suas danças são acompanhadas por um tambor em forma de ampulheta (bàtá), que é pendurado no pescoço dos tocadores por uma tira de couro.

Seus tocadores, os olúbatá, batem com uma tira de couro no lado menor do tambor para fazer vibrar o instrumento, e com a mão fazem pressões mais ou menos fortes do outro lado, para obter os tons da língua yorubá. No Recife, o nome Xangô designa o conjunto de cultos africanos.

  1. Lendas de Xangô 1- Xangô e seu Reino Xangô era filho de Oranian, valoroso guerreiro, cujo corpo era preto à direita e branco à esquerda.
  2. Homem valente à direita e à esquerda.
  3. Homem valente em casa e na guerra.
  4. Oranian fundou o Reino de Oyó, na terra dos Nagôs-Yorubás.
  5. Durante suas guerras, ele sempre passava por Empê, território Tapá, cujo rei fez uma aliança com Oranian e lhe deu a filha em casamento.

Desta união nasceu Xangô. Na sua infância em Tapá, Xangô só pensava em encrenca. Encolerizava-se facilmente, era impaciente, adorava dar ordens e não tolerava nenhuma reclamação. Só gostava de brincadeiras de guerra e de briga. Já crescido, seu caráter valente o levou a partir em busca de aventuras gloriosas.

  1. O primeiro lugar que Xangô visitou chamava-se Kossô.
  2. Ali chegando, despertou o temor do povo, que desejou mandá-lo embora, dada a sua aparência de guerreiro brutal, petulante e desordeiro.
  3. Mas Xangô os ameaçou com seu oxé.
  4. Sua respiração virou fogo e ele destruiu algumas casas com suas pedras de raio.
  5. Então, todos de Kossô vieram pedir-lhe clemência, gritando: “Kabiyesi Xangô, Kawo Kabiyesi Xangô Obá Kossô! (significado: Vamos todos ver e saudar Xangô, Rei de Kossô!”).

E assim Xangô tornou-se rei de Kossô, passando a fazer de tudo pela comunidade, com alma e dignidade. Mas Xangô se cansou daquela vida calma e partiu novamente. Chegou à cidade de Irê, onde morava Ogum, o terrível guerreiro e poderoso ferreiro. Ogum estava casado com Iansã, Senhora dos ventos e das tempestades, que toda manhã acompanhava e ajudava o marido, carregando suas ferramentas para a forja.

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Xangô gostava de sentar-se ao lado da forja para ver Ogum trabalhar. Vez por outra, Xangô olhava para Iansã que, furtivamente, também o espiava. Xangô era vaidoso e elegante. Impressionada pela distinção e pelo brilho de Xangô, Iansã fugiu com ele e tornou-se sua primeira mulher. Xangô volta para Kossô, por pouco tempo.

Depois segue com seus súditos para Oyó, o reino fundado por seu pai. Lá encontrou o trono ocupado pelo irmão mais velho, chamado Dadá-Ajaká, um rei pacífico, que amava a beleza e as artes. Xangô instalou-se em Oyó, em um novo bairro que chamou de Kossô, assim conservando seu título de Obá Kossô (Rei de Kossô).

Xangô guerreava para seu irmão e expandiu o reino de Oyó para os quatros cantos do mundo. Xangô então destronou Dadá-Ajaká e se fez rei, sendo assim saudado: “Kabiyesi Xangô Alafin Oyó Alayeluwa!” – que significa: Viva o Rei Xangô, dono do palácio de Oyó e senhor do mundo. Xangô construiu um palácio com cem colunas de bronze.

Tinha um exército de cem mil cavaleiros. Vivia entre seus filhos e suas esposas: Iansã, sua primeira mulher, bonita e ciumenta; Oxum, sua segunda mulher, coquete e dengosa; e Obá, sua terceira mulher, robusta e trabalhadora. Sete anos mais tarde veio o fim do seu reino: Xangô, acompanhado de Iansã, subiu a colina de Igbeti, cuja vista dominava seu palácio.

Ele queria experimentar uma nova fórmula que inventara para lançar raios. Mas a fórmula era tão boa que destruiu todo o seu palácio! Adeus mulheres, crianças, servos, riquezas, cavalos, bois e carneiros! Tudo havia sido fulminado, espalhado e reduzido a cinzas Xangô, desesperado, e seguido apenas por Iansã, voltou para Tapá.

Mas chegando a Kossô, seu coração não suportou tanta tristeza, pela destruição de seu reino. Xangô então bateu violentamente com os pés no chão e afundou dentro da terra. Oxum e Obá se transformaram em rios. E todos se tornaram Orixás; sendo Xangô o Orixá do trovão.

  1. E aqui se vê o ciclo da movimentação de Xangô pela Criação, pelos 7 Sentidos da Vida (pois 7 anos durou seu reinado) e sua atuação onde haja uma necessidade de justiça, de equilíbrio e de uma organização que beneficie a todos.
  2. E Xangô “viaja com os ares de Iansã”, sua primeira mulher; depois “encontra seu amor em Oxum”; então “recebe a força do trabalho dedicado e concentrado de Obá”; e finalmente “volta aos ares de Iansã para espalhar seu fogo e seus raios”, tornando-se um Orixá, ao mesmo tempo em que suas mulheres.

Isso mostra, outra vez, o trabalho conjunto e simultâneo das Divindades de Deus em favor da nossa evolução.2- A justiça de Xangô Certa vez, Xangô e seus exércitos enfrentaram soldados inimigos que tinham ordens superiores de não fazer prisioneiros. As ordens eram para aniquilar o exército de Xangô.

E assim foi feito: os que caíam prisioneiros eram mortos, mutilados, e tinham seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que, num movimento rápido, bateu com seu machado na pedra, provocando faíscas que mais pareciam raios. Quanto mais ele batia, mais os raios ganhavam forças, e mais inimigos eram abatidos.

Tantos foram os raios, que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Os ministros de Xangô pediam para os vencidos o mesmo tratamento que seus guerreiros haviam recebido: mutilação, destruição total.

  • Mas Xangô não concordou, dizendo: “- Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça.
  • Eram guerreiros cumprindo ordens.
  • Seus líderes é que devem pagar!” E levantou seu machado em direção ao céu, gerando uma série de raios dirigidos contra os líderes, destruindo-os completamente.
  • Em seguida, libertou todos os prisioneiros que, fascinados pela sua maneira de agir, passaram a seguir Xangô e a fazer parte de seus exércitos.

Essa lenda fala do domínio de Xangô no campo da Justiça; a Justiça que não se engana e que alcança a tudo e a todos, na justa medida.3-Oxalá – Pai de Xangô Sàngò, filho de Obatalá, era um jovem rebelde e vez por outra saía pelo mundo botando fogo pela boca, queimando cidades e fazendo arruaça.

  • Obatalá era informado de seus atos, recebendo queixas de todas as partes da terra, e alegava que o filho era assim por não ter sido criado junto dele; mas que algum dia conseguiria dominá-lo.
  • Certo dia, Sàngò estava na casa de Obá e deixou seu cavalo branco amarrado junto à porta da casa.
  • Obatalá e Odudua passaram por lá, viram o animal e o levaram.

Ao sair, Sàngò deu pela falta do animal e, enfurecido, saiu em sua busca, perguntando aqui e acolá. Numa vila próxima, informaram-lhe que dois velhos estavam levando consigo o animal, o que deixou Sàngò ainda mais colérico. Alcançou os dois velhos e, ao tentar agredi-los, percebeu que eram Obatalá e Odudua.

Obatalá levantou seu opaxorô (cajado) e ordenou: “Sàngò kunlé, foribalé”. Desarmado, Sàngò atirou-se ao chão, em total submissão a Obatalá. Tinha consigo seu colar de contas vermelhas, que Obatalá arrebentou, a elas misturando suas contas brancas e dizendo: “Isto é para que toda a terra saiba que você é meu filho”.

Daquele dia em diante, Sàngò submeteu-se às ordens do velho rei. Essa lenda nos fala do campo de atuação de cada Orixá. Um Orixá não é maior que outro. Existe um “respeito” entre Eles. Cada Orixá tem uma atribuição na Criação, e assim devemos amá-los, respeitá-los e reverenciá-los.4-Xangô entrega seus filhos a Obaluayê e Omolu Diz uma lenda que, apesar de ser um grande guerreiro, justo e conquistador, Xangô detesta doenças, a morte e tudo aquilo que já morreu.

  • É avesso a eguns.
  • Admite-se até que seja uma espécie de “ímã de eguns”, daí sua aversão a eles.
  • Xangô costuma entregar a cabeça de seus filhos a Obaluayê e Omolu sete meses antes de morrerem, tal o grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.
  • Esse mito destaca o campo de atuação de Obaluayê e Omolu no campo santo e Suas regências sobre a doença, a morte e as passagens.

Características dos filhos de Xangô Fisicamente, um filho de Xangô tem o corpo muito forte e com tendência à obesidade. Mas sua boa constituição óssea suporta o físico avantajado. No positivo: Os filhos de Xangô têm muita energia, auto-estima e a consciência de serem importantes e respeitáveis.

São fortes, um tanto autoritários, ousados, cheios de iniciativa, obstinados, agem com estratégia e conseguem o que querem. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Tudo o que fazem marca de alguma forma sua presença. Fazem questão de viver ao lado de muita gente e não gostam de ser esquecidos.

Muito racionais e meditativos, quando emitem sua opinião é para encerrar o assunto. Conscientemente, são incapazes de ser injustos com alguém. O poder e o saber são os seus grandes objetivos. Quem tem a proteção de Xangô sente que nada nem ninguém abatem um filho desse Orixá.

Podem até conseguir levá-lo ao fundo do abismo, mas depois de algum tempo ele renasce com mais vigor e volta a enfrentar o mundo de peito aberto, sem medo. Os filhos de Xangô estão sempre cercados de muitas mulheres. Mas a tendência é que aqueles que decidem ao seu lado sejam sempre homens. Quando se apaixonam, fazem de tudo para conquistar a pessoa amada.

Têm um forte senso de justiça, sabem ouvir, ponderar e apaziguar. Não toleram mentiras, desonestidade e corrupção. São passivos, racionais, meditativos, observadores, atentos, pouco falantes e geniais. Apreciam a leitura, a música, os discursos, a boa companhia e a companhia de mulheres vivas e ligeiras, o aconchego do lar e a boa mesa.

Gostam de se vestir bem, mas com sobriedade Não apreciam festas arrivistas, reuniões emotivas, companhias desequilibradas e pessoas apáticas, egoístas e soberbas. No negativo: Tornam-se calados e fechados, não abrem mão das suas opiniões, são ranzinzas, vingativos e intratáveis. Quando oferendar: Para pedir a cura de desequilíbrios emocionais, o desenvolvimento do senso de justiça e agir com a razão equilibrada; para obter o amparo da Justiça Divina em todas as situações de conflitos e quando estamos sendo alvo de magias negativas ou sofrendo atuações negativas cármicas; para obter auxílio em questões judiciais que estejam se arrastando; para obter a expansão equilibrada e estável dos nossos projetos de vida.

Também para agradecer a proteção recebida em qualquer dessas situações. Amaci: Água de cachoeira com hortelã macerada e curtida por três dias. Oferenda: Velas brancas, vermelhas e marrons; cerveja escura, vinho tinto doce e licor de ambrosia; flores diversas (cravos vermelhos, flores do campo marrons ou vermelhas, palmas vermelhas, rosas vermelhas, etc.).

Também é costume incluir-se numa oferenda para Xangô o dendê, pimentas dedo de moça e cumbucas com álcool, tudo simbolizando o elemento fogo. Local para a oferenda: uma cachoeira, montanha ou pedreira. Cozinha ritualística: 1) Amalá – É feito de várias maneiras. Dois exemplos: a) Cortar em lascas 12 quiabos e colocar numa gamela.

Acrescentar 1 colher de sopa de açúcar cristal e cerca de 1 copo de água, aos poucos. Apoiar a gamela na altura do peito (tórax) e bater a mistura com a mão direita, saudando o Orixá e a Ele apresentando os elementos, e fazendo seus pedidos. A mistura vai “espumar” um pouco e vai engrossar ligeiramente; b) Amalá feito com quiabo cortado, que é acrescentado a um refogado de cebola ralada, camarão, sal, dendê (ou azeite doce).

Oferecer numa gamela forrada com massa de acaçá ou recoberta de orégano.2) Caruru: 250 g de camarão seco, 1 xícara de castanha de caju moída, igual medida de amendoim torrado e moído, 1 cebola ralada, 3 tomates sem pele e sem semente, 1 maço de cheiro verde picado, 1 litro de água fervente, 1 kg de quiabo cortado em cruz, sal e pimenta-do-reino, 1 xícara de dendê.

Lave o camarão para retirar o excesso de sal e deixe de molho por 1 hora. Passe no liquidificador. Junte a castanha, o amendoim, a cebola e os tomates picados e bata de novo. Adicione o cheiro verde picadinho e reserve. Lave bem os quiabos, escorra, coloque-os em água fervente e ponha sal e pimenta.

Ferva por 10 minutos. Acrescente a mistura de camarão e temperos. Deixe no fogo por 20 minutos, mexendo sempre. Nos 5 minutos finais, junte o dendê. Acompanhamentos: arroz, farofa de dendê, vatapá, xinxim de galinha. Servir numa gamela forrada com folhas de louro fresco e polvilhada com orégano.3) Rabada com polenta – Ingredientes: tomate, cebola, pimenta dedo de moça, azeite de dendê (para os refogados); 1 rabada; 1 kg de quiabos; 1 polenta.

Preparo: Refogar tomate, cebola e pimenta dedo de moça, num pouquinho de dendê. Cozinhar a rabada e separar o caldo. Preparar à parte uma polenta e colocar numa gamela. Colocar os pedaços da rabada sobre a polenta. No caldo que ficou do cozimento da rabada, cozinhar ligeiramente os quiabos cortados em rodelas.

Separar 12 quiabos inteiros e crus, para a decoração. Colocar o quiabo refogado por cima da rabada que está na gamela. Decorar com os 12 quiabos inteiros, com as pontas para fora. Esses 12 quiabos simbolizam os 12 Ministros ou as 12 Qualidades de Xangô. Regar com um fio de dendê. Observação: Pode-se substituir a rabada por carne de peito de boi.4) Quiabo refogado em rodelas e enfeitado com 12 camarões cozidos e passados no azeite de dendê.5) Dobradinha temperada com cebola passada no dendê e enfeitada com 12 pimentas dedo de moça.

Alguns Caboclos de Xangô: Caboclo 7 Montanhas (de Oxalá e Xangô), Caboclo 7 Pedreiras (Oxalá/Xangô), Caboclo da Pedra Preta (Xangô/Omolu), Caboclo da Pedra Branca (Oxalá/Xangô), Caboclo do Fogo, Caboclo Pedra do Sol, Caboclo Pedra de Fogo, Caboclo Rompe Montanha (Ogum/ Xangô), Caboclo Rompe Serra (Ogum/Xangô), Caboclo Pedra Vermelha (Oxalá/Xangô), Caboclo do Sol, Caboclo Caramuru.

TRONO Trono Masculino da Justiça
Linha Justiça
Fator Graduador (fator puro) e Equilibrador (fator misto)
Essência Ígnea.
Elemento Fogo e Ar
Polariza com Egunitá (formando um par puro no elemento Fogo) e também com Iansã (formando um par misto, onde Xangô é o Fogo e Iansã é o Ar).
Cor Marrom, dourado, vermelho, vermelho e branco.
Fio de Contas Marrons leitosas; ou marrons e vermelhas alternadas; ou vermelhas e brancas alternadas.
Ferramentas O machado de dois gumes (Oxé) e a balança
Ervas Alfavaca roxa, alumã, angelicó (mil homens), aperta-ruão, azedinha (trevo azedo, ou três corações), azougue, bananeira, beti cheiroso, boldo baiano (ou orô), cafeeiro, caferana, cavalinha (ou milho de cobra), caruru, cordão de frade, eritina (ou mulungu), erva das lavadeiras (ou melão de São Caetano), erva de São João, Erva de Santa Maria, erva grossa (ou fumo bravo), erva de bicho, erva tostão, goiabeira, hortelã, jarrinha, levante, manjericão roxo, mimo de Vênus (ou amor agarradinho), morangueiro, musgo de pedreira, nega-mina, noz moscada, panacéia, pára-raio, pau de colher (ou leiteira), pau-pereira, pessegueiro, pixirica (ou tapixirica), romã, sensitiva (ou dormideira), taioba, taquaruçu (ou bambu amarelo ou bambu dourado), tiririca, umbaúba, urucu, xequelê.
Símbolos O machado duplo ou de dois cortes (Oxê), a estrela de seis pontas, a balança, o Livro das Leis.
Ponto na Natureza As montanhas, as pedreiras, a beira da cachoeira
Flores Flores do campo marrons e vermelhas, cravos vermelhos e brancos, palmas e rosas vermelhas.
Essências Mirra, cravo.
Pedras Jaspe vermelho, bauxita, pedra do sol. Dia indicado para consagração: 4ª-feira. Hora indicada: 07 horas
Metais e Minérios Metais : Cobre, bronze, latão. Minério: Pirita- Dia indicado para consagração: 5ª-feira- Hora indicada: 09 horas.
Saúde Próstata, testículos, ovários, rins, bexiga, intestinos grosso e delgado, apêndice, vértebras lombares, área pélvica e os líquidos do nosso organismo (sangue, sucos gástricos, esperma e o processo relacionado com o ciclo menstrual feminino).
Planeta Júpiter e Sol
Dia da Semana Quinta Feira
Chacra Umbilical
Saudação “Kaô Kabecile!” (ou Kawó kabiyèsílé!), que significa: “Venham ver o Rei descer sobre a terra!”
Bebida Cerveja preta, vinho tinto doce, vinho tinto seco, licor de ambrosia, água mineral
Animais Leão, tartaruga, carneiro
Comidas Goiaba vermelha, marmelo, limão, mamão, manga rosa, ameixa preta, pêssego, melão, melancia, abio, abricó, caqui, fruta do conde, cajá-manga (ou cajamanga), jambo, jerimum, quiabo.
Números 03, 06 e 12
Data Comemorativa 24 de junho
Sincretismo São João Batista, celebrado em 24 de junho, Também São Jerônimo (Xangô Agodô). Alguns o sincretizam ainda com São Pedro e com Moisés.
Incompatibilidades Caranguejo, doenças.
Qualidades Alufan – Veste branco e suas ferramentas são prateadas. É idêntico a um Airá e às vezes é confundido com Oxalufan. Alafin – É o dono do palácio real, governante de Oyó. Vem numa parte de Oxalá e caminha com Oxaguian. Afonjá – É o Xangô da casa real de Oyó. Fulmina seus inimigos com o raio, pois recebeu o talismã mágico de Iansã, a mandado de Obatalá. Recebe oferendas com Yemanjá, sua mãe. Está sempre em disputa com Ogum, ora pelo amor da mãe, Yemanjá, ora pelo amor de Iansã, Oxum e Obá, suas eternas mulheres. É o Patrono de um dos terreiros mais tradicionais e antigos da Bahia, o Axé Opô Afonjá. Aganju – Significa terra firme. Tem perna de pau e é casado com Yemanjá. É o filho mais novo de Oranian. É aquele que leva o coração do inimigo na ponta da lança. Agogo / Agodo / Ogodo – Inclinado a dar ordens e a ser obedecido, foi ele quem raptou Obá. Recebe oferendas com Yemanjá. Segura dois Oxês (machados). Sua pedra de raio tem dois gumes. Lança raios e fogo sobre seu próprio reino e o destrói. Baru – Veste-se de marrom e branco. Recebeu de Oxalá um cavalo branco como presente. Passado um tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado por sete anos num calabouço. Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres de Baru. Com a ajuda dos babalawôs, Xangô Baru descobriu seu pai, Oxalá, preso no palácio. Naquele dia mesmo, Baru e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande Orixá da Criação. Neste mito, Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo. Badè – Corresponde ao Xangô jovem dos nagôs. É o irmão de Loko. Usa roupa azul com faixa atada atrás. Jakuta – É aquele que atira as pedras, é a encarnação dos raios e trovões. É a própria ira de Olorun, o Deus Criador. Seu reino foi atacado por guerreiros de povos distantes, quando seus súditos descansavam e dançavam ao som dos tambores. Houve muita correria, mortes e saques. Jakuta escapou para a montanha, seguido de seus conselheiros, de onde acompanhava o sofrimento de seu povo. Irado, chamou Iansã, sua mulher, que chegou com o vento, a tempestade e seus raios. Os raios de Iansã caíram como pedras do céu, causando medo aos invasores, que fugiram em debandada. Mais uma vez, Jakuta foi acudido por Iansã, que lhe deu o poder sobre as pedras de raio. Koso ou Obakossô – Em sua passagem pela cidade de Kossô, Xangô recebe o nome de Obakossô, ou seja, o rei de Kossô. Depois de passar por Tapá, Xangô refugiou-se na cidade de Kossô, mas a dor de haver destruído seu povo o levou a suicidar-se. No momento da morte de Xangô, Iansã chegou ao Orum e, antes que Xangô se tornasse um egun, pediu a Olodumare que o transformasse num Orixá. E assim, diz o mito, Xangô tornou-se um Orixá. Oranifé – É o justiceiro reto e impiedoso, que mora na cidade de Ifé. É muito conhecido pelo seu temperamento imperioso e viril. Não perdoa os erros de seus filhos. Airá Intile – É o filho rebelde de Obatalá. É dele o mito que conta a primeira vez que Airá Intile se submeteu a alguém. Airá tinha sempre ao pescoço colares de contas vermelhas que Obatalá desfez, alternando as contas encarnadas com as contas brancas dos seus próprios colares. Obatalá entregou a Intile o seu novo colar, vermelho e branco. Daquele dia em diante, todos saberiam que ele era seu filho. Para terminar, Obatalá fez com que Airá Intile o levasse de volta ao seu palácio pelo rio, carregando-o nas costas. Airá Igbonam (Agoynham) ou Ibonã – É considerado o pai do fogo. Tanto é assim, que na maioria dos terreiros, no mês de junho de cada ano, acontece a fogueira de Airá, rito em que Ibonã, sempre acompanhado de Iansã, dança e canta sobre as brasas escaldantes das fogueiras. Airá Mofe, Osi ou Adjaos – É o eterno companheiro de Oxaguiã. Os Airás são as qualidades de Xangôs muito velhos. Vestem-se de branco, usam segi (contas azuis), em lugar dos corais vermelhos, e são originários da região de Savê. Mas há quem considere que Airá seria um Orixá diferente, e não uma qualidade de Xangô.
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Quem é o chefe dos caveiras?

Falange dos Caveiras “Êeeeee Caveira, firma seu ponto na folha da bananeira, Exu Caveira!” Provavelmente, quem tem o costume de frequentar as giras de exu, já ouviu e cantou esse ponto. E, particularmente, em nossa Casa, ele anuncia a chegada da Falange dos Caveiras, formada pelas entidades trabalhadoras ligadas à Calunga Pequena, mais conhecida como campo-santo ou cemitério.

Sob o comando de D. Rosa Caveira, em nossa Casa, eles vêm prontamente prestar a caridade com muita força e disciplina. Comparando às outras entidades da Umbanda, muitos acham que os Caveiras são intimidadores, um pouco “carrancudos” e um tanto diretos na forma de se expressarem. Mas, na verdade, por trás dessa aparência endurecida, existe um espírito de muita bondade, capaz de, literalmente, ir até as profundezas das trevas e acender a luz do amor divino e misericordioso, auxiliando, com seus conselhos, a condução do destino de todos nós.

Nas palavras de Norberto Peixoto, em sua obra Exu, o poder organizador do caos, “os Exus Caveira atuam no limite entre a vida carnal, que se esvai, e a vida além-túmulo, que inicia.” Dentre as atribuições dos Caveiras, podemos mencionar a defesa e proteção da energia advinda do desencarne, impedindo que possa ser absorvida ou utilizada como alimento dos espíritos que ainda não encontraram o caminho da Luz.

  1. Para isso, não se furtam em exterminar o mal com coragem e destreza, procurando sempre agir com rigor e justiça na aplicação das leis divinas.
  2. A falange dos Caveiras é regida por Exu Caveira.
  3. Diz a lenda que, no início da criação dos seres humanos, ele habitou as águas sagradas das quais Oxalá criou tudo o que vemos e não vemos em nosso planeta.

Por fim, recebeu de Oxalá a missão de cuidar do desencarne na vida humana, como desdobramento de Omulu. Conta-se que Exu Caveira viveu na Terra há pouco mais de trinta mil anos e tendo encontrado tudo desolado, precisou se alimentar de um óleo que brotava no chão para sobreviver, fato esse que pode explicar a utilização do azeite de dendê como um dos elementos de seus fundamentos.

Uma das encarnações mais conhecidas, de um dos integrantes da Falange dos Caveiras, foi no Egito, em torno dos anos 670 d.c. e 700 d.C., de um pastor que chamava-se Próculo, que vivia em uma aldeia simples, de família humilde. Na juventude, apaixonou-se por uma moça e para poder pedi-la em casamento e pagar o seu dote, trabalhou duro a fim de acumular riquezas.

No entanto, acabou sendo traído pelo seu irmão que, antes dele, pediu a mesma moça em casamento. Próculo tornou-se um homem rico e conseguiu adquirir metade da aldeia onde morava, tornando-a muito próspera em comparação às aldeias vizinhas. Movidas pela inveja, essas aldeias resolveram atacar a aldeia de Próculo, aniquilando a grande maioria dos habitantes.

Mesmo com apenas 49 habitantes, a aldeia de Próculo decidiu contra-atacar. Logo, todos, inclusive Próculo, foram capturados e acabaram sendo queimados vivos. Assim, esses 49 espíritos de homens e mulheres que desencarnaram naquele dia, formaram a primeira das Falanges dos Caveiras, a Falange de Tata Caveira.

Dentre os integrantes de outras Falanges dessa linha, os principais são:, João Caveira, José Caveira, Sete Covas, Meia-noite, Pombagiras Rosa Caveira, Maria Quitéria, Sete Ossos, Sete Catacumbas, entre outros. Já na esfera espiritual, ao receberem o chamado para a caridade, pediram a Zambi (Oxalá) que viessem com a aparência de seu último desencarne.

  1. Por esse motivo são chamados de falange dos Caveiras.
  2. Muitos aparecem como um grande esqueleto, com as mãos em forma de garras, vestindo uma capa preta com capuz.
  3. Outros, aparecem com o crânio metade caveira, metade humano.
  4. Trazem nas mãos algumas ferramentas, como foice, cetro, tridente, variando conforme o tipo de trabalho a ser feito.

“Não tenha medo do meu corpo esquelético, porque posso ser seu amigo e auxiliá-lo a subir, a galgar novos degraus na sua escala evolutiva. Mas também posso ser aquele que aplicará a Lei de Deus, deixando-os nas trevas até que você se reforme interna e consciencialmente.

  • Só dependerá de você, tenha certeza! Por isso, encerro essa mensagem suplicando a todos os humanos encarnados que joguem o preconceito para baixo dos seus pés, para bem fundo, a fim de que caia onde deve ficar, nos domínios da ignorância.
  • E que olhem para o Alto, elevem o pensamento ao Pai e se comprometam em contribuir para a constante evolução da Criação.

Deixe o amor fluir. Então, olhará para mim e verá um amigo, um irmão que quer ajudá-lo a trilhar seu caminho sem percalços. Venha! E, se precisar, apoie-se no meu cetro. Ele estará sempre à sua disposição, desde que queira ser mais um filho de Deus atuando dentro e em prol da Lei d’Ele.

Eu sou Exu Caveira!” (André Cozta, pelo Senhor Exu Caveira) Salve a Falange dos Caveiras! Laroiê Exu! *Citação extraída da obra O Anfitrião do Campo-Santo, de André Cozta.

: Falange dos Caveiras

Quais os nomes de Pomba Gira?

Quais os nomes de Pombagira? – Pombagiras Conhecidas – As mais conhecidas são Pombagira Rainha, Maria Padilha, Pombagira Sete Saias, Maria Molambo, Pomba Gira da Calunga, Pombagira Cigana, Pombagira do Cruzeiro, Pombagira Cigana dos Sete Cruzeiros, Pombagira das Almas, Pombagira Maria Quitéria, Pombagira Dama da Noite, Pombagira Menina, Pombagira Mirongueira e Pombagira Menina da Praia.

  1. Maria Padilha, talvez a mais popular, é vista como o espírito de uma mulher muito bonita, branca, sedutora, e que em vida teria sido prostituta grã-fina ou cortesã influente.
  2. A escritora e professora de literatura Marlyse Meyer publicou em 1993 o livro Maria Padilha e toda sua quadrilha: de amante de um rei de Castela a Pomba-Gira de Umbanda, no qual conta a história de uma amante de Pedro I (1334-1369), rei de Castela, chamada Maria Padilha.

Seguindo uma pista da historiadora Laura Mello e Souza (1986), Meyer vasculha o Romancero General de romances castelhanos anteriores ao siglo XVIII, depois documentos da Inquisição e constrói a trajetória de aventuras e feitiçaria de uma tal de Dona Maria Padilha e toda a sua quadrilha, de Montalvan a Beja, de Beja a Angola, de Angola a Recife e de Recife para os terreiros de São Paulo e de todo o Brasil.

  • O jovem amante foi morto e ela levada de volta ao pai que cuspiu em seu rosto e a expulsou de casa para sempre.
  • Como tinha uma filha pequena, a quem devia sustentar, Rosa Maria, este era seu nome, submeteu-se a trabalhar em casa de parentes na cidade de Olinda.
  • Com a morte da filha, de novo viu-se na rua, prostituindo-se para sobreviver.

Tuberculosa e abandonada, foi enfim buscada por parentes para receber a herança deixada pelos pais mortos. Rica, teria então se dedicado à caridade até sua morte, quando então, no outro mundo, conheceu Maria Padilha e entrou para a linha das Pombagiras.

O que o Exu Caveira faz na vida de uma pessoa?

Como Exu Caveira auxilia a vida das pessoas? Sua principal função é o combate às energias negativas. Ele também faz o necessário para que os espíritos desencarnados não regridam em seus conhecimentos e possam evoluir.

Qual o verdadeiro nome de Exu Caveira?

Como Exu Caveira auxilia a vida das pessoas? – Sua principal função é o combate às energias negativas. Ele também faz o necessário para que os espíritos desencarnados não regridam em seus conhecimentos e possam evoluir. Embora ele possa auxiliar os seres humanos em assuntos como sorte, dinheiro e amor, seu objetivo maior será sempre tratar de assuntos voltados ao desencarne.

Entretanto Exu Caveira é amigo e companheiro, capaz de realizar verdadeiros milagres e, caso mereçamos, de nos proteger para que não façamos uso indevido do nosso livre-arbítrio.1- Exu Caveira “Portão de ferro, cadeado de madeira (2x) Oi, no portão do cemitério quem manda é Exu Caveira (2x)”.2- Ê, Caveira “Ê, Caveira, firma seu ponto na folha da bananeira, Exu Caveira! (x2) Quando o galo canta é madrugada Foi Exu na encruzilhada, batizado com dendê Rezo uma oração de trás pra frente Eu queimo fogo e a chama ardente aquece Exu, Ô, Laroiê! Eu ouço a gargalhada do Diabo É Caveira, o enviado do Príncipe Lúcifer É ele quem comanda o cemitério Catacumba tem mistério, seu feitiço tem axé Ê, Caveira! Ê, Caveira, afirma ponto na folha da bananeira Exu Caveira! Na Calunga, quando ele aparece Credo em cruz, eu rezo prece pra Exu, o dono da rua Sinto a força deste momento E firmo o meu pensamento nos quatros cantos da rua Eu peço a ele que me proteja Onde quer que eu esteja ao longo desta caminhada Confio em sua ajuda verdadeira Ele é Exu Caveira, o Senhor das Encruzilhadas Ê, Caveira! Ê, Caveira, afirma ponto na folha da bananeira Exu Caveira!”.3- Laroyê, Exu Caveira “Na Calunga, quando ele aparece, Credo e cruz, eu rezo prece pra Exu, dono da rua.

Sinto a força deste momento, E firmo o meu pensamento nos quatros cantos da rua. E peço a ele que me proteja, Onde quer que eu esteja ao longo desta caminhada. Confio em sua ajuda verdadeira, Ele é Exu Caveira, Senhor das Encruzilhadas. Laroyê, Exu Caveira!” Oração para a saúde “Estou enfermo(a), preciso de sua ajuda verdadeira.

  1. Sei que sofreu muito em vida, sofreu pelos caminhos que passou, da forte poeira áspera, somente ossos lhe restou, mas é neste momento de muita dor e aflição que imploro a sua proteção.
  2. Cure-me de todos os males, seu Caveira, por favor! Sei que na sua morada não tem cumeeira, mas tem uma forte porteira.

Sabendo que o sal queima como fogo, lançarei pedras de sal numa fogueira e certo(a) estarei que ficarei curado(a) de todo o mal, com fé nas suas forças, Exu Caveira.” Reza ao Exu Sete Caveiras “Salve Exu Sete Caveiras, Salve morador da kalunga, Salve guardião dos espíritos caídos que residem nos domínios de Pai Omolu, Nesta hora eu evoco sua presença para que me cubra com o seu manto negro, absorvendo todas as doenças do meu espírito.

  • Sete Caveiras, acolha os meus pedidos, para que, dentro das suas sete vibrações, eu encontre uma solução.
  • Guardião da kalunga, guarda minha casa com sua falange para que eu não possa ser atingido por inimigos visíveis e invisíveis.
  • Salve Exu, salve Sete Caveiras, salve morador da kalunga, salve guardião dos espíritos caídos que reside nos domínios de Pai Omolu”.

Por fim, embora haja muitos boatos de que o Senhor Exu Caveira é mau, principalmente por causa da sua aparência, isso não passa de história mal-contada. Esse ser é muito importante para a evolução dos espíritos humanos e trabalha a caridade para ver cada vez mais espíritos alcançando o caminho da luz.

  1. Como citado anteriormente, entre as diversas histórias sobre o surgimento de Exu Caveira, a mais conhecida é sobre a vivência que ele teve no Egito.
  2. Seu nome era Próculo e ele vivia em uma aldeia próspera quando comparada com as demais.
  3. Certo dia, por conta da inveja, o local foi atingido pelas aldeias vizinhas e Próculo foi queimado vivo junto com 49 pessoas.

Essas, que desencarnaram junto com ele, formaram a falange principal de Exu Caveira. Nessa composição repleta de exus, Exu Caveirinha é um deles. É muito comum que associem o nome Exu Caveira a Exu Caveirinha, como se fossem um só. Porém, é importante reforçar o tipo de ligação que eles têm e o que os difere.

Qual o orixá de Maria Padilha?

Sub-falanges – Entre as diversas sub-falanges estão:

  • Maria Padilha do Cruzeiro das Almas – de -/
  • Maria Padilha da Encruzilhada – Linha de
  • Maria Padilha do Cemitério – Linha de Omolu-Obaluaê
  • Maria Padilha da Calunga – Linha de /
  • Maria Padilha das Sete Catacumbas / Sete Tumbas – Linha de Omolu-Obaluaê
  • Maria Padilha da Navalha – Linha de Oxum
  • Maria Padilha das Sete Saias – Linha de Oxum

Na cidade brasileira de (), existe desde o início do uma tradicional festa em homenagem à entidade, comandada pelo Tony de Iemanjá. Em 2016, durante o ensaio técnico da, entre os preparativos, a atriz, da, se vestiu como Maria Padilha, causando muita repercussão e alguns episódios de nas,

Quem recebe Maria Mulambo?

Seus protegidos. Por conta de sua história de vida, a pombagira protege aqueles que sofrem no relacionamento amoroso. Mas não faz amarrações: apenas orienta mulheres e homens apaixonados e ajuda a desmanchar feitiços.

O que significa Mulambo na Bíblia?

Significado de Mulambo (O que é, Conceito e Definição) Mulambo, ou molambo, significa farrapo, e é um termo de origem angolana. Mulambo surgiu inicialmente com os escravos, na época da escravatura, e depois começou a ser usado com um sentido pejorativo, para designar uma pessoa suja, mal arrumada.

  1. Mulambo é um termo que surgiu na Angola, na época da escravatura, os angolanos vieram para o Brasil, e eles eram chamados de mulambos pelos Senhores de Engenho, os patrões das fazendas.
  2. Mulambo era utilizado pois os escravos usavam roupas maltrapilhas, sujas, velhas, e mesmo após o fim da escravidão algumas palavras das raízes africanas se mantiveram, como mulambo.

Atualmente, mulambo é utilizado em um sentido pejorativo, mulambo é aquele indivíduo que usa peças rasgadas, e a pessoa que usa esse tipo de roupa é chamado também de mulambento. : Significado de Mulambo (O que é, Conceito e Definição)

Como oferecer uma rosa a pomba gira?

Rosas vermelhas e mel para Pomba Gira Em primeiro lugar, leve um litro de água ao fogo e acrescente sete pétalas de rosas vermelhas e três colheres de mel. Deixe a mistura fervendo por cerca de 10 minutos. Passado esse tempo, coe a mistura, assim separando as pétalas de rosas vermelhas.

O que significa uma caveira é uma rosa?

Caveira com rosas – As rosas representam amor, beleza interior, fé e devoção. A caveira quando vem junto com rosas, ela tem um sentido de amor às origens, de respeito pela ancestralidade e pelas tradições. É um símbolo relacionado à fé, ao amor pelas raízes.

A caveira com as rosas são uma metáfora da brevidade da vida em contraposição à eternidade da alma. As rosas são um símbolo de vida e beleza, mas são efêmeras e podem brotar sobre despojos mortais. A caveira com rosas tem associação com esta ideia de se viver a beleza de uma vida breve e aceitar a inexorável chegada da morte.

As caveiras com rosas além de lindas trazem esse significado incrível. Para quem ama a vida, aceita morte e respeita a sua ancestralidade, essa é uma tattoo perfeita!

Arte criada por Felipe Ferrari

Quem é dona Rosa?

Dona Rosa: exemplo de saúde e qualidade de vida na Melhor Idade Uma das mais célebres figuras esportivas de Lorena esteve em rede nacional mostrando seu exemplo de vida e saúde. Rosa Barbosa, a simpática “Dona Rosa”, atleta da SEJEL (Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer de Lorena), participou na última segunda-feira (09) do programa “Vivíssima”, da TV Aparecida, comandado pela apresentadora Viviane Romanelli.

  • A pauta do programa abordou sobre o envelhecimento.
  • Dona Rosa tem 64 anos e uma bela história de vida.
  • Há cerca de 15 anos, depois de sofrer com problemas cardíacos, começou a praticar caminhada por recomendação médica.
  • Aos poucos, ela foi tomando gosto pela caminhada, aderiu à corrida e ao ciclismo e hoje participa de competições profissionais pela cidade de Lorena, trazendo inclusive várias conquistas.

Durante a participação no programa, Dona Rosa enfatizou o esporte como ferramenta de libertação e mudança de vida, e como a prática esportiva trouxe benefícios à sua qualidade de vida e ao seu bem-estar psicológico. “Foi uma oportunidade que tive de mostrar a minha vida nova e saudável mesmo na melhor idade.

Mais do que isso, usar minha história para servir de incentivo a outras pessoas que estejam precisando”, disse Rosa, sobre a participação no programa. “Ela está sabendo aproveitar a vida dela. Não ficou parada nos problemas. Ela deixou os problemas, entendeu a realidade que estava vivendo e buscou sair dela”, disse o psicólogo Paulo Sodré, durante o programa.

A participação de Dona Rosa no “Vivíssima” está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=MOw_Qu9BbnY&index=5&list=PLynfClZM8w19yvb6iJx5xES6iYHvEOgRh : Dona Rosa: exemplo de saúde e qualidade de vida na Melhor Idade

Quem é a Pomba Gira Maria caveira?

Maria Caveira é uma Pomba Gira que faz parte da falange dos Caveiras, logo trabalha no cemitério na linha de Obaluaê/Omulu. Contam as lendas, que desde cedo abandonou sua casa e vou viver como bem dia, sempre fora mulher independente, e ainda é.